Há em ti
uma canção
Sem voz
ou palavras
Uma canção
de melodia terna
Cujas notas
fazem vibrar
meu coração
E a alma,
animada,
põe-se a bailar
Mas meus olhos,
enamorados,
esses se entregam
Entregam-se
à doce melancolia
de saber
que não terão
a companhia dos teus
para verem o amanhecer
— Por Alcarcalimo e seus outros alter egos
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Sei que amas as flores
com as quais teus tantos
amantes te presenteiam.
E talvez te entristeças
por eu não te enviá-las.
Mas flores, querida,
morrem cedo.
Já o meu amor por ti
jaz eternizado
nos versos
que te dediquei.
— Por Alcarcalimo e seus outros alter egos
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Ah, os doces
sabores da vida.
Suaves,
cítricos,
florais,
intensos,
agridoces.
Sorrisos,
olhares,
abraços
e lábios.
Lábios que beijam,
sussurram
e provocam.
Lábios vermelhos,
lábios de Mell,
Pablyne,
sublimes.
Sabores
que não precisam
ser provados
para se saber
que são doçura,
delícia
e prazer.
— Por Alcarcalimo e seus outros alter egos
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Vi,
refletida
na superfície do espelho,
a face oculta
da Morte.
Anjo,
em vestes negras,
cuja efígie
me enfeitiça
e cujo toque gélido
anseio —
em encanto
e deleite —
no entrecruzar das mãos,
cedidas a uma dança.
Uma única valsa,
antes do fim.
— Por Alcarcalimo e seus outros alter egos
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Era primeiro de abril.
Uma noite serena.
Dois desconhecidos
entre amigos e
cigarros baratos.
Você sorriu!
Era primeiro de abril.
E foi a primeira vez em que eu te amei!
— Por Alcarcalimo e seus outros alter egos
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Teus
lábios
de Mell
me encantaram
naquela noite
— Por Alcarcalimo e seus outros alter egos
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Teus olhos de amêndoas —
os cânticos que deles ecoam
Teus lábios suaves —
o doce toque de teu olhar
Os desenhos quebradiços,
linhas tortas, desbotadas
Que tão bela tornam
tua pele clara,
timidamente avermelhada
Quando buscam em teu olhar
aquela palavra não dita,
aquele beijo não dado —
diz em silêncio
Olhos que beijam,
fôlego de esperança —
um mistério sem fim
— Por Alcarcalimo e seus outros alter egos
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Quero me fazer teu
Descobrir tua alma,
deixá-la nua,
quase transparente
Quero olhar em teus olhos
e ver além,
ver a profundidade
do teu existir
Logo ao amanhecer
quero mergulhar em teus mistérios,
saber o que te tira do sério
Ouvir teus poemas —
aqueles ocultos
que ainda não recitou
Quero saber qual a tua expressão
ao ver o sol nascer
e se pôr
Quero tocar tua pele,
sentir teu calor
Quero!
Mas de querer não se vive a vida
— Por Alcarcalimo e seus outros alter egos
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Era doce
como o mel
Macio como pêssego
Belo como o céu
Agradável
como a brisa noturna
Quente
como as chamas
que fundem o aço
A parte prazerosa da loucura
Mas
tais prazeres
são em sua essência,
ardilosos
Sutil e suave veneno
Ontem
era todos os versos de amor
que um dia escrevi
sem saber para quem
Hoje
se desfez
como a névoa de outono
sob o acalento
da lira de Apolo
— Por Alcarcalimo e seus outros alter egos
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Ansiava estar ali, contigo —
bailando sob a chuva
Me afogando
em teus olhares
enquanto me embriago
em teus sorrisos
— Por Alcarcalimo e seus outros alter egos
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