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from notamental

Checado o SPF de um domínio.

spfquery --scope mfrom --id contato@gutocarvalho.net --ip 45.63.2.183 --helo-id mail.gcn.sh

O binário é nativo do mac e pode ser intalando no linux via gerenciador de pacotes.

 
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from João Carlos

Finalmeeeeente eu terminei esse carinha. Tudo começou em um post meu lá no Tabnews. Eu perguntava se alguém conhecia uma comunidade para encontrar projetos open source brasileiros para colaborar. Ninguém conhecia uma, e tinha gente naquele post compartilhando seus projetos até, mostrando que tinha essa vontade.

Então, como bom arteiro e programador que eu sou, decidi fazer o meu próprio, que demoraria algumas semanas ou um mês no máximo

(isso durou uns 5 meses)

O resultado final ficou bem satisfatório. Mesmo tendo que cortar algumas coisas, e ter que me segurar para não adicionar mais bobeirinhas. O projeto tá aí, tá lançado, e tá pronto.

A stack é extremamente simples (a ideia desde o começo era simplicidade em tudo), é um site estático, com um pré processador gerando as páginas com os projetos e tals

Eu tive a decisão meio duvidosa de usar o bootstrap studio, porque odeio ao máximo desenvolvimento web, e estou muito por fora de padrões, boas práticas, o que precisa colocar no cabeçalho para fazer a bagaça funcionar em mobile. Mas no final foi bem útil, mesmo que precisei me virar muito para me adaptar com ele, e me deu o que precisava

Difícil foi processar os dados dele. Para maior flexibilidade, eu usei lua puro para fazer isso. ficaria difícil usar um pré-processador como hugo porque o bootstrap studio me limitaria muito na questão de criar os templates. Então usei lua, e uma biblioteca para fazer o parse do HTML, e tudo fluiu muito bem

A hospedagem tá sendo feito no GitLab pages, e com o domínio deles também. Se o projeto pegar mais tração eu posso comprar um domínio .com.br, e usar uma CDN melhorzinha. Mas eu quero bota ele pra fora esse MVP logo, e ficar escovando bits depois se precisar.

Em geral tô bem feliz de ter programado um negócio publico, para outras pessoas usarem. Não ser um desafiozinho bobo, que dura uma semana só.

O site é: joao620.gitlab.io/meu-projetinho. lá tem algumas informações como adicionar os seus, os meus projetos para demonstrar como fica, e bastantes bugs que eu fingir não existir para lançar ele logo :P (Usem no modo escuro, eu acho bem mais bonito)

 
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from notamental

Se quiser habilitar ou desabilitar o sshd

sudo systemsetup -getremotelogin
sudo systemsetup -setremotelogin on
sudo systemsetup -setremotelogin off

Se quiser iniciar, reiniciar ou parar o serviço sshd

launchctl start com.openssh.sshd
launchctl stop com.openssh.sshd
launchctl restart com.openssh.sshd
 
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from notamental

Quando a gente pluga um device Ethernet USB no MacOS, ele ganha um nome, mas para descobrir o device pode ser um pouco confuso, a não ser que você use esse comando:

networksetup -listnetworkserviceorder

exemplo de saída

An asterisk (*) denotes that a network service is disabled.
(1) ATSAM USB to Serial Converter
(Hardware Port: ATSAM USB to Serial Converter, Device: usbmodem1101)

(2) Unifi
(Hardware Port: USB 10/100/1000 LAN, Device: en7)

(3) Allrede_ISP
(Hardware Port: USB 10/100/1000 LAN, Device: en8)

(4) R2_ISP
(Hardware Port: USB 10/100/1000 LAN, Device: en11)

(5) Servers
(Hardware Port: Servers, Device: vlan0)

(6) Thunderbolt Bridge
(Hardware Port: Thunderbolt Bridge, Device: bridge0)

(7) Wi-Fi
(Hardware Port: Wi-Fi, Device: en0)

(8) iPhone USB
(Hardware Port: iPhone USB, Device: en9)

Além de pegar os nomes, esse comando também estabelece a ordem de proridade do device para o sistema, se tiver 2 conectados, o menor será o que será usado.

;)

[s] Guto

 
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from Blog do Emanoel

O inventário do Ansible tem apenas os IPs das máquinas e preciso de um alias para que sejam identificadas apenas pela posição de suas mesas. Ex: 243, 224, 331 etc.

Uma tentativa seria:

243 ansible_host=10.102.227.xx

 
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from Covil do Oliver

Quem guardará os guardiões?

Eu tenho muito apreço pelo conhecimento que eu desenvolvi ao longo do tempo, inclusive e principalmente no que tange a ativismo e causas. Mas ao mesmo tempo eu tenho estado muito cansado.
Eu sou liderança em uma Associação de promocao e suporte aos direitos na neurodivergencia, portanto cuido de outros, mas e daí, quem cuida de mim? É complicado viver como eu vivo. Dando de mim sem ter tempo para repor. Tudo onde muito se tira e nada repõe faz falta

 
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from Sabedoria do Povo

Traduzido em 6 de março de 2024 pelo Projeto Sabedoria do Povo e publicado originalmente por Matilda Dow no site da IWW UK no dia 13 de agosto de 2023

Cada local de trabalho é diferente, mas isso não significa que você não possa formar um sindicato nesse local. A companheira de trabalho Matilda explica que muitos de nós evitamos nos organizar em nossos locais de trabalho racionalizando que nosso local de trabalho é “excepcionalmente ruim” para nos organizarmos. Mas isso é produto do medo e da impotência. Quando reconhecemos isso e obtemos o apoio de outros organizadores, cada um de nós pode romper esta barreira, não importa onde trabalhemos.

Uma das coisas com que sempre me deparei ao procurar outros membros da IWW ou outros trabalhadores, amigos ou conhecidos para incentivar a organização no local de trabalho é uma espécie de “excepcionalismo” em relação ao seu próprio local de trabalho.

“Meu local de trabalho”, as pessoas costumam dizer, “é impossível de organizar”. As pessoas então apontam várias características do local de trabalho, como colegas conservadores, contratos temporários, alta rotatividade ou “falta de interesse” dos colegas como prova. A lógica é que essas características fazem com que esse local de trabalho seja fundamentalmente diferente de qualquer outro local de trabalho mais organizável em que haja potencial para uma campanha.

“Simplesmente não há esperança aqui!”

Mas é claro que qualquer pessoa em qualquer local de trabalho pode encontrar motivos pelos quais seu trabalho específico é “excepcionalmente ruim”. Às vezes, os motivos de pessoas diferentes podem se contradizer. Por exemplo, em uma conversa que tive com dois amigos em locais de trabalho diferentes, um deles disse:

“Não há esperança em meu lugar. A rotatividade é muito alta e ninguém quer permanecer na empresa por toda a carreira.”

No entanto, outro disse:

“Não há lugar para um sindicato em meu local de trabalho. Os funcionários estão lá há anos e aceitam o as coisas como são”.

Qual seria o ideal hipotético para esses trabalhadores se organizarem? Um local de trabalho com rotatividade, mas sem muita rotatividade? Bem, o fato é que não existe um local de trabalho ideal que não tenha algo que o torne “excepcionalmente ruim”, porque esse não é um argumento racional. É uma resposta ao medo e ao trauma. Esses trabalhadores estão identificando desafios únicos em seu local de trabalho, mas essa é uma informação paralisante, pois eles já acham que uma campanha sindical não é possível.

Isso me faz lembrar de meu próprio histórico de depressão. Quando eu estava deprimido, os amigos me davam conselhos e eu descobria que sistematicamente invocava motivos pelos quais o conselho não funcionaria, como uma espécie de desamparo aprendido que prejudica a mim mesmo.

Isso me faz lembrar de meu próprio histórico de depressão. Quando eu estava deprimido, os amigos me davam conselhos e eu descobria que sistematicamente invocava motivos pelos quais o conselho não funcionaria, como uma espécie de auto-sabotagem que, sem esperança, aprendi.

Uma técnica que usei na tentativa de superar isso é reformular as peculiaridades de um local de trabalho como fatores que também poderiam ajudar uma campanha. Recentemente, eu estava conversando com um técnico de emergência médica (EMT) que estava lamentando as condições de trabalho. Ele mencionou, quase palavra por palavra, as duas linhas de raciocínio acima. A avaliação desse trabalhador era de que a equipe em seu local de trabalho era formada por universitários novatos, ansiosos para seguir em frente e começar uma carreira, e que provavelmente só ficariam para ter experiência suficiente para entrar nos serviços de saúde privados, ou por paramédicos mais velhos e experientes que, fundamentalmente, não queriam se mexer.

Organizar-se nesse local de trabalho era “singularmente impossível”!

Minha resposta a isso foi tentar mostrar como esses dois grupos, de fato, se complementam e ambos podem ser bons organizadores. Os graduados em medicina podem ter contatos em cenas ativistas locais. Eles podem estar interessados em criar uma carreira para si mesmos e têm um fogo e uma energia que os funcionários mais velhos podem precisar de mais esforço para acender. Por outro lado, os funcionários mais experientes têm um motivo muito bom para querer melhorar o local de trabalho e têm uma continuidade e um histórico que os tornam extremamente adequados para treinar novos membros. Além disso, eles se lembram de “antes disso ser uma merda”.

Essa forma de ressignificação é bastante semelhante às técnicas psicológicas para lidar com a depressão e outras formas de pensamento desordenado. Isso não é coincidência! O local de trabalho, por meio de suas estruturas e patrões, busca intencionalmente estimular a conformidade por meio de um sentimento de medo e uma ilusão de impotência. Ele é estruturado como uma hierarquia ditatorial em que o patrão tem um enorme controle sobre a sua vida e exerce esse controle por meio do seu supervisor direto. Você é sempre vigiado por um circuito fechado de televisão. Sua eficiência é monitorada por meio de metas de desempenho. Você é cronometrado por um relógio de ponto. Você está constantemente cercado pelo marketing e pela marca do local de trabalho. Você deve usar um uniforme.

Tudo isso gera uma sensação de que a empresa tem poder e você não. Outros locais de trabalho são mais distantes, e essa forma de propaganda psicológica não é tão registrada quando você não passa grande parte de sua vida sob o comando de alguém nesse local. Portanto, quando outro local de trabalho se organiza, pode ser muito fácil desconsiderar isso como uma situação em que eles obviamente tiveram muito mais facilidade do que você. Eles não tiveram de lidar com os mesmos desafios específicos que você teria de enfrentar se tentasse fundar um sindicato. Essa distância emocional mistifica outros locais de trabalho e cria a impressão de que as campanhas sindicais ou os organizadores são “especiais”. Não é algo que qualquer um possa fazer. Ou então, é algo que só pode ser feito em um local de trabalho “fácil” ou em uma circunstância perfeita, mitificada.

Para superar esse terror, temos de comparar a realidade material do local de trabalho com nossas ideias sobre ele e confrontar a maneira como ele nos treinou para percebê-lo de forma diferente. Talvez isso possa ser feito por meio de conversas com um amigo externo, conforme mencionado acima, ou de uma discussão com outro funcionário no local de trabalho. Talvez isso possa ser feito por conta própria. Essa reformulação não significa necessariamente transformar os aspectos negativos em positivos, mas sim pensar em como as características específicas de um local de trabalho mudam a forma como você pode operar. Quais métodos serão eficazes e quais podem não ser. Não existe um método único para uma campanha sindical.

De qualquer forma, porém, todo local de trabalho terá seus desafios. Esses desafios serão diferentes dos de outros locais de trabalho. Isso não é algo que deva ser temido; apenas o obriga a ser criativo.

Exemplos

Abaixo está uma lista de alguns motivos clichês pelos quais os locais de trabalho são “excepcionalmente ruins”. Eles não representam nenhum local de trabalho específico, mas servem como exemplos de como as táticas de organização podem mudar dependendo das condições materiais do local.

“Meus colegas de trabalho são conservadores e não vão querer se organizar.”

Muitas vezes, mesmo as pessoas que se identificam como conservadoras politicamente podem e ainda assim estarão interessadas em se organizar – desde que você não use muitos chavões anarquistas! Organizar-se com essas pessoas pode incentivá-lo a formar relacionamentos próximos para desafiar lentamente os preconceitos delas, em vez de rejeitá-las completamente devido a eles. Quando a campanha for lançada, você poderá melhorar significativamente a opinião das pessoas sobre a ação coletiva. O Daily Mail[^1] não vai aparecer para debater com você, portanto, se você tiver várias pessoas a seu lado, poderá superar o falatório. Consulte a Leitura sugerida no final para ver alguns bons artigos sobre como fazer isso, escritos pelo companheiro de trabalho Colt Thundercat, dos EUA.

“Meu local de trabalho tem uma rotatividade muito alta. As pessoas não ficam tempo suficiente para se organizarem.”

Muitas vezes, a alta rotatividade pode ser resultado de um sentimento de impotência, de uma força de trabalho predominantemente jovem ou de um local de trabalho que simplesmente mastiga as pessoas e as cospe fora. Se você quiser evitar contratempos em uma campanha de organização, insista com os organizadores e outros trabalhadores para que se firmem no local de trabalho. Alta rotatividade significa perda de continuidade e história no local de trabalho, portanto, os trabalhadores que permaneceram no mesmo local por algum tempo (ou, no caso de locais de trabalho temporários, como empregos em festivais, trabalharam para a empresa várias vezes) têm uma grande vantagem para se organizar: São eles que podem treinar outros trabalhadores e contar a eles como as coisas costumavam ser melhores. A alta rotatividade também facilita as táticas sujas. Se você está sempre no fio da navalha, bem, qualquer ação é tão perigosa quanto qualquer outra, portanto, é melhor não dar murros em ponta de faca.

“Meu local de trabalho tem muitos trabalhadores imigrantes. Há barreiras linguísticas e o patrão pode tirar os vistos.”

Os trabalhadores são feitos de barro, não de vidro, e presumir que os trabalhadores imigrantes não se organizarão porque podem ter o visto cancelado é uma falácia. Várias vezes, vimos que pessoas vulneráveis como essas são geralmente as mais dispostas a se organizar, pois seu visto pode ser retirado por qualquer motivo. Um exemplo disso é a Pan-African Workers Association no setor de cuidados, que organiza trabalhadores imigrantes africanos. Eles costumam usar um bom representante sindical quando necessário nesses casos, pois alguém com bom conhecimento da lei pode ajudar a identificar casos de escravidão moderna e discriminação que podem ser usados para ameaçar o chefe. Os trabalhadores imigrantes são vulneráveis à exploração e sempre devem ser contatados no início de uma campanha de organização para garantir que suas queixas sejam ouvidas.

É importante superar as barreiras linguísticas quando elas ocorrem, porque elas impedem que o sindicato se torne democrático. Se não houver trabalhadores bilíngues em um local de trabalho que possam se comunicar entre diferentes quadros de trabalhadores, talvez você tenha que aprender ou entrar em contato com o sindicato mais amplo para tentar “salgar” o local de trabalho com um membro que fale os dois idiomas. Uma vantagem disso é que você pode descobrir que tem um “idioma secreto”. Se os gerentes não falam o mesmo idioma que muitos funcionários, você pode se organizar à vista de todos sem que eles saibam!

“Estamos trabalhando em um local separado dos meus colegas de trabalho. É difícil até mesmo conhecê-los.”

Tem certeza de que eles já não estão se encontrando? Trabalhadores distantes, como mensageiros, caminhoneiros e professores remotos de inglês para estrangeiros, muitas vezes estabelecem formas de comunicação auto-organizadas e não aprovadas pela empresa, fora do controle do patrão, como uma necessidade prática do trabalho. Essa pode ser uma boa maneira de entrar em contato fora do local de trabalho. Você também pode investigar para encontrar os detalhes de contato das pessoas ou ter a chance de conversar em particular. Se nunca as encontrar, fique atento a fóruns, salas de bate-papo ou listas de discussão on-line onde os trabalhadores possam conversar. Você pode até pensar em criar a sua própria: Um grupo no Facebook ou subreddit “Deliveroo Drivers Edinburgh” pode atrair alguns dos seus colegas e lhe dar a chance de conversar com eles em particular.

“Meus colegas de trabalho não gostam de mim.”

Fazer com que seus colegas de trabalho gostem de você pode ser difícil, especialmente se você for marginalizado. Algumas dicas são: chegue na hora certa e ajude quando precisarem, faça perguntas proativamente e conheça-os, ouça seus problemas. Você sabe, amizade. Tente fazer pelo menos UM amigo no local de trabalho e faça com que ele participe da campanha de organização – quando houver dois de vocês, vocês podem coordenar o trabalho de conhecer as pessoas, uma de cada vez, até que tenham construído uma estrutura social forte no local de trabalho e feito amigos. Ter um aliado é uma das melhores coisas que você pode fazer.

“Sou dependente do meu patrão”, por exemplo, como estagiário, estudante ou empregado por parentes.

Certifique-se de ter um representante sindical de plantão ou, de preferência, um no local de trabalho para protegê-lo de retaliações. “Investigue” coletando grandes quantidades de evidências de saúde, segurança e discriminação no local de trabalho. Se você for demitido, poderá usar isso como uma ameaça para manter seu emprego, especialmente em um local de trabalho precário ou de alta rotatividade. Os trabalhadores vulneráveis geralmente resistem com mais força. Se você for um trabalhador africano no Reino Unido, entre em contato com a Pan African Workers Association para obter ajuda e orientação, bem como com a IWW.

“Meus turnos são muito longos e não me resta muita energia, ou estou trabalhando em vários empregos, sou deficiente.”

Tente fazer o máximo de trabalho sindical que puder “no horário de trabalho” em vez de em casa. Certifique-se de fazer isso em particular, é claro, e não deixe que seu patrão pegue nenhum de seus anotações, mas se você puder usar o seu tempo ocioso para alguma coisa, é melhor fazê-lo. Seja inteligente sobre como usar sua energia. Cuide de si mesmo em primeiro lugar e, aos poucos, faça progressos na organização. Lembre-se de que nenhuma pessoa deve ser o único responsável por um sindicato – ele DEVE ser democrático e descentralizado. Se você estiver fazendo todo o trabalho, então não é um sindicato, é apenas você. Delegue parte dessa carga de trabalho.

Sugestões de leitura

Além do F**k You (1) e (2) por Colt Thundercat Artigos sobre como confrontar e se organizar gradualmente com colegas de trabalho homofóbicos.

The Stopwatch And The Wooden Shoe (O cronômetro e o sapato de madeira), de Mike Davis Um artigo sobre a invenção da “administração científica” e como os chefes projetaram intencionalmente os locais de trabalho para quebrar seu espírito dessa forma.


Notas de Tradução: [^1] Daily Mail é um dos jornais mais populares do Reino Unido e bastante conservador.

 
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from Sabedoria do Povo


nota do tradutor Este texto é uma tradução dos acordos sobre ação sindical do XI Congresso Confederal da Confederação Nacional do Trabalho (CNT) da Espanha. O congresso ocorreu em 2015 e dentre seus acordos estabelecidos, a CNT firma sua perspectiva de economia coletivista e autogestão na secção 2.4 Ainda que o foco do Projeto Sabedoria do Povo seja o sindicalismo revolucionário, creio que este posicionamento dos anarco-sindicalistas tem muito a contribuir com a perspectiva emancipatória no Brasil.


Economia coletivista e projetos autogestionados

Criação de iniciativas autogerenciadas de produção e consumo pertencentes a sindicatos.

Em termos de produção

Partindo da análise de projetos autônomos ou cooperativas de produção, há uma comparação que pode ilustrar seu entendimento: um trabalhador assalariado tem de atender às condições impostas pelo patrão; ao trabalhar como autônomo, você não é livre, pois as condições são impostas pelo mercado e pelo Estado (seguridade social, leis relacionadas ao setor, tributação, aposentadoria, cotas de produção forçada, subsídios sob certas condições etc.).

O mesmo se aplica a uma cooperativa de produção: por dentro, ela pode ser muito horizontal, mas por fora está sujeita às condições do mercado e, portanto, ao capital. Como resultado, pode ser gerada uma subclasse empresarial ou uma autoexploração voluntária.

Para dar a esse tipo de projeto de produção um potencial emancipatório de acordo com nossos princípios, táticas e objetivos, é necessário fechar o ciclo de produção-consumo sem que o mercado seja o instrumento de troca (o que Isaac Puente, no conceito confederal do comunismo libertário, chama de meio ou sinal de troca). Isso implica que os projetos produtivos partem dos próprios sindicatos e não de fora, e que eles têm um caráter coletivista, não cooperativo.

O conceito de cooperativismo é uma transformação ou denegação do conceito de coletivismo, como a ideia original do socialismo humanista, conforme expresso e concretizado nos princípios fundadores da Primeira Internacional, cujos princípios a C.N.T. e o anarquismo em geral são herdeiros. A terminologia cooperativa de produção e consumo usada na maioria dos acordos dos sindicatos que os apoiaram, então, apresenta nuances de operação e propósitos que nos permitem identificá-los com o conteúdo coletivista do movimento anarco-sindicalista. Por isso, o termo COLETIVIDADE DE PRODUÇÃO E CONSUMO foi adotado como definição para todos os casos. Portanto, rejeitamos o cooperativismo como um fim em si mesmo, cuja dinâmica leva à integração na sociedade capitalista por meio da criação de novos empreendedores ou da autoexploração voluntária em benefício do mercado e do Estado.

As coletividades de produção e consumo que podem ser criadas hoje não devem ser consideradas como um meio direto e absoluto de alcançar a emancipação dos trabalhadores. Elas podem servir como um meio indireto de aliviar nossos problemas de compra e, por outro lado, colocar em prática realizações em que a capacidade de auto-organização dos trabalhadores seja demonstrada, eliminando intermediários, armazenistas, especuladores etc.

Esses coletivos de produção e consumo não são projetos de trabalho autônomo nem cooperativas, mas o trabalho é realizado pela participação voluntária dos membros do coletivo.

Os coletivos de produção e consumo, conforme atualizado em congressos anteriores, estão divididos em duas seções:

  • a) Casos de indústrias a serem coletivizadas devido a cerco patronal, abusos, etc., nos quais as condições em que são deixadas e a dependência de outras indústrias no que diz respeito ao fornecimento e/ou distribuição de produtos seriam levadas muito em conta.

  • b) O outro caso, de acordo com os documentos, é o dos Coletivos de Produção Agrícola, considerados como uma parte importante da seção sobre alternativas ao problema agrário.

A base para a organização das Coletividades é baseada na opinião majoritária dos sindicatos, que concordam, em princípio, com sua implementação na agricultura como a possibilidade mais viável no momento. Esse sistema de organização, objetivos, etc., é adaptável a qualquer tipo de Coletivo de Produção e Consumo que possa ser criado no futuro dentro da sociedade.

Na ausência de um estudo exaustivo da história e das características técnicas do movimento cooperativo, é necessária uma orientação geral para o funcionamento dessas Coletividades de Produção e Consumo.

Diante da estrutura econômica capitalista, os anarco-sindicalistas promovem as Coletividades de Produção e Consumo, embora não como um meio absoluto para alcançar a emancipação dos trabalhadores. Considerando que seu funcionamento se baseará em não ser confundido em nenhum momento com o sistema de cooperativas oficiais que tendem a reproduzir o conceito do pequeno empresário.

A estrutura geral será a seguinte:

  • Partirá de pequenos núcleos (sindicatos, federações locais etc.) para se estender às áreas naturais (região, província etc.).
  • Sua estrutura será aquela que não pode ser controlada ou assimilada pelo sistema.
  • Sua coordenação será federalista, mantendo a autonomia dos núcleos.
  • Seu sistema operacional será autogestionado.
  • Sua finalidade não terá fins lucrativos, ou seja, os lucros serão investidos na coletividade e no sindicato.
  • Os proprietários dos Coletivos de Produção e Consumo serão os sindicatos, as federações locais, etc., e não a organização como uma entidade.
  • A estruturação orgânica será usada para o desenvolvimento, o apoio e a implementação de coletividades de produção e consumo.

A CNT não pode, com a força atual da organização, assumir tudo, e deve ter clareza sobre em que apostar e como apostar. Pensamos que é viável começar pela esfera agrária, sem prejuízo de outros setores, pelo exposto e porque requer uma menor correlação de forças para ter acesso aos meios de produção.

Os projetos criados pelos sindicatos devem servir para integrar a luta anarco-sindical por meio da vivência de experiências que fortaleçam ainda mais a ideia da necessidade da revolução, da propaganda pelo fato de servir de apoio à luta anarco-sindical (suprindo necessidades em casos de crise econômica, auxílio a represálias, apoio a greves...).

Em termos de consumo

Em face da comercialização capitalista, devemos lutar pela eliminação imediata de intermediários e intermediárias. Promover canais de comercialização alternativos aos capitalistas. Tentar fazer o máximo uso da estrutura sindical para essa distribuição. Logicamente, isso deve ser acompanhado por uma rede de coletivos ou cooperativas de consumidores coletivizados que fornecerão esses produtos e lhes darão uma saída, dando assim um exemplo de organização como consumidores (V Congresso, ponto 8.7.3b).

O modelo de cooperativa de consumidores é conhecido como GAKs (grupos autônomos de consumo). Em projetos cooperativos que se baseiam exclusivamente no consumo, o pequeno (ou não tão pequeno) empresário é promovido como um empresário mais ecológico, mais equitativo e mais justo, mas, ainda assim, um empresário. O conceito GAK também pode ser entendido parcialmente como uma adaptação ou contextualização do rótulo de sindicato. Acreditamos que a criação de GAKS nos sindicatos seria um passo à frente na prática, mas somente no sentido de que a produção e o consumo são dois lados da mesma moeda e, portanto, é necessário influenciar ambos.

No entanto, estamos bastante relutantes porque, dada a evolução real dos grupos de consumidores nas áreas onde eles mais se desenvolveram (Madri, Catalunha, Andaluzia etc.), vemos um retrocesso na clareza e no entendimento da questão cooperativa vs. coletivismo em relação ao 5º congresso.

Entendemos que os GAKs nunca deveriam ser um objetivo da CNT, mas uma tática na situação atual, já que não podemos fornecer e coordenar a produção e o consumo por meio das federações de ramos. Para responder aos nossos princípios, táticas e objetivos, essa ferramenta deve ser direcionada novamente para o coletivismo, superando a troca por meio do mercado, buscando reduzir o dinheiro ao mínimo em favor de acordos baseados em uma satisfação planejada e participativa das necessidades.

Os GAKs poderiam, portanto, ser adaptados aos princípios, táticas e objetivos da CNT. É claro que não apenas o nome, que poderia ser Grupos Confederados de Consumidores, mas também a definição de seu objetivo e funcionamento. Da mesma forma que os projetos de produção precisam fechar o ciclo em direção ao consumo, os projetos de consumo precisam se mover em direção à coletivização dos meios de produção.

Por meio do GAK, podem ser feitos pactos com os produtores, apresentando diferentes opções de relações, dependendo do caso, e podem ser alcançados acordos nos quais a produção e o consumo são progressivamente assumidos em uma base compartilhada. Mas, por meio do consumo, também é possível estabelecer conflitos de luta exigindo certas condições, como mostram os casos históricos do anarco-sindicalismo, como as greves de consumo de pão, os boicotes contra o abuso dos lojistas ou as greves de aluguel.

Questões a serem consideradas para projetos econômicos dentro da CNT. Rumo à construção de uma alternativa econômica ao mercado e ao Estado.

Acreditamos que questões dessa profundidade devem ser o resultado do debate e das contribuições de toda a organização em relação aos projetos econômicos dentro da CNT, tendo consciência de que só alcançaremos o comunismo libertário por meio da revolução social. A título de exemplo, quando falamos de economia, estamos falando da satisfação das necessidades com base nos recursos que temos disponíveis, portanto, o objetivo da atividade econômica não precisa ser necessariamente de natureza monetária. Ou seja, um projeto produtivo pode ser realizado em relação à publicação de livros ou outros materiais para venda, mas também pode ser realizado com o objetivo de fornecer aos sindicatos os materiais que consideramos necessários.

Uma economia coletiva.

Em oposição ao individualismo, uma das características essenciais do capitalismo. Todas as outras bases devem ser construídas sobre essa lógica do coletivo. Essa opção não deve prejudicar o respeito ao indivíduo e o livre desenvolvimento de sua personalidade e criatividade em coexistência com a dos demais.

Consenso sobre os princípios básicos:

Estabelecer bases claras e escritas, que não precisem ser constantemente discutidas e que não dêem margem a infinitas interpretações. Isso implica aprofundar as questões básicas do projeto até que se chegue a um consenso. As pessoas que desejam participar do projeto devem se conhecer previamente.

Atender às necessidades básicas como objetivo:

Começar com um estudo das necessidades básicas (materiais e não materiais) a serem atendidas, pois o planejamento deve ser baseado nelas. O planejamento implica não apenas o quê e quando, mas também quem e como e, portanto, o treinamento prévio sobre os conhecimentos e as habilidades práticas necessárias. A cobertura das necessidades básicas implica a renúncia às necessidades supérfluas (sejam elas dos próprios membros ou de terceiros, no caso de produção externa).

Avaliações periódicas são essenciais para garantir que o planejamento seja adaptado à realidade e que a experiência acumulada seja bem utilizada. Não apenas as atividades planejadas devem ser avaliadas em relação a seus objetivos de curto prazo, mas também para ver até que ponto elas estão de acordo com os princípios, táticas e objetivos da CNT e seu impacto na atividade do sindicato. Por fim, é sempre necessário replanejar de acordo com os resultados das avaliações.

Autogestão:

A independência de todas as formas de poder é a consequência de uma atitude que deve estar presente em qualquer projeto alternativo ao sistema dominante: estar constantemente contra o poder. A tomada de decisões deve ser feita em assembleias por aqueles que fazem parte do projeto. Mas o assembleísmo não está, por si só, isento de formas de poder. Para que seja possível decidir em pé de igualdade, é necessário ter formas de comunicação em que todos tenham acesso às informações. Não há horizontalidade quando as decisões são iguais, mas a participação não é, pois algumas pessoas decidem o que as outras devem fazer.

A autogestão não é apenas decidir, é também fazer. Embora todos devam estar envolvidos na tomada de uma decisão na medida em que ela os afete em questões fundamentais, o sindicato tem a palavra final.

Aprendizado ao longo da vida:

O grau de experiência e conhecimento afeta todas as outras bases levantadas: desde como as decisões são tomadas até nossa relação com o meio ambiente.

É essencial criar espaços para a aprendizagem coletiva ou, melhor ainda, que a possibilidade de aprendizagem seja facilitada durante o desenvolvimento das próprias atividades (isso deve ser levado em conta no planejamento dessas atividades) e levada a todos os campos de forma transversal.

Atividade não especulativa:

qualquer atividade intermediária com caráter lucrativo é contrária à ação direta e não é de caráter econômico, mas especulativo. Por tanto a CNT não participa dela. (O transporte é uma atividade econômica).

Estabilidade independente do crescimento

Ao contrário do capitalismo, não se deve exigir crescimento constante para sobreviver. Isso significa eliminar a obsessão com o crescimento quantitativo e pensar mais em termos de multiplicação de iniciativas e sua federação, bem como o crescimento qualitativo em termos de colocar os princípios básicos em prática.

Acesso aos meios de produção

Os meios de produção não são apenas materiais, mas também o conhecimento, as relações, etc. Uma economia alternativa não pode se basear em pegar os meios de produção tradicionais do desenvolvimentismo capitalista e simplesmente colocá-los em outras mãos (por exemplo, não faria sentido autogerir as necessidades de energia ocupando uma usina nuclear). Há meios de produção que precisam ser reapropriados porque estão nas mãos das classes dominantes, e outros que precisam ser reapropriados porque foram desvalorizados e condenados ao esquecimento. Assim, a correlação de forças deve ser alterada para que se assuma o controle dos recursos naturais, mas outros meios de produção, como o conhecimento da natureza ou a capacidade de autossuficiência, também devem ser tomados.

O conhecimento da natureza ou a capacidade de auto-organização exigem grupos de aprendizagem coletiva para recuperar o conhecimento camponês secular adaptado às realidades locais e à memória histórica das lutas de nossa organização.

Preferência pelo uso de tecnologias simples.

A tecnologia usada não deve gerar novas necessidades ou dependências. No grau de eficiência (resultados obtidos entre os recursos utilizados), devemos incluir nos resultados os efeitos indesejados e o tipo de organização social que ele reproduz e, nos recursos utilizados, não apenas o momento de seu uso, mas também o encadeamento/acúmulo de custos reais anteriores. É essencial recuperar o conhecimento válido em termos de autonomia e eficiência de outras épocas e culturas e conceber (não idealizar) formas diferentes de produzir. O uso de outras tecnologias deve ser baseado em um estudo fundamentado de suas repercussões, e seu uso não está excluído.

Relação equilibrada com a natureza:

Começa levando em conta o custo ecológico real do que é produzido. Por um lado, o consumo de matérias-primas e energia para todo o processo deve respeitar a capacidade de regeneração dos recursos naturais que utiliza. Por outro lado, devemos estar cientes dos efeitos indesejáveis e da deterioração que nossa atividade econômica causar à autorregulação do sistema natural. O sistema natural deve ser restaurado, principalmente porque ele é, em última análise, a fonte de tudo o que é necessário para a vida e sua reprodução.

Interação com o contexto social.

Um projeto não pode ser fechado, mas deve transcender o resto da sociedade. Da mesma forma, dado que o capitalismo não é apenas um sistema econômico, mas que a dominação se estende a todos os aspectos da vida social, é necessário inserir essa luta econômica nos processos mais amplos de luta que a CNT mantém.

A tendência natural, com base em nossos objetivos, é dispensar gradualmente a relação com o mercado capitalista.

Participar de redes econômicas de apoio mútuo.

É muito difícil para um projeto isolado atender a todas as suas necessidades. Portanto, no futuro, é essencial coordená-las por meio de canais orgânicos e criar alianças com outros projetos, federações, pessoas e grupos com ideias semelhantes, ampliando o apoio mútuo.

Influência do não econômico sobre o econômico.

O econômico não é tudo. Há questões que afetam a economia e que não podem ser resolvidas pela economia. Sem uma mudança na cultura, nos valores, na consciência e nas formas de se relacionar com os outros, nenhuma alternativa de longo alcance será viável. Para alcançar o bem-estar pessoal e coletivo, é preciso haver equilíbrio entre o que pensamos, o que sentimos e o que fazemos.

A exceção não faz a regra.

Há ocasiões em que, na prática, não há alternativa a não ser não cumprir com uma ou mais das bases acima. Essas decisões não precisam afetar o futuro do projeto se forem tomadas em sã consciência e com o conhecimento do sindicato.

Elas não devem criar um precedente e não devem se tornar uma questão natural. Também é essencial que elas sejam acompanhadas de um compromisso de buscar outras soluções consistentes com os princípios da organização para a próxima vez que tais situações surgirem. Isso é particularmente importante quando se propõe começar de uma maneira e depois passar gradualmente a fazer as coisas de forma diferente. Gradualmente, passando a fazer as coisas da forma como realmente queremos fazê-las.

Que funcione:

Ou seja, que atenda aos objetivos estabelecidos pela organização. Quando não funciona, não devemos desanimar, mas sim estudar se a falha está na formulação do projeto em si (bases, planejamento) ou se é o desenvolvimento do projeto que está falhando.

 
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from Tecno Treco

O Content warnings (Aviso de Conteúdo), também chamado simplesmente de CW, é um recurso extremamente útil encontrado no mastodon e em outras redes sociais. Com o uso do CW, é possível ocultar uma postagem por trás de um aviso por escrito, o que permite, por exemplo, alertar o público sobre um tópico sensível antes que o toot seja visualizado dando assim a escolha de vê-lo ou não. O usuário pode também optar que toots marcados com CW simplesmente nem apareçam na sua linha do tempo. Esse é um recurso de acessibilidade que permite que todos possam usar a rede social sem se atormentar com tópicos que possam ser prejudiciais . Então qual o problema com os Content warnings?

Primeiro existe um uso indiscriminado do CW, ele virou ferramenta para piadas, títulos chamativos, ou resumos. Muitos usam como ferramenta de expressão e não de sinalização. Isso faz com que quem bloqueie CW por padrão perca conteúdo que não realmente queria perder, isso banaliza uma ferramenta de acessibilidade, se o mesmo fosse feito com o Alt Text não seria visto com bons olhos. O segundo motivo é que não há consenso sobre o que deveria ser marcado com CW, muito fica por escolha das instâncias e usuários mas não há concordância entre os grupos.

Alguns tópicos costumam ser de acordo geral: Violência, nudez, suicídio – mas estes são poucos e a maioria é discutível. Há quem diga que posts políticos deveriam ser sinalizados, e quem decide o que é e o que não é político? A subjetividade é grande na maioria dos casos e levando a um extremo qualquer coisa pode ser passível de uso de CW.

Acredito que a maioria dos CW’s poderia ser substituídos por uma boa hashtag no começo da publicação, isso permite um bloqueio muito mais contextual pelos usuários.

Se eu bloquear a aparição de CW’s, todos eles vão desaparecer, sejam spoilers de filmes, nudes, rants ou o que for. Se bloquear uma hashtag específica só aquele único conteúdo sensível para mim vai desaparecer, posso por exemplo bloquear #suicidio e continuar visualizando posts sobre outros problemas e traumas que não me afetam. O problema é que hashtags são subutilizadas, inclusive por mim, então CW ainda é necessário. O que aponto então é que CW’s deveriam substituir seu campo de título por um campo de categorias pré definidas, assim tornaria seu uso mais sinalizativo e menos expressivo e usuários poderiam marcar quais categorias desejam ocultar acabando com o binarismo atual.

 
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from Sabedoria do Povo

Publicado originalmente em 28/07/2021 no Blog Fire With Fire por Roger Williams. Traduzido pelo Projeto Sabedoria do Povo no dia 03/03/2024.

Há um erro principal que as pessoas cometem quando começam a organizar seus locais de trabalho e que é responsável por mais tropeços, contratempos e perdas do que qualquer outro: elas não conhecem realmente as pessoas antes de tentar agir diretamente com elas.

Se as pessoas não se conhecem, como se pode esperar que assumam riscos juntas, especialmente quando a quebra de confiança pode colocar todos em perigo? Alguns colegas de trabalho ficam indecisos, os que estão em cima do muro nunca se envolvem de fato e os que parecem mais comprometidos se afastam ou se esgotam.

É claro que, as vezes, a vida deixa cair um verdadeiro caminhão de limões na sua cabeça, as circunstâncias o forçam a se organizar rapidamente em circunstâncias não muito ideais e você faz o que pode com os colegas de trabalho, quer os conheça ou não. Mas isso deveria ser a exceção e não a regra.

Esta postagem do blog é sobre por que tantas pessoas não têm relacionamentos com seus colegas de trabalho, por que é tão importante construir relacionamentos antes de lidar com as queixas e como fazer isso.

A estrutura social do local de trabalho

Como trabalhadores, muitas vezes separamos nossa vida profissional do resto de nossas vidas como um mecanismo de enfrentamento do estresse no trabalho ou para manter o equilíbrio entre vida profissional e pessoal. Mas quando olhamos mais de perto, podemos ver que não são apenas nossas inclinações sociais naturais que nos mantêm afastados de nossos colegas de trabalho, mas que há pressões sociais mais profundas em jogo.

Quando os seres humanos passam muito tempo perto uns dos outros, é natural que criem vínculos e relacionamentos, mas os locais de trabalho muitas vezes parecem ser desinteressantes ou antissociais. Em vez de ver o isolamento que sentimos no trabalho como nossas próprias falhas sociais individuais, devemos ver que os limites sociais no local de trabalho geralmente fazem parte do condicionamento do capitalismo. Se não fizermos exatamente o que o patrão nos manda fazer porque começamos a conversar com nossos colegas de trabalho sobre o que é justo e injusto no trabalho, então o patrão tem um problema em suas mãos.

Assim, os patrões regulam nossas relações no local de trabalho de todas as formas, grandes e pequenas, inclusive incentivando as pessoas a verem o local de trabalho como uma “família”, conversando em particular com os trabalhadores que apresentam queixas, dizendo às pessoas que não pode ser de outra forma, favorecendo os trabalhadores para que compitam entre si e recompensem o comportamento a favor do chefe, manipulando as pessoas dizendo-lhes que o que elas acham que é um problema não é realmente um problema, excluindo sutilmente aqueles que não concordam com o programa, enfatizando que o patrão é o trabalhador mais duro de todos e adestrando sobre as virtudes de uma atitude positiva.

Para podermos pensar de forma independente sobre nosso trabalho e sobre o que ele tem de bom e de ruim, precisamos perguntar por que o patrão está dizendo certas coisas e por que somos desencorajados a fazer certas perguntas. Para ter alguma chance de melhorar as coisas no trabalho, temos de ser capazes de conversar com as pessoas ao nosso redor que estão em condições semelhantes e que podem chegar a conclusões semelhantes sobre o que precisa mudar. As barreiras que sentimos para poder conhecer os colegas de trabalho fazem parte da estrutura social do local de trabalho, pois refletem os interesses econômicos dos patrões e proprietários.

A organização não é um ato de “apertar este botão em caso de emergência”

Esse é um erro compreensível para alguns. Um trabalhador vê as condições de seu local de trabalho se deteriorando e os colegas de trabalho se cansando, então decide que agora é a hora de fazer algo e enfrentar o chefe e tentar fazer com que todos os trabalhadores tomem algum tipo de ação, como uma greve ou uma eleição sindical. É uma atitude corajosa e baseada em princípios. Infelizmente, é raro que seja bem-sucedida porque a organização começou tarde demais, como tentar impedir que a água saia correndo quando a represa está se rompendo. Mas a maioria das pessoas não sabe muito sobre sindicatos ou organização, portanto, não é culpa delas.

Até mesmo os esquerdistas que sabem sobre sindicatos e organização e que participaram de treinamentos cometem esse erro com muita frequência. Eles esperam as condições de trabalho irem de mal a pior para que a “luz da organização” se acenda em suas mentes e, nesse momento, é muito mais difícil realmente construir uma base necessária para agir a partir de uma posição de força e solidariedade entre os colegas de trabalho.

A maioria dos treinamentos sindicais enquadra o início da organização como sendo a identificação das queixas em torno das quais você vai se organizar, ou alguns outros detalhes técnicos, como coleta de informações de contato ou mapeamento social do local de trabalho. Todas essas coisas são muito importantes, mas quanto mais experiência acumulo com minha própria organização e ao conversar com outras pessoas, mais acho que essas deveriam ser a etapa 2 ou 3, em vez da etapa 1.

Os relacionamentos com as pessoas tornam a vida melhor

A construção de relacionamentos com colegas de trabalho não precisa ser enfadonha, é uma parte absolutamente essencial da construção do poder do trabalhador e, na verdade, tornou-se a parte mais gratificante da minha organização.

Embora possa parecer óbvio, vale a pena enfatizar o quanto nossas vidas são melhores quando podemos nos relacionar com as pessoas ao nosso redor e apoiar uns aos outros. Essa interação social significa que as pessoas naturalmente cuidam umas das outras, apoiam-se mutuamente nos momentos difíceis e cooperam melhor nos projetos de trabalho. Isso atende a uma necessidade geral de conexão que está totalmente ausente de muitos locais de trabalho, mas o esforço extra necessário para superar as inibições do local de trabalho e criar essas conexões vale a pena. O fato de as relações no local de trabalho serem valiosas em si mesmas e valiosas para a organização não é uma tensão entre suas identidades como “pessoa normal” e como “organizador”, mas sim um vínculo inerente entre essas coisas, porque os seres humanos são naturalmente sociais e naturalmente políticos.

Estabelecendo um 1-a-1 (tête-à-tête).

Um amigo meu, organizador, é muito bom em facilitar e construir relacionamentos com colegas de trabalho. Ele marca regularmente e casualmente encontros individuais com colegas de trabalho e, na maioria das vezes em que se encontra com eles, a conversa não entra no modo de “organização”, no qual você passa pelas partes de uma conversa de organização. Observando ele e outros organizadores, eu mesmo tentei melhorar nesse aspecto.

Quando bem feito, esse tipo de organização baseada em relacionamentos pode parecer muito confortável e natural, mas para alguém que é novo nesse tipo de organização, pode parecer forçado ou estressante no início. Se não houver ninguém no trabalho que você se sinta à vontade para convidar para um café, primeiro dedique um tempo para conhecer melhor as pessoas no trabalho e, depois, será mais fácil convidá-las para um encontro fora do trabalho (escrevi mais neste post anterior sobre maneiras de construir relacionamentos com colegas de trabalho como uma etapa intermediária antes de convidá-los para um encontro individual).

Quando você tem a oportunidade de conversar com alguém fora do trabalho pela primeira vez, obviamente não há roteiro para conhecer as pessoas por meio de uma conversa casual. Como a principal coisa que você tem em comum com um colega de trabalho é o fato de ambos trabalharem no mesmo local, a conversa provavelmente se voltará naturalmente para o trabalho. Eu tenho alguns tópicos e perguntas para quando a conversa não está fluindo por si só:

  • “O que você fazia no trabalho antes de X?”
  • “Como você entrou nesse setor/empresa/emprego?”
  • “Qual é a sua parte favorita do trabalho?”

Se você descobrir interesses mútuos não relacionados ao trabalho, isso pode dar mais profundidade ao relacionamento. Se a conversa naturalmente se desviar mais para os problemas do local de trabalho, tudo bem, mas quando me encontro com alguém casualmente pela primeira vez, raramente tento me aprofundar nesses problemas usando técnicas de organização sindical.

Isso é mesmo organização ou é apenas ser uma pessoa normal? Bem, ambos, o ponto é que para ser um bom organizador você precisa ser capaz de construir relacionamentos com as pessoas de forma orgânica, e se isso for chamado de ser uma “pessoa normal”, que seja.

O que torna essa abordagem de organização mais do que apenas ser uma “pessoa normal” é que, quando as queixas começam a borbulhar e as pessoas começam a ficar mais agitadas, você já tem uma conexão com as pessoas a partir da qual pode pensar coletivamente sobre o que fazer em relação ao problema. Em vez de tentar elaborar um plano de ação com pessoas com as quais você nunca conversou fora do trabalho, agora é muito fácil pedir a alguém para conversar com você depois do trabalho e é mais fácil confiar uns nos outros. É provável que você já tenha conversado com as pessoas sobre o trabalho em geral e, portanto, tenha algum tipo de entendimento compartilhado, mesmo que as conversas anteriores nunca tenham sido explicitamente sobre reclamações ou organização. Todas essas coisas fazem uma grande diferença quando se tenta abordar um problema no local de trabalho pela primeira (ou segunda ou vigésima) vez.

“Tenho que ser amigo de todos os meus colegas de trabalho?”

Não, você não pode ser amigo de todos e nem é esse o objetivo. O tipo de relacionamento no local de trabalho que almejo com as pessoas nessas conversas individuais casuais é que seja mais do que apenas um conhecimento profissional, mas não tão íntimo quanto uma “amizade” no sentido pleno.

Tento construir um relacionamento em que saibamos algumas coisas sobre o outro fora do trabalho e possamos nos relacionar genuinamente e conversar sem necessariamente sermos próximos, e em que possamos falar abertamente sobre as coisas boas e ruins que surgem no trabalho. A maioria das pessoas tem duas ou três coisas com as quais mais se preocupa na vida, como os filhos, um hobby intenso ou uma questão política, e saber quais são essas coisas para as pessoas facilita o relacionamento com elas e torna a conversa informal, mas significativa, que acompanha grande parte dos momentos intermediários que você tem com os colegas de trabalho. Se você e seus colegas de trabalho puderem conversar livremente e compartilhar o que está em sua mente, será natural que um dos dois levante uma questão no local de trabalho quando ela surgir.

É claro que, ocasionalmente, quando você conhece um colega de trabalho, isso pode evoluir para uma amizade, o que é ótimo. E, com sorte, alguns de seus colegas de trabalho com os quais você desenvolve um relacionamento também desenvolvem um interesse específico na organização do local de trabalho, porque aumentar gradualmente o número de organizadores em seu trabalho é crucial para ter uma presença sustentável e poderosa que possa mudar o equilíbrio de poder entre trabalhadores e patrões. Mas tentar ser amigo de todos e tentar transformar todos em organizadores comprometidos não é o objetivo da organização, e eu não busco nenhuma dessas coisas logo no início quando estou conhecendo os colegas de trabalho. Em vez disso, a organização no início tem a ver principalmente com o relacionamento com as pessoas como pessoas e a capacidade de confiar umas nas outras, que são os pré-requisitos importantes dos quais decorrem todas as outras coisas boas de organização.

“Nenhum dos meus colegas de trabalho é radical”

Essa é uma constatação frustrante para muitas pessoas, e é compreensível. No entanto, a organização nunca se resume a encontrar pessoas radicais e depois fazer coisas radicais com elas. Em vez disso, a organização consiste em construir relacionamentos com as pessoas, descobrir como você quer que seja o seu local de trabalho (incluindo pequenas e grandes mudanças) e descobrir o que fazer a respeito. Muitas, e às vezes a maioria, das pessoas “não radicais” descobrirão que querem melhorar as coisas no trabalho quando você conversar com elas, permitir que tirem suas próprias conclusões sobre o motivo dos problemas no trabalho e lhes der a chance de melhorar as coisas. E é aí que começa a organização, apenas descobrindo o que as pessoas querem mudar e como fazer isso juntas.

As pessoas têm a oportunidade de se radicalizar por meio da organização quando a dinâmica do local de trabalho é esclarecida no contexto de uma luta entre trabalhadores e patrões. Tentar radicalizar as pessoas primeiro e depois fazer a organização quase sempre fracassará porque esses processos precisam estar interligados.

Nem todo mundo se radicaliza por meio da organização, mas isso também não é o pior. Algumas pessoas se radicalizarão por meio da ação e, mesmo aquelas que não se radicalizarem, ainda assim estarão dispostas a agir para conquistar reivindicações para os trabalhadores, o que, materialmente, é algo mais radical do que alguns radicais que se identificam como tal estão dispostos a fazer. Como em qualquer projeto, você trabalha com o que tem e constrói com base nisso.

O que isso significa para a construção de relacionamentos com seus colegas de trabalho é que você não deve apenas encontrar os colegas com os quais concorda politicamente e tomar café com eles, sem fazer nenhum esforço para construir relacionamentos com pessoas com as quais ainda não concorda. Isso fará com que você fique isolado da maioria de seus colegas de trabalho. Em vez disso, construa relacionamentos com os colegas que você tem, pois é aí que está o potencial de organização.

“Parece exaustivo estar sempre fazendo reuniões individuais com todo mundo.”

Sim e não. Certamente, algumas pessoas ficam entusiasmadas com a organização de coisas e mergulham de cabeça, mas acho que é mais sustentável, prático e até mesmo eficaz a longo prazo seguir o ritmo que lhe parecer mais adequado ao começar a construir esse tipo de relacionamento com os colegas de trabalho. Tomar café com um colega diferente uma vez por mês ou duas ou três vezes cria muitos mini-relacionamentos ao longo do tempo e não sobrecarrega sua agenda. Se você é novo em seu local de trabalho, pode levar mais tempo para conhecer as pessoas e poder convidá-las para um encontro, mas também pode ser mais fácil convidar outra pessoa nova.

É claro que, quando a agitação é grande e as pessoas querem agir para resolver um problema no trabalho, o tempo que você precisa dedicar para conseguir isso pode aumentar muito, mas se você tiver feito todo o trabalho de construção de relacionamento com antecedência, será mais tranquilo, menos estressante e terá mais chances de sucesso.

Conclusão

Outro grande benefício dessa abordagem de organização é que ela não exige que os novos organizadores dominem nenhum procedimento técnico de organização desde o início. Muitas pessoas podem descobrir que já estão construindo relacionamentos como esses com colegas de trabalho e podem ficar empolgadas ao saber que estão estabelecendo uma base importante para a organização futura. Outras podem achar que essa abordagem não parece tão intimidadora, afinal de contas.

A ideia de que a organização tem tudo a ver com relacionamentos pode parecer óbvia, mas isso não muda o fato de que muitos organizadores negligenciam isso desde o início. Depois que você constrói uma base social como essa, fica muito mais fácil entrar no modo de organização, como usar o AEIOU em conversas de organização individuais e passar para a ação direta para resolver problemas no local de trabalho, quando a situação surgir.

 
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from Blog do Ulysses Almeida

Cenário

Recentemente eu passei por dois incidentes críticos no meu ambiente de trabalho. Quando digo crítico, é crítico mesmo. Derrubou o ambiente virtual inteiro (90% da operação). Começa que o DNS está lá, e a falta do DNS inutiliza praticamente 100% do ambiente para o usuário final (cerca 600 usuários diretos, sem contar os indiretos).

No primeiro deles, o incidente durou cerca de 16 horas. Iniciou às 11:30 da manhã e finalizou por volta das 03:00am do dia seguinte quando a equipe que tratou o incidente conseguiu levantar as primeiras VMs críticas para o funcionamento do negócio. A sorte desse dia é que era Copa do Mundo e, como regra no Brasil, todos os usuários estavam deixando o trabalho exatamente no início do incidente para assistir o jogo da seleção e iriam voltar somente no dia seguinte. Pouca gente percebeu o problema. Com exceção da equipe que tratou o incidente que sabia muito bem da gravidade dele.

No segundo, o incidente durou menos tempo. Cerca de 3 a 4 horas. E apesar de não ser dia de expediente normal, existia uma grande quantidade de colegas trabalhando, com hora extra autorizada. O incidente foi de menor duração porém o impacto foi maior. Afetou bastante a organização que pagou hora extra para funcionários que não trabalharam porque “os sistemas estavam indisponíveis”.

O que esses dois incidentes têm em comum? Ambos foram causados por mim. Sim. Eu. Com mais de 20 anos de experiência em gestão de infraestrutura de TI. Com bastante conhecimento em redes e configurações de ativos. Enfim, um técnico bastante confiável (modéstia a parte). Porém, num momento de distração causado por cansaço e excesso de confiança, dei conta de errar na configuração de switch, na hora de atribuir VLAN a uma porta. O resultado foi a interrupção de comunicação entre os controladores do cluster, causando queda de do ambiente virtualizado, criando o caos na infraestrutura.

Iniciativa

O livro The Visible Ops Handbook (Spafford, Kim and Behr) me trouxe o conceito de eletrificar a cerca em volta dos seus ativos mais críticos. E isso faz todo sentido. Se eu já tivesse eletrificado a cerca em volta desses switches, esses incidentes dificilmente teriam ocorridos. A organização teria processos mais bem definidos para alterar uma configuração tão crítica como essa.

Para eletrificar a cerca na prática decidimos por usar um conjunto de ferramentas, principalmente Ansible e Git. Os ativos de rede possuem módulos Ansible para a sua configuração. A ideia é que toda a configuração fique em playbooks Ansible e versionados no Git. Os administradores não terão mais credencial de acesso direto a esses ativos de rede, somente ao repositório Git. Farão alterações em uma branch, seguido de um Merge Request. Esse Merge Request será revisado por um par. Somente após a revisão e o aceite do Merge Request é que uma pipe-line de integração contínua vai aplicar, de forma automática, a alteração proposta. Somente o integrador terá acesso de administração ao ativo.

Conclusão

Com a cerca eletrificada a gente evita que um descuido gere um incidente de grandes proporções, principalmente por conta da revisão e por um processo mais bem definido. Além disso, passamos a ter o histórico de alteração da configuração dos ativos, o que ajuda muito na investigação de um incidente, saber o que foi alterado nos últimos tempos. A iniciativa promete deixar o ambiente bem mais estável.

Isso não deixa o processo mais burocrático? Pois é, nem toda burocracia é ruim! Assim que tiver os resultados volto a escrever sobre isso.

 
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from Sabedoria do Povo

Na militância autônoma somamos na luta de muitas comunidades. Muitas vezes a revolta contra uma injustiça faz com que a comunidade se vincule a um projeto maior de organização de base autônoma. Nestas comunidades nós não somamos, nós multiplicamos. Entretanto, há comunidades que apesar da mesma revolta, somos surpreendidos ao ver ela tornar, de repente, um rumo eleitoreiro, principalmente próximo às eleições. Parece que um eclipse surge sob aquela rebeldia e que de repente toda revolta contra o sistema que se exalava parece confusamente agora reproduzindo o que há de pior na política. Mas nenhum eclipse é eterno.

Olhamos nas pessoas, geralmente lideranças, com as quais partilhamos trincheiras e frequentemente se houve: “Camarada, é que tem que ter um da gente lá dentro”, “Com o nosso candidato vai ser diferente, é alguém da comunidade”, “Nós tamo junto na luta, mas a comunidade precisa de alguém para dar voz por ela lá”. Tal situação pode deixar o sentimento confuso para o militante. Será que foi em vão? Será que fui ingênuo? O que fiz de errado?

Eleições e a precisão do povo

O povo vive em contradição entre as suas ideias por que em parte elas derivam da sua realidade material enquanto classe, de sua precisão, e em outra parte derivam das ideias da classe dominantes. Afinal, a classe dominante não seria dominante se suas ideias não fossem também. Por isso a disputa das ideias é importante.

As eleições, por sua vez, são o método em que os exploradores tem para manter seu poder político sob os explorados. Como um redemoinho, ela acaba sugando as possibilidades de fazer política para o mesmo ponto: A manutenção da classe dominante. Inclusive suas raras facetas “progressistas” ou até “eleitoralmente radicais” são estratégicas para que se fortaleça a ilusão de liberdade dentro do sistema político. Contudo, o que domina permanece sendo a prática eleitoreira, ou fisiologista, como também pode ser chamada. Aquele poço de lama onde os princípios são os primeiros a morrer. Esta é a democracia burguesa.

Contraditoriamente, faz parte do senso comum a ideia de que político é ladrão. Isto não é um pensamento ingênuo. É um saber acumulado não somente de uma vida, mas de gerações e gerações de trabalhadores que presenciaram os mais diversos políticos assumirem os palanques, prometer, se vender e não cumprir o que dizia nas eleições.

Estas ideias habitam o interior do povo e suas contradições produzem os mais diversos resultados: apatia, oportunismo, tristeza e muita revolta. Talvez o mais doloroso seja falta de caminhos. Porém, para que o povo trilhe um caminho, é preciso que ele seja feito de sonho e de concreto.

O sonho e o concreto no sindicalismo revolucionário

O sindicalismo revolucionário acerta ao vincular a luta imediata com a luta política pela libertação integral do povo. Esta ponte é feita a partir das condições materiais do povo, é capaz de superar as ideias dominantes e trilhar o caminho para a revolução social. Voltamos, então, ao caminho. Quando disse que ele deve ser feito de sonho e de concreto, é que, como diz o apóstolo Paulo: “A fé sem obra é uma fé morta”.

O povo caminha para sua libertação, rompendo os grilhões eleitoreiros, através de sua conscientização. Contudo, é muito mais dificultoso se conscientizar com ideias sem exemplos reais, palpáveis, para poder se basear. A riqueza do militante está em mesmo se as obras completas conseguir cultivar a fé.

Ou seja, muitas vezes a comunidade pode até está convencida de que o sistema político é um jogo de cartas marcadas, mas não chega a se conscientizar ao ponto de se comprometer com um projeto para além das eleições. Assim, é comum que organizações novas, com pouca base, enfrentem estas situações. O importante é que a militância consiga sinalizar que para além deste jogo, pode a comunidade pode contar com a organização enquanto classe trabalhadora para os desafios que virão independente do resultado das eleições.

Ao mesmo tempo, é preciso não cair no voluntarismo, entendendo que se uma organização de base não constrói base, ela não tem força para se solidarizar com ninguém. A franqueza e a capacidade de enxergar além do eclipse é o que se deve cultivar para que os frutos da luta falem por si só.

 
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from Blog do Ulysses Almeida

Consegui transferir ambos WhatsApp (normal e Business) do Android para o iPhone com histórico de conversas e mídias, sem necessidade de um iPhone extra. Deu um trabalho e exigiu paciência.

O Problema

O WhatsApp tem uma característica irritante que não consigo encontrar justificativa. No iPhone só é possível fazer backup no iCloud. No Android, só é possível fazer backup no Google Drive. Não é possível passar o backup de uma plataforma para a outra. Ou seja... o usuário que quiser migrar de uma plataforma para outra preservando o histórico irá viver um inferno.

Para migrar o WhatsApp do Android para o iPhone já é possível de maneira “oficial” através do aplicativo Migrar para iOS. Existem alguns blogs e vídeos no youtube que mostram como fazer passo-a-passo. Eu indico esse aqui: https://www.youtube.com/watch?v=ivDcM_Kdvz0

O problema é que serve apenas para o Aplicativo WhatsApp e não serve para o WhatsApp Business.

O desafio

Minha esposa usa os dois WhatsApp (normal e business) no mesmo aparelho. Um para assuntos pessoais, outro para assuntos de sua clínica de psicanálise. Após 4 anos tentando se adaptar ao universo Android, ela resolveu migrar de volta para o iOS (o que não julgo).

Tendo o WhatsApp como sua principal plataforma de comunicação, é obvio que ela queria migrar as duas aplicações para o novo smartphone levando junto seu histórico. Não tendo possibilidade de fazer isso de forma simples (ex. WhatsApp no iPhone poderia buscar backup no GoogleDrive), foi necessário uma trabalhosa solução de contorno, conforme abaixo.

Requisitos

  • Paciência
  • Espaço no iCloud suficiente para fazer backup dos dois WhatsApp
  • Espaço no Google drive para fazer backup dos dois WhatsApp (não é realmente necessário, mas é recomendado)
  • Tempo (dependendo do históricos a migração pode levar várias horas)

Passo-a-passo

  • No Android: Antes de começar qualquer passo, forcei um backup nos dois WhatsApp. Não serão utilizados agora, mas servem como uma segurança a mais para “voltar atrás” caso necessário.
  • Com iPhone padrão de fábrica foi feito a transferência do WhatsApp normal do Android para o iPhone, conforme instruções do vídeo https://www.youtube.com/watch?v=ivDcM_Kdvz0. Nesse primeiro passo, foque apenas na transferência do WhatsApp. Nem se preocupe com os demais dados que você queira transferir.
  • No iPhone: Ao finalizar a recuperação de dados no iPhone, entrei no WhatsApp e fiz um backup no iCloud. Alguns erros podem ocorrer nesse momento da migração (ocorreram aqui). Dê uma olhada nos comentários do vídeo que tem bastante dica de como resolver. Certifique-se que o backup no iCloud foi feito com sucesso.
  • No iPhone: Resetei o iPhone para padrão de fábrica. (Sim, foi necessário fazer tudo novamente).
  • No Android. Eu forcei parada do Whatsapp e removi todos os dados (pode ser feito removendo o whatsapp e instalando novamente).
  • No Android: Eu entrei no WhtasApp Business e forcei um backup. Sim, fiz isso novamente para ter um backup mais recente.
  • No Android: Eu entrei no WhatsApp normal e informei o número vinculado ao WhatsApp Business. Recuperei o backup (nesse passo vem todo o histórico de mensagens e mídias, mas perde-se os dados específicos do WB como resposta automática e catálogos).
  • Novamente iniciei o processo de migração de dados do iPhone para transferir o whatsapp novamente. Agora com o histórico do Business. Dessa vez, marque os demais dados que você queira levar do Android para o iOS. Com sorte, não vai precisar fazer isso novamente.
  • No iPhone: Abri o WhatsApp (normal) e informei o número do WhatsApp Business para finalizar a migração de histórico.
  • No iPhone: Instalei o WhatsApp Business e entrei com o número vinculado ao Business. Foi feita a migração das conversas do Whatsapp normal para o WhatsApp Business.
  • No iPhone: Desinstalei o WhatsApp normal.
  • No iPhone: Fiz um backup do WhatsApp Business para a iCloud.
  • No iPhone: Instalei novamente o WhatsApp normal e entrei com o número original dele. Após registrar, restaurei backup que já tinha feito no iCloud. Pronto os dois WhatsApp foram migrados com todo o histórico de conversas e mídias.

Conclusão

O WhatsApp é péssimo. Inimigo da facilidade.

Nessa migração é perdida todas as funções específicas do WhatsApp Business como respostas automáticas ou catálogo de produtos.

 
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