Teus olhos
Estes olhos
cujo olhar, cobiço
Cobiço encontrá-los
com os meus
No prólogo de um encontro,
na mesa de um bar;
No interlúdio
de um espetáculo;
No caminhar
pelas ruas da cidade
ou mesmo numa fotografia
Estes olhos,
adornados por
lábios vermelhos
Lábios estes
cujo sorriso, cobiço
Em uma conversa
no fim de tarde;
Em uma conversa
noturna;
No alvorecer
que não vimos;
Estes teus
olhares e sorrisos
que anteontem desejei
No epílogo
de um beijo,
o beijo que não te dei
— Por Alcarcalimo e seus outros alter egos
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amêndoas
e algodão doce
estradas
curvilíneas
são tuas cores,
teus sabores —
sinônimo
de alegria
— Por Alcarcalimo e seus outros alter egos
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Hoje sou tudo
o que fui — ontem —
e jamais serei.
Hoje sou beijo
e mordida,
lábios e dentes,
olhos e pele.
Hoje sou saudade,
esperança
e aflição.
Hoje sou escarro,
lágrimas
e gritos.
Hoje sou feio,
mediano
e bonito.
Hoje sou —
porque.
Amanhã não sei:
talvez eu seja
teu amor
e tu o meu;
talvez eu não seja
mais ninguém.
— Por Alcarcalimo e seus outros alter egos
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Há em ti
uma canção
Sem voz
ou palavras
Uma canção
de melodia terna
Cujas notas
fazem vibrar
meu coração
E a alma,
animada,
põe-se a bailar
Mas meus olhos,
enamorados,
esses se entregam
Entregam-se
à doce melancolia
de saber
que não terão
a companhia dos teus
para verem o amanhecer
— Por Alcarcalimo e seus outros alter egos
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Sei que amas as flores
com as quais teus tantos
amantes te presenteiam.
E talvez te entristeças
por eu não te enviá-las.
Mas flores, querida,
morrem cedo.
Já o meu amor por ti
jaz eternizado
nos versos
que te dediquei.
— Por Alcarcalimo e seus outros alter egos
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Ah, os doces
sabores da vida.
Suaves,
cítricos,
florais,
intensos,
agridoces.
Sorrisos,
olhares,
abraços
e lábios.
Lábios que beijam,
sussurram
e provocam.
Lábios vermelhos,
lábios de Mell,
Pablyne,
sublimes.
Sabores
que não precisam
ser provados
para se saber
que são doçura,
delícia
e prazer.
— Por Alcarcalimo e seus outros alter egos
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Vi,
refletida
na superfície do espelho,
a face oculta
da Morte.
Anjo,
em vestes negras,
cuja efígie
me enfeitiça
e cujo toque gélido
anseio —
em encanto
e deleite —
no entrecruzar das mãos,
cedidas a uma dança.
Uma única valsa,
antes do fim.
— Por Alcarcalimo e seus outros alter egos
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Era primeiro de abril.
Uma noite serena.
Dois desconhecidos
entre amigos e
cigarros baratos.
Você sorriu!
Era primeiro de abril.
E foi a primeira vez em que eu te amei!
— Por Alcarcalimo e seus outros alter egos
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Teus
lábios
de Mell
me encantaram
naquela noite
— Por Alcarcalimo e seus outros alter egos
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Teus olhos de amêndoas —
os cânticos que deles ecoam
Teus lábios suaves —
o doce toque de teu olhar
Os desenhos quebradiços,
linhas tortas, desbotadas
Que tão bela tornam
tua pele clara,
timidamente avermelhada
Quando buscam em teu olhar
aquela palavra não dita,
aquele beijo não dado —
diz em silêncio
Olhos que beijam,
fôlego de esperança —
um mistério sem fim
— Por Alcarcalimo e seus outros alter egos
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