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    <title>Bolhaverso Reader</title>
    <link>https://bolha.blog</link>
    <description>Read the latest posts from Bolhaverso.</description>
    <pubDate>Thu, 23 Apr 2026 14:16:51 +0000</pubDate>
    <item>
      <title>Sofrimento como um motor para autotransformação</title>
      <link>https://bolha.blog/inteligencianatural/sofrimento-como-motor-para-autotransformacao</link>
      <description>&lt;![CDATA[Vale&#xA;&#xA;Nigredo. Este é o nome que se dá à noite escura da alma.&#xA;&#xA;A dor de lidar com aspectos da alma, às vezes, pode ser profunda. Encarar as sombras, as consciências internas, nunca é tarefa fácil.&#xA;&#xA;É natural que nós, seres humanos, evitemos o sofrimento e a dor, mas quem de nós está livre desses aspectos da vida? Desejamos evitá‑los a todo custo; não gostamos de olhar para eles. Mas você já parou para ouvir essas vozes interiores? Afinal, de onde elas vêm? Às vezes parece até mesmo que elas são vivas e possuem consciência própria. Quanto mais negamos, mais fortes e barulhentas elas se tornam. O que elas querem, afinal?&#xA;&#xA;Segundo Carl Gustav Jung, essas vozes da consciência são, muitas vezes, autônomas. E elas fazem parte de nós. Muitas delas me disseram que eu não deveria escrever este texto; que ninguém o leria ou se interessaria em lê‑lo.&#xA;&#xA;Contudo, assim como a consciência possui sombras mais obscuras, tão profundamente enraizadas em nossa psique, também possui, aparentemente, um aspecto divino, que Jung chamava de “numinoso”. Pode parecer clichê falar disso, mas é um fato importante a se lembrar. Vivemos em um mundo cada vez mais confuso, polarizado e obscurecido. O mundo, assim como nós, parece atravessar o nigredo. No entanto, este texto não tem como finalidade ser pessimista ou apocalíptico. Em minhas reflexões tenho pensado muito a respeito do sofrimento pelo qual passamos. Muitas vezes nosso desespero é fruto de um profundo desconhecimento de nós mesmos. É fruto da falta de sentido crônica, da falta de autenticidade nos modos de ser quem somos de fato.&#xA;&#xA;Você, leitor, conhece a si mesmo?&#xA;&#xA;Já olhou para dentro de si e se perguntou por que é dessa ou daquela maneira? A nossa consciência é algo vivo; olhar para dentro de nós é enxergar quem somos, é entender nossa simbologia pessoal. Quando buscamos o contato com nosso Self, com nosso Deus interno, conseguimos começar, paulatinamente, a compreender quem de fato somos. Às vezes o nigredo se manifesta como um grito da alma em busca de ser escutada, de ser ouvida. A vida interior precisa ser vivida e o caminho é solitário, cheio de percalços e de dores, mas é a única forma de nos realizarmos como indivíduos. É deixando a alma transbordar, manifestar‑se, que encontramos nossa verdadeira essência.&#xA;&#xA;Não tenha medo de atravessar os vales escuros da consciência, pois é lá que vivem, muitas vezes, seus aspectos mais interessantes. É onde vivem partes de você que nunca imaginou que existissem. Não tenha medo do Si-Mesmo.&#xA;&#xA;Este texto é parte de uma coletânea de escritos pessoais sobre autoconhecimento.&#xA;&#xA;reflexões ]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p><img src="https://images.pexels.com/photos/30541692/pexels-photo-30541692.jpeg" alt="Vale"></p>

<p>Nigredo. Este é o nome que se dá à noite escura da alma.</p>

<p>A dor de lidar com aspectos da alma, às vezes, pode ser profunda. Encarar as sombras, as consciências internas, nunca é tarefa fácil.</p>

<p>É natural que nós, seres humanos, evitemos o sofrimento e a dor, mas quem de nós está livre desses aspectos da vida? Desejamos evitá‑los a todo custo; não gostamos de olhar para eles. Mas você já parou para ouvir essas vozes interiores? Afinal, de onde elas vêm? Às vezes parece até mesmo que elas são vivas e possuem consciência própria. Quanto mais negamos, mais fortes e barulhentas elas se tornam. O que elas querem, afinal?</p>

<p>Segundo Carl Gustav Jung, essas vozes da consciência são, muitas vezes, autônomas. E elas fazem parte de nós. Muitas delas me disseram que eu não deveria escrever este texto; que ninguém o leria ou se interessaria em lê‑lo.</p>

<p>Contudo, assim como a consciência possui sombras mais obscuras, tão profundamente enraizadas em nossa psique, também possui, aparentemente, um aspecto divino, que Jung chamava de “numinoso”. Pode parecer clichê falar disso, mas é um fato importante a se lembrar. Vivemos em um mundo cada vez mais confuso, polarizado e obscurecido. O mundo, assim como nós, parece atravessar o nigredo. No entanto, este texto não tem como finalidade ser pessimista ou apocalíptico. Em minhas reflexões tenho pensado muito a respeito do sofrimento pelo qual passamos. Muitas vezes nosso desespero é fruto de um profundo desconhecimento de nós mesmos. É fruto da falta de sentido crônica, da falta de autenticidade nos modos de ser quem somos de fato.</p>

<p>Você, leitor, conhece a si mesmo?</p>

<p>Já olhou para dentro de si e se perguntou por que é dessa ou daquela maneira? A nossa consciência é algo vivo; olhar para dentro de nós é enxergar quem somos, é entender nossa simbologia pessoal. Quando buscamos o contato com nosso Self, com nosso Deus interno, conseguimos começar, paulatinamente, a compreender quem de fato somos. Às vezes o nigredo se manifesta como um grito da alma em busca de ser escutada, de ser ouvida. A vida interior precisa ser vivida e o caminho é solitário, cheio de percalços e de dores, mas é a única forma de nos realizarmos como indivíduos. É deixando a alma transbordar, manifestar‑se, que encontramos nossa verdadeira essência.</p>

<p>Não tenha medo de atravessar os vales escuros da consciência, pois é lá que vivem, muitas vezes, seus aspectos mais interessantes. É onde vivem partes de você que nunca imaginou que existissem. Não tenha medo do Si-Mesmo.</p>

<p>Este texto é parte de uma coletânea de escritos pessoais sobre autoconhecimento.</p>

<p>#reflexões</p>
]]></content:encoded>
      <author>Inteligência Natural </author>
      <guid>https://bolha.blog/read/a/ankxmuz6i5</guid>
      <pubDate>Sat, 11 Apr 2026 14:50:38 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Junto ao chão, uma boneca que fala algumas frases aleatórias, com um rasgo na...</title>
      <link>https://bolha.blog/emanoel/junto-ao-chao-uma-boneca-que-fala-algumas-frases-aleatorias-com-um-rasgo-na</link>
      <description>&lt;![CDATA[Junto ao chão, uma boneca que fala algumas frases aleatórias, com um rasgo na lateral e o enchimento saindo. Na tentativa de colocar esse material pra dentro, pressiono o botão de fala e ela solta um &#34;o dia está lindo&#34;, em um momento de forte chuva.]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Junto ao chão, uma boneca que fala algumas frases aleatórias, com um rasgo na lateral e o enchimento saindo. Na tentativa de colocar esse material pra dentro, pressiono o botão de fala e ela solta um “o dia está lindo”, em um momento de forte chuva.</p>
]]></content:encoded>
      <author>Blog do Emanoel</author>
      <guid>https://bolha.blog/read/a/yfv32r1tm1</guid>
      <pubDate>Sun, 05 Apr 2026 08:59:13 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Atingindo todas as máquinas, exceto uma!</title>
      <link>https://bolha.blog/emanoel/atingindo-todas-as-maquinas-exceto-uma</link>
      <description>&lt;![CDATA[Atingindo todas as máquinas, exceto uma!&#xA;&#xA;$ ansible-playbook site.yaml -e &#39;local=lab4,!411&#39; -t sqlserver2014 -k -v&#xA;`]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Atingindo todas as máquinas, exceto uma!</p>

<pre><code class="language-bash">$ ansible-playbook site.yaml -e &#39;local=lab4,!411&#39; -t sql_server_2014 -k -v
</code></pre>
]]></content:encoded>
      <author>Blog do Emanoel</author>
      <guid>https://bolha.blog/read/a/gr2fk9wskj</guid>
      <pubDate>Tue, 31 Mar 2026 13:54:48 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Sobre Cores &amp; Flores</title>
      <link>https://bolha.blog/coisas/sobre-cores-e-flores</link>
      <description>&lt;![CDATA[Querida Flor de Hibisco,&#xA;&#xA;Os dias se arrastam como sombras em um verão tropical, uma rotina que já parece se estender por esses trinta e poucos anos. Apenas as flores conseguem desafiar essa monotonia, brotando com cores vibrantes em meio ao cinza da selva de concreto e aço. É por isto que as busco incansavelmente, em cada esquina e bar, como um peregrino à procura de um oásis em um deserto de desencanto.&#xA;&#xA;Após cada dose, no último trago de cigarro, meu olhar se perde nas cores que florescem ao redor. Oh, como são belas as flores! Com suas formas delicadas e aromas envolventes, elas guardam mistérios que ainda não decifrei, sutilezas que sempre desejei e encantos aos quais devoto a alma.&#xA;&#xA;E assim, mesmo em meio a uma tempestade de areia que parece sufocar o espírito sob tua fúria, as flores sempre trazem um sopro de vida. São elas que me lembram que a beleza pode surgir onde menos se espera, mesmo em tempos desolados.&#xA;&#xA;Imaginas, tu, querida, que, nesses últimos dias, encontrei uma flor? Tua cor é de um rosa vibrante que alegra as meninas dos olhos e faz par com o púrpura dos meus próprios cachos. Teu perfume parece sussurrar delícias ao pé do ouvido e me arrepiar a espinha. Ah! E como é doce o teu néctar, tão doce quanto o mel das flores do buriti!&#xA;&#xA;E esta flor, tão desejada mas não esperada, com suas cores saturadas e a sutiliza de uma brisa, tem proporcionado momentos de encantos e contemplações, alegrias sutis como aquelas sensações da infância outrora esquecidas e agora tão vívidas quanto estas palavras que a ti escrevo.&#xA;&#xA;Pouco sei sobre os dias que virão mas o presente tem sido uma dádiva a qual, em cânticos, devoto minha gratidão e as deusas da luxúria, da paixão, do amor e inegavelmente, da loucura, dedico a minha oração.&#xA;&#xA;A ti envio estas palavras como uma confissão, pois contigo anseio em  compartilhar todas as minhas felicidades.&#xA;&#xA;Com amor e carinho,&#xA; [...]&#xA;&#xA;Carta enviada para uma amiga&#xA;`]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p><strong>Querida Flor de Hibisco,</strong></p>

<p>Os dias se arrastam como sombras em um verão tropical, uma rotina que já parece se estender por esses trinta e poucos anos. Apenas as flores conseguem desafiar essa monotonia, brotando com cores vibrantes em meio ao cinza da selva de concreto e aço. É por isto que as busco incansavelmente, em cada esquina e bar, como um peregrino à procura de um oásis em um deserto de desencanto.</p>

<p>Após cada dose, no último trago de cigarro, meu olhar se perde nas cores que florescem ao redor. Oh, como são belas as flores! Com suas formas delicadas e aromas envolventes, elas guardam mistérios que ainda não decifrei, sutilezas que sempre desejei e encantos aos quais devoto a alma.</p>

<p>E assim, mesmo em meio a uma tempestade de areia que parece sufocar o espírito sob tua fúria, as flores sempre trazem um sopro de vida. São elas que me lembram que a beleza pode surgir onde menos se espera, mesmo em tempos desolados.</p>

<p>Imaginas, tu, querida, que, nesses últimos dias, encontrei uma flor? Tua cor é de um rosa vibrante que alegra as meninas dos olhos e faz par com o púrpura dos meus próprios cachos. Teu perfume parece sussurrar delícias ao pé do ouvido e me arrepiar a espinha. Ah! E como é doce o teu néctar, tão doce quanto o mel das flores do buriti!</p>

<p>E esta flor, tão desejada mas não esperada, com suas cores saturadas e a sutiliza de uma brisa, tem proporcionado momentos de encantos e contemplações, alegrias sutis como aquelas sensações da infância outrora esquecidas e agora tão vívidas quanto estas palavras que a ti escrevo.</p>

<p>Pouco sei sobre os dias que virão mas o presente tem sido uma dádiva a qual, em cânticos, devoto minha gratidão e as deusas da luxúria, da paixão, do amor e inegavelmente, da loucura, dedico a minha oração.</p>

<p>A ti envio estas palavras como uma confissão, pois contigo anseio em  compartilhar todas as minhas felicidades.</p>

<p>Com amor e carinho,
 [...]</p>

<pre><code>Carta enviada para uma amiga
</code></pre>
]]></content:encoded>
      <author>Outras Coisas Mais</author>
      <guid>https://bolha.blog/read/a/6q6exem9oy</guid>
      <pubDate>Tue, 31 Mar 2026 13:47:02 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Browser Automation &amp; AI: The Evolution of Web Intelligence</title>
      <link>https://bolha.blog/marcre9dm2/browser-automation-and-ai-the-evolution-of-web-intelligence</link>
      <description>&lt;![CDATA[Browser automation has evolved far beyond simple click-and-fill scripts. Modern frameworks like Playwright, Puppeteer, and Browser-Use combine with AI to create intelligent automation agents.&#xA;&#xA;Key Frameworks&#xA;&#xA;Playwright by Microsoft offers cross-browser support with a clean async API. Puppeteer gives direct Chrome DevTools access. Selenium remains the industry standard for testing. Browser-Use introduces AI-native automation where natural language drives the browser.&#xA;&#xA;AI Integration Patterns&#xA;&#xA;Modern automation combines DOM parsing with visual understanding. Large language models can interpret page structure, extract data, and make decisions. Multi-agent systems orchestrate complex workflows across many sites simultaneously.&#xA;&#xA;Production Considerations&#xA;&#xA;Stealth techniques prevent bot detection. Residential proxies maintain natural IP patterns. CAPTCHA solvers handle verification gates. Email verification systems manage account creation at scale.&#xA;&#xA;Future Directions&#xA;&#xA;The convergence of AI and browser automation points toward fully autonomous web agents that can navigate, create, and publish content without human intervention.]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Browser automation has evolved far beyond simple click-and-fill scripts. Modern frameworks like Playwright, Puppeteer, and Browser-Use combine with AI to create intelligent automation agents.</p>

<h2 id="key-frameworks">Key Frameworks</h2>

<p><strong>Playwright</strong> by Microsoft offers cross-browser support with a clean async API. <strong>Puppeteer</strong> gives direct Chrome DevTools access. <strong>Selenium</strong> remains the industry standard for testing. <strong>Browser-Use</strong> introduces AI-native automation where natural language drives the browser.</p>

<h2 id="ai-integration-patterns">AI Integration Patterns</h2>

<p>Modern automation combines DOM parsing with visual understanding. Large language models can interpret page structure, extract data, and make decisions. Multi-agent systems orchestrate complex workflows across many sites simultaneously.</p>

<h2 id="production-considerations">Production Considerations</h2>

<p>Stealth techniques prevent bot detection. Residential proxies maintain natural IP patterns. CAPTCHA solvers handle verification gates. Email verification systems manage account creation at scale.</p>

<h2 id="future-directions">Future Directions</h2>

<p>The convergence of AI and browser automation points toward fully autonomous web agents that can navigate, create, and publish content without human intervention.</p>
]]></content:encoded>
      <author>marcre9dm2</author>
      <guid>https://bolha.blog/read/a/xyntdbapt7</guid>
      <pubDate>Sat, 28 Mar 2026 06:09:33 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>À organização do Anime Friends e ao público do evento</title>
      <link>https://bolha.blog/hqunivos/a-organizacao-do-anime-friends-e-ao-publico-do-evento</link>
      <description>&lt;![CDATA[Este ano, toda classe artística foi surpreendida com mais um aumento no valor do aluguel da mesa do Artists&#39; Alley no Anime Friends. O valor este ano é de um pouco menos que 1 salário mínimo.&#xA;&#xA;(fonte: Formulário de Inscrição do Anime Friends)&#xA;&#xA;Para quem não sabe, os artistas que expõem no evento precisam pagar um aluguel pelo espaço. Além de trabalharmos em jornadas exaustivas e sermos uma grande propaganda para o evento, nós precisamos desembolsar um investimento próximo ao que um trabalhador ganha num mês de trabalho - sem nem saber se vamos ter retorno.&#xA;&#xA;O aumento brusco de preços por parte do Anime Friends tem sido regra. Em 2023, o valor era de R$600,00. Este ano, chegou a R$1600,00.&#xA;&#xA;| Ano | Valor |&#xA;| :--- | :--- |&#xA;| 2023 | R$ 600,00 |&#xA;| 2024 | R$ 800,00 |&#xA;| 2025 | R$ 1.190,00 |&#xA;| 2026 | R$ 1.600,00 |&#xA;&#xA;Em 4 anos, o aumento foi de 167%. Para se ter uma ideia do absurdo, a inflação acumulada no mesmo período foi de 18,15%. (fonte: Banco Central do Brasil).&#xA;&#xA;O aumento fica ainda mais claro quando comparamos com a CCXP - maior evento do Brasil. O aumento em 4 anos no Anime Friends é maior do que o aumento que a CCXP praticou em uma década (de 2014 a 2024).&#xA;&#xA;  &#xA;A justificativa para o valor deste ano seria o aumento no tamanho da mesa em 20cm, porém é difícil de acreditar que um aumento tão absurdo seja somente por conta disso.&#xA;&#xA;Vale a pena ressaltar, ainda,  que:   &#xA;1) o Artists Alley do Anime Friends conta com patrocínio;   &#xA;2) o evento não oferece nada como água, banheiros específicos para os artistas (ou seja, estamos lá trabalhando e precisamos pegar as mesmas filas que o restante do público).&#xA;&#xA;AO EVENTO &#xA;&#xA;Portanto, fica nosso questionamento ao evento sobre: &#xA;Por que de aumentos tão caros para os artistas, sem nenhuma contrapartida justificável?  &#xA;Por que os artistas são tratados como empresas, quando a maioria são artistas independentes que vão trabalhar durante o evento todo?  &#xA;Porque mesmo com patrocínio, os artistas devem arcar com valor tão alto - para que serve o patrocínio do Alley, então?  &#xA;Por que tratar os artistas como lojistas, quando na verdade eles são também uma das atrações que proporcionam experiências positivas ao público no evento?  &#xA;Porque não são cumpridas medidas de respeito à dignidade dos trabalhadores do Alley?&#xA;&#xA;AO PÚBLICO&#xA;&#xA;Para quem visita e pretende visitar o evento, queremos abrir o diálogo para vocês entenderem a realidade dos artistas que vocês visitam todo ano e cujo trabalho admiram:&#xA;Os artistas pagam para trabalhar em todo evento. Além de arcar com todo investimento de produtos e com jornadas exaustivas de trabalho, ainda pagam pelo espaço.  &#xA;Os artistas, para terem lucro, levam em conta os gastos do evento. Ao aumentar o valor da mesa, o evento está repassando este aumento para vocês também, pois os artistas serão obrigados a praticar preços maiores.  &#xA;Seu artista favorito pode nem estar este ano lá, pela inviabilidade que essa prática de preços causa.&#xA;&#xA;Apoie seus artistas preferidos. Apoie artistas brasileiros. Cobre o evento!]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Este ano, toda classe artística foi surpreendida com mais um aumento no valor do aluguel da mesa do Artists&#39; Alley no Anime Friends. <strong>O valor este ano é de um pouco menos que 1 salário mínimo.</strong></p>

<p><img src="https://i.imgur.com/lKpSREP.png" alt="">
<strong>(fonte: Formulário de Inscrição do Anime Friends)</strong></p>

<p>Para quem não sabe, os artistas que expõem no evento precisam pagar um aluguel pelo espaço. Além de trabalharmos em jornadas exaustivas e sermos uma grande propaganda para o evento, nós precisamos desembolsar um investimento próximo ao que um trabalhador ganha num mês de trabalho – sem nem saber se vamos ter retorno.</p>

<p>O aumento brusco de preços por parte do Anime Friends tem sido regra. Em 2023, o valor era de R$600,00. Este ano, chegou a R$1600,00.</p>

<table>
<thead>
<tr>
<th align="left">Ano</th>
<th align="left">Valor</th>
</tr>
</thead>

<tbody>
<tr>
<td align="left"><strong>2023</strong></td>
<td align="left">R$ 600,00</td>
</tr>

<tr>
<td align="left"><strong>2024</strong></td>
<td align="left">R$ 800,00</td>
</tr>

<tr>
<td align="left"><strong>2025</strong></td>
<td align="left">R$ 1.190,00</td>
</tr>

<tr>
<td align="left"><strong>2026</strong></td>
<td align="left">R$ 1.600,00</td>
</tr>
</tbody>
</table>

<p><strong>Em 4 anos, o aumento foi de 167%.</strong> Para se ter uma ideia do absurdo, a inflação acumulada no mesmo período foi de <strong>18,15%. (fonte: Banco Central do Brasil).</strong></p>

<p>O aumento fica ainda mais claro quando comparamos com a CCXP – maior evento do Brasil. O aumento em 4 anos no Anime Friends é <strong>maior do que o aumento que a CCXP praticou em uma década (de 2014 a 2024).</strong></p>

<p><img src="https://i.imgur.com/FPEln6q.png" alt=""><br>
A justificativa para o valor deste ano seria o aumento no tamanho da mesa em 20cm, porém é difícil de acreditar que um aumento tão absurdo seja somente por conta disso.</p>

<p>Vale a pena ressaltar, ainda,  que:<br>
1) o Artists Alley do Anime Friends conta com patrocínio;<br>
2) o evento não oferece nada como água, banheiros específicos para os artistas (ou seja, estamos lá trabalhando e precisamos pegar as mesmas filas que o restante do público).</p>

<p><strong>AO EVENTO</strong></p>

<p>Portanto, fica nosso questionamento ao evento sobre:
– Por que de aumentos tão caros para os artistas, sem nenhuma contrapartida justificável?<br>
– Por que os artistas são tratados como empresas, quando a maioria são artistas independentes que vão trabalhar durante o evento todo?<br>
– Porque mesmo com patrocínio, os artistas devem arcar com valor tão alto – para que serve o patrocínio do Alley, então?<br>
– Por que tratar os artistas como lojistas, quando na verdade eles são também uma das atrações que proporcionam experiências positivas ao público no evento?<br>
– Porque não são cumpridas medidas de respeito à dignidade dos trabalhadores do Alley?</p>

<p><strong>AO PÚBLICO</strong></p>

<p>Para quem visita e pretende visitar o evento, queremos abrir o diálogo para vocês entenderem a realidade dos artistas que vocês visitam todo ano e cujo trabalho admiram:
– Os artistas pagam para trabalhar em todo evento. Além de arcar com todo investimento de produtos e com jornadas exaustivas de trabalho, ainda pagam pelo espaço.<br>
– Os artistas, para terem lucro, levam em conta os gastos do evento. Ao aumentar o valor da mesa, o evento <strong>está repassando este aumento para vocês também</strong>, pois os artistas serão obrigados a praticar preços maiores.<br>
– Seu artista favorito pode nem estar este ano lá, pela inviabilidade que essa prática de preços causa.</p>

<p>Apoie seus artistas preferidos. Apoie artistas brasileiros. Cobre o evento!</p>
]]></content:encoded>
      <author>Quadrinistas Uni-vos</author>
      <guid>https://bolha.blog/read/a/c7keae1ti8</guid>
      <pubDate>Tue, 24 Mar 2026 01:19:04 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Mudamos de domínio</title>
      <link>https://bolha.blog/orixas/mudamos-de-dominio</link>
      <description>&lt;![CDATA[Agora estamos em &#xA;&#xA;https://blogs.gutocarvalho.net/orixas&#xA;&#xA;Nos vemos lá.&#xA;&#xA;:)]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Agora estamos em</p>

<p><a href="https://blogs.gutocarvalho.net/orixas" rel="nofollow">https://blogs.gutocarvalho.net/orixas</a></p>

<p>Nos vemos lá.</p>

<p>:)</p>
]]></content:encoded>
      <author>orixás</author>
      <guid>https://bolha.blog/read/a/srn0c7vx8x</guid>
      <pubDate>Mon, 16 Mar 2026 10:49:05 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Tuas cores</title>
      <link>https://bolha.blog/inversos/tuas-cores</link>
      <description>&lt;![CDATA[amêndoas&#xA;e algodão doce&#xA;&#xA;estradas&#xA;curvilíneas&#xA;&#xA;são tuas cores,&#xA;teus sabores —&#xA;&#xA;sinônimo&#xA;de alegria]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>amêndoas
e algodão doce</p>

<p>estradas
curvilíneas</p>

<p>são tuas cores,
teus sabores —</p>

<p>sinônimo
de alegria</p>
]]></content:encoded>
      <author>in.versos</author>
      <guid>https://bolha.blog/read/a/1pluwqo8fi</guid>
      <pubDate>Fri, 13 Mar 2026 16:16:53 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Novo endereço do Blog</title>
      <link>https://bolha.blog/riverfount/novo-endereco-do-blog</link>
      <description>&lt;![CDATA[Olá pessoal, fazia um tempo que eu estava querendo mudar a cara do meu blog, mas nunca sobrava o famigerado tempo, mas consegui.&#xA;&#xA;Se por acaso você chegou aqui buscando aprender mais sobre Python, Arquitetura e Engenharia de Software bom, é só seguir para https://www.riverfount.dev.br&#xA;&#xA;Obrigado a você que me acompanhou por aqui esse tempo que fiquei. Eu te espero no novo blog!!&#xA;&#xA;Abraços.]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Olá pessoal, fazia um tempo que eu estava querendo mudar a cara do meu blog, mas nunca sobrava o famigerado tempo, mas consegui.</p>

<p>Se por acaso você chegou aqui buscando aprender mais sobre Python, Arquitetura e Engenharia de Software bom, é só seguir para <a href="https://www.riverfount.dev.br" rel="nofollow">https://www.riverfount.dev.br</a></p>

<p>Obrigado a você que me acompanhou por aqui esse tempo que fiquei. Eu te espero no novo blog!!</p>

<p>Abraços.</p>
]]></content:encoded>
      <author>Riverfount </author>
      <guid>https://bolha.blog/read/a/d0c17ab5ub</guid>
      <pubDate>Sun, 01 Mar 2026 20:38:21 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>MUDAMOS</title>
      <link>https://bolha.blog/poesias/mudamos</link>
      <description>&lt;![CDATA[https://blogs.gutocarvalho.net/poesia]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://blogs.gutocarvalho.net/poesia" rel="nofollow">https://blogs.gutocarvalho.net/poesia</a></p>
]]></content:encoded>
      <author>poesias</author>
      <guid>https://bolha.blog/read/a/zrf4v7767o</guid>
      <pubDate>Mon, 23 Feb 2026 14:41:45 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>MUDAMOS</title>
      <link>https://bolha.blog/contos/mudamos</link>
      <description>&lt;![CDATA[https://blogs.gutocarvalho.net/contos]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://blogs.gutocarvalho.net/contos" rel="nofollow">https://blogs.gutocarvalho.net/contos</a></p>
]]></content:encoded>
      <author>contos</author>
      <guid>https://bolha.blog/read/a/8y72c5aq31</guid>
      <pubDate>Mon, 23 Feb 2026 14:40:51 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>MUDAMOS</title>
      <link>https://bolha.blog/notamental/mudamos</link>
      <description>&lt;![CDATA[https://blogs.gutocarvalho.net/notamental]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://blogs.gutocarvalho.net/notamental" rel="nofollow">https://blogs.gutocarvalho.net/notamental</a></p>
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      <author>notamental</author>
      <guid>https://bolha.blog/read/a/4wikmabsh9</guid>
      <pubDate>Mon, 23 Feb 2026 14:39:05 +0000</pubDate>
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      <title>Sobre o Acórdão 258/26 do TCU, o Software Livre e Universidade Pública como...</title>
      <link>https://bolha.blog/tiagojferreira/a-universidade-publica-como-locus-de-inovacao-aberta-e-bem-comum</link>
      <description>&lt;![CDATA[Sobre o Acórdão 258/26 do TCU, o Software Livre e Universidade Pública como locus de inovação aberta e bem comum&#xA;Uma ideia de protocolo para Núcleos de Inovação Tecnológica (NIT) e setor de TI, visando a priorização do licenciamento em código livre.&#xA;&#xA;---&#xA;&#xA;Introdução&#xA;&#xA;O diagnóstico do Tribunal de Contas da União expresso no Acórdão 258/2026 expõe, com clareza cirúrgica, os gargalos estruturais que comprometem a gestão de Tecnologia da Informação e Comunicação nas universidades federais: déficit de pessoal, baixa interoperabilidade, fragmentação de soluções e ausência de coordenação sistêmica. Diante desse cenário, a construção de um protocolo institucional que incentive a adoção do licenciamento em software livre emerge não como uma escolha ideológica, mas como uma resposta técnica, jurídica e estratégica aos problemas identificados.&#xA;&#xA;Este ensaio defende que o software livre deve ser a regra para o desenvolvimento de soluções tecnológicas nas Instituições de Ensino Superior (IES), seja pelas equipes de TI, seja por professores e alunos em projetos de pesquisa, ensino e extensão. Para tanto, examina os limites dos instrumentos tradicionais de transferência de tecnologia e cooperação, e demonstra como o licenciamento livre oferece vantagens concretas em termos de previsibilidade legal, sustentabilidade dos códigos, desburocratização do acesso e alinhamento com a função social da universidade pública e com as políticas digitais vigentes (BRASIL, 2025; 2022; 1996).&#xA;&#xA;---&#xA;&#xA;1\. O Software Livre no Ordenamento Jurídico Brasileiro: Segurança e Previsibilidade&#xA;&#xA;Um equívoco recorrente no debate institucional é tratar o software livre como uma excepcionalidade ou um &#34;limbo jurídico&#34;. A verdade é oposta: o licenciamento livre está perfeitamente integrado ao direito brasileiro, apoiando-se nos mesmos fundamentos legais que regem o software proprietário.&#xA;&#xA;  Softwares desenvolvidos por servidores públicos no exercício de suas funções, a titularidade pertence à universidade (art. 4º), cabendo a esta decidir sobre o licenciamento&#xA;&#xA;A Lei nº 9.609/98 (Lei do Software) estabelece que o regime de proteção ao software é o do direito autoral (art. 2º, caput), assegurados ao autor direitos morais limitados (art. 2º, § 1º) e patrimoniais (art. 2º, § 5º), cuja proteção independe de registro (art. 2º, § 3º). Para softwares desenvolvidos por servidores públicos no exercício de suas funções, a titularidade pertence à universidade (art. 4º), cabendo a esta decidir sobre o licenciamento. Tanto no modelo proprietário quanto no livre, o uso do software exige contrato de licença (art. 9º). A diferença crucial reside no exercício dos direitos patrimoniais: enquanto o software proprietário utiliza licenças restritivas (EULAs) que vedam o acesso ao código-fonte, o software livre emprega licenças públicas padronizadas (GPL, MIT, Apache) que garantem as quatro liberdades fundamentais definidas pela Free Software Foundation: executar para qualquer propósito, estudar e adaptar, redistribuir cópias, e melhorar e compartilhar as melhorias.&#xA;&#xA;  o licenciamento de criações de relevante interesse público — hipótese que se aplica aos softwares desenvolvidos para a administração pública — somente poderá ser efetuado a título não exclusivo&#xA;&#xA;Para as Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (ICTs), a Lei nº 10.973/2004 (Lei de Inovação) contempla expressamente a possibilidade de licenciamento não exclusivo e gratuito. O art. 6º, § 2º, da lei estabelece que, quando não houver exclusividade, os contratos de transferência de tecnologia e licenciamento poderão ser firmados diretamente. Já o art. 6º, § 5º, determina que o licenciamento de criações de relevante interesse público — hipótese que se aplica aos softwares desenvolvidos para a administração pública — somente poderá ser efetuado a título não exclusivo. Trata-se de previsão legal que se alinha perfeitamente ao modelo de disponibilização de software livre para a administração pública e para a sociedade. O art. 6º é só um ponto de partida, já que a totalidade dessa lei reforça os diferenciais do software livre como estratégia de transbordo da tecnologia da universidade para a sociedade.&#xA;&#xA;1.1 Código aberto é obrigatório desde 2020&#xA;&#xA;A obrigatoriedade do licenciamento aberto  foi estabelecida pela Lei nº 14.063/2020, que em seu art. 16 determina que os sistemas desenvolvidos exclusivamente por órgãos e entidades da administração direta, autárquica e fundacional &#34;são regidos por licença de código aberto, permitida a sua utilização, cópia, alteração e distribuição sem restrições&#34;. As universidades e institutos federais enquadram-se perfeitamente no dispositivo, que se aplica inclusive a sistemas já em operação, ressalvadas apenas hipóteses restritas de sigilo ou componentes de terceiros. Embora tenha passado relativamente despercebida nos debates institucionais, opera uma inflexão decisiva: o que antes era faculdade conferida pela Lei de Inovação converte-se, para sistemas desenvolvidos com recursos públicos, em dever legal de abertura. &#xA;&#xA;  A manutenção de código fechado sem amparo nas exceções legais configuraria descumprimento de dever funcional&#xA;&#xA;Para as IES, isso elimina qualquer controvérsia sobre pretensa &#34;renúncia de receita&#34;, como paranóicamente já se aventou — ao contrário, a manutenção de código fechado sem amparo nas exceções legais configuraria descumprimento de dever funcional. A Lei 14.063/2020, portanto, não apenas autoriza, mas impõe normativamente a compreensão do software público como bem comum, alinhando-se à função social da universidade e às recomendações do Acórdão 258/2026.&#xA;&#xA;Há, portanto, previsibilidade legal plena. O protocolo que se pretende construir não precisa inventar novas figuras jurídicas; basta reconhecer e regulamentar a aplicação das já existentes, estabelecendo critérios claros para a escolha da licença mais adequada a cada contexto.&#xA;&#xA;---&#xA;&#xA;2\. Limites dos Termos de Cooperação e Contratos de Transferência de Tecnologia&#xA;&#xA;Os instrumentos de cooperação (como os Termos de Execução Descentralizada - TEDs) e os contratos de transferência de tecnologia mediados pelos Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs) têm seu valor institucional, notadamente para a exploração comercial e a geração de receitas. No entanto, quando o objetivo é compartilhar soluções para a própria administração pública ou cumprir a função social da universidade, esses instrumentos revelam limitações significativas.&#xA;&#xA;2\.1. Natureza bilateral e negociada&#xA;&#xA;Os contratos de transferência de tecnologia são, por definição, bilaterais e negociados caso a caso. Isso significa que cada novo parceiro exige um processo específico, com proposta, termo de sigilo, negociação de cláusulas e, ao final, registro no INPI para produção de efeitos legais. Trata-se de um modelo adequado para relações comerciais, mas completamente desproporcional para o compartilhamento de bens públicos digitais entre instituições que, afinal, pertencem todas ao mesmo Estado.&#xA;&#xA;2\.2. Burocracia como barreira ao compartilhamento&#xA;&#xA;O TCU identificou que o compartilhamento efetivo de soluções ocorre apenas entre instituições que já utilizam um mesmo sistema (como na rede SIG-UFRN). Isso não é coincidência: a burocracia dos instrumentos formais de transferência desencoraja a adoção por novas instituições, que precisam vencer entraves jurídicos e administrativos para acessar uma tecnologia que, em tese, deveria estar amplamente disponível.&#xA;&#xA;2\.3. Código-fonte fechado ao público&#xA;&#xA;Nos contratos de transferência, o código-fonte é entregue ao parceiro tecnológico, mas permanece fechado ao público em geral. Isso significa que o conhecimento financiado com recursos públicos não retorna à sociedade, não pode ser auditado por cidadãos, não pode ser estudado por alunos de outras instituições, não pode ser melhorado por desenvolvedores externos. O modelo de transferência, nesses casos, privatiza o conhecimento em vez de socializá-lo.&#xA;&#xA;2\.4. Dependência de fornecedores específicos&#xA;&#xA;Ao transferir tecnologia com exclusividade ou condições especiais para uma única empresa, a universidade pode, inadvertidamente, criar novos monopólios e perpetuar a dependência de fornecedores específicos — exatamente o risco que o TCU aponta ao falar em &#34;dependência de fornecedores e soluções fechadas&#34;.&#xA;&#xA;---&#xA;&#xA;3\. Vantagens do Licenciamento em Software Livre&#xA;&#xA;Em contraste com as limitações acima, o licenciamento em software livre oferece vantagens estruturais que respondem diretamente aos gargalos identificados pelo TCU.&#xA;&#xA;3\.1. Independência e autonomia tecnológica&#xA;&#xA;O software livre garante que a universidade não fique refém de um único parceiro comercial para manutenção ou evolução de um sistema. Como o código é aberto, qualquer empresa ou técnico qualificado pode prestar serviços de suporte, desenvolvimento e customização. A administração pública recupera, assim, o controle sobre sua própria tecnologia, podendo decidir soberanamente os rumos de seus sistemas estratégicos.&#xA;&#xA;3\.2. Compartilhamento como regra, não exceção&#xA;&#xA;O maior gargalo apontado pelo TCU é a falta de compartilhamento de soluções. O licenciamento livre é a antítese desse problema. Ao publicar um código sob uma licença livre, a universidade:  &#xA;\- Devolve à sociedade o conhecimento financiado com recursos públicos;  &#xA;\- Permite que outras instituições adotem a solução sem burocracia;  &#xA;\- Cria as condições para que contribuições externas retornem, gerando um ciclo virtuoso de melhoria contínua.&#xA;&#xA;É a realização prática do princípio constitucional da eficiência: em vez de cada universidade reconstruir a mesma roda, todas colaboram para aperfeiçoar uma roda comum.&#xA;&#xA;3\.3. Desburocratização do acesso&#xA;&#xA;Diferentemente dos contratos de transferência, o licenciamento livre dispensa negociações caso a caso. A adesão se dá por simples aceitação dos termos da licença pública, o que reduz drasticamente custos de transação e tempo. Para o compartilhamento entre instituições públicas, essa simplicidade é crucial: um TED pode perfeitamente prever a transferência de recursos para implantação e adaptação, mas o acesso ao código propriamente dito é imediato, independente de trâmites burocráticos.&#xA;&#xA;3\.4. Segurança e transparência&#xA;&#xA;A &#34;liberdade de estudar&#34; o código, uma das quatro liberdades fundamentais, permite que a universidade e a sociedade auditem os sistemas em busca de vulnerabilidades, sem depender da boa vontade de fornecedores. Num contexto de crescentes ameaças cibernéticas e da necessidade de proteção de dados (LGPD), essa capacidade de auditoria independente é um ativo de segurança nacional.&#xA;&#xA;Além disso, a transparência do código é a forma mais avançada de prestação de contas à sociedade. O cidadão pode verificar, por si mesmo, como o Estado coleta, processa e armazena suas informações.&#xA;&#xA;3\.5. Fomento ao ecossistema local e à formação de talentos&#xA;&#xA;Ao contrário do modelo de transferência que muitas vezes direciona recursos a uma única empresa (frequentemente de grande porte e sediada em centros distantes), o software livre permite que um ecossistema diversificado de prestadores de serviço locais se desenvolva. Egressos da universidade, pequenas empresas de TI da região, cooperativas de tecnologia — todos podem se capacitar para oferecer suporte e desenvolvimento sobre as plataformas abertas. Gera-se, assim, renda e conhecimento localmente, sem amarras contratuais de exclusividade.&#xA;&#xA;Para os alunos, o contato com código aberto durante a graduação é uma experiência formativa inigualável. Eles não apenas aprendem a programar, mas aprendem a ler, criticar e contribuir com código real, produzido por profissionais e pesquisadores. É a universidade formando não apenas usuários de tecnologia, mas construtores de tecnologia. A continuidade dos produtos gerados pelas atividades de ensino e pesquisa, como TCCs, tende a ser favorecida com a disponibilização dos códigos, que poderão obter colaborações diversas (correções, melhorias, traduções) nos repositórios públicos especializados como Codeberg, Gitlab, Github, entre outros.&#xA;&#xA;---&#xA;&#xA;4\. Aproximações e Distanciamentos: Licenciamento Livre vs. Transferência de Tecnologia&#xA;&#xA;Para clareza conceitual, é útil sistematizar as diferenças entre os dois modelos:&#xA;&#xA;| Aspecto | Licenciamento em Software Livre | Contratos de Transferência de Tecnologia (via NIT)  |&#xA;|---------|---------------------------------|-----------------------------------------------------|&#xA;| Natureza Jurídica | Licença de uso pública e padronizada (adesão). | Contrato bilateral, negociado caso a caso (solução sob medida). |&#xA;| Objeto da Transferência | O direito de usar, estudar, modificar e distribuir o software, sob os termos da licença. O desenvolvedor mantém a titularidade. | A propriedade intelectual ou o direito de explorá-la comercialmente com exclusividade ou condições especiais (espécie de &#34;aluguel&#34; ou &#34;venda&#34; dos direitos de exploração). |&#xA;| Código-fonte | Disponível e aberto a todos (condição para as liberdades 1 e 3) . | Deve ser entregue ao parceiro tecnológico, mas permanece fechado ao público. O INPI exige a entrega do código-fonte comentado para registro da transferência . |&#xA;| Público-alvo | Toda a sociedade, outras ICTs, órgãos públicos, cidadãos. Visa o compartilhamento e o retorno social. | Empresas específicas, parceiros tecnológicos selecionados para exploração comercial. Visa o retorno financeiro e o desenvolvimento econômico. |&#xA;| Formalização | Adesão a uma licença pré-existente. | Processo complexo que envolve proposta, termo de sigilo, negociação, e registro no INPI . |&#xA;| Registro no INPI | Não é necessário para a validade da licença, mas o software pode ser registrado no INPI para segurança jurídica. | O contrato de transferência de tecnologia deve ser averbado no INPI para produzir efeitos perante terceiros e para remessa de royalties ao exterior . |&#xA;&#xA;  &#xA;Esta tabela evidencia que ambos os modelos não são excludentes, mas atendem a finalidades distintas. O que se defende é que, para o desenvolvimento de software destinado à própria administração pública ou com finalidade de retorno social, o licenciamento livre deve ser a regra, reservando-se os contratos de transferência para os casos em que haja efetivo potencial de exploração comercial e parceria com o setor produtivo.&#xA;&#xA;---&#xA;&#xA;5\. Argumentos para a Priorização do Software Livre&#xA;&#xA;Com base no que foi exposto, apresentamos os argumentos centrais que devem fundamentar o protocolo de incentivo ao software livre nas IES:&#xA;&#xA;Argumento 1: Soberania e Controle Público&#xA;&#xA;Priorizar o software livre é uma decisão de soberania digital. O conhecimento produzido com verba pública permanece sob controle público, evitando a dependência de fornecedores específicos e assegurando que decisões futuras sobre sistemas estratégicos não sejam reféns de estratégias comerciais alheias ao interesse público. O código aberto é a garantia de que a universidade nunca perderá o domínio sobre suas próprias ferramentas.&#xA;&#xA;Argumento 2: Eficiência e Otimização de Recursos (endereçando o déficit de pessoal)&#xA;&#xA;O modelo de compartilhamento inerente ao software livre é a resposta direta ao gargalo apontado pelo TCU. Em vez de cada universidade desenvolver a mesma solução do zero com suas equipes reduzidas, um software livre bem-sucedido cria uma comunidade de cooperação onde o esforço é somado. Isso otimiza o quadro de pessoal, que pode se dedicar a adaptar e melhorar soluções existentes em vez de reconstruí-las. A duplicação de despesas é reduzida, e os recursos humanos são empregados onde realmente importam: na personalização para necessidades locais e na inovação incremental.&#xA;&#xA;Argumento 3: Segurança Jurídica e Conformidade Legal&#xA;&#xA;A adoção de software livre está em perfeita harmonia com o arcabouço legal brasileiro. A Lei do Software (9.609/98) e a Lei de Inovação (10.973/2004) fornecem base jurídica sólida para o licenciamento livre. Mais do que isso, o software livre é a forma mais eficaz de cumprir os princípios constitucionais da administração pública, especialmente a eficiência (compartilhando soluções) e a transparência (abrindo o código ao escrutínio público). O protocolo não precisará operar em zona cinzenta, mas sim regulamentar uma prática já amparada por lei.&#xA;&#xA;Argumento 4: Função Social da Universidade e Impacto Acadêmico&#xA;&#xA;O software livre é parte indissociável da missão da universidade pública. Ele permite que alunos e professores estudem e modifiquem ferramentas de ponta, contribuindo para uma formação crítica e não meramente instrumental. Ao liberar o código de projetos de pesquisa, TCCs, dissertações e extensão, a universidade multiplica o impacto social do seu conhecimento, permitindo que ele seja reaproveitado, testado e melhorado pela sociedade. Gera-se um ciclo virtuoso de inovação aberta e colaborativa que aproxima a academia da comunidade e forma cidadãos capacitados para participar ativamente da construção do futuro digital do país.&#xA;&#xA;Argumento 5: Fomento ao Desenvolvimento Local e Desconcentração de Recursos&#xA;&#xA;O software livre viabiliza um ecossistema diversificado de prestadores de serviço locais. Pequenas empresas de TI, cooperativas, startups de base tecnológica — todas podem oferecer suporte, desenvolvimento e capacitação sobre plataformas abertas. Isso desconcentra recursos, que não ficam restritos a grandes fornecedores nacionais ou internacionais, e fortalece economias regionais. A universidade, ao adotar software livre, atua como indutora do desenvolvimento local e da geração de emprego e renda qualificados em seu entorno.&#xA;&#xA;---&#xA;&#xA;6\. Diretrizes para o Protocolo&#xA;&#xA;À guisa de conclusão, propomos que o protocolo institucional contemple as seguintes diretrizes:&#xA;&#xA;1\. Regra geral de abertura: todo software desenvolvido com recursos públicos ou por servidores públicos no exercício de suas funções será disponibilizado sob licença de software livre, salvo justificativa técnica ou legal aprovada pela instância competente.&#xA;&#xA;2\. Orientação e capacitação: os Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs) deverão ser capacitados para orientar desenvolvedores sobre as diferentes licenças livres e seus respectivos impactos, auxiliando na escolha da mais adequada a cada projeto.&#xA;&#xA;3\. Repositório institucional: a universidade manterá repositório público de código, integrado a plataformas nacionais (como a Vitrine MEC) e internacionais, com governança clara e mecanismos para recebimento de contribuições externas.&#xA;&#xA;4\. Incentivos acadêmicos: projetos de pesquisa, TCCs, dissertações e teses que resultarem em software funcional serão estimulados a publicá-lo em repositório aberto, podendo receber certificação ou distinção acadêmica.&#xA;&#xA;5\. Compartilhamento interinstitucional: nos termos de cooperação com outras ICTs, o licenciamento livre será a modalidade preferencial, ressalvados os casos de efetivo potencial comercial que justifiquem modelo diverso.&#xA;&#xA;6\. Monitoramento e prestação de contas: a universidade manterá indicadores de adoção de software livre (número de projetos abertos, repositórios publicados, contribuições recebidas), a serem incluídos nos relatórios de gestão encaminhados aos órgãos de controle.&#xA;&#xA;---&#xA;&#xA;Conclusão&#xA;&#xA;O Acórdão 258/2026 do TCU escancara uma verdade incômoda: apesar dos esforços individuais, as universidades federais operam em regime de isolamento tecnológico, recomprando soluções e reconstruindo o que já foi construído, enquanto perdem seus quadros mais qualificados para o mercado. O software livre não é uma panaceia, mas é, sem dúvida, parte fundamental da resposta.&#xA;&#xA;Ele oferece um caminho juridicamente seguro, tecnicamente viável e estrategicamente acertado para superar os gargalos identificados. Permite compartilhar em vez de isolar, colaborar em vez de competir, abrir em vez de fechar. Mais do que isso: realiza a função social da universidade pública, que é produzir conhecimento e devolvê-lo à sociedade na forma de bens comuns, acessíveis a todos e passíveis de melhoria contínua por todos.&#xA;&#xA;O protocolo que se propõe não é um ato de fé no software livre, mas uma construção racional baseada em evidências — as evidências do TCU sobre o que não está funcionando — e em fundamentos legais sólidos. É um instrumento para a universidade pública recuperar controle sobre sua própria tecnologia, otimizar seus recursos escassos e cumprir, com excelência, sua missão de ensinar, pesquisar e estender à sociedade os frutos do conhecimento que produz.&#xA;&#xA;O software desenvolvido com dinheiro público, por servidores públicos, para atender a necessidades públicas, deve ser, por definição, um bem público. O licenciamento livre é a ferramenta jurídica que transforma esse princípio em realidade.&#xA;&#xA;Referências&#xA;&#xA;BRASIL. Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Plano Brasileiro de Inteligência Artificial 2025-2028 (PBIA). Brasília, DF: MCTI, 2025.&#xA;&#xA;BRASIL. Tribunal de Contas da União. Acórdão nº 258/2026 – TCU – Plenário. Acompanhamento. Universidades Federais. Avaliação da governança, do planejamento e do ambiente de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC). Relator: Ministro Augusto Nardes. Sessão de 4 de fevereiro de 2026. Disponível em:  https://pesquisa.apps.tcu.gov.br/redireciona/acordao-completo/ACORDAO-COMPLETO-2735020. Acesso em: 20 fev. 2026.&#xA;&#xA;BRASIL. Decreto nº 12.198, de 24 de setembro de 2024. Institui a Estratégia Federal de Governo Digital para o período de 2024 a 2027. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, 25 set. 2024.&#xA;&#xA;BRASIL. Lei nº 14.063, de 23 de setembro de 2020. Dispõe sobre o uso de assinaturas eletrônicas em interações com entes públicos, em atos de pessoas jurídicas e em questões de saúde e sobre as licenças de softwares desenvolvidos por entes públicos; e altera a Lei nº 9.096, de 19 de setembro de 1995, a Lei nº 5.991, de 17 de dezembro de 1973, e a Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, ano 157, n. 184, p. 1-4, 24 set. 2020. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil03/_ato2019-2022/2020/lei/l14063.htm. Acesso em: 26 fev. 2026.&#xA;&#xA;BRASIL. Ministério da Economia. Secretaria Especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital. Secretaria de Governo Digital. Instrução Normativa SGD/ME nº 94, de 23 de dezembro de 2022. Dispõe sobre o processo de contratação de soluções de Tecnologia da Informação e Comunicação pelos órgãos e entidades integrantes do Sistema de Administração dos Recursos de Tecnologia da Informação - SISP do Poder Executivo Federal. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, 26 dez. 2022.&#xA;&#xA;BRASIL. Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos. Secretaria de Governo Digital. Instrução Normativa SGD/MGI nº 6, de 28 de fevereiro de 2023. Dispõe sobre a contratação de soluções de Tecnologia da Informação e Comunicação pelos órgãos e entidades integrantes do Sistema de Administração dos Recursos de Tecnologia da Informação - SISP do Poder Executivo Federal. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, 1º mar. 2023.&#xA;&#xA;FREE SOFTWARE FOUNDATION (FSF). O que é software livre? Disponível em: https://www.gnu.org/philosophy/free-sw.pt-br.html. Acesso em: 20 fev. 2026.]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p><strong>Sobre o Acórdão 258/26 do TCU, o Software Livre e Universidade Pública como locus de inovação aberta e bem comum</strong>
Uma ideia de protocolo para Núcleos de Inovação Tecnológica (NIT) e setor de TI, visando a priorização do licenciamento em código livre.</p>

<hr>

<h2 id="introdução">Introdução</h2>

<p>O diagnóstico do Tribunal de Contas da União expresso no <a href="https://pesquisa.apps.tcu.gov.br/redireciona/acordao-completo/ACORDAO-COMPLETO-2735020" rel="nofollow">Acórdão 258/2026</a> expõe, com clareza cirúrgica, os gargalos estruturais que comprometem a gestão de Tecnologia da Informação e Comunicação nas universidades federais: déficit de pessoal, baixa interoperabilidade, fragmentação de soluções e ausência de coordenação sistêmica. Diante desse cenário, a construção de um protocolo institucional que incentive a adoção do licenciamento em software livre emerge não como uma escolha ideológica, mas como uma <strong>resposta técnica, jurídica e estratégica</strong> aos problemas identificados.</p>

<p>Este ensaio defende que o software livre deve ser a regra para o desenvolvimento de soluções tecnológicas nas Instituições de Ensino Superior (IES), seja pelas equipes de TI, seja por professores e alunos em projetos de pesquisa, ensino e extensão. Para tanto, examina os limites dos instrumentos tradicionais de transferência de tecnologia e cooperação, e demonstra como o licenciamento livre oferece vantagens concretas em termos de previsibilidade legal, sustentabilidade dos códigos, desburocratização do acesso e alinhamento com a função social da universidade pública e com as políticas digitais vigentes (BRASIL, 2025; 2022; 1996).</p>

<hr>

<h3 id="1-o-software-livre-no-ordenamento-jurídico-brasileiro-segurança-e-previsibilidade">1. O Software Livre no Ordenamento Jurídico Brasileiro: Segurança e Previsibilidade</h3>

<p>Um equívoco recorrente no debate institucional é tratar o software livre como uma excepcionalidade ou um “limbo jurídico”. A verdade é oposta: o licenciamento livre está perfeitamente integrado ao direito brasileiro, apoiando-se nos mesmos fundamentos legais que regem o software proprietário.</p>

<blockquote><p>Softwares desenvolvidos por servidores públicos no exercício de suas funções, a titularidade pertence à universidade (art. 4º), cabendo a esta decidir sobre o licenciamento</p></blockquote>

<p>A <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9609.htm" rel="nofollow">Lei nº 9.609/98 (Lei do Software)</a> estabelece que o regime de proteção ao software é o do direito autoral (art. 2º, caput), assegurados ao autor direitos morais limitados (art. 2º, § 1º) e patrimoniais (art. 2º, § 5º), cuja proteção independe de registro (art. 2º, § 3º). Para softwares desenvolvidos por servidores públicos no exercício de suas funções, a titularidade pertence à universidade (art. 4º), cabendo a esta decidir sobre o licenciamento. Tanto no modelo proprietário quanto no livre, o uso do software exige contrato de licença (art. 9º). A diferença crucial reside no exercício dos direitos patrimoniais: enquanto o software proprietário utiliza licenças restritivas (EULAs) que vedam o acesso ao código-fonte, o software livre emprega licenças públicas padronizadas (GPL, MIT, Apache) que garantem as quatro liberdades fundamentais definidas pela <em>Free Software Foundation</em>: executar para qualquer propósito, estudar e adaptar, redistribuir cópias, e melhorar e compartilhar as melhorias.</p>

<blockquote><p>o licenciamento de criações de relevante interesse público — hipótese que se aplica aos softwares desenvolvidos para a administração pública — somente poderá ser efetuado a título não exclusivo</p></blockquote>

<p>Para as Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (ICTs), a <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2004/lei/l10.973.htm" rel="nofollow">Lei nº 10.973/2004 (Lei de Inovação)</a> contempla expressamente a possibilidade de licenciamento não exclusivo e gratuito. O art. 6º, § 2º, da lei estabelece que, quando não houver exclusividade, os contratos de transferência de tecnologia e licenciamento poderão ser firmados diretamente. Já o art. 6º, § 5º, determina que o licenciamento de criações de relevante interesse público — hipótese que se aplica aos softwares desenvolvidos para a administração pública — somente poderá ser efetuado a título não exclusivo. Trata-se de previsão legal que se alinha perfeitamente ao modelo de disponibilização de software livre para a administração pública e para a sociedade. O art. 6º é só um ponto de partida, já que a totalidade dessa lei reforça os diferenciais do software livre como estratégia de transbordo da tecnologia da universidade para a sociedade.</p>

<h3 id="1-1-código-aberto-é-obrigatório-desde-2020">1.1 Código aberto é obrigatório desde 2020</h3>

<p>A obrigatoriedade do licenciamento aberto  foi estabelecida pela <strong><a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2020/lei/l14063.htm" rel="nofollow">Lei nº 14.063/2020</a></strong>, que em seu art. 16 determina que os <strong>sistemas desenvolvidos exclusivamente por órgãos e entidades da administração direta, autárquica e fundacional “são regidos por licença de código aberto, permitida a sua utilização, cópia, alteração e distribuição sem restrições”</strong>. As universidades e institutos federais enquadram-se perfeitamente no dispositivo, que se aplica inclusive a sistemas já em operação, ressalvadas apenas hipóteses restritas de sigilo ou componentes de terceiros. Embora tenha passado relativamente despercebida nos debates institucionais, opera uma inflexão decisiva: o que antes era faculdade conferida pela Lei de Inovação converte-se, para sistemas desenvolvidos com recursos públicos, em <strong>dever legal de abertura</strong>.</p>

<blockquote><p>A manutenção de código fechado sem amparo nas exceções legais configuraria descumprimento de dever funcional</p></blockquote>

<p>Para as IES, isso elimina qualquer controvérsia sobre pretensa “renúncia de receita”, como paranóicamente já se aventou — ao contrário, a manutenção de código fechado sem amparo nas exceções legais configuraria descumprimento de dever funcional. A Lei 14.063/2020, portanto, não apenas autoriza, mas impõe normativamente a compreensão do software público como bem comum, alinhando-se à função social da universidade e às recomendações do Acórdão 258/2026.</p>

<p>Há, portanto, <strong>previsibilidade legal plena</strong>. O protocolo que se pretende construir não precisa inventar novas figuras jurídicas; basta reconhecer e regulamentar a aplicação das já existentes, estabelecendo critérios claros para a escolha da licença mais adequada a cada contexto.</p>

<hr>

<h3 id="2-limites-dos-termos-de-cooperação-e-contratos-de-transferência-de-tecnologia">2. Limites dos Termos de Cooperação e Contratos de Transferência de Tecnologia</h3>

<p>Os instrumentos de cooperação (como os Termos de Execução Descentralizada – TEDs) e os contratos de transferência de tecnologia mediados pelos Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs) têm seu valor institucional, notadamente para a exploração comercial e a geração de receitas. No entanto, quando o objetivo é <strong>compartilhar soluções para a própria administração pública ou cumprir a função social da universidade</strong>, esses instrumentos revelam limitações significativas.</p>

<p><strong>2.1. Natureza bilateral e negociada</strong></p>

<p>Os contratos de transferência de tecnologia são, por definição, bilaterais e negociados caso a caso. Isso significa que cada novo parceiro exige um processo específico, com proposta, termo de sigilo, negociação de cláusulas e, ao final, registro no INPI para produção de efeitos legais. Trata-se de um modelo adequado para relações comerciais, mas <strong>completamente desproporcional para o compartilhamento de bens públicos digitais</strong> entre instituições que, afinal, pertencem todas ao mesmo Estado.</p>

<p><strong>2.2. Burocracia como barreira ao compartilhamento</strong></p>

<p>O TCU identificou que o compartilhamento efetivo de soluções ocorre apenas entre instituições que já utilizam um mesmo sistema (como na rede SIG-UFRN). Isso não é coincidência: a burocracia dos instrumentos formais de transferência desencoraja a adoção por novas instituições, que precisam vencer entraves jurídicos e administrativos para acessar uma tecnologia que, em tese, deveria estar amplamente disponível.</p>

<p><strong>2.3. Código-fonte fechado ao público</strong></p>

<p>Nos contratos de transferência, o código-fonte é entregue ao parceiro tecnológico, mas permanece <strong>fechado ao público em geral</strong>. Isso significa que o conhecimento financiado com recursos públicos não retorna à sociedade, não pode ser auditado por cidadãos, não pode ser estudado por alunos de outras instituições, não pode ser melhorado por desenvolvedores externos. O modelo de transferência, nesses casos, <strong>privatiza o conhecimento</strong> em vez de socializá-lo.</p>

<p><strong>2.4. Dependência de fornecedores específicos</strong></p>

<p>Ao transferir tecnologia com exclusividade ou condições especiais para uma única empresa, a universidade pode, inadvertidamente, <strong>criar novos monopólios</strong> e perpetuar a dependência de fornecedores específicos — exatamente o risco que o TCU aponta ao falar em “dependência de fornecedores e soluções fechadas”.</p>

<hr>

<h3 id="3-vantagens-do-licenciamento-em-software-livre">3. Vantagens do Licenciamento em Software Livre</h3>

<p>Em contraste com as limitações acima, o licenciamento em software livre oferece vantagens estruturais que respondem diretamente aos gargalos identificados pelo TCU.</p>

<p><strong>3.1. Independência e autonomia tecnológica</strong></p>

<p>O software livre garante que a universidade não fique refém de um único parceiro comercial para manutenção ou evolução de um sistema. Como o código é aberto, qualquer empresa ou técnico qualificado pode prestar serviços de suporte, desenvolvimento e customização. A administração pública recupera, assim, o <strong>controle sobre sua própria tecnologia</strong>, podendo decidir soberanamente os rumos de seus sistemas estratégicos.</p>

<p><strong>3.2. Compartilhamento como regra, não exceção</strong></p>

<p>O maior gargalo apontado pelo TCU é a falta de compartilhamento de soluções. O licenciamento livre é a antítese desse problema. Ao publicar um código sob uma licença livre, a universidade:<br>
- Devolve à sociedade o conhecimento financiado com recursos públicos;<br>
- Permite que outras instituições adotem a solução sem burocracia;<br>
- Cria as condições para que contribuições externas retornem, gerando um <strong>ciclo virtuoso de melhoria contínua</strong>.</p>

<p>É a realização prática do princípio constitucional da eficiência: em vez de cada universidade reconstruir a mesma roda, todas colaboram para aperfeiçoar uma roda comum.</p>

<p><strong>3.3. Desburocratização do acesso</strong></p>

<p>Diferentemente dos contratos de transferência, o licenciamento livre dispensa negociações caso a caso. A adesão se dá por simples aceitação dos termos da licença pública, o que reduz drasticamente custos de transação e tempo. Para o compartilhamento entre instituições públicas, essa simplicidade é <strong>crucial</strong>: um TED pode perfeitamente prever a transferência de recursos para implantação e adaptação, mas o acesso ao código propriamente dito é imediato, independente de trâmites burocráticos.</p>

<p><strong>3.4. Segurança e transparência</strong></p>

<p>A “liberdade de estudar” o código, uma das quatro liberdades fundamentais, permite que a universidade e a sociedade auditem os sistemas em busca de vulnerabilidades, sem depender da boa vontade de fornecedores. Num contexto de crescentes ameaças cibernéticas e da necessidade de proteção de dados (LGPD), essa capacidade de auditoria independente é um <strong>ativo de segurança nacional</strong>.</p>

<p>Além disso, a transparência do código é a forma mais avançada de prestação de contas à sociedade. O cidadão pode verificar, por si mesmo, como o Estado coleta, processa e armazena suas informações.</p>

<p><strong>3.5. Fomento ao ecossistema local e à formação de talentos</strong></p>

<p>Ao contrário do modelo de transferência que muitas vezes direciona recursos a uma única empresa (frequentemente de grande porte e sediada em centros distantes), o software livre permite que um ecossistema diversificado de prestadores de serviço locais se desenvolva. Egressos da universidade, pequenas empresas de TI da região, cooperativas de tecnologia — todos podem se capacitar para oferecer suporte e desenvolvimento sobre as plataformas abertas. Gera-se, assim, <strong>renda e conhecimento localmente</strong>, sem amarras contratuais de exclusividade.</p>

<p>Para os alunos, o contato com código aberto durante a graduação é uma experiência formativa inigualável. Eles não apenas aprendem a programar, mas aprendem a <strong>ler, criticar e contribuir com código real</strong>, produzido por profissionais e pesquisadores. É a universidade formando não apenas usuários de tecnologia, mas <strong>construtores de tecnologia</strong>. A continuidade dos produtos gerados pelas atividades de ensino e pesquisa, como TCCs, tende a ser favorecida com a disponibilização dos códigos, que poderão obter colaborações diversas (correções, melhorias, traduções) nos repositórios públicos especializados como Codeberg, Gitlab, Github, entre outros.</p>

<hr>

<h3 id="4-aproximações-e-distanciamentos-licenciamento-livre-vs-transferência-de-tecnologia">4. Aproximações e Distanciamentos: Licenciamento Livre vs. Transferência de Tecnologia</h3>

<p>Para clareza conceitual, é útil sistematizar as diferenças entre os dois modelos:</p>

<table>
<thead>
<tr>
<th><strong>Aspecto</strong></th>
<th><strong>Licenciamento em Software Livre</strong></th>
<th><strong>Contratos de Transferência de Tecnologia (via NIT)</strong> </th>
</tr>
</thead>

<tbody>
<tr>
<td>Natureza Jurídica</td>
<td>Licença de uso pública e padronizada (adesão).</td>
<td>Contrato bilateral, negociado caso a caso (solução sob medida).</td>
</tr>

<tr>
<td>Objeto da Transferência</td>
<td>O direito de usar, estudar, modificar e distribuir o software, sob os termos da licença. O desenvolvedor mantém a titularidade.</td>
<td>A propriedade intelectual ou o direito de explorá-la comercialmente com exclusividade ou condições especiais (espécie de “aluguel” ou “venda” dos direitos de exploração).</td>
</tr>

<tr>
<td>Código-fonte</td>
<td>Disponível e aberto a todos (condição para as liberdades 1 e 3) .</td>
<td>Deve ser entregue ao parceiro tecnológico, mas permanece fechado ao público. O INPI exige a entrega do código-fonte comentado para registro da transferência .</td>
</tr>

<tr>
<td>Público-alvo</td>
<td>Toda a sociedade, outras ICTs, órgãos públicos, cidadãos. Visa o compartilhamento e o retorno social.</td>
<td>Empresas específicas, parceiros tecnológicos selecionados para exploração comercial. Visa o retorno financeiro e o desenvolvimento econômico.</td>
</tr>

<tr>
<td>Formalização</td>
<td>Adesão a uma licença pré-existente.</td>
<td>Processo complexo que envolve proposta, termo de sigilo, negociação, e registro no INPI .</td>
</tr>

<tr>
<td>Registro no INPI</td>
<td>Não é necessário para a validade da licença, mas o software pode ser registrado no INPI para segurança jurídica.</td>
<td>O contrato de transferência de tecnologia deve ser averbado no INPI para produzir efeitos perante terceiros e para remessa de royalties ao exterior .</td>
</tr>
</tbody>
</table>

<p>Esta tabela evidencia que ambos os modelos <strong>não são excludentes</strong>, mas atendem a finalidades distintas. O que se defende é que, para o desenvolvimento de software destinado à própria administração pública ou com finalidade de retorno social, <strong>o licenciamento livre deve ser a regra</strong>, reservando-se os contratos de transferência para os casos em que haja efetivo potencial de exploração comercial e parceria com o setor produtivo.</p>

<hr>

<h3 id="5-argumentos-para-a-priorização-do-software-livre">5. Argumentos para a Priorização do Software Livre</h3>

<p>Com base no que foi exposto, apresentamos os argumentos centrais que devem fundamentar o protocolo de incentivo ao software livre nas IES:</p>

<p><strong>Argumento 1: Soberania e Controle Público</strong></p>

<p>Priorizar o software livre é uma decisão de soberania digital. O conhecimento produzido com verba pública permanece sob controle público, evitando a dependência de fornecedores específicos e assegurando que decisões futuras sobre sistemas estratégicos não sejam reféns de estratégias comerciais alheias ao interesse público. O código aberto é a garantia de que a universidade nunca perderá o domínio sobre suas próprias ferramentas.</p>

<p><strong>Argumento 2: Eficiência e Otimização de Recursos (endereçando o déficit de pessoal)</strong></p>

<p>O modelo de compartilhamento inerente ao software livre é a resposta direta ao gargalo apontado pelo TCU. Em vez de cada universidade desenvolver a mesma solução do zero com suas equipes reduzidas, um software livre bem-sucedido cria uma comunidade de cooperação onde o esforço é somado. Isso otimiza o quadro de pessoal, que pode se dedicar a adaptar e melhorar soluções existentes em vez de reconstruí-las. A duplicação de despesas é reduzida, e os recursos humanos são empregados onde realmente importam: na personalização para necessidades locais e na inovação incremental.</p>

<p><strong>Argumento 3: Segurança Jurídica e Conformidade Legal</strong></p>

<p>A adoção de software livre está em perfeita harmonia com o arcabouço legal brasileiro. A Lei do Software (9.609/98) e a Lei de Inovação (10.973/2004) fornecem base jurídica sólida para o licenciamento livre. Mais do que isso, o software livre é a forma mais eficaz de cumprir os princípios constitucionais da administração pública, especialmente a eficiência (compartilhando soluções) e a transparência (abrindo o código ao escrutínio público). O protocolo não precisará operar em zona cinzenta, mas sim regulamentar uma prática já amparada por lei.</p>

<p><strong>Argumento 4: Função Social da Universidade e Impacto Acadêmico</strong></p>

<p>O software livre é parte indissociável da missão da universidade pública. Ele permite que alunos e professores estudem e modifiquem ferramentas de ponta, contribuindo para uma formação crítica e não meramente instrumental. Ao liberar o código de projetos de pesquisa, TCCs, dissertações e extensão, a universidade multiplica o impacto social do seu conhecimento, permitindo que ele seja reaproveitado, testado e melhorado pela sociedade. Gera-se um ciclo virtuoso de inovação aberta e colaborativa que aproxima a academia da comunidade e forma cidadãos capacitados para participar ativamente da construção do futuro digital do país.</p>

<p><strong>Argumento 5: Fomento ao Desenvolvimento Local e Desconcentração de Recursos</strong></p>

<p>O software livre viabiliza um ecossistema diversificado de prestadores de serviço locais. Pequenas empresas de TI, cooperativas, startups de base tecnológica — todas podem oferecer suporte, desenvolvimento e capacitação sobre plataformas abertas. Isso desconcentra recursos, que não ficam restritos a grandes fornecedores nacionais ou internacionais, e fortalece economias regionais. A universidade, ao adotar software livre, atua como indutora do desenvolvimento local e da geração de emprego e renda qualificados em seu entorno.</p>

<hr>

<h3 id="6-diretrizes-para-o-protocolo">6. Diretrizes para o Protocolo</h3>

<p>À guisa de conclusão, propomos que o protocolo institucional contemple as seguintes diretrizes:</p>

<p>1. <strong>Regra geral de abertura:</strong> todo software desenvolvido com recursos públicos ou por servidores públicos no exercício de suas funções será disponibilizado sob licença de software livre, salvo justificativa técnica ou legal aprovada pela instância competente.</p>

<p>2. <strong>Orientação e capacitação:</strong> os Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs) deverão ser capacitados para orientar desenvolvedores sobre as diferentes licenças livres e seus respectivos impactos, auxiliando na escolha da mais adequada a cada projeto.</p>

<p>3. <strong>Repositório institucional:</strong> a universidade manterá repositório público de código, integrado a plataformas nacionais (como a Vitrine MEC) e internacionais, com governança clara e mecanismos para recebimento de contribuições externas.</p>

<p>4. <strong>Incentivos acadêmicos:</strong> projetos de pesquisa, TCCs, dissertações e teses que resultarem em software funcional serão estimulados a publicá-lo em repositório aberto, podendo receber certificação ou distinção acadêmica.</p>

<p>5. <strong>Compartilhamento interinstitucional:</strong> nos termos de cooperação com outras ICTs, o licenciamento livre será a modalidade preferencial, ressalvados os casos de efetivo potencial comercial que justifiquem modelo diverso.</p>

<p>6. <strong>Monitoramento e prestação de contas:</strong> a universidade manterá indicadores de adoção de software livre (número de projetos abertos, repositórios publicados, contribuições recebidas), a serem incluídos nos relatórios de gestão encaminhados aos órgãos de controle.</p>

<hr>

<h3 id="conclusão">Conclusão</h3>

<p>O Acórdão 258/2026 do TCU escancara uma verdade incômoda: apesar dos esforços individuais, as universidades federais operam em regime de isolamento tecnológico, recomprando soluções e reconstruindo o que já foi construído, enquanto perdem seus quadros mais qualificados para o mercado. O software livre não é uma panaceia, mas é, sem dúvida, parte fundamental da resposta.</p>

<p>Ele oferece um caminho juridicamente seguro, tecnicamente viável e estrategicamente acertado para superar os gargalos identificados. Permite compartilhar em vez de isolar, colaborar em vez de competir, abrir em vez de fechar. Mais do que isso: realiza a função social da universidade pública, que é produzir conhecimento e devolvê-lo à sociedade na forma de bens comuns, acessíveis a todos e passíveis de melhoria contínua por todos.</p>

<p>O protocolo que se propõe não é um ato de fé no software livre, mas uma construção racional baseada em evidências — as evidências do TCU sobre o que não está funcionando — e em fundamentos legais sólidos. É um instrumento para a universidade pública recuperar controle sobre sua própria tecnologia, otimizar seus recursos escassos e cumprir, com excelência, sua missão de ensinar, pesquisar e estender à sociedade os frutos do conhecimento que produz.</p>

<p>O software desenvolvido com dinheiro público, por servidores públicos, para atender a necessidades públicas, deve ser, por definição, um bem público. O licenciamento livre é a ferramenta jurídica que transforma esse princípio em realidade.</p>

<h1 id="referências">Referências</h1>

<p>BRASIL. Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Plano Brasileiro de Inteligência Artificial 2025-2028 (PBIA). Brasília, DF: MCTI, 2025.</p>

<p>BRASIL. Tribunal de Contas da União. Acórdão nº 258/2026 – TCU – Plenário. Acompanhamento. Universidades Federais. Avaliação da governança, do planejamento e do ambiente de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC). Relator: Ministro Augusto Nardes. Sessão de 4 de fevereiro de 2026. Disponível em:  <a href="https://pesquisa.apps.tcu.gov.br/redireciona/acordao-completo/ACORDAO-COMPLETO-2735020" rel="nofollow">https://pesquisa.apps.tcu.gov.br/redireciona/acordao-completo/ACORDAO-COMPLETO-2735020</a>. Acesso em: 20 fev. 2026.</p>

<p>BRASIL. Decreto nº 12.198, de 24 de setembro de 2024. Institui a Estratégia Federal de Governo Digital para o período de 2024 a 2027. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, 25 set. 2024.</p>

<p>BRASIL. Lei nº 14.063, de 23 de setembro de 2020. Dispõe sobre o uso de assinaturas eletrônicas em interações com entes públicos, em atos de pessoas jurídicas e em questões de saúde e sobre as licenças de softwares desenvolvidos por entes públicos; e altera a Lei nº 9.096, de 19 de setembro de 1995, a Lei nº 5.991, de 17 de dezembro de 1973, e a Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, ano 157, n. 184, p. 1-4, 24 set. 2020. Disponível em: <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2020/lei/l14063.htm" rel="nofollow">https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2020/lei/l14063.htm</a>. Acesso em: 26 fev. 2026.</p>

<p>BRASIL. Ministério da Economia. Secretaria Especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital. Secretaria de Governo Digital. Instrução Normativa SGD/ME nº 94, de 23 de dezembro de 2022. Dispõe sobre o processo de contratação de soluções de Tecnologia da Informação e Comunicação pelos órgãos e entidades integrantes do Sistema de Administração dos Recursos de Tecnologia da Informação – SISP do Poder Executivo Federal. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, 26 dez. 2022.</p>

<p>BRASIL. Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos. Secretaria de Governo Digital. Instrução Normativa SGD/MGI nº 6, de 28 de fevereiro de 2023. Dispõe sobre a contratação de soluções de Tecnologia da Informação e Comunicação pelos órgãos e entidades integrantes do Sistema de Administração dos Recursos de Tecnologia da Informação – SISP do Poder Executivo Federal. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, 1º mar. 2023.</p>

<p>FREE SOFTWARE FOUNDATION (FSF). O que é software livre? Disponível em: <a href="https://www.gnu.org/philosophy/free-sw.pt-br.html" rel="nofollow">https://www.gnu.org/philosophy/free-sw.pt-br.html</a>. Acesso em: 20 fev. 2026.</p>
]]></content:encoded>
      <author>@tiagojferreira@bolha.blog</author>
      <guid>https://bolha.blog/read/a/mj7nvk56ql</guid>
      <pubDate>Sat, 21 Feb 2026 21:05:50 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Hoje</title>
      <link>https://bolha.blog/inversos/hoje</link>
      <description>&lt;![CDATA[Hoje sou tudo&#xA;o que fui — ontem —&#xA;e jamais serei.&#xA;&#xA;Hoje sou beijo&#xA;e mordida,&#xA;lábios e dentes,&#xA;olhos e pele.&#xA;&#xA;Hoje sou saudade,&#xA;esperança&#xA;e aflição.&#xA;&#xA;Hoje sou escarro,&#xA;lágrimas&#xA;e gritos.&#xA;&#xA;Hoje sou feio,&#xA;mediano&#xA;e bonito.&#xA;&#xA;Hoje sou —&#xA;porque.&#xA;&#xA;Amanhã não sei:&#xA;talvez eu seja&#xA;teu amor&#xA;e tu o meu;&#xA;talvez eu não seja&#xA;mais ninguém.]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Hoje sou tudo
o que fui — ontem —
e jamais serei.</p>

<p>Hoje sou beijo
e mordida,
lábios e dentes,
olhos e pele.</p>

<p>Hoje sou saudade,
esperança
e aflição.</p>

<p>Hoje sou escarro,
lágrimas
e gritos.</p>

<p>Hoje sou feio,
mediano
e bonito.</p>

<p>Hoje sou —
porque.</p>

<p>Amanhã não sei:
talvez eu seja
teu amor
e tu o meu;
talvez eu não seja
mais ninguém.</p>
]]></content:encoded>
      <author>in.versos</author>
      <guid>https://bolha.blog/read/a/jz1k2ptmrj</guid>
      <pubDate>Fri, 20 Feb 2026 21:46:10 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Decorators Internamente: Como Funcionam e Como Criar os Seus</title>
      <link>https://bolha.blog/riverfount/decorators-internamente-como-funcionam-e-como-criar-os-seus</link>
      <description>&lt;![CDATA[Se você escreve Python há algum tempo, já usou decorators sem perceber. O @app.route do Flask, o @pytest.mark.parametrize, o @dataclass da stdlib, o @property nativo da linguagem — todos são decorators. Eles aparecem em todo framework relevante do ecossistema, mas a maioria dos recursos disponíveis explica como usar sem explicar por que funciona.&#xA;&#xA;Este artigo corrige isso.&#xA;&#xA;A ideia aqui não é ensinar a sintaxe do @. É mostrar o mecanismo embaixo: o que Python faz quando encontra esse símbolo, como construir um decorator do zero com segurança e como evitar as armadilhas que só aparecem em produção.&#xA;&#xA;---&#xA;&#xA;1. Pré-requisito: Funções São Objetos de Primeira Classe&#xA;&#xA;Antes de entender decorators, é preciso internalizar um conceito que Python respeita de forma consistente: funções são objetos como qualquer outro.&#xA;&#xA;Isso significa que uma função pode ser atribuída a uma variável, passada como argumento para outra função, e retornada como resultado de uma chamada. Se isso parece óbvio, bem. Mas as consequências disso são o alicerce inteiro do decorator pattern.&#xA;&#xA;Funções podem ser atribuídas a variáveis:&#xA;&#xA;def saudacao() -  str:&#xA;    return &#34;Olá!&#34;&#xA;&#xA;outrareferencia = saudacao   # sem parênteses — não estamos chamando, estamos referenciando&#xA;print(outrareferencia())     # &#34;Olá!&#34;&#xA;&#xA;Funções podem ser passadas como argumento:&#xA;&#xA;def executar(func) -  None:&#xA;    print(&#34;Antes&#34;)&#xA;    func()&#xA;    print(&#34;Depois&#34;)&#xA;&#xA;executar(saudacao)&#xA;Antes&#xA;Olá!&#xA;Depois&#xA;&#xA;Funções podem ser retornadas por outras funções:&#xA;&#xA;def criarsaudacao(nome: str):&#xA;    def mensagem() -  str:&#xA;        return f&#34;Olá, {nome}!&#34;   # captura &#39;nome&#39; do escopo externo&#xA;    return mensagem  # retorna a função, não o resultado&#xA;&#xA;olavicente = criarsaudacao(&#34;Vicente&#34;)&#xA;print(olavicente())   # &#34;Olá, Vicente!&#34; — mesmo após criarsaudacao() ter retornado&#xA;&#xA;Esse último exemplo tem um nome técnico: closure. A função interna mensagem &#34;fecha sobre&#34; a variável nome do escopo externo e a mantém viva mesmo depois que criarsaudacao terminou de executar. O Python preserva esse contexto enquanto houver uma referência à função interna.&#xA;&#xA;Closures são o mecanismo que permite decorators funcionarem. Quando você entende closures, a mecânica do @ deixa de ser mágica e passa a ser consequência natural.&#xA;&#xA;---&#xA;&#xA;2. A Mecânica do Decorator — Desvendando o @&#xA;&#xA;Com closures claras, o decorator se torna trivial de entender: @decorator é açúcar sintático para uma atribuição.&#xA;&#xA;@meudecorator&#xA;def funcao() -  None:&#xA;    ...&#xA;&#xA;O Python transforma isso exatamente em:&#xA;&#xA;def funcao() -  None:&#xA;    ...&#xA;funcao = meudecorator(funcao)&#xA;&#xA;É tudo. Não existe nenhuma magia adicional. O símbolo @ instrui o interpretador a passar a função definida logo abaixo como argumento para meudecorator e a reatribuir o resultado de volta ao mesmo nome.&#xA;&#xA;Para deixar isso concreto, veja o primeiro decorator possível — sem usar @, para tornar o mecanismo explícito:&#xA;&#xA;def logar(func):&#xA;    def wrapper():&#xA;        print(f&#34;Chamando {func.name}...&#34;)&#xA;        func()&#xA;        print(f&#34;{func.name} concluída.&#34;)&#xA;    return wrapper&#xA;&#xA;def processar() -  None:&#xA;    print(&#34;Processando pedido.&#34;)&#xA;&#xA;Sem @: reatribuição explícita&#xA;processar = logar(processar)&#xA;processar()&#xA;Chamando processar...&#xA;Processando pedido.&#xA;processar concluída.&#xA;&#xA;Agora a mesma coisa com a sintaxe @ — o resultado é idêntico:&#xA;&#xA;@logar&#xA;def processar() -  None:&#xA;    print(&#34;Processando pedido.&#34;)&#xA;&#xA;processar()&#xA;Chamando processar...&#xA;Processando pedido.&#xA;processar concluída.&#xA;&#xA;O @ é apenas uma forma mais limpa de escrever processar = logar(processar). Reconhecer isso é o que permite raciocinar sobre qualquer decorator, não importa o quão complexo ele pareça.&#xA;&#xA;---&#xA;&#xA;3. Anatomia de um Decorator Bem Formado&#xA;&#xA;O exemplo acima funciona, mas tem um problema: só aceita funções sem argumentos. Em produção, os decorators precisam ser transparentes — funcionar com qualquer assinatura de função, independentemente de quantos parâmetros ela receba.&#xA;&#xA;Este é o template canônico:&#xA;&#xA;import functools&#xA;&#xA;def meudecorator(func):&#xA;    @functools.wraps(func)  # (a) preserva a identidade da função original&#xA;    def wrapper(args, kwargs):  # (b) aceita qualquer assinatura&#xA;        # (c) lógica executada antes da função original&#xA;        resultado = func(args, kwargs)   # (d) chama a função original com seus argumentos&#xA;        # (e) lógica executada depois&#xA;        return resultado  # (f) retorna o valor original sem modificá-lo&#xA;    return wrapper  # (g) retorna o wrapper — não chama, retorna&#xA;&#xA;Cada ponto merece atenção:&#xA;&#xA;(a) @functools.wraps(func) preserva os metadados da função original no wrapper. O motivo completo merece uma seção própria — e vai ter uma logo adiante.&#xA;&#xA;(b)* args, kwargs garante que o wrapper aceita qualquer combinação de argumentos posicionais e nomeados, repassando-os intactos para a função original. Sem isso, o decorator só funciona com funções de assinatura idêntica à do wrapper.&#xA;&#xA;(c) e (e) São os pontos onde a lógica do decorator vive: logging, validação, timing, cache — tudo entra aqui.&#xA;&#xA;(d)* func(args, kwargs) chama a função original com os mesmos argumentos recebidos. Note que a variável func vem do escopo externo — isso é a closure em ação.&#xA;&#xA;(f) return resultado é crítico. Um decorator que não retorna o valor da função original &#34;engole&#34; o retorno silenciosamente. Se processarpedido retorna uma lista de itens e o decorator não faz return resultado, o chamador recebe None.&#xA;&#xA;(g) return wrapper está fora do corpo do wrapper. O decorator retorna a função wrapper — não a chama. É essa distinção que faz o mecanismo funcionar: ao escrever @meudecorator, Python substitui o nome da função pelo wrapper retornado aqui.&#xA;&#xA;Exemplo completo com timer:*&#xA;&#xA;import time&#xA;import functools&#xA;&#xA;def timer(func):&#xA;    @functools.wraps(func)&#xA;    def wrapper(args, *kwargs):&#xA;        inicio = time.perfcounter()&#xA;        resultado = func(args, *kwargs)&#xA;        fim = time.perfcounter()&#xA;        print(f&#34;{func.name!r} executou em {fim - inicio:.6f}s&#34;)&#xA;        return resultado&#xA;    return wrapper&#xA;&#xA;@timer&#xA;def processarpedidos(n: int) -  list[int]:&#xA;    &#34;&#34;&#34;Simula o processamento de uma lista de pedidos.&#34;&#34;&#34;&#xA;    return list(range(n))&#xA;&#xA;itens = processarpedidos(100000)&#xA;&#39;processarpedidos&#39; executou em 0.004312s&#xA;&#xA;time.perfcounter() é preferível a time.time() para medições de performance: tem resolução mais alta e não sofre ajustes de relógio do sistema.&#xA;&#xA;---&#xA;&#xA;4. O Problema da Identidade — Por que functools.wraps É Obrigatório&#xA;&#xA;Há um detalhe sutil que cobra um preço alto quando ignorado. Observe:&#xA;&#xA;def log(func):&#xA;    def wrapper(args, *kwargs):  # sem @functools.wraps&#xA;        return func(args, *kwargs)&#xA;    return wrapper&#xA;&#xA;@log&#xA;def calculartotal(pedido: dict) -  float:&#xA;    &#34;&#34;&#34;Calcula o valor total de um pedido com impostos.&#34;&#34;&#34;&#xA;    ...&#xA;&#xA;print(calculartotal.name)   # &#39;wrapper&#39;  ← errado&#xA;print(calculartotal.doc)    # None        ← errado&#xA;&#xA;Após a decoração, calculartotal aponta para o objeto wrapper. Sem nenhum cuidado adicional, name, doc, annotations e outros atributos são os do wrapper — não os da função original. O nome que aparece em stack traces, em ferramentas de documentação automática como Sphinx, em pytest markers e no help() interativo é wrapper.&#xA;&#xA;Em um projeto com dezenas de funções decoradas, todo stack trace em produção vai apontar para wrapper em vez de indicar a função real com problema. O custo de debugging aumenta desnecessariamente.&#xA;&#xA;functools.wraps resolve isso. Ele é um decorator aplicado ao wrapper que copia os atributos relevantes da função original:&#xA;&#xA;def log(func):&#xA;    @functools.wraps(func)    # copia os metadados de func para wrapper&#xA;    def wrapper(args, *kwargs):&#xA;        return func(args, kwargs)&#xA;    return wrapper&#xA;&#xA;@log&#xA;def calculartotal(pedido: dict) -  float:&#xA;    &#34;&#34;&#34;Calcula o valor total de um pedido com impostos.&#34;&#34;&#34;&#xA;    ...&#xA;&#xA;print(calculartotal.name)   # &#39;calculartotal&#39;  ← correto&#xA;print(calculartotal.doc)    # &#39;Calcula o valor...&#39;  ← correto&#xA;&#xA;Internamente, functools.wraps é um atalho para functools.updatewrapper(wrapper, func). Os atributos transferidos são:&#xA;&#xA;| Atributo | O que representa |&#xA;|---|---|&#xA;| name | Nome da função — aparece em stack traces e repr |&#xA;| qualname | Nome qualificado — inclui classe e módulo, para contexto exato |&#xA;| doc | Docstring — essencial para help(), Sphinx e IDEs |&#xA;| module | Módulo de origem — identifica onde a função foi definida |&#xA;| annotations | Type hints — necessário para mypy e ferramentas de análise estática |&#xA;| dict | Atributos customizados — preserva metadados adicionados à função |&#xA;| wrapped | Referência direta à função original — adicionado pelo wraps |&#xA;&#xA;O atributo wrapped merece destaque: ele permite &#34;desembrulhar&#34; a cadeia de decorators e acessar a função original diretamente, o que é útil em testes e introspecção.&#xA;&#xA;print(calculartotal.wrapped)   # function calculartotal at 0x...&#xA;&#xA;A regra é simples: todo decorator deve usar @functools.wraps(func) no wrapper interno, sem exceção. O custo é zero, o benefício é real.&#xA;&#xA;---&#xA;&#xA;5. Decorators com Argumentos — A Fábrica de Decorators&#xA;&#xA;Até aqui, os decorators recebem apenas a função como argumento. Mas muitos dos decorators mais úteis precisam de configuração: @retry(maxtentativas=3), @cache(ttl=60), @permissaorequerida(&#34;admin&#34;).&#xA;&#xA;Ao adicionar parênteses ao decorator, o comportamento muda completamente — e é aqui que a maioria dos tutoriais perde o leitor.&#xA;&#xA;A confusão vem do seguinte: @repetir(vezes=3) não está chamando um decorator. Está chamando uma fábrica de decorator* — uma função que, ao ser chamada com os argumentos de configuração, retorna o decorator de verdade.&#xA;&#xA;A estrutura tem três camadas:&#xA;&#xA;import functools&#xA;&#xA;def repetir(vezes: int):  # ← camada 1: fábrica — recebe os argumentos&#xA;    def decorator(func):   # ← camada 2: decorator — recebe a função&#xA;        @functools.wraps(func)&#xA;        def wrapper(args, *kwargs):  # ← camada 3: wrapper — executa em runtime&#xA;            for  in range(vezes):&#xA;                resultado = func(args, kwargs)&#xA;            return resultado&#xA;        return wrapper&#xA;    return decorator  # fábrica retorna o decorator&#xA;&#xA;@repetir(vezes=3)&#xA;def notificar(mensagem: str) -  None:&#xA;    print(f&#34;[NOTIF] {mensagem}&#34;)&#xA;&#xA;notificar(&#34;pedido aprovado&#34;)&#xA;[NOTIF] pedido aprovado&#xA;[NOTIF] pedido aprovado&#xA;[NOTIF] pedido aprovado&#xA;&#xA;Para entender o que acontece passo a passo, expanda a sintaxe @:&#xA;&#xA;@repetir(vezes=3) se desdobra em:&#xA;&#xA;decorator = repetir(vezes=3)  # step 1: chama a fábrica, obtém o decorator&#xA;notificar = decorator(notificar)  # step 2: aplica o decorator à função&#xA;&#xA;A variável vezes fica capturada pela closure do wrapper, que a usa em cada chamada de notificar.&#xA;&#xA;A regra para identificar quantas camadas um decorator precisa é direta: decorator sem parênteses = uma função que recebe func; decorator com parênteses = uma função que recebe os argumentos e retorna uma função que recebe func.&#xA;&#xA;---&#xA;&#xA;6. Stacking — Empilhando Decorators e a Ordem de Execução&#xA;&#xA;Python permite empilhar múltiplos decorators sobre uma mesma função. A ordem em que eles aparecem determina o comportamento — e errar essa ordem pode introduzir bugs silenciosos que só aparecem em produção.&#xA;&#xA;@decoratora  # aplicado por último, envolve o resultado de decoratorb&#xA;@decoratorb  # aplicado primeiro, envolve a função original&#xA;def minhafuncao():&#xA;    ...&#xA;&#xA;Equivalente exato:&#xA;minhafuncao = decoratora(decoratorb(minhafuncao))&#xA;&#xA;A regra de ouro*: a aplicação é de baixo para cima (o decorator mais próximo da função é aplicado primeiro), mas a execução em runtime é de cima para baixo (o decorator mais externo executa primeiro).&#xA;&#xA;Para tornar isso concreto, considere dois decorators em um endpoint de API:&#xA;&#xA;import functools&#xA;&#xA;def logar(func):&#xA;    @functools.wraps(func)&#xA;    def wrapper(args, *kwargs):&#xA;        print(f&#34;[LOG] Chamando {func.name!r}&#34;)&#xA;        resultado = func(args, *kwargs)&#xA;        print(f&#34;[LOG] {func.name!r} concluída&#34;)&#xA;        return resultado&#xA;    return wrapper&#xA;&#xA;def autenticar(func):&#xA;    @functools.wraps(func)&#xA;    def wrapper(usuario: str, args, *kwargs):&#xA;        if usuario != &#34;admin&#34;:&#xA;            raise PermissionError(f&#34;Acesso negado para &#39;{usuario}&#39;&#34;)&#xA;        return func(usuario, args, kwargs)&#xA;    return wrapper&#xA;&#xA;Cenário A — @logar acima de @autenticar:&#xA;&#xA;@logar&#xA;@autenticar&#xA;def obterrelatorio(usuario: str) -  dict:&#xA;    return {&#34;relatorio&#34;: &#34;dados sensíveis&#34;}&#xA;&#xA;obterrelatorio(&#34;convidado&#34;)&#xA;[LOG] Chamando &#39;obterrelatorio&#39;   ← loga antes de verificar permissão&#xA;PermissionError: Acesso negado para &#39;convidado&#39;&#xA;&#xA;O log registra a tentativa de acesso mesmo quando o usuário não tem permissão. Em alguns sistemas, isso é o comportamento correto — registrar toda tentativa, incluindo as negadas.&#xA;&#xA;Cenário B — @autenticar acima de @logar:&#xA;&#xA;@autenticar&#xA;@logar&#xA;def obterrelatorio(usuario: str) -  dict:&#xA;    return {&#34;relatorio&#34;: &#34;dados sensíveis&#34;}&#xA;&#xA;obterrelatorio(&#34;convidado&#34;)&#xA;PermissionError: Acesso negado para &#39;convidado&#39;&#xA;(sem log — a exceção ocorre antes do log ser atingido)&#xA;&#xA;Aqui, a autenticação bloqueia antes do log registrar qualquer coisa. Apenas chamadas autenticadas chegam ao log.&#xA;&#xA;Ambos os comportamentos podem ser desejados, dependendo do requisito. O ponto é que a ordem define o comportamento, e não há nada no código que sinalize a diferença visualmente além da posição do @. É uma decisão arquitetural que precisa ser documentada.&#xA;&#xA;---&#xA;&#xA;7. Decorators Baseados em Classe — Quando o Estado Importa&#xA;&#xA;Até agora, todos os decorators foram funções. Mas Python permite usar classes como decorators também — e elas se tornam a escolha certa quando o decorator precisa manter estado entre chamadas*.&#xA;&#xA;Um contador de invocações é o exemplo mais direto:&#xA;&#xA;import functools&#xA;&#xA;class Contador:&#xA;    def init(self, func) -  None:&#xA;        functools.updatewrapper(self, func)&#xA;        self.func = func&#xA;        self.chamadas: int = 0&#xA;&#xA;    def call(self, args, *kwargs):&#xA;        self.chamadas += 1&#xA;        return self.func(args, *kwargs)&#xA;&#xA;@Contador&#xA;def buscarusuario(userid: int) -  dict:&#xA;    &#34;&#34;&#34;Busca dados de um usuário pelo ID.&#34;&#34;&#34;&#xA;    return {&#34;id&#34;: userid}&#xA;&#xA;buscarusuario(1)&#xA;buscarusuario(2)&#xA;buscarusuario(3)&#xA;print(f&#34;Total de chamadas: {buscarusuario.chamadas}&#34;)   # Total de chamadas: 3&#xA;&#xA;O @Contador sobre buscarusuario é equivalente a buscarusuario = Contador(buscarusuario). O construtor init recebe a função, call é executado cada vez que a função decorada é chamada, e o estado (self.chamadas) persiste no objeto.&#xA;&#xA;O que updatewrapper realmente faz numa instância de classe&#xA;&#xA;Aqui vale parar e ser preciso, porque há uma nuance importante que a maioria dos tutoriais ignora.&#xA;&#xA;functools.updatewrapper(self, func) copia atributos como name, qualname, doc e annotations da função original para o objeto instância — não para a classe Contador. Isso significa que a introspecção programática funciona corretamente:&#xA;&#xA;print(buscarusuario.name)      # &#39;buscarusuario&#39;  ← correto&#xA;print(buscarusuario.doc)       # &#39;Busca dados de um usuário pelo ID.&#39;  ← correto&#xA;print(buscarusuario.wrapped)   # function buscarusuario at 0x...  ← correto&#xA;&#xA;Porém, o repr padrão de um objeto em Python é gerado pela classe, não pela instância. E a classe Contador não sabe nada sobre name — ela simplesmente herda o repr de object, que produz:&#xA;&#xA;repr(buscarusuario)&#xA;main.Contador object at 0x7f3a4c2b1d90&#xA;&#xA;Não function buscarusuario at 0x..., como seria com um decorator de função. O updatewrapper não tem como alterar isso: atributos de instância não têm efeito sobre o repr padrão da classe.&#xA;&#xA;Para fins práticos do dia a dia — pytest, mypy, Sphinx, logging, stack traces — isso raramente é problema: todas essas ferramentas usam name e qualname diretamente, e esses atributos estão corretos. O repr entra em cena principalmente no REPL interativo e em sessões de debug — exatamente onde um repr que &#34;mente&#34; pode confundir mais do que ajudar.&#xA;&#xA;A solução correta: repr que comunica a realidade&#xA;&#xA;O caminho certo não é imitar o repr de uma função — é comunicar a natureza real do objeto, incluindo o estado que só um decorator de classe pode ter:&#xA;&#xA;import functools&#xA;&#xA;class Contador:&#xA;    def init(self, func) -  None:&#xA;        functools.updatewrapper(self, func)&#xA;        self.func = func&#xA;        self.chamadas: int = 0&#xA;&#xA;    def call(self, args, *kwargs):&#xA;        self.chamadas += 1&#xA;        return self.func(args, kwargs)&#xA;&#xA;    def repr(self) -  str:&#xA;        return (&#xA;            f&#34;&lt;Contador decorator de {self.func.qualname!r} &#34;&#xA;            f&#34;— {self.chamadas} chamada(s)  &#34;&#xA;        )&#xA;&#xA;@Contador&#xA;def buscarusuario(userid: int) -  dict:&#xA;    &#34;&#34;&#34;Busca dados de um usuário pelo ID.&#34;&#34;&#34;&#xA;    return {&#34;id&#34;: userid}&#xA;&#xA;buscarusuario(1)&#xA;buscarusuario(2)&#xA;&#xA;repr(buscarusuario)&#xA;Contador decorator de &#39;buscarusuario&#39; — 2 chamada(s)&#xA;&#xA;Isso honra os dois requisitos ao mesmo tempo: name e qualname continuam disponíveis para introspecção programática via updatewrapper, e o repr comunica o que o objeto realmente é — um decorator com estado — em vez de fingir ser uma função simples.&#xA;&#xA;A distinção importa especialmente quando o decorator carrega estado observável. Um repr que oculta chamadas, cache, ou qualquer outro estado interno priva o desenvolvedor de informação útil no momento em que ele mais precisa dela: durante o debug.&#xA;&#xA;Quando usar cada abordagem:*&#xA;&#xA;| Situação | Escolha |&#xA;|---|---|&#xA;| Comportamento puro sem estado (log, timer, validação) | Decorator de função |&#xA;| Estado entre chamadas (contador, cache, rate limiter) | Decorator de classe com repr explícito |&#xA;| Lógica configurável via argumentos | Fábrica de decorators |&#xA;&#xA;---&#xA;&#xA;8. Padrões de Produção — Exemplos Prontos para Usar&#xA;&#xA;Com a mecânica compreendida, esta seção apresenta três decorators que resolvem problemas reais e podem ser adaptados diretamente em projetos.&#xA;&#xA;8.1 Retry Automático com Backoff&#xA;&#xA;Chamadas a serviços externos falham. Redes instáveis, timeouts, rate limiting — são situações normais em produção. Um decorator de retry encapsula a lógica de re-tentativa sem poluir o código de negócio:&#xA;&#xA;import time&#xA;import functools&#xA;&#xA;def retry(maxtentativas: int = 3, delay: float = 1.0, excecoes: tuple = (Exception,)):&#xA;    &#34;&#34;&#34;&#xA;    Tenta executar a função até maxtentativas vezes.&#xA;    Aguarda delay segundos entre cada tentativa.&#xA;    Levanta a exceção original após esgotar as tentativas.&#xA;    &#34;&#34;&#34;&#xA;    def decorator(func):&#xA;        @functools.wraps(func)&#xA;        def wrapper(args, *kwargs):&#xA;            for tentativa in range(1, maxtentativas + 1):&#xA;                try:&#xA;                    return func(args, *kwargs)&#xA;                except excecoes as e:&#xA;                    if tentativa == maxtentativas:&#xA;                        raise&#xA;                    print(&#xA;                        f&#34;[RETRY] {func.name!r} — tentativa {tentativa}/{maxtentativas} &#34;&#xA;                        f&#34;falhou: {e}. Aguardando {delay}s...&#34;&#xA;                    )&#xA;                    time.sleep(delay)&#xA;        return wrapper&#xA;    return decorator&#xA;&#xA;@retry(maxtentativas=3, delay=0.5, excecoes=(ConnectionError, TimeoutError))&#xA;def chamarapipagamentos(payload: dict) -  dict:&#xA;    &#34;&#34;&#34;Envia um pagamento para o processador externo.&#34;&#34;&#34;&#xA;    ...&#xA;&#xA;O parâmetro excecoes permite especificar quais exceções devem acionar o retry. Erros de programação como ValueError ou TypeError não devem ser re-tentados — por isso o padrão não é Exception para tudo.&#xA;&#xA;8.2 Cache por Memoização&#xA;&#xA;Funções que recebem os mesmos argumentos e produzem sempre o mesmo resultado são candidatas à memoização. O decorator abaixo ilustra a lógica antes de introduzir a solução da stdlib:&#xA;&#xA;import functools&#xA;&#xA;def memoizar(func):&#xA;    &#34;&#34;&#34;&#xA;    Armazena resultados anteriores indexados pelos argumentos.&#xA;    Evita recomputação para entradas já vistas.&#xA;    &#34;&#34;&#34;&#xA;    cache: dict = {}&#xA;&#xA;    @functools.wraps(func)&#xA;    def wrapper(args):&#xA;        if args not in cache:&#xA;            cache[args] = func(args)&#xA;        return cache[args]&#xA;    return wrapper&#xA;&#xA;@memoizar&#xA;def fibonacci(n: int) -  int:&#xA;    &#34;&#34;&#34;Calcula o n-ésimo número de Fibonacci.&#34;&#34;&#34;&#xA;    if n &lt;= 1:&#xA;        return n&#xA;    return fibonacci(n - 1) + fibonacci(n - 2)&#xA;&#xA;print(fibonacci(40))   # instantâneo — sem memoização seria exponencial&#xA;&#xA;Em projetos reais, use @functools.lrucache(maxsize=128) ou @functools.cache (Python 3.9+) — são implementações da stdlib com controle de tamanho, thread safety e suporte a kwargs. O decorator manual acima serve para compreender o mecanismo antes de usar a versão pronta.&#xA;&#xA;8.3 Validação de Argumentos&#xA;&#xA;Validações de entrada que se repetem em múltiplas funções são candidatas a serem extraídas para um decorator. Isso reduz duplicação e, como consequência direta, reduz a complexidade ciclomática de cada função — o que já discutimos no artigo sobre Radon.&#xA;&#xA;import functools&#xA;&#xA;def validarpositivo(func):&#xA;    &#34;&#34;&#34;&#xA;    Garante que o primeiro argumento posicional é um número positivo.&#xA;    Levanta ValueError com mensagem descritiva caso contrário.&#xA;    &#34;&#34;&#34;&#xA;    @functools.wraps(func)&#xA;    def wrapper(valor: float, args, *kwargs):&#xA;        if valor &lt;= 0:&#xA;            raise ValueError(&#xA;                f&#34;{func.name!r} exige um valor positivo. &#34;&#xA;                f&#34;Recebido: {valor!r}&#34;&#xA;            )&#xA;        return func(valor, args, *kwargs)&#xA;    return wrapper&#xA;&#xA;@validarpositivo&#xA;def calculardesconto(preco: float, percentual: float) -  float:&#xA;    &#34;&#34;&#34;Calcula o valor após aplicar o desconto.&#34;&#34;&#34;&#xA;    return preco  (1 - percentual / 100)&#xA;&#xA;@validarpositivo&#xA;def calcularfrete(pesokg: float) -  float:&#xA;    &#34;&#34;&#34;Calcula o custo de frete baseado no peso.&#34;&#34;&#34;&#xA;    return pesokg  3.5&#xA;&#xA;calculardesconto(-10.0, 5)&#xA;ValueError: &#39;calculardesconto&#39; exige um valor positivo. Recebido: -10.0&#xA;&#xA;Cada função de negócio ficou com uma única responsabilidade — o decorator cuidou da guarda de entrada.&#xA;&#xA;---&#xA;&#xA;9. Armadilhas Comuns — O que Costuma Dar Errado&#xA;&#xA;Engolir o retorno da função original&#xA;&#xA;Errado — não retorna o resultado&#xA;def log(func):&#xA;    @functools.wraps(func)&#xA;    def wrapper(args, *kwargs):&#xA;        func(args, *kwargs)   # ← sem return&#xA;    return wrapper&#xA;&#xA;@log&#xA;def somar(a: int, b: int) -  int:&#xA;    return a + b&#xA;&#xA;resultado = somar(2, 3)&#xA;print(resultado)   # None — o valor foi perdido silenciosamente&#xA;&#xA;O Python não avisa sobre isso. A função executa normalmente, mas o valor retornado some. Sempre use return func(args, kwargs) ou armazene em variável antes de retornar.&#xA;&#xA;Esquecer functools.wraps&#xA;&#xA;Já detalhado na seção 4. O custo de depurar stack traces cheios de wrapper em produção é muito maior do que adicionar uma linha ao decorator.&#xA;&#xA;Decorar métodos de instância sem considerar self*&#xA;&#xA;Decorators que inspecionam o primeiro argumento precisam de atenção ao ser aplicados a métodos:&#xA;&#xA;def validarid(func):&#xA;    @functools.wraps(func)&#xA;    def wrapper(args, *kwargs):&#xA;        # args[0] aqui é &#39;self&#39;, não o primeiro argumento real do método&#xA;        userid = args[1] if len(args)   1 else kwargs.get(&#34;userid&#34;)&#xA;        if not isinstance(userid, int) or userid &lt;= 0:&#xA;            raise ValueError(f&#34;userid inválido: {userid!r}&#34;)&#xA;        return func(args, kwargs)&#xA;    return wrapper&#xA;&#xA;class UserService:&#xA;    @validarid&#xA;    def buscar(self, userid: int) -  dict:&#xA;        ...&#xA;&#xA;O self entra como args[0], empurrando os argumentos reais para args[1] em diante. Decorators de função que assumem args[0] como primeiro argumento do usuário quebram silenciosamente ao serem aplicados a métodos.&#xA;&#xA;Stacking na ordem errada*&#xA;&#xA;Como demonstrado na seção 6, inverter a posição de @autenticar e @logar produz comportamentos diferentes. Sem um comentário que documente a intenção, a ordem parece arbitrária para quem lê o código depois.&#xA;&#xA;---&#xA;&#xA;10. Checklist de Boas Práticas&#xA;&#xA;| # | Prática | Por quê |&#xA;|---|---|---|&#xA;| 1 | Sempre use @functools.wraps(func) no wrapper interno | Preserva identidade da função em stack traces, docs e ferramentas |&#xA;| 2 | Use args, kwargs no wrapper | Garante compatibilidade com qualquer assinatura de função |&#xA;| 3 | Sempre retorne resultado = func(...) / return resultado | Evita engolir retornos silenciosamente |&#xA;| 4 | Prefira decorator de função para comportamento puro | Mais simples, sem overhead de classe |&#xA;| 5 | Use decorator de classe quando precisar de estado entre chamadas | self é o lugar natural para manter estado |&#xA;| 6 | Documente o decorator com docstring | Descreva o que ele adiciona, não o que a função faz |&#xA;| 7 | Em stacking, coloque o decorator mais específico mais próximo da função | Torna a cadeia de transformações previsível |&#xA;| 8 | Especifique as exceções no retry, não use Exception para tudo | Evita re-tentativas em erros de programação |&#xA;| 9 | Em decorators de classe, use functools.updatewrapper(self, func) | Equivalente ao @wraps para instâncias |&#xA;| 10 | Documente a ordem em stacking quando ela for semanticamente relevante | Quem lê o código não deve ter que raciocinar sobre a ordem |&#xA;&#xA;---&#xA;&#xA;11. Conclusão&#xA;&#xA;Decorators não são mágica. São closures com açúcar sintático — e a sintaxe @ é apenas uma forma elegante de escrever funcao = decorator(funcao).&#xA;&#xA;Entender isso abre um caminho direto para duas habilidades práticas: saber ler qualquer decorator existente em frameworks e bibliotecas, e saber construir os seus com a estrutura correta desde o início.&#xA;&#xA;Há uma conexão direta com outros princípios já explorados aqui no blog. O functools.wraps é a materialização do princípio de nomear pelo propósito — sem ele, name mente para toda ferramenta que depende do nome da função. E decorators que extraem lógica transversal — retry, log, validação, cache — reduzem a complexidade ciclomática das funções de negócio, exatamente o que o radon mediria como melhoria no artigo sobre CC.&#xA;&#xA;Um decorator bem escrito é invisível: a função de negócio comunica sua intenção, e o comportamento adicional está encapsulado, testável e reutilizável. É código que se explica por si só — e isso é poder puro na engenharia de software.&#xA;&#xA;Se este artigo te fez repensar como você aplica comportamento transversal no seu código, compartilhe o decorator mais criativo que já escreveu: @riverfount@bolha.us**]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Se você escreve Python há algum tempo, já usou decorators sem perceber. O <code>@app.route</code> do Flask, o <code>@pytest.mark.parametrize</code>, o <code>@dataclass</code> da stdlib, o <code>@property</code> nativo da linguagem — todos são decorators. Eles aparecem em todo framework relevante do ecossistema, mas a maioria dos recursos disponíveis explica <em>como usar</em> sem explicar <em>por que funciona</em>.</p>

<p>Este artigo corrige isso.</p>

<p>A ideia aqui não é ensinar a sintaxe do <code>@</code>. É mostrar o mecanismo embaixo: o que Python faz quando encontra esse símbolo, como construir um decorator do zero com segurança e como evitar as armadilhas que só aparecem em produção.</p>

<hr>

<h2 id="1-pré-requisito-funções-são-objetos-de-primeira-classe">1. Pré-requisito: Funções São Objetos de Primeira Classe</h2>

<p>Antes de entender decorators, é preciso internalizar um conceito que Python respeita de forma consistente: <strong>funções são objetos como qualquer outro</strong>.</p>

<p>Isso significa que uma função pode ser atribuída a uma variável, passada como argumento para outra função, e retornada como resultado de uma chamada. Se isso parece óbvio, bem. Mas as consequências disso são o alicerce inteiro do decorator pattern.</p>

<p><strong>Funções podem ser atribuídas a variáveis:</strong></p>

<pre><code class="language-python">def saudacao() -&gt; str:
    return &#34;Olá!&#34;

outra_referencia = saudacao   # sem parênteses — não estamos chamando, estamos referenciando
print(outra_referencia())     # &#34;Olá!&#34;
</code></pre>

<p><strong>Funções podem ser passadas como argumento:</strong></p>

<pre><code class="language-python">def executar(func) -&gt; None:
    print(&#34;Antes&#34;)
    func()
    print(&#34;Depois&#34;)

executar(saudacao)
# Antes
# Olá!
# Depois
</code></pre>

<p><strong>Funções podem ser retornadas por outras funções:</strong></p>

<pre><code class="language-python">def criar_saudacao(nome: str):
    def mensagem() -&gt; str:
        return f&#34;Olá, {nome}!&#34;   # captura &#39;nome&#39; do escopo externo
    return mensagem  # retorna a função, não o resultado

ola_vicente = criar_saudacao(&#34;Vicente&#34;)
print(ola_vicente())   # &#34;Olá, Vicente!&#34; — mesmo após criar_saudacao() ter retornado
</code></pre>

<p>Esse último exemplo tem um nome técnico: <strong>closure</strong>. A função interna <code>mensagem</code> “fecha sobre” a variável <code>nome</code> do escopo externo e a mantém viva mesmo depois que <code>criar_saudacao</code> terminou de executar. O Python preserva esse contexto enquanto houver uma referência à função interna.</p>

<p>Closures são o mecanismo que permite decorators funcionarem. Quando você entende closures, a mecânica do <code>@</code> deixa de ser mágica e passa a ser consequência natural.</p>

<hr>

<h2 id="2-a-mecânica-do-decorator-desvendando-o">2. A Mecânica do Decorator — Desvendando o @</h2>

<p>Com closures claras, o decorator se torna trivial de entender: <strong><code>@decorator</code> é açúcar sintático para uma atribuição</strong>.</p>

<pre><code class="language-python">@meu_decorator
def funcao() -&gt; None:
    ...
</code></pre>

<p>O Python transforma isso exatamente em:</p>

<pre><code class="language-python">def funcao() -&gt; None:
    ...
funcao = meu_decorator(funcao)
</code></pre>

<p>É tudo. Não existe nenhuma magia adicional. O símbolo <code>@</code> instrui o interpretador a passar a função definida logo abaixo como argumento para <code>meu_decorator</code> e a reatribuir o resultado de volta ao mesmo nome.</p>

<p>Para deixar isso concreto, veja o primeiro decorator possível — sem usar <code>@</code>, para tornar o mecanismo explícito:</p>

<pre><code class="language-python">def logar(func):
    def wrapper():
        print(f&#34;Chamando {func.__name__}...&#34;)
        func()
        print(f&#34;{func.__name__} concluída.&#34;)
    return wrapper

def processar() -&gt; None:
    print(&#34;Processando pedido.&#34;)

# Sem @: reatribuição explícita
processar = logar(processar)
processar()
# Chamando processar...
# Processando pedido.
# processar concluída.
</code></pre>

<p>Agora a mesma coisa com a sintaxe <code>@</code> — o resultado é idêntico:</p>

<pre><code class="language-python">@logar
def processar() -&gt; None:
    print(&#34;Processando pedido.&#34;)

processar()
# Chamando processar...
# Processando pedido.
# processar concluída.
</code></pre>

<p>O <code>@</code> é apenas uma forma mais limpa de escrever <code>processar = logar(processar)</code>. Reconhecer isso é o que permite raciocinar sobre qualquer decorator, não importa o quão complexo ele pareça.</p>

<hr>

<h2 id="3-anatomia-de-um-decorator-bem-formado">3. Anatomia de um Decorator Bem Formado</h2>

<p>O exemplo acima funciona, mas tem um problema: só aceita funções sem argumentos. Em produção, os decorators precisam ser transparentes — funcionar com qualquer assinatura de função, independentemente de quantos parâmetros ela receba.</p>

<p>Este é o template canônico:</p>

<pre><code class="language-python">import functools

def meu_decorator(func):
    @functools.wraps(func)  # (a) preserva a identidade da função original
    def wrapper(*args, **kwargs):  # (b) aceita qualquer assinatura
        # (c) lógica executada antes da função original
        resultado = func(*args, **kwargs)   # (d) chama a função original com seus argumentos
        # (e) lógica executada depois
        return resultado  # (f) retorna o valor original sem modificá-lo
    return wrapper  # (g) retorna o wrapper — não chama, retorna
</code></pre>

<p>Cada ponto merece atenção:</p>

<p><strong>(a)</strong> <code>@functools.wraps(func)</code> preserva os metadados da função original no wrapper. O motivo completo merece uma seção própria — e vai ter uma logo adiante.</p>

<p><strong>(b)</strong> <code>*args, **kwargs</code> garante que o wrapper aceita qualquer combinação de argumentos posicionais e nomeados, repassando-os intactos para a função original. Sem isso, o decorator só funciona com funções de assinatura idêntica à do wrapper.</p>

<p><strong>© e (e)</strong> São os pontos onde a lógica do decorator vive: logging, validação, timing, cache — tudo entra aqui.</p>

<p><strong>(d)</strong> <code>func(*args, **kwargs)</code> chama a função original com os mesmos argumentos recebidos. Note que a variável <code>func</code> vem do escopo externo — isso é a closure em ação.</p>

<p><strong>(f)</strong> <code>return resultado</code> é crítico. Um decorator que não retorna o valor da função original “engole” o retorno silenciosamente. Se <code>processar_pedido</code> retorna uma lista de itens e o decorator não faz <code>return resultado</code>, o chamador recebe <code>None</code>.</p>

<p><strong>(g)</strong> <code>return wrapper</code> está fora do corpo do <code>wrapper</code>. O decorator retorna a função wrapper — não a chama. É essa distinção que faz o mecanismo funcionar: ao escrever <code>@meu_decorator</code>, Python substitui o nome da função pelo wrapper retornado aqui.</p>

<p><strong>Exemplo completo com timer:</strong></p>

<pre><code class="language-python">import time
import functools

def timer(func):
    @functools.wraps(func)
    def wrapper(*args, **kwargs):
        inicio = time.perf_counter()
        resultado = func(*args, **kwargs)
        fim = time.perf_counter()
        print(f&#34;{func.__name__!r} executou em {fim - inicio:.6f}s&#34;)
        return resultado
    return wrapper

@timer
def processar_pedidos(n: int) -&gt; list[int]:
    &#34;&#34;&#34;Simula o processamento de uma lista de pedidos.&#34;&#34;&#34;
    return list(range(n))

itens = processar_pedidos(100_000)
# &#39;processar_pedidos&#39; executou em 0.004312s
</code></pre>

<p><code>time.perf_counter()</code> é preferível a <code>time.time()</code> para medições de performance: tem resolução mais alta e não sofre ajustes de relógio do sistema.</p>

<hr>

<h2 id="4-o-problema-da-identidade-por-que-functools-wraps-é-obrigatório">4. O Problema da Identidade — Por que <code>functools.wraps</code> É Obrigatório</h2>

<p>Há um detalhe sutil que cobra um preço alto quando ignorado. Observe:</p>

<pre><code class="language-python">def log(func):
    def wrapper(*args, **kwargs):  # sem @functools.wraps
        return func(*args, **kwargs)
    return wrapper

@log
def calcular_total(pedido: dict) -&gt; float:
    &#34;&#34;&#34;Calcula o valor total de um pedido com impostos.&#34;&#34;&#34;
    ...

print(calcular_total.__name__)   # &#39;wrapper&#39;  ← errado
print(calcular_total.__doc__)    # None        ← errado
</code></pre>

<p>Após a decoração, <code>calcular_total</code> aponta para o objeto <code>wrapper</code>. Sem nenhum cuidado adicional, <code>__name__</code>, <code>__doc__</code>, <code>__annotations__</code> e outros atributos são os do wrapper — não os da função original. O nome que aparece em stack traces, em ferramentas de documentação automática como Sphinx, em pytest markers e no <code>help()</code> interativo é <code>wrapper</code>.</p>

<p>Em um projeto com dezenas de funções decoradas, todo stack trace em produção vai apontar para <code>wrapper</code> em vez de indicar a função real com problema. O custo de debugging aumenta desnecessariamente.</p>

<p><code>functools.wraps</code> resolve isso. Ele é um decorator aplicado ao wrapper que copia os atributos relevantes da função original:</p>

<pre><code class="language-python">def log(func):
    @functools.wraps(func)    # copia os metadados de func para wrapper
    def wrapper(*args, **kwargs):
        return func(*args, **kwargs)
    return wrapper

@log
def calcular_total(pedido: dict) -&gt; float:
    &#34;&#34;&#34;Calcula o valor total de um pedido com impostos.&#34;&#34;&#34;
    ...

print(calcular_total.__name__)   # &#39;calcular_total&#39;  ← correto
print(calcular_total.__doc__)    # &#39;Calcula o valor...&#39;  ← correto
</code></pre>

<p>Internamente, <code>functools.wraps</code> é um atalho para <code>functools.update_wrapper(wrapper, func)</code>. Os atributos transferidos são:</p>

<table>
<thead>
<tr>
<th>Atributo</th>
<th>O que representa</th>
</tr>
</thead>

<tbody>
<tr>
<td><code>__name__</code></td>
<td>Nome da função — aparece em stack traces e <code>repr</code></td>
</tr>

<tr>
<td><code>__qualname__</code></td>
<td>Nome qualificado — inclui classe e módulo, para contexto exato</td>
</tr>

<tr>
<td><code>__doc__</code></td>
<td>Docstring — essencial para <code>help()</code>, Sphinx e IDEs</td>
</tr>

<tr>
<td><code>__module__</code></td>
<td>Módulo de origem — identifica onde a função foi definida</td>
</tr>

<tr>
<td><code>__annotations__</code></td>
<td>Type hints — necessário para mypy e ferramentas de análise estática</td>
</tr>

<tr>
<td><code>__dict__</code></td>
<td>Atributos customizados — preserva metadados adicionados à função</td>
</tr>

<tr>
<td><code>__wrapped__</code></td>
<td><strong>Referência direta à função original</strong> — adicionado pelo <code>wraps</code></td>
</tr>
</tbody>
</table>

<p>O atributo <code>__wrapped__</code> merece destaque: ele permite “desembrulhar” a cadeia de decorators e acessar a função original diretamente, o que é útil em testes e introspecção.</p>

<pre><code class="language-python">print(calcular_total.__wrapped__)   # &lt;function calcular_total at 0x...&gt;
</code></pre>

<p>A regra é simples: <strong>todo decorator deve usar <code>@functools.wraps(func)</code> no wrapper interno</strong>, sem exceção. O custo é zero, o benefício é real.</p>

<hr>

<h2 id="5-decorators-com-argumentos-a-fábrica-de-decorators">5. Decorators com Argumentos — A Fábrica de Decorators</h2>

<p>Até aqui, os decorators recebem apenas a função como argumento. Mas muitos dos decorators mais úteis precisam de configuração: <code>@retry(max_tentativas=3)</code>, <code>@cache(ttl=60)</code>, <code>@permissao_requerida(&#34;admin&#34;)</code>.</p>

<p>Ao adicionar parênteses ao decorator, o comportamento muda completamente — e é aqui que a maioria dos tutoriais perde o leitor.</p>

<p>A confusão vem do seguinte: <code>@repetir(vezes=3)</code> não está chamando um decorator. Está chamando uma <strong>fábrica de decorator</strong> — uma função que, ao ser chamada com os argumentos de configuração, <em>retorna</em> o decorator de verdade.</p>

<p>A estrutura tem três camadas:</p>

<pre><code class="language-python">import functools

def repetir(vezes: int):  # ← camada 1: fábrica — recebe os argumentos
    def decorator(func):   # ← camada 2: decorator — recebe a função
        @functools.wraps(func)
        def wrapper(*args, **kwargs):  # ← camada 3: wrapper — executa em runtime
            for _ in range(vezes):
                resultado = func(*args, **kwargs)
            return resultado
        return wrapper
    return decorator  # fábrica retorna o decorator

@repetir(vezes=3)
def notificar(mensagem: str) -&gt; None:
    print(f&#34;[NOTIF] {mensagem}&#34;)

notificar(&#34;pedido aprovado&#34;)
# [NOTIF] pedido aprovado
# [NOTIF] pedido aprovado
# [NOTIF] pedido aprovado
</code></pre>

<p>Para entender o que acontece passo a passo, expanda a sintaxe <code>@</code>:</p>

<pre><code class="language-python"># @repetir(vezes=3) se desdobra em:

_decorator = repetir(vezes=3)  # step 1: chama a fábrica, obtém o decorator
notificar = _decorator(notificar)  # step 2: aplica o decorator à função
</code></pre>

<p>A variável <code>vezes</code> fica capturada pela closure do <code>wrapper</code>, que a usa em cada chamada de <code>notificar</code>.</p>

<p>A regra para identificar quantas camadas um decorator precisa é direta: <strong>decorator sem parênteses = uma função que recebe <code>func</code>; decorator com parênteses = uma função que recebe os argumentos e retorna uma função que recebe <code>func</code></strong>.</p>

<hr>

<h2 id="6-stacking-empilhando-decorators-e-a-ordem-de-execução">6. Stacking — Empilhando Decorators e a Ordem de Execução</h2>

<p>Python permite empilhar múltiplos decorators sobre uma mesma função. A ordem em que eles aparecem determina o comportamento — e errar essa ordem pode introduzir bugs silenciosos que só aparecem em produção.</p>

<pre><code class="language-python">@decorator_a  # aplicado por último, envolve o resultado de decorator_b
@decorator_b  # aplicado primeiro, envolve a função original
def minha_funcao():
    ...

# Equivalente exato:
minha_funcao = decorator_a(decorator_b(minha_funcao))
</code></pre>

<p>A <strong>regra de ouro</strong>: a aplicação é de baixo para cima (o decorator mais próximo da função é aplicado primeiro), mas a execução em runtime é de cima para baixo (o decorator mais externo executa primeiro).</p>

<p>Para tornar isso concreto, considere dois decorators em um endpoint de API:</p>

<pre><code class="language-python">import functools

def logar(func):
    @functools.wraps(func)
    def wrapper(*args, **kwargs):
        print(f&#34;[LOG] Chamando {func.__name__!r}&#34;)
        resultado = func(*args, **kwargs)
        print(f&#34;[LOG] {func.__name__!r} concluída&#34;)
        return resultado
    return wrapper

def autenticar(func):
    @functools.wraps(func)
    def wrapper(usuario: str, *args, **kwargs):
        if usuario != &#34;admin&#34;:
            raise PermissionError(f&#34;Acesso negado para &#39;{usuario}&#39;&#34;)
        return func(usuario, *args, **kwargs)
    return wrapper
</code></pre>

<p><strong>Cenário A — <code>@logar</code> acima de <code>@autenticar</code>:</strong></p>

<pre><code class="language-python">@logar
@autenticar
def obter_relatorio(usuario: str) -&gt; dict:
    return {&#34;relatorio&#34;: &#34;dados sensíveis&#34;}

obter_relatorio(&#34;convidado&#34;)
# [LOG] Chamando &#39;obter_relatorio&#39;   ← loga antes de verificar permissão
# PermissionError: Acesso negado para &#39;convidado&#39;
</code></pre>

<p>O log registra a tentativa de acesso mesmo quando o usuário não tem permissão. Em alguns sistemas, isso é o comportamento correto — registrar toda tentativa, incluindo as negadas.</p>

<p><strong>Cenário B — <code>@autenticar</code> acima de <code>@logar</code>:</strong></p>

<pre><code class="language-python">@autenticar
@logar
def obter_relatorio(usuario: str) -&gt; dict:
    return {&#34;relatorio&#34;: &#34;dados sensíveis&#34;}

obter_relatorio(&#34;convidado&#34;)
# PermissionError: Acesso negado para &#39;convidado&#39;
# (sem log — a exceção ocorre antes do log ser atingido)
</code></pre>

<p>Aqui, a autenticação bloqueia antes do log registrar qualquer coisa. Apenas chamadas autenticadas chegam ao log.</p>

<p>Ambos os comportamentos podem ser desejados, dependendo do requisito. O ponto é que a ordem define o comportamento, e não há nada no código que sinalize a diferença visualmente além da posição do <code>@</code>. É uma decisão arquitetural que precisa ser documentada.</p>

<hr>

<h2 id="7-decorators-baseados-em-classe-quando-o-estado-importa">7. Decorators Baseados em Classe — Quando o Estado Importa</h2>

<p>Até agora, todos os decorators foram funções. Mas Python permite usar classes como decorators também — e elas se tornam a escolha certa quando o decorator precisa <strong>manter estado entre chamadas</strong>.</p>

<p>Um contador de invocações é o exemplo mais direto:</p>

<pre><code class="language-python">import functools

class Contador:
    def __init__(self, func) -&gt; None:
        functools.update_wrapper(self, func)
        self.func = func
        self.chamadas: int = 0

    def __call__(self, *args, **kwargs):
        self.chamadas += 1
        return self.func(*args, **kwargs)

@Contador
def buscar_usuario(user_id: int) -&gt; dict:
    &#34;&#34;&#34;Busca dados de um usuário pelo ID.&#34;&#34;&#34;
    return {&#34;id&#34;: user_id}

buscar_usuario(1)
buscar_usuario(2)
buscar_usuario(3)
print(f&#34;Total de chamadas: {buscar_usuario.chamadas}&#34;)   # Total de chamadas: 3
</code></pre>

<p>O <code>@Contador</code> sobre <code>buscar_usuario</code> é equivalente a <code>buscar_usuario = Contador(buscar_usuario)</code>. O construtor <code>__init__</code> recebe a função, <code>__call__</code> é executado cada vez que a função decorada é chamada, e o estado (<code>self.chamadas</code>) persiste no objeto.</p>

<h3 id="o-que-update-wrapper-realmente-faz-numa-instância-de-classe">O que <code>update_wrapper</code> realmente faz numa instância de classe</h3>

<p>Aqui vale parar e ser preciso, porque há uma nuance importante que a maioria dos tutoriais ignora.</p>

<p><code>functools.update_wrapper(self, func)</code> copia atributos como <code>__name__</code>, <code>__qualname__</code>, <code>__doc__</code> e <code>__annotations__</code> da função original para o <em>objeto instância</em> — não para a classe <code>Contador</code>. Isso significa que a introspecção programática funciona corretamente:</p>

<pre><code class="language-python">print(buscar_usuario.__name__)      # &#39;buscar_usuario&#39;  ← correto
print(buscar_usuario.__doc__)       # &#39;Busca dados de um usuário pelo ID.&#39;  ← correto
print(buscar_usuario.__wrapped__)   # &lt;function buscar_usuario at 0x...&gt;  ← correto
</code></pre>

<p>Porém, o <code>__repr__</code> padrão de um objeto em Python é gerado pela <em>classe</em>, não pela instância. E a classe <code>Contador</code> não sabe nada sobre <code>__name__</code> — ela simplesmente herda o <code>__repr__</code> de <code>object</code>, que produz:</p>

<pre><code class="language-python">repr(buscar_usuario)
# &lt;__main__.Contador object at 0x7f3a4c2b1d90&gt;
</code></pre>

<p>Não <code>&lt;function buscar_usuario at 0x...&gt;</code>, como seria com um decorator de função. O <code>update_wrapper</code> não tem como alterar isso: atributos de instância não têm efeito sobre o <code>__repr__</code> padrão da classe.</p>

<p>Para fins práticos do dia a dia — pytest, mypy, Sphinx, logging, stack traces — isso raramente é problema: todas essas ferramentas usam <code>__name__</code> e <code>__qualname__</code> diretamente, e esses atributos estão corretos. O <code>__repr__</code> entra em cena principalmente no REPL interativo e em sessões de debug — exatamente onde um repr que “mente” pode confundir mais do que ajudar.</p>

<h3 id="a-solução-correta-repr-que-comunica-a-realidade">A solução correta: <code>__repr__</code> que comunica a realidade</h3>

<p>O caminho certo não é imitar o repr de uma função — é comunicar a natureza real do objeto, incluindo o estado que só um decorator de classe pode ter:</p>

<pre><code class="language-python">import functools

class Contador:
    def __init__(self, func) -&gt; None:
        functools.update_wrapper(self, func)
        self.func = func
        self.chamadas: int = 0

    def __call__(self, *args, **kwargs):
        self.chamadas += 1
        return self.func(*args, **kwargs)

    def __repr__(self) -&gt; str:
        return (
            f&#34;&lt;Contador decorator de {self.func.__qualname__!r} &#34;
            f&#34;— {self.chamadas} chamada(s)&gt;&#34;
        )

@Contador
def buscar_usuario(user_id: int) -&gt; dict:
    &#34;&#34;&#34;Busca dados de um usuário pelo ID.&#34;&#34;&#34;
    return {&#34;id&#34;: user_id}

buscar_usuario(1)
buscar_usuario(2)

repr(buscar_usuario)
# &lt;Contador decorator de &#39;buscar_usuario&#39; — 2 chamada(s)&gt;
</code></pre>

<p>Isso honra os dois requisitos ao mesmo tempo: <code>__name__</code> e <code>__qualname__</code> continuam disponíveis para introspecção programática via <code>update_wrapper</code>, e o <code>repr</code> comunica o que o objeto realmente é — um decorator com estado — em vez de fingir ser uma função simples.</p>

<p>A distinção importa especialmente quando o decorator carrega estado observável. Um repr que oculta <code>chamadas</code>, <code>cache</code>, ou qualquer outro estado interno priva o desenvolvedor de informação útil no momento em que ele mais precisa dela: durante o debug.</p>

<p><strong>Quando usar cada abordagem:</strong></p>

<table>
<thead>
<tr>
<th>Situação</th>
<th>Escolha</th>
</tr>
</thead>

<tbody>
<tr>
<td>Comportamento puro sem estado (log, timer, validação)</td>
<td>Decorator de função</td>
</tr>

<tr>
<td>Estado entre chamadas (contador, cache, rate limiter)</td>
<td>Decorator de classe com <code>__repr__</code> explícito</td>
</tr>

<tr>
<td>Lógica configurável via argumentos</td>
<td>Fábrica de decorators</td>
</tr>
</tbody>
</table>

<hr>

<h2 id="8-padrões-de-produção-exemplos-prontos-para-usar">8. Padrões de Produção — Exemplos Prontos para Usar</h2>

<p>Com a mecânica compreendida, esta seção apresenta três decorators que resolvem problemas reais e podem ser adaptados diretamente em projetos.</p>

<h3 id="8-1-retry-automático-com-backoff">8.1 Retry Automático com Backoff</h3>

<p>Chamadas a serviços externos falham. Redes instáveis, timeouts, rate limiting — são situações normais em produção. Um decorator de retry encapsula a lógica de re-tentativa sem poluir o código de negócio:</p>

<pre><code class="language-python">import time
import functools

def retry(max_tentativas: int = 3, delay: float = 1.0, excecoes: tuple = (Exception,)):
    &#34;&#34;&#34;
    Tenta executar a função até max_tentativas vezes.
    Aguarda delay segundos entre cada tentativa.
    Levanta a exceção original após esgotar as tentativas.
    &#34;&#34;&#34;
    def decorator(func):
        @functools.wraps(func)
        def wrapper(*args, **kwargs):
            for tentativa in range(1, max_tentativas + 1):
                try:
                    return func(*args, **kwargs)
                except excecoes as e:
                    if tentativa == max_tentativas:
                        raise
                    print(
                        f&#34;[RETRY] {func.__name__!r} — tentativa {tentativa}/{max_tentativas} &#34;
                        f&#34;falhou: {e}. Aguardando {delay}s...&#34;
                    )
                    time.sleep(delay)
        return wrapper
    return decorator

@retry(max_tentativas=3, delay=0.5, excecoes=(ConnectionError, TimeoutError))
def chamar_api_pagamentos(payload: dict) -&gt; dict:
    &#34;&#34;&#34;Envia um pagamento para o processador externo.&#34;&#34;&#34;
    ...
</code></pre>

<p>O parâmetro <code>excecoes</code> permite especificar quais exceções devem acionar o retry. Erros de programação como <code>ValueError</code> ou <code>TypeError</code> não devem ser re-tentados — por isso o padrão não é <code>Exception</code> para tudo.</p>

<h3 id="8-2-cache-por-memoização">8.2 Cache por Memoização</h3>

<p>Funções que recebem os mesmos argumentos e produzem sempre o mesmo resultado são candidatas à memoização. O decorator abaixo ilustra a lógica antes de introduzir a solução da stdlib:</p>

<pre><code class="language-python">import functools

def memoizar(func):
    &#34;&#34;&#34;
    Armazena resultados anteriores indexados pelos argumentos.
    Evita recomputação para entradas já vistas.
    &#34;&#34;&#34;
    cache: dict = {}

    @functools.wraps(func)
    def wrapper(*args):
        if args not in cache:
            cache[args] = func(*args)
        return cache[args]
    return wrapper

@memoizar
def fibonacci(n: int) -&gt; int:
    &#34;&#34;&#34;Calcula o n-ésimo número de Fibonacci.&#34;&#34;&#34;
    if n &lt;= 1:
        return n
    return fibonacci(n - 1) + fibonacci(n - 2)

print(fibonacci(40))   # instantâneo — sem memoização seria exponencial
</code></pre>

<p>Em projetos reais, use <code>@functools.lru_cache(maxsize=128)</code> ou <code>@functools.cache</code> (Python 3.9+) — são implementações da stdlib com controle de tamanho, thread safety e suporte a kwargs. O decorator manual acima serve para compreender o mecanismo antes de usar a versão pronta.</p>

<h3 id="8-3-validação-de-argumentos">8.3 Validação de Argumentos</h3>

<p>Validações de entrada que se repetem em múltiplas funções são candidatas a serem extraídas para um decorator. Isso reduz duplicação e, como consequência direta, reduz a complexidade ciclomática de cada função — o que já discutimos no <a href="https://bolha.blog/riverfount/complexidade-ciclomatica-em-python-guia-essencial-para-engenheiros-de-software" rel="nofollow">artigo sobre Radon</a>.</p>

<pre><code class="language-python">import functools

def validar_positivo(func):
    &#34;&#34;&#34;
    Garante que o primeiro argumento posicional é um número positivo.
    Levanta ValueError com mensagem descritiva caso contrário.
    &#34;&#34;&#34;
    @functools.wraps(func)
    def wrapper(valor: float, *args, **kwargs):
        if valor &lt;= 0:
            raise ValueError(
                f&#34;{func.__name__!r} exige um valor positivo. &#34;
                f&#34;Recebido: {valor!r}&#34;
            )
        return func(valor, *args, **kwargs)
    return wrapper

@validar_positivo
def calcular_desconto(preco: float, percentual: float) -&gt; float:
    &#34;&#34;&#34;Calcula o valor após aplicar o desconto.&#34;&#34;&#34;
    return preco * (1 - percentual / 100)

@validar_positivo
def calcular_frete(peso_kg: float) -&gt; float:
    &#34;&#34;&#34;Calcula o custo de frete baseado no peso.&#34;&#34;&#34;
    return peso_kg * 3.5

calcular_desconto(-10.0, 5)
# ValueError: &#39;calcular_desconto&#39; exige um valor positivo. Recebido: -10.0
</code></pre>

<p>Cada função de negócio ficou com uma única responsabilidade — o decorator cuidou da guarda de entrada.</p>

<hr>

<h2 id="9-armadilhas-comuns-o-que-costuma-dar-errado">9. Armadilhas Comuns — O que Costuma Dar Errado</h2>

<p><strong>Engolir o retorno da função original</strong></p>

<pre><code class="language-python"># Errado — não retorna o resultado
def log(func):
    @functools.wraps(func)
    def wrapper(*args, **kwargs):
        func(*args, **kwargs)   # ← sem return
    return wrapper

@log
def somar(a: int, b: int) -&gt; int:
    return a + b

resultado = somar(2, 3)
print(resultado)   # None — o valor foi perdido silenciosamente
</code></pre>

<p>O Python não avisa sobre isso. A função executa normalmente, mas o valor retornado some. Sempre use <code>return func(*args, **kwargs)</code> ou armazene em variável antes de retornar.</p>

<p><strong>Esquecer <code>functools.wraps</code></strong></p>

<p>Já detalhado na seção 4. O custo de depurar stack traces cheios de <code>wrapper</code> em produção é muito maior do que adicionar uma linha ao decorator.</p>

<p><strong>Decorar métodos de instância sem considerar <code>self</code></strong></p>

<p>Decorators que inspecionam o primeiro argumento precisam de atenção ao ser aplicados a métodos:</p>

<pre><code class="language-python">def validar_id(func):
    @functools.wraps(func)
    def wrapper(*args, **kwargs):
        # args[0] aqui é &#39;self&#39;, não o primeiro argumento real do método
        user_id = args[1] if len(args) &gt; 1 else kwargs.get(&#34;user_id&#34;)
        if not isinstance(user_id, int) or user_id &lt;= 0:
            raise ValueError(f&#34;user_id inválido: {user_id!r}&#34;)
        return func(*args, **kwargs)
    return wrapper

class UserService:
    @validar_id
    def buscar(self, user_id: int) -&gt; dict:
        ...
</code></pre>

<p>O <code>self</code> entra como <code>args[0]</code>, empurrando os argumentos reais para <code>args[1]</code> em diante. Decorators de função que assumem <code>args[0]</code> como primeiro argumento do usuário quebram silenciosamente ao serem aplicados a métodos.</p>

<p><strong>Stacking na ordem errada</strong></p>

<p>Como demonstrado na seção 6, inverter a posição de <code>@autenticar</code> e <code>@logar</code> produz comportamentos diferentes. Sem um comentário que documente a intenção, a ordem parece arbitrária para quem lê o código depois.</p>

<hr>

<h2 id="10-checklist-de-boas-práticas">10. Checklist de Boas Práticas</h2>

<table>
<thead>
<tr>
<th>#</th>
<th>Prática</th>
<th>Por quê</th>
</tr>
</thead>

<tbody>
<tr>
<td>1</td>
<td>Sempre use <code>@functools.wraps(func)</code> no wrapper interno</td>
<td>Preserva identidade da função em stack traces, docs e ferramentas</td>
</tr>

<tr>
<td>2</td>
<td>Use <code>*args, **kwargs</code> no wrapper</td>
<td>Garante compatibilidade com qualquer assinatura de função</td>
</tr>

<tr>
<td>3</td>
<td>Sempre retorne <code>resultado = func(...)</code> / <code>return resultado</code></td>
<td>Evita engolir retornos silenciosamente</td>
</tr>

<tr>
<td>4</td>
<td>Prefira decorator de função para comportamento puro</td>
<td>Mais simples, sem overhead de classe</td>
</tr>

<tr>
<td>5</td>
<td>Use decorator de classe quando precisar de estado entre chamadas</td>
<td><code>self</code> é o lugar natural para manter estado</td>
</tr>

<tr>
<td>6</td>
<td>Documente o decorator com docstring</td>
<td>Descreva o que ele adiciona, não o que a função faz</td>
</tr>

<tr>
<td>7</td>
<td>Em stacking, coloque o decorator mais específico mais próximo da função</td>
<td>Torna a cadeia de transformações previsível</td>
</tr>

<tr>
<td>8</td>
<td>Especifique as exceções no retry, não use <code>Exception</code> para tudo</td>
<td>Evita re-tentativas em erros de programação</td>
</tr>

<tr>
<td>9</td>
<td>Em decorators de classe, use <code>functools.update_wrapper(self, func)</code></td>
<td>Equivalente ao <code>@wraps</code> para instâncias</td>
</tr>

<tr>
<td>10</td>
<td>Documente a ordem em stacking quando ela for semanticamente relevante</td>
<td>Quem lê o código não deve ter que raciocinar sobre a ordem</td>
</tr>
</tbody>
</table>

<hr>

<h2 id="11-conclusão">11. Conclusão</h2>

<p>Decorators não são mágica. São closures com açúcar sintático — e a sintaxe <code>@</code> é apenas uma forma elegante de escrever <code>funcao = decorator(funcao)</code>.</p>

<p>Entender isso abre um caminho direto para duas habilidades práticas: saber ler qualquer decorator existente em frameworks e bibliotecas, e saber construir os seus com a estrutura correta desde o início.</p>

<p>Há uma conexão direta com outros princípios já explorados aqui no blog. O <code>functools.wraps</code> é a materialização do princípio de <a href="https://bolha.blog/riverfount/nomear-para-comunicar-como-escrever-variaveis-claras-concisas-e-inteligentes" rel="nofollow">nomear pelo propósito</a> — sem ele, <code>__name__</code> mente para toda ferramenta que depende do nome da função. E decorators que extraem lógica transversal — retry, log, validação, cache — reduzem a complexidade ciclomática das funções de negócio, exatamente o que o <code>radon</code> mediria como melhoria no <a href="https://bolha.blog/riverfount/complexidade-ciclomatica-em-python-guia-essencial-para-engenheiros-de-software" rel="nofollow">artigo sobre CC</a>.</p>

<p>Um decorator bem escrito é invisível: a função de negócio comunica sua intenção, e o comportamento adicional está encapsulado, testável e reutilizável. É código que se explica por si só — e isso é poder puro na engenharia de software.</p>

<p>Se este artigo te fez repensar como você aplica comportamento transversal no seu código, compartilhe o decorator mais criativo que já escreveu: <strong><a href="https://bolha.us/@riverfount" rel="nofollow">@riverfount@bolha.us</a></strong></p>
]]></content:encoded>
      <author>Riverfount </author>
      <guid>https://bolha.blog/read/a/d0fg9szgrh</guid>
      <pubDate>Thu, 19 Feb 2026 13:01:41 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>A aplicação do ECA Digital às instâncias de redes federadas</title>
      <link>https://bolha.blog/vitu/a-aplicacao-do-eca-digital-as-instancias-de-redes-federadas</link>
      <description>&lt;![CDATA[Foi promulgada, em 17 de setembro de 2025, a lei nº 15.211, a qual ficou conhecida como “ECA Digital” ou “Lei Felca”, trazendo incertezas e preocupações para administradores de instâncias do Fediverso brasileiro, especialmente quanto a quais medidas devem ser adotadas e quais os riscos a que estarão sujeitos. O objetivo deste texto, longe de trazer soluções plenas, é colaborar com algumas reflexões, questionamentos e, dentro do possível, sugestões para minimizar potenciais riscos.&#xA;&#xA;Vamos então, gradualmente, passando pelos pontos que considerei de principal relevância para as redes federadas como um todo.&#xA;&#xA;Aplicabilidade do ECA Digital às redes federadas&#xA;&#xA;Antes de tudo e ponto de extrema importância nessa lei, temos a problemática quanto ao que significa ser um produto ou serviço “direcionado a crianças e a adolescentes ou de acesso provável por eles“. Infelizmente a própria lei não traz uma definição clara e objetiva a esse respeito, de forma que ficaremos dependendo, como em diversos outros pontos, de uma regulamentação posterior pela “autoridade administrativa autônoma de proteção dos direitos de crianças e de adolescentes”, por atos do Poder Executivo e pela jurisprudência que surgir a partir da aplicação efetiva da lei em 17 de março de 2026 (Art. 41-A).&#xA;&#xA;Também é válido questionar o quanto essa lei será aplicável às redes federadas e em que medida, tendo em vista que o seu art. 2º, III define rede social como uma&#xA;&#xA;  aplicação de internet que tem como principal finalidade o compartilhamento e a disseminação, pelos usuários, de opiniões e informações veiculadas por textos ou arquivos de imagens, sonoros ou audiovisuais, em uma única plataforma, por meio de contas conectadas ou acessíveis de forma articulada, permitida a conexão entre usuários; (grifo meu)&#xA;&#xA;A dinâmica própria das redes federadas e suas diversas instâncias abrem questionamentos, portanto, sobre o quanto ela pode ser considerada uma rede social, nos termos da lei 15.211/2025, uma vez que, apesar de possibilitar a conexão entre os usuários, essa não ocorre por meio de “uma única plataforma”.&#xA;&#xA;Voltando a atenção ao que torna essa comunicação possível, devido ao conteúdo do § 2º do referido art. 2º, o protocolo ActivityPub não deve ser considerado, por si só, um “produto ou serviço de tecnologia da informação&#34;, uma vez que prescreve o parágrafo:&#xA;&#xA;  § 2º Para os fins desta Lei, não são consideradas produtos ou serviços de tecnologia da informação as funcionalidades essenciais para o funcionamento da internet, como os protocolos e os padrões técnicos abertos e comuns que permitem a interconexão entre as redes de computadores que compõem a internet. (grifo meu)&#xA;&#xA;Não deve, portanto, o protocolo em si ser considerado mesmo uma rede social ou receber qualquer tipo de sanção determinada pela lei, mas a dúvida quanto às instâncias permanece.&#xA;&#xA;Atribuições do órgão regulador&#xA;&#xA;Em vários trechos da lei, é mencionada a “autoridade administrativa autônoma de proteção dos direitos de crianças e de adolescentes no ambiente digital”. Como regulamentado pelo Decreto nº 12.622, essa função fiscalizatória foi delegada à Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), a qual poderá fazer recomendações e orientações para o cumprimento da lei (art. 6º, § 3º); será a responsável por regular e promover soluções técnicas para verificação de idade (art. 11); e fiscalizará o cumprimento da lei, podendo editar normas complementares (art. 34).&#xA;&#xA;Assim sendo, é possível esperar que haja uma postura propositiva por parte da ANPD, chegando a colaborar com soluções para o devido cumprimento da legislação. Entretanto, é algo que somente será passível de confirmação com a sua entrada em vigor.&#xA;&#xA;Proporcionalidade de medidas sancionatórias&#xA;&#xA;Por todo o corpo da legislação, é possível vislumbrar uma preocupação com os princípios jurídicos da proporcionalidade e razoabilidade para a análise dos casos concretos e para a aplicação de sanções. Destaco o art. 34, § 2º, que trata da função fiscalizatória da ANPD:&#xA;&#xA;  Art. 34. § 2º Nas atividades previstas no caput deste artigo [fiscalização do cumprimento da lei], a autoridade competente deverá observar as assimetrias regulatórias e adotar abordagem responsiva, assegurando tratamento diferenciado e proporcional a serviços de natureza, risco e modelo de negócio distintos. (grifo meu)&#xA;&#xA;Como fica claro pelo conteúdo da norma, devem ser levadas em consideração as desigualdades existentes entre os diferentes serviços. Como entre uma rede social de uma grande empresa multinacional e uma instância de uma rede social ainda de nicho, com público relativamente restrito e que, em geral, não busca resultado financeiro; e prevê ainda que a própria regulamentação pode causar assimetrias entre diferentes atores. Por esses motivos, deve ser assegurado o “tratamento diferenciado e proporcional”, mantendo assim uma proporção entre as plataformas e as sanções aplicadas a cada uma delas.&#xA;&#xA;Reforçando essa ideia, prescreve o art. 39:&#xA;&#xA;  Art. 39. As obrigações previstas nos arts. 6º, 17, 18, 19, 20, 27, 28, 29, 31, 32 e 40 desta Lei aplicar-se-ão conforme as características e as funcionalidades do produto ou serviço de tecnologia da informação, moduladas de acordo com o grau de interferência do fornecedor do produto ou serviço sobre os conteúdos veiculados disponibilizados, o número de usuários e o porte do fornecedor.&#xA;  […]&#xA;  § 2º As obrigações referidas no caput deste artigo serão aplicadas de forma proporcional à capacidade do fornecedor de influenciar, de moderar ou de intervir na disponibilização, na circulação ou no alcance dos conteúdos acessíveis por crianças e adolescentes.&#xA;  § 3º A regulamentação definirá critérios objetivos para a aferição do grau de intervenção e para a aplicação proporcional das obrigações previstas neste artigo. (grifo meu)&#xA;&#xA;Observa-se, novamente, a preocupação com a característica específica de cada tipo de serviço, suas funcionalidades e suas capacidades reais, além de seu porte, sendo as obrigações legais diretamente relacionadas às capacidades reais “do fornecedor” — ou do administrador da instância — de ingerência sobre os conteúdos compartilhados na rede.&#xA;&#xA;Nesse sentido, a previsão do § 3º sobre a definição de critérios objetivos para essa avaliação é positiva para que possamos compreender efetivamente as medidas que deverão ser adotadas e como fazer a adequação das instâncias à regulamentação. Enquanto isso, aguardamos a promulgação da regulamentação específica.&#xA;&#xA;Utilização por menores&#xA;&#xA;O cerne do ECA Digital está na preocupação acerca do uso indevido das redes por menores, como disposto no art. 6º:&#xA;&#xA;  Art. 6º Os fornecedores de produtos ou serviços de tecnologia da informação direcionados a crianças e a adolescentes ou de acesso provável por eles deverão tomar medidas razoáveis desde a concepção e ao longo da operação de suas aplicações, com o objetivo de prevenir e mitigar riscos de acesso, exposição, recomendação ou facilitação de contato com os seguintes conteúdos, produtos ou práticas:&#xA;  I – exploração e abuso sexual;&#xA;  II – violência física, intimidação sistemática virtual e assédio;&#xA;  III – indução, incitação, instigação ou auxílio, por meio de instruções ou orientações, a práticas ou comportamentos que levem a danos à saúde física ou mental de crianças e de adolescentes, tais como violência física ou assédio psicológico a outras crianças e adolescentes, uso de substâncias que causem dependência química ou psicológica, autodiagnóstico e automedicação, automutilação e suicídio;&#xA;  IV – promoção e comercialização de jogos de azar, apostas de quota fixa, loterias, produtos de tabaco, bebidas alcoólicas, narcóticos ou produtos de comercialização proibida a crianças e a adolescentes;&#xA;  V – práticas publicitárias predatórias, injustas ou enganosas ou outras práticas conhecidas por acarretarem danos financeiros a crianças e a adolescentes; e&#xA;  VI – conteúdo pornográfico.&#xA;&#xA;Também sendo previsto que:&#xA;&#xA;  Art. 8º Os fornecedores de produtos ou serviços de tecnologia da informação direcionados a crianças e a adolescentes ou de acesso provável por eles deverão:&#xA;  […]&#xA;  V - informar extensivamente a todos os usuários sobre a faixa etária indicada para o produto ou serviço no momento do acesso, conforme estabelecido pela política de classificação indicativa. (grifo meu)&#xA;&#xA;Há ainda, no art. 12, I, a exigência de “medidas proporcionais, auditáveis e seguras” para verificação da idade ou faixa etária, com previsão de uma regulamentação posterior específica para os meios de verificação de idade e supervisão parental (§ 3º).&#xA;&#xA;Enquanto a viabilidade de implementar alguma forma de verificação de idade permanece uma incógnita, especialmente na ausência da regulamentação específica a respeito, com base nesse trecho, especificamente no inciso V do art. 8º, é recomendável que as instâncias, tanto em sua página inicial quanto no processo de cadastro, informem de forma clara e objetiva que o uso da rede não é recomendado para menores de 18 anos — ou a idade que o administrador julgar mais conveniente. Essa atitude relativamente simples já pode desenquadrar a instância de algumas situações.&#xA;&#xA;No caso, se não pudermos afirmar categoricamente que não se trata de serviço “de acesso provável” por crianças e adolescentes, minimamente estará excluído do rol dos serviços “direcionados a crianças e a adolescentes” e cumprirá a determinação legal de informar a faixa etária indicada para uso, demonstrando boa vontade, cooperação e boa-fé.&#xA;&#xA;Supervisão parental&#xA;&#xA;Havendo uso por menores, há previsões quanto à necessidade de implementação de ferramentas para a supervisão pelos responsáveis legais, sendo que deve novamente ser considerada, segundo o art. 17, I, “a tecnologia disponível e a natureza e o propósito do produto ou serviço” e, II, disponibilizadas informações para os responsáveis sobre as ferramentas existentes. Há, novamente, a pendência de uma regulamentação, também por parte da ANPD, sobre quais serão as diretrizes para os mecanismos de supervisão parental (art. 17, § 1º).&#xA;&#xA;Ainda assim, em seu art. 18 é exigida a implementação de ferramentas que possibilitem aos responsáveis legais:&#xA;&#xA;  I – visualizar, configurar e gerenciar as opções de conta e privacidade da criança ou do adolescente;&#xA;  II – restringir compras e transações financeiras;&#xA;  III – identificar os perfis de adultos com os quais a criança ou o adolescente se comunica;&#xA;  IV – acessar métricas consolidadas do tempo total de uso do produto ou serviço;&#xA;  V – ativar ou desativar salvaguardas por meio de controles acessíveis e adequados;&#xA;  VI – dispor de informações e de opções de controle em língua portuguesa.&#xA;&#xA;Bem como o art. 24, caput, estabelece que contas de menores de 16 anos devem estar vinculadas a um usuário ou conta do responsável legal.&#xA;&#xA;Ressalte-se, porém, que todas essas determinações, as quais aparentam ser inviáveis atualmente, principalmente para instâncias pequenas, tornam-se desnecessárias para o caso de conseguirmos descaracterizar a instância como sendo “direcionada a crianças e a adolescentes ou de acesso provável por eles”, de forma a tornar todo o disposto no ECA Digital não aplicável. Mas isso apenas as determinações da ANPD e o desenrolar de casos futuros poderão determinar.&#xA;&#xA;Cabe, no momento, apenas ressaltar, conforme art. 24, § 1º, I, e como destacado no tópico anterior, a inadequação do uso do serviço por menores de idade.&#xA;&#xA;  Art. 24. No âmbito de seus serviços, os provedores de produtos ou serviços direcionados a crianças e a adolescentes ou de acesso provável por eles deverão garantir que usuários ou contas de crianças e de adolescentes de até 16 (dezesseis) anos de idade estejam vinculados ao usuário ou à conta de um de seus responsáveis legais.&#xA;  § 1º Caso seus serviços sejam impróprios ou inadequados para crianças e adolescentes, os provedores de redes sociais deverão adotar medidas adequadas e proporcionais para:&#xA;  I – informar de maneira clara, destacada e acessível a todos os usuários que seus serviços não são apropriados; (grifo meu)&#xA;&#xA;Casos de violações&#xA;&#xA;Um ponto que acredito que possa ter causado desconforto em alguns administradores é o conteúdo do art. 27, principalmente seu § 2º, segundo os quais:&#xA;&#xA;  Art. 27. Os fornecedores de produtos ou serviços de tecnologia da informação disponíveis no território nacional deverão remover e comunicar os conteúdos de aparente exploração, de abuso sexual, de sequestro e de aliciamento detectados em seus produtos ou serviços, direta ou indiretamente, às autoridades nacionais e internacionais competentes, na forma de regulamento.&#xA;  […]&#xA;  § 2º Os fornecedores deverão reter, pelo prazo estabelecido no art. 15 da Lei nº 12.965, de 23 de abril de 2014 (Marco Civil da Internet), os seguintes dados associados a um relatório de conteúdo de exploração e de abuso sexual de criança ou de adolescente:&#xA;  I – conteúdo gerado, carregado ou compartilhado por qualquer usuário mencionado no relatório e metadados relacionados ao referido conteúdo;&#xA;  II – dados do usuário responsável pelo conteúdo e metadados a ele relacionados.&#xA;&#xA;Tal retenção, além de incômoda, traz um potencial de aumento nos custos de manutenção dos servidor,es além da preocupação com possíveis sanções pelo seu descumprimento.&#xA;&#xA;Contudo, ao analisar o referido art. 15 do Marco Civil da Internet, conclui-se ser um cenário não aplicável à maioria das instâncias, uma vez que não se tratam de pessoas jurídicas e de atividade profissional remunerada e com fins econômicos.&#xA;&#xA;  Art. 15. O provedor de aplicações de internet constituído na forma de pessoa jurídica e que exerça essa atividade de forma organizada, profissionalmente e com fins econômicos deverá manter os respectivos registros de acesso a aplicações de internet, sob sigilo, em ambiente controlado e de segurança, pelo prazo de 6 (seis) meses, nos termos do regulamento. (grifo meu)&#xA;&#xA;Dessa forma, a retenção dos dados se torna desnecessária por parte da instância que receber a denúncia, devendo apenas tomar as ações de moderação cabíveis e notificar a autoridade competente. Excetuando-se apenas os casos de ordem judicial específica, a qual pode determinar a retenção de “registros relativos a fatos específicos em período determinado” (Art. 15, § 1º, Marco Civil da Internet).&#xA;&#xA;Penalidades&#xA;&#xA;O ECA Digital, como esperado para uma lei dessa magnitude, estabelece, em seu art. 35, caput e incisos, as penalidades a que estarão sujeitos os infratores de suas determinações, sendo elas&#xA;&#xA;  I – advertência, com prazo para adoção de medidas corretivas de até 30 (trinta) dias;&#xA;  II – multa simples, de até 10% (dez por cento) do faturamento do grupo econômico no Brasil no seu último exercício ou, ausente o faturamento, multa de R$ 10,00 (dez reais) até R$ 1.000,00 (mil reais) por usuário cadastrado do provedor sancionado, limitada, no total, a R$ 50.000.000,00 (cinquenta milhões de reais) por infração; (grifo meu)&#xA;&#xA;Ressalte-se, novamente, a previsão de proporcionalidade e também da gradação na aplicação da penalidade.&#xA;&#xA;Apesar de ser uma multa que pode atingir um valor considerável, uma vez que uma instância com 300 usuários já estaria sujeita a uma multa mínima de R$3.000 — valor esse que pode ser irrisório para grandes empresas, mas que com certeza faria grande diferença na manutenção da infraestrutura de uma instância —, é importante atentar-se ao restante dos parágrafos e incisos, especialmente o § 1º, incisos III e IV.&#xA;&#xA;  § 1º Para fixação e gradação da sanção, deverão ser observadas, além da proporcionalidade e da razoabilidade, as seguintes circunstâncias:&#xA;  III – a capacidade econômica do infrator, no caso de aplicação da sanção de multa;&#xA;  IV – a finalidade social do fornecedor e o impacto sobre a coletividade no que se refere ao fluxo de informações no território nacional. (grifo meu)&#xA;&#xA;A esse respeito, é apresentada, mais uma vez, a preocupação com a proporcionalidade e razoabilidade na aplicação das penalidades, além da capacidade econômica da instância e do seu administrador e a sua finalidade. Assim sendo, por mais que seja arriscado fazer prognósticos antecipados quanto à aplicação de uma nova lei, tudo leva a acreditar que, no caso em questão, a prioridade será pela aplicação de advertência, principalmente se for demonstrada cooperação e boa vontade por parte dos administradores.&#xA;&#xA;Conclusões gerais&#xA;&#xA;Acredito que o texto, além de longo, tenha sido um tanto maçante e não muito otimista para nossos queridos administradores. Gostaria de poder trazer mais respostas e soluções, mas não é algo possível neste momento. Então, nesta conclusão, tentarei resumir os principais ponto levantados, com as dúvidas, questionamentos e recomendações para o cenário atual, visando, principalmente, reduzir os riscos para as instâncias brasileiras.&#xA;&#xA;Os principais pontos envolvem, basicamente, o que significa ser um serviço “direcionado a crianças e a adolescentes ou de acesso provável por eles”, se o fediverso pode ser considerado uma rede social de acordo com a definição da lei e a aplicação ou não do ECA Digital às instâncias, sendo que uma maior elucidação a esse respeito provavelmente resultaria na solução de muitos dos problemas levantados, como quanto à verificação da idade e a supervisão parental. Como destacado no restante do texto, porém, somente novas resoluções da ANPD e a jurisprudência poderão trazer tais respostas.&#xA;&#xA;Todas as punições e sanções previstas foram acompanhadas de termos que estimulam o uso dos princípios de proporcionalidade e razoabilidade para a análise de cada caso, tornando improvável — porém não impossível — a aplicação de multas de valor muito expressivo. Sendo mais provável a aplicação inicial de advertências e progressão para multas em casos reincidentes.&#xA;&#xA;Ainda assim, recomenda-se que as instâncias tomem alguns cuidados, especialmente com o objetivo de demonstrar ciência sobre a lei, boa-fé e boa vontade, fatores que podem influenciar na aplicação e gradação de sanções. Para isso, de forma simples:&#xA;&#xA;Mantenham a atuação na moderação de conteúdos;&#xA;Adicionem avisos nas páginas inicial, Sobre e de cadastro que não se trata de um serviço destinado ou recomendado para menores de idade;&#xA;Demonstre disposição para colaborar com as autoridades em caso de notificação judicial ou extrajudicial.&#xA;&#xA;Espero que o texto tenha sido informativo e ajude os administradores pelo menos a compreender melhor a situação atual de sua instância dentro da nova legislação.&#xA;&#xA;Estou à disposição para perguntas ou contribuições em @vitu@bolha.us.]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Foi promulgada, em 17 de setembro de 2025, a lei nº 15.211, a qual ficou conhecida como “ECA Digital” ou “Lei Felca”, trazendo incertezas e preocupações para administradores de instâncias do Fediverso brasileiro, especialmente quanto a quais medidas devem ser adotadas e quais os riscos a que estarão sujeitos. O objetivo deste texto, longe de trazer soluções plenas, é colaborar com algumas reflexões, questionamentos e, dentro do possível, sugestões para minimizar potenciais riscos.</p>

<p>Vamos então, gradualmente, passando pelos pontos que considerei de principal relevância para as redes federadas como um todo.</p>

<h2 id="aplicabilidade-do-eca-digital-às-redes-federadas">Aplicabilidade do ECA Digital às redes federadas</h2>

<p>Antes de tudo e ponto de extrema importância nessa lei, temos a problemática quanto ao que significa ser um produto ou serviço “direcionado a crianças e a adolescentes ou de acesso provável por eles“. Infelizmente a própria lei não traz uma definição clara e objetiva a esse respeito, de forma que ficaremos dependendo, como em diversos outros pontos, de uma regulamentação posterior pela “autoridade administrativa autônoma de proteção dos direitos de crianças e de adolescentes”, por atos do Poder Executivo e pela jurisprudência que surgir a partir da aplicação efetiva da lei em 17 de março de 2026 (Art. 41-A).</p>

<p>Também é válido questionar o quanto essa lei será aplicável às redes federadas e em que medida, tendo em vista que o seu art. 2º, III define rede social como uma</p>

<blockquote><p>aplicação de internet que tem como principal finalidade o compartilhamento e a disseminação, pelos usuários, de opiniões e informações veiculadas por textos ou arquivos de imagens, sonoros ou audiovisuais, <strong>em uma única plataforma</strong>, por meio de contas conectadas ou acessíveis de forma articulada, permitida a conexão entre usuários; (grifo meu)</p></blockquote>

<p>A dinâmica própria das redes federadas e suas diversas instâncias abrem questionamentos, portanto, sobre o quanto ela pode ser considerada uma rede social, nos termos da lei 15.211/2025, uma vez que, apesar de possibilitar a conexão entre os usuários, essa não ocorre por meio de “uma única plataforma”.</p>

<p>Voltando a atenção ao que torna essa comunicação possível, devido ao conteúdo do § 2º do referido art. 2º, o protocolo ActivityPub <strong>não deve</strong> ser considerado, por si só, um “produto ou serviço de tecnologia da informação”, uma vez que prescreve o parágrafo:</p>

<blockquote><p>§ 2º Para os fins desta Lei, não são consideradas produtos ou serviços de tecnologia da informação as funcionalidades essenciais para o funcionamento da internet, como os <strong>protocolos e os padrões técnicos abertos e comuns que permitem a interconexão entre as redes de computadores que compõem a internet</strong>. (grifo meu)</p></blockquote>

<p>Não deve, portanto, o protocolo em si ser considerado mesmo uma rede social ou receber qualquer tipo de sanção determinada pela lei, mas a dúvida quanto às instâncias permanece.</p>

<h2 id="atribuições-do-órgão-regulador">Atribuições do órgão regulador</h2>

<p>Em vários trechos da lei, é mencionada a “autoridade administrativa autônoma de proteção dos direitos de crianças e de adolescentes no ambiente digital”. Como regulamentado pelo <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2025/Decreto/D12622.htm" rel="nofollow">Decreto nº 12.622</a>, essa função fiscalizatória foi delegada à Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), a qual <strong>poderá</strong> fazer recomendações e orientações para o cumprimento da lei (art. 6º, § 3º); será a responsável por <strong>regular e promover soluções técnicas</strong> para verificação de idade (art. 11); e fiscalizará o cumprimento da lei, podendo editar normas complementares (art. 34).</p>

<p>Assim sendo, é possível esperar que haja uma postura propositiva por parte da ANPD, chegando a colaborar com soluções para o devido cumprimento da legislação. Entretanto, é algo que somente será passível de confirmação com a sua entrada em vigor.</p>

<h2 id="proporcionalidade-de-medidas-sancionatórias">Proporcionalidade de medidas sancionatórias</h2>

<p>Por todo o corpo da legislação, é possível vislumbrar uma preocupação com os princípios jurídicos da proporcionalidade e razoabilidade para a análise dos casos concretos e para a aplicação de sanções. Destaco o art. 34, § 2º, que trata da função fiscalizatória da ANPD:</p>

<blockquote><p>Art. 34. § 2º Nas atividades previstas no caput deste artigo [fiscalização do cumprimento da lei], a autoridade competente deverá observar as <strong>assimetrias regulatórias</strong> e adotar abordagem responsiva, assegurando <strong>tratamento diferenciado e proporcional a serviços de natureza, risco e modelo de negócio distintos</strong>. (grifo meu)</p></blockquote>

<p>Como fica claro pelo conteúdo da norma, devem ser levadas em consideração as desigualdades existentes entre os diferentes serviços. Como entre uma rede social de uma grande empresa multinacional e uma instância de uma rede social ainda de nicho, com público relativamente restrito e que, em geral, não busca resultado financeiro; e prevê ainda que a própria regulamentação pode causar assimetrias entre diferentes atores. Por esses motivos, deve ser assegurado o “tratamento diferenciado e proporcional”, mantendo assim uma proporção entre as plataformas e as sanções aplicadas a cada uma delas.</p>

<p>Reforçando essa ideia, prescreve o art. 39:</p>

<blockquote><p>Art. 39. As obrigações previstas nos arts. 6º, 17, 18, 19, 20, 27, 28, 29, 31, 32 e 40 desta Lei <strong>aplicar-se-ão conforme as características e as funcionalidades do produto ou serviço de tecnologia da informação, moduladas de acordo com o grau de interferência do fornecedor do produto ou serviço sobre os conteúdos veiculados disponibilizados, o número de usuários e o porte do fornecedor</strong>.
[…]
§ 2º As obrigações referidas no caput deste artigo serão aplicadas <strong>de forma proporcional à capacidade do fornecedor de influenciar, de moderar ou de intervir na disponibilização, na circulação ou no alcance dos conteúdos</strong> acessíveis por crianças e adolescentes.
§ 3º A regulamentação definirá <strong>critérios objetivos para a aferição do grau de intervenção e para a aplicação proporcional</strong> das obrigações previstas neste artigo. (grifo meu)</p></blockquote>

<p>Observa-se, novamente, a preocupação com a característica específica de cada tipo de serviço, suas funcionalidades e suas capacidades reais, além de seu porte, sendo as obrigações legais diretamente relacionadas às capacidades reais “do fornecedor” — ou do administrador da instância — de ingerência sobre os conteúdos compartilhados na rede.</p>

<p>Nesse sentido, a previsão do § 3º sobre a definição de critérios objetivos para essa avaliação é positiva para que possamos compreender efetivamente as medidas que deverão ser adotadas e como fazer a adequação das instâncias à regulamentação. Enquanto isso, aguardamos a promulgação da regulamentação específica.</p>

<h2 id="utilização-por-menores">Utilização por menores</h2>

<p>O cerne do ECA Digital está na preocupação acerca do uso indevido das redes por menores, como disposto no art. 6º:</p>

<blockquote><p>Art. 6º Os fornecedores de produtos ou serviços de tecnologia da informação direcionados a crianças e a adolescentes ou de acesso provável por eles deverão tomar <strong>medidas razoáveis</strong> desde a concepção e ao longo da operação de suas aplicações, com o objetivo de prevenir e mitigar riscos de acesso, exposição, recomendação ou facilitação de contato com os seguintes conteúdos, produtos ou práticas:
I – exploração e abuso sexual;
II – violência física, intimidação sistemática virtual e assédio;
III – indução, incitação, instigação ou auxílio, por meio de instruções ou orientações, a práticas ou comportamentos que levem a danos à saúde física ou mental de crianças e de adolescentes, tais como violência física ou assédio psicológico a outras crianças e adolescentes, uso de substâncias que causem dependência química ou psicológica, autodiagnóstico e automedicação, automutilação e suicídio;
IV – promoção e comercialização de jogos de azar, apostas de quota fixa, loterias, produtos de tabaco, bebidas alcoólicas, narcóticos ou produtos de comercialização proibida a crianças e a adolescentes;
V – práticas publicitárias predatórias, injustas ou enganosas ou outras práticas conhecidas por acarretarem danos financeiros a crianças e a adolescentes; e
VI – conteúdo pornográfico.</p></blockquote>

<p>Também sendo previsto que:</p>

<blockquote><p>Art. 8º Os fornecedores de produtos ou serviços de tecnologia da informação direcionados a crianças e a adolescentes ou de acesso provável por eles deverão:
[…]
V - <strong>informar extensivamente a todos os usuários sobre a faixa etária indicada para o produto ou serviço no momento do acesso</strong>, conforme estabelecido pela política de classificação indicativa. (grifo meu)</p></blockquote>

<p>Há ainda, no art. 12, I, a exigência de “medidas proporcionais, auditáveis e seguras” para verificação da idade ou faixa etária, com previsão de uma regulamentação posterior específica para os meios de verificação de idade e supervisão parental (§ 3º).</p>

<p>Enquanto a viabilidade de implementar alguma forma de verificação de idade permanece uma incógnita, especialmente na ausência da regulamentação específica a respeito, com base nesse trecho, especificamente no inciso V do art. 8º, é recomendável que as instâncias, tanto em sua página inicial quanto no processo de cadastro, informem de forma clara e objetiva que o uso da rede não é recomendado para menores de 18 anos — ou a idade que o administrador julgar mais conveniente. Essa atitude relativamente simples já pode desenquadrar a instância de algumas situações.</p>

<p>No caso, se não pudermos afirmar categoricamente que não se trata de serviço “de acesso provável” por crianças e adolescentes, minimamente estará excluído do rol dos serviços “direcionados a crianças e a adolescentes” e cumprirá a determinação legal de informar a faixa etária indicada para uso, demonstrando boa vontade, cooperação e boa-fé.</p>

<h2 id="supervisão-parental">Supervisão parental</h2>

<p>Havendo uso por menores, há previsões quanto à necessidade de implementação de ferramentas para a supervisão pelos responsáveis legais, sendo que deve novamente ser considerada, segundo o art. 17, I, “a tecnologia disponível e a natureza e o propósito do produto ou serviço” e, II, disponibilizadas informações para os responsáveis sobre as ferramentas existentes. Há, novamente, a pendência de uma regulamentação, também por parte da ANPD, sobre quais serão as diretrizes para os mecanismos de supervisão parental (art. 17, § 1º).</p>

<p>Ainda assim, em seu art. 18 é exigida a implementação de ferramentas que possibilitem aos responsáveis legais:</p>

<blockquote><p>I – visualizar, configurar e gerenciar as opções de conta e privacidade da criança ou do adolescente;
II – restringir compras e transações financeiras;
III – identificar os perfis de adultos com os quais a criança ou o adolescente se comunica;
IV – acessar métricas consolidadas do tempo total de uso do produto ou serviço;
V – ativar ou desativar salvaguardas por meio de controles acessíveis e adequados;
VI – dispor de informações e de opções de controle em língua portuguesa.</p></blockquote>

<p>Bem como o art. 24, <em>caput</em>, estabelece que contas de menores de 16 anos devem estar vinculadas a um usuário ou conta do responsável legal.</p>

<p>Ressalte-se, porém, que todas essas determinações, as quais aparentam ser inviáveis atualmente, principalmente para instâncias pequenas, tornam-se desnecessárias para o caso de conseguirmos descaracterizar a instância como sendo “direcionada a crianças e a adolescentes ou de acesso provável por eles”, de forma a tornar todo o disposto no ECA Digital não aplicável. Mas isso apenas as determinações da ANPD e o desenrolar de casos futuros poderão determinar.</p>

<p>Cabe, no momento, apenas ressaltar, conforme art. 24, § 1º, I, e como destacado no tópico anterior, a inadequação do uso do serviço por menores de idade.</p>

<blockquote><p>Art. 24. No âmbito de seus serviços, os provedores de produtos ou serviços direcionados a crianças e a adolescentes ou de acesso provável por eles deverão garantir que usuários ou contas de crianças e de adolescentes de até 16 (dezesseis) anos de idade estejam vinculados ao usuário ou à conta de um de seus responsáveis legais.
§ 1º <strong>Caso seus serviços sejam impróprios ou inadequados para crianças e adolescentes</strong>, os provedores de redes sociais deverão adotar <strong>medidas adequadas e proporcionais</strong> para:
I – <strong>informar de maneira clara, destacada e acessível a todos os usuários que seus serviços não são apropriados</strong>; (grifo meu)</p></blockquote>

<h2 id="casos-de-violações">Casos de violações</h2>

<p>Um ponto que acredito que possa ter causado desconforto em alguns administradores é o conteúdo do art. 27, principalmente seu § 2º, segundo os quais:</p>

<blockquote><p>Art. 27. Os fornecedores de produtos ou serviços de tecnologia da informação disponíveis no território nacional deverão remover e comunicar os conteúdos de aparente exploração, de abuso sexual, de sequestro e de aliciamento detectados em seus produtos ou serviços, direta ou indiretamente, às autoridades nacionais e internacionais competentes, na forma de regulamento.
[…]
§ 2º Os fornecedores deverão reter, pelo prazo estabelecido no art. 15 da Lei nº 12.965, de 23 de abril de 2014 (Marco Civil da Internet), os seguintes dados associados a um relatório de conteúdo de exploração e de abuso sexual de criança ou de adolescente:
I – conteúdo gerado, carregado ou compartilhado por qualquer usuário mencionado no relatório e metadados relacionados ao referido conteúdo;
II – dados do usuário responsável pelo conteúdo e metadados a ele relacionados.</p></blockquote>

<p>Tal retenção, além de incômoda, traz um potencial de aumento nos custos de manutenção dos servidor,es além da preocupação com possíveis sanções pelo seu descumprimento.</p>

<p>Contudo, ao analisar o referido <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L12965.htm#art15" rel="nofollow">art. 15 do Marco Civil da Internet</a>, conclui-se ser um cenário não aplicável à maioria das instâncias, uma vez que não se tratam de pessoas jurídicas e de atividade profissional remunerada e com fins econômicos.</p>

<blockquote><p>Art. 15. O provedor de aplicações de internet constituído na forma de <strong>pessoa jurídica</strong> e que exerça essa atividade de <strong>forma organizada, profissionalmente e com fins econômicos</strong> deverá manter os respectivos registros de acesso a aplicações de internet, sob sigilo, em ambiente controlado e de segurança, pelo prazo de 6 (seis) meses, nos termos do regulamento. (grifo meu)</p></blockquote>

<p>Dessa forma, a retenção dos dados se torna desnecessária por parte da instância que receber a denúncia, devendo apenas tomar as ações de moderação cabíveis e notificar a autoridade competente. Excetuando-se apenas os casos de ordem judicial específica, a qual pode determinar a retenção de “registros relativos a fatos específicos em período determinado” (Art. 15, § 1º, Marco Civil da Internet).</p>

<h2 id="penalidades">Penalidades</h2>

<p>O ECA Digital, como esperado para uma lei dessa magnitude, estabelece, em seu art. 35, <em>caput</em> e incisos, as penalidades a que estarão sujeitos os infratores de suas determinações, sendo elas</p>

<blockquote><p>I – advertência, com prazo para adoção de medidas corretivas de até 30 (trinta) dias;
II – multa simples, de até 10% (dez por cento) do faturamento do grupo econômico no Brasil no seu último exercício ou, <strong>ausente o faturamento, multa de R$ 10,00 (dez reais) até R$ 1.000,00 (mil reais) por usuário cadastrado do provedor sancionado</strong>, limitada, no total, a R$ 50.000.000,00 (cinquenta milhões de reais) por infração; (grifo meu)</p></blockquote>

<p>Ressalte-se, novamente, a previsão de proporcionalidade e também da gradação na aplicação da penalidade.</p>

<p>Apesar de ser uma multa que pode atingir um valor considerável, uma vez que uma instância com 300 usuários já estaria sujeita a uma multa mínima de R$3.000 — valor esse que pode ser irrisório para grandes empresas, mas que com certeza faria grande diferença na manutenção da infraestrutura de uma instância —, é importante atentar-se ao restante dos parágrafos e incisos, especialmente o § 1º, incisos III e IV.</p>

<blockquote><p>§ 1º Para fixação e gradação da sanção, deverão ser observadas, além da <strong>proporcionalidade e da razoabilidade</strong>, as seguintes circunstâncias:
III – a <strong>capacidade econômica do infrator</strong>, no caso de aplicação da sanção de multa;
IV – a <strong>finalidade social do fornecedor e o impacto sobre a coletividade</strong> no que se refere ao fluxo de informações no território nacional. (grifo meu)</p></blockquote>

<p>A esse respeito, é apresentada, mais uma vez, a preocupação com a proporcionalidade e razoabilidade na aplicação das penalidades, além da capacidade econômica da instância e do seu administrador e a sua finalidade. Assim sendo, por mais que seja arriscado fazer prognósticos antecipados quanto à aplicação de uma nova lei, tudo leva a acreditar que, no caso em questão, a prioridade será pela aplicação de advertência, principalmente se for demonstrada cooperação e boa vontade por parte dos administradores.</p>

<h2 id="conclusões-gerais">Conclusões gerais</h2>

<p>Acredito que o texto, além de longo, tenha sido um tanto maçante e não muito otimista para nossos queridos administradores. Gostaria de poder trazer mais respostas e soluções, mas não é algo possível neste momento. Então, nesta conclusão, tentarei resumir os principais ponto levantados, com as dúvidas, questionamentos e recomendações para o cenário atual, visando, principalmente, reduzir os riscos para as instâncias brasileiras.</p>

<p>Os principais pontos envolvem, basicamente, o que significa ser um serviço “direcionado a crianças e a adolescentes ou de acesso provável por eles”, se o fediverso pode ser considerado uma rede social de acordo com a definição da lei e a aplicação ou não do ECA Digital às instâncias, sendo que uma maior elucidação a esse respeito provavelmente resultaria na solução de muitos dos problemas levantados, como quanto à verificação da idade e a supervisão parental. Como destacado no restante do texto, porém, somente novas resoluções da ANPD e a jurisprudência poderão trazer tais respostas.</p>

<p>Todas as punições e sanções previstas foram acompanhadas de termos que estimulam o uso dos princípios de proporcionalidade e razoabilidade para a análise de cada caso, tornando <em>improvável</em> — porém não impossível — a aplicação de multas de valor muito expressivo. Sendo mais <em>provável</em> a aplicação inicial de advertências e progressão para multas em casos reincidentes.</p>

<p>Ainda assim, recomenda-se que as instâncias tomem alguns cuidados, especialmente com o objetivo de demonstrar ciência sobre a lei, boa-fé e boa vontade, fatores que podem influenciar na aplicação e gradação de sanções. Para isso, de forma simples:</p>
<ul><li>Mantenham a atuação na moderação de conteúdos;</li>
<li>Adicionem avisos nas páginas inicial, Sobre e de cadastro que não se trata de um serviço destinado ou recomendado para menores de idade;</li>
<li>Demonstre disposição para colaborar com as autoridades em caso de notificação judicial ou extrajudicial.</li></ul>

<p>Espero que o texto tenha sido informativo e ajude os administradores pelo menos a compreender melhor a situação atual de sua instância dentro da nova legislação.</p>

<p>Estou à disposição para perguntas ou contribuições em @vitu@bolha.us.</p>
]]></content:encoded>
      <author>vitu</author>
      <guid>https://bolha.blog/read/a/a3trq7hey5</guid>
      <pubDate>Wed, 04 Feb 2026 21:11:39 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Canção</title>
      <link>https://bolha.blog/inversos/cancao</link>
      <description>&lt;![CDATA[Há em ti&#xA;uma canção&#xA;&#xA;Sem voz&#xA;ou palavras&#xA;&#xA;Uma canção&#xA;de melodia terna&#xA;&#xA;Cujas notas&#xA;fazem vibrar&#xA;meu coração&#xA;&#xA;E a alma,&#xA;animada,&#xA;põe-se a bailar&#xA;&#xA;Mas meus olhos,&#xA;enamorados,&#xA;esses se entregam&#xA;&#xA;Entregam-se&#xA;à doce melancolia&#xA;de saber&#xA;que não terão&#xA;a companhia dos teus&#xA;para verem o amanhecer]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Há em ti
uma canção</p>

<p>Sem voz
ou palavras</p>

<p>Uma canção
de melodia terna</p>

<p>Cujas notas
fazem vibrar
meu coração</p>

<p>E a alma,
animada,
põe-se a bailar</p>

<p>Mas meus olhos,
enamorados,
esses se entregam</p>

<p>Entregam-se
à doce melancolia
de saber
que não terão
a companhia dos teus
para verem o amanhecer</p>
]]></content:encoded>
      <author>in.versos</author>
      <guid>https://bolha.blog/read/a/gakmfta5fh</guid>
      <pubDate>Mon, 26 Jan 2026 12:26:32 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Nomear Para Comunicar: Como Escrever Variáveis Claras, Concisas e Inteligentes em Python</title>
      <link>https://bolha.blog/riverfount/nomear-para-comunicar-como-escrever-variaveis-claras-concisas-e-inteligentes</link>
      <description>&lt;![CDATA[Saber dar bons nomes é uma das habilidades mais valiosas — e menos ensinadas — na engenharia de software. Em Python, nomes de variáveis e funções bem escolhidos tornam o código legível, reduzem ambiguidade e ajudam a preservar o design ao longo do tempo. Seguindo as diretrizes da PEP 8 e os princípios da Clean Architecture, este artigo mostra como criar nomes expressivos, consistentes e concisos, sem cair na armadilha dos identificadores longos ou genéricos. Você verá exemplos reais, más práticas comuns e um mini refactor que demonstra como nomes claros transformam o código.&#xA;&#xA;1. Nomes são parte do design&#xA;&#xA;Um código pode estar correto e, ainda assim, ser difícil de entender. Na maioria das vezes, o problema está nos nomes.  Na Clean Architecture, os nomes devem refletir conceitos de negócio, não detalhes técnicos ou estruturais.&#xA;&#xA;| Má prática | Boa prática | Por quê? |&#xA;|-------------|-------------|----------|&#xA;| dbuser | useraccount | Remove o detalhe técnico e foca no domínio. |&#xA;| jsonresponse | ordersummary | “JSON” é formato, não conceito. |&#xA;| userdata | customerprofile | “Data” é genérico; “profile” tem significado. |&#xA;&#xA;A lógica é simples: nomeie pelo propósito, não pela forma.&#xA;&#xA;2. PEP 8: legibilidade é prioridade&#xA;&#xA;A PEP 8 vai muito além da estética — ela é um guia de comunicação entre pessoas.  &#xA;Algumas regras práticas:&#xA;&#xA;Use snakecase para variáveis e funções.  &#xA;Evite abreviações desnecessárias (cfg, cnt, ttl). Prefira nomes completos (config, count, total).  &#xA;Use plural para coleções (users, orders) e singular para elementos únicos (user, order).  &#xA;Remova redundâncias no contexto: dentro de UserService, prefira getuser() a getuserdata().&#xA;&#xA;ruim&#xA;def listallactiveuserobjects():&#xA;    ...&#xA;&#xA;bom&#xA;def listactiveusers():&#xA;    ...&#xA;&#xA;No segundo exemplo, o nome é simples e direto — o leitor entende a intenção de imediato.&#xA;&#xA;3. Contexto é autoexplicativo&#xA;&#xA;Bons nomes reduzem a necessidade de comentários. O código deve ser quase uma frase legível.&#xA;&#xA;ruim&#xA;data = getdata()&#xA;&#xA;bom&#xA;userorders = orderservice.fetchrecentorders(userid)&#xA;&#xA;Outro exemplo comum:&#xA;&#xA;ruim&#xA;flag = True&#xA;if flag:&#xA;    process()&#xA;&#xA;bom&#xA;shouldnotify = True&#xA;if shouldnotify:&#xA;    sendnotification()&#xA;&#xA;Quando as variáveis comunicam intenção, o raciocínio flui naturalmente — o código se torna autoexplicativo.&#xA;&#xA;4. Clareza e concisão&#xA;&#xA;Nomes longos demais são tão ruins quanto nomes curtos e vagos.  &#xA;O segredo é deixar o contexto carregar parte do significado.&#xA;&#xA;| Má prática | Boa prática | Justificativa |&#xA;|-------------|-------------|----------------|&#xA;| customeraccountbalanceaftertransactionupdate | newbalance | O contexto já comunica o momento. |&#xA;| temporaryorderpricevalue | tempprice | Clareza mantida, sem prolixidade. |&#xA;| isuservalidandauthenticated | isauthenticated | Detalhes extras só atrapalham. |&#xA;&#xA;A clareza vem do contexto, não do tamanho do nome.&#xA;&#xA;5. Nomear é projetar&#xA;&#xA;Nomes são uma peça invisível da arquitetura do sistema.  Quando todas as partes falam a mesma língua — a do negócio —, o código mantém coesão e resiliência.  Trocar o banco ou o framework é fácil; perder clareza semântica, porém, é caro.&#xA;&#xA;Bons nomes preservam a intenção arquitetural — mesmo após refatorações.  &#xA;Eles são a ponte entre design técnico e linguagem de domínio.&#xA;&#xA;6. Checklist rápido de boas práticas&#xA;&#xA;Use a linguagem do domínio, não da tecnologia.  &#xA;Seja claro, mas evite redundâncias.  &#xA;Adapte a granularidade: nomes locais curtos, nomes globais descritivos.  &#xA;Descreva propósito, não formato técnico.  &#xA;Evite genéricos (data, info, object).  &#xA;Mantenha consistência terminológica.  &#xA;Não exponha infraestrutura (db, api, json) em camadas de domínio.  &#xA;Reveja nomes em PRs — eles comunicam tanto quanto o código em si.  &#xA;&#xA;7. Exemplo prático de refatoração&#xA;&#xA;Um exemplo simples mostra o poder de nomes bem escolhidos.&#xA;&#xA;Antes (difícil de entender):&#xA;def p(u, d):&#xA;    r = []&#xA;    for i in d:&#xA;        if i[1] == u:&#xA;            r.append(i[0])&#xA;    return r&#xA;&#xA;Esse código até funciona, mas o leitor não sabe o que p, u, d ou r significam.&#xA;&#xA;Depois (mesma lógica, nomes expressivos):&#xA;def getordersbyuser(userid: int, orders: list[tuple[int, int]]) -  list[int]:&#xA;    userorders = []&#xA;    for orderid, ownerid in orders:&#xA;        if ownerid == userid:&#xA;            userorders.append(orderid)&#xA;    return user_orders&#xA;&#xA;Sem mudar nada na lógica, o código agora se explica.  Os nomes contam a história completa — o que está sendo filtrado, por quê e o que é retornado.&#xA;&#xA;Conclusão&#xA;&#xA;Dar bons nomes é mais do que estilo: é comunicação entre mentes técnicas.  Variáveis bem nomeadas expressam intenção, reforçam arquitetura e tornam o código sustentável ao longo do tempo.  O nome certo transforma a leitura em compreensão imediata — e isso é poder puro na engenharia de software.&#xA;&#xA;Se este artigo te fez repensar como você nomeia variáveis, compartilhe com sua equipe ou continue a conversa no Mastodon:  @riverfount@bolha.us  &#xA;&#xA;Espalhe boas práticas e ajude mais pessoas a escrever código que realmente se explica por si só.&#xA;&#xA;]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Saber dar bons nomes é uma das habilidades mais valiosas — e menos ensinadas — na engenharia de software. Em Python, nomes de variáveis e funções bem escolhidos tornam o código legível, reduzem ambiguidade e ajudam a preservar o design ao longo do tempo. Seguindo as diretrizes da <strong>PEP 8</strong> e os princípios da <strong>Clean Architecture</strong>, este artigo mostra como criar nomes expressivos, consistentes e concisos, sem cair na armadilha dos identificadores longos ou genéricos. Você verá exemplos reais, más práticas comuns e um mini <em>refactor</em> que demonstra como nomes claros transformam o código.</p>

<h1 id="1-nomes-são-parte-do-design">1. Nomes são parte do design</h1>

<p>Um código pode estar correto e, ainda assim, ser difícil de entender. Na maioria das vezes, o problema está nos nomes.  Na <strong>Clean Architecture</strong>, os nomes devem refletir <strong>conceitos de negócio</strong>, não detalhes técnicos ou estruturais.</p>

<table>
<thead>
<tr>
<th>Má prática</th>
<th>Boa prática</th>
<th>Por quê?</th>
</tr>
</thead>

<tbody>
<tr>
<td><code>db_user</code></td>
<td><code>user_account</code></td>
<td>Remove o detalhe técnico e foca no domínio.</td>
</tr>

<tr>
<td><code>json_response</code></td>
<td><code>order_summary</code></td>
<td>“JSON” é formato, não conceito.</td>
</tr>

<tr>
<td><code>user_data</code></td>
<td><code>customer_profile</code></td>
<td>“Data” é genérico; “profile” tem significado.</td>
</tr>
</tbody>
</table>

<p>A lógica é simples: <strong>nomeie pelo propósito, não pela forma</strong>.</p>

<h2 id="2-pep-8-legibilidade-é-prioridade">2. PEP 8: legibilidade é prioridade</h2>

<p>A <a href="https://peps.python.org/pep-0008/#naming-conventions" rel="nofollow">PEP 8</a> vai muito além da estética — ela é um guia de comunicação entre pessoas.<br>
Algumas regras práticas:</p>
<ul><li>Use <code>snake_case</code> para variáveis e funções.<br></li>
<li>Evite abreviações desnecessárias (<code>cfg</code>, <code>cnt</code>, <code>ttl</code>). Prefira nomes completos (<code>config</code>, <code>count</code>, <code>total</code>).<br></li>
<li>Use plural para coleções (<code>users</code>, <code>orders</code>) e singular para elementos únicos (<code>user</code>, <code>order</code>).<br></li>
<li>Remova redundâncias no contexto: dentro de <code>UserService</code>, prefira <code>get_user()</code> a <code>get_user_data()</code>.</li></ul>

<pre><code class="language-python"># ruim
def list_all_active_user_objects():
    ...

# bom
def list_active_users():
    ...
</code></pre>

<p>No segundo exemplo, o nome é simples e direto — o leitor entende a intenção de imediato.</p>

<h2 id="3-contexto-é-autoexplicativo">3. Contexto é autoexplicativo</h2>

<p>Bons nomes reduzem a necessidade de comentários. O código deve ser quase uma frase legível.</p>

<pre><code class="language-python"># ruim
data = get_data()

# bom
user_orders = order_service.fetch_recent_orders(user_id)
</code></pre>

<p>Outro exemplo comum:</p>

<pre><code class="language-python"># ruim
flag = True
if flag:
    process()

# bom
should_notify = True
if should_notify:
    send_notification()
</code></pre>

<p>Quando as variáveis comunicam intenção, o raciocínio flui naturalmente — o código se torna autoexplicativo.</p>

<h2 id="4-clareza-e-concisão">4. Clareza e concisão</h2>

<p>Nomes longos demais são tão ruins quanto nomes curtos e vagos.<br>
O segredo é deixar o contexto carregar parte do significado.</p>

<table>
<thead>
<tr>
<th>Má prática</th>
<th>Boa prática</th>
<th>Justificativa</th>
</tr>
</thead>

<tbody>
<tr>
<td><code>customer_account_balance_after_transaction_update</code></td>
<td><code>new_balance</code></td>
<td>O contexto já comunica o momento.</td>
</tr>

<tr>
<td><code>temporary_order_price_value</code></td>
<td><code>temp_price</code></td>
<td>Clareza mantida, sem prolixidade.</td>
</tr>

<tr>
<td><code>is_user_valid_and_authenticated</code></td>
<td><code>is_authenticated</code></td>
<td>Detalhes extras só atrapalham.</td>
</tr>
</tbody>
</table>

<p>A clareza vem do <strong>contexto</strong>, não do tamanho do nome.</p>

<h2 id="5-nomear-é-projetar">5. Nomear é projetar</h2>

<p>Nomes são uma peça invisível da arquitetura do sistema.  Quando todas as partes falam a mesma língua — a do negócio —, o código mantém <strong>coesão e resiliência</strong>.  Trocar o banco ou o framework é fácil; perder clareza semântica, porém, é caro.</p>

<p>Bons nomes <strong>preservam a intenção arquitetural</strong> — mesmo após refatorações.<br>
Eles são a ponte entre design técnico e linguagem de domínio.</p>

<h2 id="6-checklist-rápido-de-boas-práticas">6. Checklist rápido de boas práticas</h2>
<ol><li><strong>Use a linguagem do domínio</strong>, não da tecnologia.<br></li>
<li><strong>Seja claro, mas evite redundâncias.</strong><br></li>
<li><strong>Adapte a granularidade</strong>: nomes locais curtos, nomes globais descritivos.<br></li>
<li><strong>Descreva propósito, não formato técnico.</strong><br></li>
<li><strong>Evite genéricos</strong> (<code>data</code>, <code>info</code>, <code>object</code>).<br></li>
<li><strong>Mantenha consistência terminológica.</strong><br></li>
<li><strong>Não exponha infraestrutura</strong> (<code>db_</code>, <code>api_</code>, <code>json_</code>) em camadas de domínio.<br></li>
<li><strong>Reveja nomes em PRs</strong> — eles comunicam tanto quanto o código em si.<br></li></ol>

<h2 id="7-exemplo-prático-de-refatoração">7. Exemplo prático de refatoração</h2>

<p>Um exemplo simples mostra o poder de nomes bem escolhidos.</p>

<p><strong>Antes (difícil de entender):</strong></p>

<pre><code class="language-python">def p(u, d):
    r = []
    for i in d:
        if i[1] == u:
            r.append(i[0])
    return r
</code></pre>

<p>Esse código até funciona, mas o leitor não sabe o que <code>p</code>, <code>u</code>, <code>d</code> ou <code>r</code> significam.</p>

<p><strong>Depois (mesma lógica, nomes expressivos):</strong></p>

<pre><code class="language-python">def get_orders_by_user(user_id: int, orders: list[tuple[int, int]]) -&gt; list[int]:
    user_orders = []
    for order_id, owner_id in orders:
        if owner_id == user_id:
            user_orders.append(order_id)
    return user_orders
</code></pre>

<p>Sem mudar nada na lógica, o código agora se explica.  Os nomes contam a história completa — o que está sendo filtrado, por quê e o que é retornado.</p>

<h2 id="conclusão">Conclusão</h2>

<p>Dar bons nomes é mais do que estilo: é <strong>comunicação entre mentes técnicas</strong>.  Variáveis bem nomeadas expressam intenção, reforçam arquitetura e tornam o código sustentável ao longo do tempo.  O nome certo transforma a leitura em compreensão imediata — e isso é poder puro na engenharia de software.</p>

<p>Se este artigo te fez repensar como você nomeia variáveis, compartilhe com sua equipe ou continue a conversa no Mastodon:  <strong><a href="https://bolha.us/@riverfount" rel="nofollow">@riverfount@bolha.us</a></strong></p>

<p>Espalhe boas práticas e ajude mais pessoas a escrever código que realmente se explica por si só.</p>
]]></content:encoded>
      <author>Riverfount </author>
      <guid>https://bolha.blog/read/a/n5b4v9aum4</guid>
      <pubDate>Tue, 13 Jan 2026 15:01:09 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Flores</title>
      <link>https://bolha.blog/inversos/flores</link>
      <description>&lt;![CDATA[Sei que amas as flores&#xA;com as quais teus tantos&#xA;amantes te presenteiam.&#xA;E talvez te entristeças&#xA;por eu não te enviá-las.&#xA;&#xA;Mas flores, querida,&#xA;morrem cedo.&#xA;Já o meu amor por ti&#xA;jaz eternizado&#xA;nos versos&#xA;que te dediquei.]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Sei que amas as flores
com as quais teus tantos
amantes te presenteiam.
E talvez te entristeças
por eu não te enviá-las.</p>

<p>Mas flores, querida,
morrem cedo.
Já o meu amor por ti
jaz eternizado
nos versos
que te dediquei.</p>
]]></content:encoded>
      <author>in.versos</author>
      <guid>https://bolha.blog/read/a/omsa16kil4</guid>
      <pubDate>Sat, 03 Jan 2026 15:24:32 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Complexidade Ciclomática em Python: Guia Essencial para Engenheiros de Software</title>
      <link>https://bolha.blog/riverfount/complexidade-ciclomatica-em-python-guia-essencial-para-engenheiros-de-software</link>
      <description>&lt;![CDATA[A complexidade ciclomática mede o número de caminhos de execução independentes em uma função ou módulo Python, ajudando a identificar código difícil de testar e manter. Desenvolvida por Thomas J. McCabe em 1976, essa métrica é calculada como o número de pontos de decisão (if, for, while, etc.) mais um, revelando riscos em fluxos ramificados excessivos.&#xA;&#xA;Mas o que é Complexidade Ciclomática?&#xA;&#xA;Complexidade ciclomática (CC) quantifica a densidade de caminhos lógicos em um grafo de controle de fluxo. Em Python, cada estrutura condicional ou de loop adiciona ramificações: um if simples eleva a CC para 2, enquanto and/or em condições compostas multiplica caminhos independentes. A fórmula básica é CC = E - N + 2P, onde E são arestas, N nós e P componentes conectados, mas ferramentas como radon ou flake8 computam isso automaticamente.&#xA;&#xA;E por que diminuir a CC importa para Pythonistas?&#xA;&#xA;Código Python com CC alta (  10) aumenta o risco de bugs ocultos e eleva o custo de testes unitários para cobertura total. Funções longas com if-elif-else encadeados violam o Zen of Python (&#34;Flat is better than nested&#34;), complicando debugging em IDEs como PyCharm. Em microservices ou APIs Flask/FastAPI, CC elevada impacta deploy em Docker, pois refatorações viram gargalos em CI/CD.&#xA;&#xA;Calculando CC em Código Python&#xA;&#xA;Considere este exemplo problemático:&#xA;&#xA;def processarusuario(usuario, ehadmin=False, ehpago=False):&#xA;    if not usuario:&#xA;        return None&#xA;    if ehadmin and ehpago:&#xA;        return &#34;acessototal&#34;&#xA;    elif ehadmin:&#xA;        return &#34;acessoadmin&#34;&#xA;    elif ehpago:&#xA;        return &#34;acessobasico&#34;&#xA;    else:&#xA;        if usuario.ativo:&#xA;            return &#34;acessolimitado&#34;&#xA;        return &#34;bloqueado&#34;&#xA;&#xA;Aqui, CC ≈ 6 devido a ramificações múltiplas. Use radon cc arquivo.py para medir:&#xA;&#xA;processarusuario: CC=6 (alto risco)&#xA;&#xA;Interpretação e Limites Recomendados&#xA;&#xA;| Faixa de CC | Nível de Risco | Ação Sugerida |&#xA;|-------------|----------------|---------------|&#xA;| 1-5        | Baixo         | Manter como está |&#xA;| 6-10       | Moderado      | Refatorar se possível |&#xA;| 11-20      | Alto          | Dividir função imediatamente |&#xA;|   20        | Crítico       | Refatoração urgente |&#xA;&#xA;Valores acima de 10 sinalizam antipadrões em Python, como god functions em Django views.&#xA;&#xA;Estratégias de Redução em Python&#xA;&#xA;Extraia funções puras: Divida em helpers como validarusuario() e determinarnivelacesso().&#xA;Use polimorfismo: Substitua condicionais por classes com @dataclass ou Enum.&#xA;Guard clauses: Prefira if not condicao: return para early returns.&#xA;Strategy Pattern: Dicionários mapeiam condições a funções: handlers = {ehadmin: handleradmin}.&#xA;Ferramentas: Integre pylint ou mypy no pre-commit hook Git para alertas automáticos.&#xA;&#xA;Exemplo refatorado (CC reduzida para 2):&#xA;&#xA;def processarusuario(usuario, ehadmin=False, ehpago=False):&#xA;    if not usuario:&#xA;        return None&#xA;    return determinarnivelacesso(usuario.ativo, ehadmin, ehpago)&#xA;&#xA;def determinarnivelacesso(ativo, ehadmin, ehpago):&#xA;    if ehadmin and ehpago:&#xA;        return &#34;acessototal&#34;&#xA;    handlers = {&#xA;        (ehadmin, ehpago): &#34;acessobasico&#34;,&#xA;        ehadmin: &#34;acessoadmin&#34;&#xA;    }&#xA;    return handlers.get((ehadmin, ehpago), &#34;acesso_limitado&#34; if ativo else &#34;bloqueado&#34;)&#xA;&#xA;Integração em Workflows Python&#xA;&#xA;Em projetos com pytest, mire 100% branch coverage em funções CC10. No VS Code, extensões como &#34;Python Docstring Generator&#34; ajudam na documentação pós-refatoração. Para equipes, thresholds no GitHub Actions bloqueiam merges com CC15, alinhando com práticas DevOps em Kubernetes.&#xA;&#xA;Monitore CC regularmente para código limpo e escalável em Python. Experimente radon no seu repo hoje e compartilhe comigo em @riverfount@bolha.us sua maior redução de CC!]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>A complexidade ciclomática mede o número de caminhos de execução independentes em uma função ou módulo Python, ajudando a identificar código difícil de testar e manter. Desenvolvida por Thomas J. McCabe em 1976, essa métrica é calculada como o número de pontos de decisão (if, for, while, etc.) mais um, revelando riscos em fluxos ramificados excessivos.</p>

<h2 id="mas-o-que-é-complexidade-ciclomática">Mas o que é Complexidade Ciclomática?</h2>

<p>Complexidade ciclomática (CC) quantifica a densidade de caminhos lógicos em um grafo de controle de fluxo. Em Python, cada estrutura condicional ou de loop adiciona ramificações: um <code>if</code> simples eleva a CC para 2, enquanto <code>and/or</code> em condições compostas multiplica caminhos independentes. A fórmula básica é <code>CC = E - N + 2P</code>, onde <code>E</code> são arestas, <code>N</code> nós e <code>P</code> componentes conectados, mas ferramentas como <code>radon</code> ou <code>flake8</code> computam isso automaticamente.</p>

<h2 id="e-por-que-diminuir-a-cc-importa-para-pythonistas">E por que diminuir a CC importa para Pythonistas?</h2>

<p>Código Python com CC alta (&gt;10) aumenta o risco de bugs ocultos e eleva o custo de testes unitários para cobertura total. Funções longas com <code>if-elif-else</code> encadeados violam o Zen of Python (“Flat is better than nested”), complicando debugging em IDEs como PyCharm. Em microservices ou APIs Flask/FastAPI, CC elevada impacta deploy em Docker, pois refatorações viram gargalos em CI/CD.</p>

<h2 id="calculando-cc-em-código-python">Calculando CC em Código Python</h2>

<p>Considere este exemplo problemático:</p>

<pre><code class="language-python">def processar_usuario(usuario, eh_admin=False, eh_pago=False):
    if not usuario:
        return None
    if eh_admin and eh_pago:
        return &#34;acesso_total&#34;
    elif eh_admin:
        return &#34;acesso_admin&#34;
    elif eh_pago:
        return &#34;acesso_basico&#34;
    else:
        if usuario.ativo:
            return &#34;acesso_limitado&#34;
        return &#34;bloqueado&#34;
</code></pre>

<p>Aqui, CC ≈ 6 devido a ramificações múltiplas. Use <code>radon cc arquivo.py</code> para medir:</p>

<pre><code>processar_usuario: CC=6 (alto risco)
</code></pre>

<h2 id="interpretação-e-limites-recomendados">Interpretação e Limites Recomendados</h2>

<table>
<thead>
<tr>
<th>Faixa de CC</th>
<th>Nível de Risco</th>
<th>Ação Sugerida</th>
</tr>
</thead>

<tbody>
<tr>
<td>1-5</td>
<td>Baixo</td>
<td>Manter como está</td>
</tr>

<tr>
<td>6-10</td>
<td>Moderado</td>
<td>Refatorar se possível</td>
</tr>

<tr>
<td>11-20</td>
<td>Alto</td>
<td>Dividir função imediatamente</td>
</tr>

<tr>
<td>&gt;20</td>
<td>Crítico</td>
<td>Refatoração urgente</td>
</tr>
</tbody>
</table>

<p>Valores acima de 10 sinalizam antipadrões em Python, como <code>god functions</code> em <strong>Django views</strong>.</p>

<h2 id="estratégias-de-redução-em-python">Estratégias de Redução em Python</h2>
<ul><li><strong>Extraia funções puras</strong>: Divida em helpers como <code>validar_usuario()</code> e <code>determinar_nivel_acesso()</code>.</li>
<li><strong>Use polimorfismo</strong>: Substitua condicionais por classes com <code>@dataclass</code> ou <code>Enum</code>.</li>
<li><strong>Guard clauses</strong>: Prefira <code>if not condicao: return</code> para early returns.</li>
<li><strong>Strategy Pattern</strong>: Dicionários mapeiam condições a funções: <code>handlers = {eh_admin: handler_admin}</code>.</li>
<li><strong>Ferramentas</strong>: Integre <code>pylint</code> ou <code>mypy</code> no pre-commit hook Git para alertas automáticos.</li></ul>

<p>Exemplo refatorado (CC reduzida para 2):</p>

<pre><code class="language-python">def processar_usuario(usuario, eh_admin=False, eh_pago=False):
    if not usuario:
        return None
    return determinar_nivel_acesso(usuario.ativo, eh_admin, eh_pago)

def determinar_nivel_acesso(ativo, eh_admin, eh_pago):
    if eh_admin and eh_pago:
        return &#34;acesso_total&#34;
    handlers = {
        (eh_admin, eh_pago): &#34;acesso_basico&#34;,
        eh_admin: &#34;acesso_admin&#34;
    }
    return handlers.get((eh_admin, eh_pago), &#34;acesso_limitado&#34; if ativo else &#34;bloqueado&#34;)
</code></pre>

<h2 id="integração-em-workflows-python">Integração em Workflows Python</h2>

<p>Em projetos com pytest, mire 100% branch coverage em funções CC&lt;10. No VS Code, extensões como &#34;Python Docstring Generator&#34; ajudam na documentação pós-refatoração. Para equipes, thresholds no GitHub Actions bloqueiam merges com CC&gt;15, alinhando com práticas DevOps em Kubernetes.</p>

<p>Monitore CC regularmente para código limpo e escalável em Python. Experimente <code>radon</code> no seu repo hoje e compartilhe comigo em @riverfount@bolha.us sua maior redução de CC!</p>
]]></content:encoded>
      <author>Riverfount </author>
      <guid>https://bolha.blog/read/a/p909o0zr05</guid>
      <pubDate>Fri, 02 Jan 2026 16:12:59 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Mel</title>
      <link>https://bolha.blog/inversos/mel</link>
      <description>&lt;![CDATA[Ah, os doces&#xA;sabores da vida.&#xA;&#xA;Suaves,&#xA;cítricos,&#xA;florais,&#xA;intensos,&#xA;agridoces.&#xA;&#xA;Sorrisos,&#xA;olhares,&#xA;abraços&#xA;e lábios.&#xA;&#xA;Lábios que beijam,&#xA;sussurram&#xA;e provocam.&#xA;&#xA;Lábios vermelhos,&#xA;lábios de Mell,&#xA;Pablyne,&#xA;sublimes.&#xA;&#xA;Sabores&#xA;que não precisam&#xA;ser provados&#xA;para se saber&#xA;que são doçura,&#xA;delícia&#xA;e prazer.]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Ah, os doces
sabores da vida.</p>

<p>Suaves,
cítricos,
florais,
intensos,
agridoces.</p>

<p>Sorrisos,
olhares,
abraços
e lábios.</p>

<p>Lábios que beijam,
sussurram
e provocam.</p>

<p>Lábios vermelhos,
lábios de Mell,
Pablyne,
sublimes.</p>

<p>Sabores
que não precisam
ser provados
para se saber
que são doçura,
delícia
e prazer.</p>
]]></content:encoded>
      <author>in.versos</author>
      <guid>https://bolha.blog/read/a/hr4pu530yt</guid>
      <pubDate>Wed, 31 Dec 2025 13:21:20 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>PLR2004 na prática: por que evitar números mágicos em expressões booleanas em Python</title>
      <link>https://bolha.blog/riverfount/plr2004-na-pratica-por-que-evitar-numeros-magicos-em-expressoes-booleanas-em</link>
      <description>&lt;![CDATA[Evitar números mágicos em expressões booleanas é uma recomendação explícita de linters Python modernos (como Pylint e Ruff, via regra PLR2004), pois esses valores dificultam a leitura e a manutenção do código.  Entender essa regra e o contexto em que ela surgiu ajuda a justificar a prática ao time e a padronizar o estilo da base de código.&#xA;&#xA;PLR2004: de onde vem essa regra?&#xA;&#xA;A sigla PLR2004 é o identificador da regra magic-value-comparison em ferramentas de lint para Python, como o linter Ruff, que reutiliza a numeração herdada do Pylint.  A regra é derivada diretamente da mensagem de refatoração R2004 – magic-value-comparison do Pylint, mantido pelo projeto PyCQA, que incentiva o uso de constantes nomeadas em vez de valores mágicos em comparações.&#xA;&#xA;Na documentação do Ruff, a PLR2004 é descrita como uma verificação que detecta o uso de constantes numéricas “mágicas” em comparações, sugerindo substituí-las por variáveis constantes, justamente para melhorar legibilidade e manutenibilidade.  A própria descrição enfatiza que o uso de valores mágicos é desencorajado pelas diretrizes de estilo PEP 8.&#xA;&#xA;O que a PLR2004 considera um “magic value”&#xA;&#xA;A regra PLR2004 inspeciona comparações como ==, !=, `, , = e =` em busca de literais numéricos sem nome, tratando-os como magic values quando representam algo além de números triviais.  A documentação do Ruff destaca que esses valores tornam o código mais difícil de ler, pois o significado precisa ser inferido apenas pelo contexto, e recomenda o uso de constantes nomeadas.&#xA;&#xA;Por conveniência, a regra costuma ignorar alguns valores muito comuns, como 0, 1 e &#34;&#34;, que aparecem em operações idiomáticas, mas ainda assim permite configurar uma allowlist de valores aceitáveis para cenários específicos.  Essa flexibilidade existe porque, em certos domínios, números como 90, 180 ou 360 deixam de ser “mágicos” e passam a ser parte da linguagem natural do problema (por exemplo, ângulos em graus).&#xA;&#xA;Por que números mágicos atrapalham em expressões booleanas&#xA;&#xA;Em expressões booleanas, o problema dos números mágicos fica mais evidente, porque a condição deveria comunicar a regra de negócio de forma clara.  Ao escrever algo como if status == 2:, o leitor não sabe, de imediato, o que 2 representa: ativo, suspenso, cancelado?&#xA;&#xA;A documentação do Pylint para magic-value-comparison / R2004 afirma que usar constantes nomeadas em vez de valores mágicos melhora a legibilidade e a manutenibilidade do código.  Quando o valor de negócio muda (por exemplo, o status “ativo” deixa de ser 2 e passa a ser 3), o uso de literais espalhados exige uma busca manual sujeita a erro, enquanto uma constante única permite a mudança em um único ponto.&#xA;&#xA;Exemplos em Python aplicando a PLR2004&#xA;&#xA;Exemplo ruim: números mágicos em comparações&#xA;&#xA;def canaccessadminarea(userrole: int) -  bool:&#xA;    # 1 = admin, 2 = editor, 3 = viewer&#xA;    return userrole == 1&#xA;&#xA;Nesse caso, a PLR2004 sinalizaria o 1 como um magic value na comparação, sugerindo a extração para uma constante com nome significativo.&#xA;&#xA;Exemplo melhor: constante nomeada&#xA;&#xA;ADMINROLEID = 1&#xA;&#xA;def canaccessadminarea(userrole: int) -  bool:&#xA;    return userrole == ADMINROLEID&#xA;&#xA;Aqui, a expressão booleana se explica sozinha e a ferramenta de lint não acusa a regra PLR2004, pois o valor numérico está encapsulado em uma constante nomeada.2&#xA;&#xA;Exemplo ruim: múltiplos valores mágicos&#xA;&#xA;def isvalidretry(statuscode: int, retries: int) -  bool:&#xA;    # 200: OK; 500: erro interno; 3: máximo de tentativas&#xA;    return statuscode != 200 and statuscode != 500 and retries &lt; 3&#xA;&#xA;Esse padrão é exatamente o tipo de uso que a regra magic-value-comparison (PLR2004) se propõe a detectar.&#xA;&#xA;Exemplo melhor: constantes de domínio&#xA;&#xA;HTTPOK = 200&#xA;HTTPINTERNALERROR = 500&#xA;MAXRETRIES = 3&#xA;&#xA;def isvalidretry(statuscode: int, retries: int) -  bool:&#xA;    return statuscode not in (HTTPOK, HTTPINTERNALERROR) and retries &lt; MAXRETRIES&#xA;&#xA;Agora cada número tem um nome de domínio, a intenção da condição é clara e a manutenção futura fica concentrada nas constantes.&#xA;&#xA;Exemplo com Enum para estados&#xA;&#xA;from enum import Enum, auto&#xA;&#xA;class UserStatus(Enum):&#xA;    INACTIVE = auto()&#xA;    ACTIVE = auto()&#xA;    SUSPENDED = auto()&#xA;&#xA;def isactive(status: UserStatus) -  bool:&#xA;    return status is UserStatus.ACTIVE&#xA;&#xA;Ao usar Enum, o código evita completamente comparações numéricas, eliminando o gatilho da PLR2004 e expressando a lógica booleana em termos de estados de negócio.&#xA;&#xA;Conclusão: aproveite PLR2004 a seu favor&#xA;&#xA;A regra PLR2004 (magic-value-comparison), definida originalmente no Pylint e incorporada pelo linter Ruff, existe justamente para forçar a substituição de números mágicos por constantes e construções semânticas em comparações.  Em vez de encarar o aviso como ruído, é possível usá-lo como guia de refatoração para deixar suas expressões booleanas mais claras, consistentes e fáceis de evoluir.]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Evitar números mágicos em expressões booleanas é uma recomendação explícita de linters Python modernos (como Pylint e Ruff, via regra PLR2004), pois esses valores dificultam a leitura e a manutenção do código.  Entender essa regra e o contexto em que ela surgiu ajuda a justificar a prática ao time e a padronizar o estilo da base de código.</p>

<h2 id="plr2004-de-onde-vem-essa-regra">PLR2004: de onde vem essa regra?</h2>

<p>A sigla <strong>PLR2004</strong> é o identificador da regra <em>magic-value-comparison</em> em ferramentas de lint para Python, como o linter Ruff, que reutiliza a numeração herdada do Pylint.  A regra é derivada diretamente da mensagem de refatoração <strong>R2004 – magic-value-comparison</strong> do Pylint, mantido pelo projeto PyCQA, que incentiva o uso de constantes nomeadas em vez de valores mágicos em comparações.</p>

<p>Na documentação do Ruff, a PLR2004 é descrita como uma verificação que detecta o uso de constantes numéricas “mágicas” em comparações, sugerindo substituí-las por variáveis constantes, justamente para melhorar legibilidade e manutenibilidade.  A própria descrição enfatiza que o uso de valores mágicos é desencorajado pelas diretrizes de estilo PEP 8.</p>

<h2 id="o-que-a-plr2004-considera-um-magic-value">O que a PLR2004 considera um “magic value”</h2>

<p>A regra PLR2004 inspeciona comparações como <code>==</code>, <code>!=</code>, <code>&lt;</code>, <code>&gt;</code>, <code>&lt;=</code> e <code>&gt;=</code> em busca de literais numéricos sem nome, tratando-os como <em>magic values</em> quando representam algo além de números triviais.  A documentação do Ruff destaca que esses valores tornam o código mais difícil de ler, pois o significado precisa ser inferido apenas pelo contexto, e recomenda o uso de constantes nomeadas.</p>

<p>Por conveniência, a regra costuma ignorar alguns valores muito comuns, como <code>0</code>, <code>1</code> e <code>&#34;&#34;</code>, que aparecem em operações idiomáticas, mas ainda assim permite configurar uma <em>allowlist</em> de valores aceitáveis para cenários específicos.  Essa flexibilidade existe porque, em certos domínios, números como <code>90</code>, <code>180</code> ou <code>360</code> deixam de ser “mágicos” e passam a ser parte da linguagem natural do problema (por exemplo, ângulos em graus).</p>

<h2 id="por-que-números-mágicos-atrapalham-em-expressões-booleanas">Por que números mágicos atrapalham em expressões booleanas</h2>

<p>Em expressões booleanas, o problema dos números mágicos fica mais evidente, porque a condição deveria comunicar a regra de negócio de forma clara.  Ao escrever algo como <code>if status == 2:</code>, o leitor não sabe, de imediato, o que <code>2</code> representa: ativo, suspenso, cancelado?</p>

<p>A documentação do Pylint para <strong>magic-value-comparison / R2004</strong> afirma que usar constantes nomeadas em vez de valores mágicos melhora a legibilidade e a manutenibilidade do código.  Quando o valor de negócio muda (por exemplo, o status “ativo” deixa de ser 2 e passa a ser 3), o uso de literais espalhados exige uma busca manual sujeita a erro, enquanto uma constante única permite a mudança em um único ponto.</p>

<h2 id="exemplos-em-python-aplicando-a-plr2004">Exemplos em Python aplicando a PLR2004</h2>

<h3 id="exemplo-ruim-números-mágicos-em-comparações">Exemplo ruim: números mágicos em comparações</h3>

<pre><code class="language-python">def can_access_admin_area(user_role: int) -&gt; bool:
    # 1 = admin, 2 = editor, 3 = viewer
    return user_role == 1
</code></pre>

<p>Nesse caso, a PLR2004 sinalizaria o <code>1</code> como um <em>magic value</em> na comparação, sugerindo a extração para uma constante com nome significativo.</p>

<h3 id="exemplo-melhor-constante-nomeada">Exemplo melhor: constante nomeada</h3>

<pre><code class="language-python">ADMIN_ROLE_ID = 1

def can_access_admin_area(user_role: int) -&gt; bool:
    return user_role == ADMIN_ROLE_ID
</code></pre>

<p>Aqui, a expressão booleana se explica sozinha e a ferramenta de lint não acusa a regra PLR2004, pois o valor numérico está encapsulado em uma constante nomeada.[2][1]</p>

<h3 id="exemplo-ruim-múltiplos-valores-mágicos">Exemplo ruim: múltiplos valores mágicos</h3>

<pre><code class="language-python">def is_valid_retry(status_code: int, retries: int) -&gt; bool:
    # 200: OK; 500: erro interno; 3: máximo de tentativas
    return status_code != 200 and status_code != 500 and retries &lt; 3
</code></pre>

<p>Esse padrão é exatamente o tipo de uso que a regra <strong>magic-value-comparison (PLR2004)</strong> se propõe a detectar.</p>

<h3 id="exemplo-melhor-constantes-de-domínio">Exemplo melhor: constantes de domínio</h3>

<pre><code class="language-python">HTTP_OK = 200
HTTP_INTERNAL_ERROR = 500
MAX_RETRIES = 3

def is_valid_retry(status_code: int, retries: int) -&gt; bool:
    return status_code not in (HTTP_OK, HTTP_INTERNAL_ERROR) and retries &lt; MAX_RETRIES
</code></pre>

<p>Agora cada número tem um nome de domínio, a intenção da condição é clara e a manutenção futura fica concentrada nas constantes.</p>

<h3 id="exemplo-com-enum-para-estados">Exemplo com Enum para estados</h3>

<pre><code class="language-python">from enum import Enum, auto

class UserStatus(Enum):
    INACTIVE = auto()
    ACTIVE = auto()
    SUSPENDED = auto()

def is_active(status: UserStatus) -&gt; bool:
    return status is UserStatus.ACTIVE
</code></pre>

<p>Ao usar <code>Enum</code>, o código evita completamente comparações numéricas, eliminando o gatilho da PLR2004 e expressando a lógica booleana em termos de estados de negócio.</p>

<h2 id="conclusão-aproveite-plr2004-a-seu-favor">Conclusão: aproveite PLR2004 a seu favor</h2>

<p>A regra <strong>PLR2004 (magic-value-comparison)</strong>, definida originalmente no Pylint e incorporada pelo linter Ruff, existe justamente para forçar a substituição de números mágicos por constantes e construções semânticas em comparações.  Em vez de encarar o aviso como ruído, é possível usá-lo como guia de refatoração para deixar suas expressões booleanas mais claras, consistentes e fáceis de evoluir.</p>
]]></content:encoded>
      <author>Riverfount </author>
      <guid>https://bolha.blog/read/a/n02qe6q4f4</guid>
      <pubDate>Mon, 29 Dec 2025 12:38:20 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Sobre Encontros &amp; Desencontros</title>
      <link>https://bolha.blog/coisas/sobre-encontros-and-desencontros</link>
      <description>&lt;![CDATA[Oi! Estou procurando por uma amiga. Pode me ajudar? &#xA;&#xA;Acho que talvez você a conheça: &#xA;&#xA;Ela tem um sorriso gracioso; uma presença radiante; uma personalidade marcante, Ela gosta de dançar na chuva, o que é incrível  visto o jeitinho de Paty — mas é só de primeira vista;  usa uns vestidos lindos e tem um caminhar tão envolvente; A observar na contra luz do por do sol é de uma magia indescritível e os olhos, ah, aqueles olhos — são como uma doce e terna melodia. E por falar em melodia... O modo dela falar é delicioso, você pode ficar horas a ouvindo; ela tem uma forma curiosa de conversar sobre a vida e uma mania de terminar as frases com &#34;Sabe?&#34; que é tão maravilhoso de ouvir; e é o máximo como ela pronuncia &#34;fácil&#34;; O gosto para filmes é meio estranho; É maconheira; Gosta de ler para viajar a outros mundos— não é o máximo alguém que gosta de ler? E por incrível que pareça, ela gosta dos meus poemas. Ou parecia gostar. Ela tem alergia a pimenta; faz umas panquecas que parecem ser muito, muito saborosas; gosta de jabuticabas e coisas com canela — já falei das panquecas? E não gosta de lavar a louça, principalmente panelas; Ela é Bartender; gosta de jogar bilhar; virar shots e apreciar drinks — lembro de um tal Fritzgerald. Costuma ser um tanto distante, excessivamente focada no trabalho e ultimamente, tem parecido menos afetuosa — ou talvez seja um equívoco meu. Mas eu entendo esse jeito dela ser, e amo esse jeito dela ser.&#xA;&#xA;Ah! Ela é inteligentíssima e escreve textos maravilhosos — que estou com saudade de ler.&#xA;&#xA;Viu ela por aí? Se a vir, diga que mandei um abraço e que estou com saudade. E que quando ela puder e quiser, que me dê notícias de como está se sentindo.&#xA;&#xA;Carta enviada para uma amiga&#xA;`]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Oi! Estou procurando por uma amiga. Pode me ajudar?</p>

<p>Acho que talvez você a conheça:</p>

<p>Ela tem um sorriso gracioso; uma presença radiante; uma personalidade marcante, Ela gosta de dançar na chuva, o que é incrível  visto o jeitinho de Paty — mas é só de primeira vista;  usa uns vestidos lindos e tem um caminhar tão envolvente; A observar na contra luz do por do sol é de uma magia indescritível e os olhos, ah, aqueles olhos — são como uma doce e terna melodia. E por falar em melodia... O modo dela falar é delicioso, você pode ficar horas a ouvindo; ela tem uma forma curiosa de conversar sobre a vida e uma mania de terminar as frases com “Sabe?” que é tão maravilhoso de ouvir; e é o máximo como ela pronuncia “fácil”; O gosto para filmes é meio estranho; É maconheira; Gosta de ler para viajar a outros mundos— não é o máximo alguém que gosta de ler? E por incrível que pareça, ela gosta dos meus poemas. Ou parecia gostar. Ela tem alergia a pimenta; faz umas panquecas que parecem ser muito, muito saborosas; gosta de jabuticabas e coisas com canela — já falei das panquecas? E não gosta de lavar a louça, principalmente panelas; Ela é Bartender; gosta de jogar bilhar; virar shots e apreciar drinks — lembro de um tal Fritzgerald. Costuma ser um tanto distante, excessivamente focada no trabalho e ultimamente, tem parecido menos afetuosa — ou talvez seja um equívoco meu. Mas eu entendo esse jeito dela ser, e amo esse jeito dela ser.</p>

<p>Ah! Ela é inteligentíssima e escreve textos maravilhosos — que estou com saudade de ler.</p>

<p>Viu ela por aí? Se a vir, diga que mandei um abraço e que estou com saudade. E que quando ela puder e quiser, que me dê notícias de como está se sentindo.</p>

<pre><code>Carta enviada para uma amiga
</code></pre>
]]></content:encoded>
      <author>Outras Coisas Mais</author>
      <guid>https://bolha.blog/read/a/vd12825k3h</guid>
      <pubDate>Fri, 28 Nov 2025 22:47:36 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Camarada Clara Charf, presente!</title>
      <link>https://bolha.blog/paulohrpinheiro/camarada-clara-charf-presente</link>
      <description>&lt;![CDATA[Clara Charf&#xA;&#xA;Morreu ontem, 3 de novembro de 2025, aos 100 anos, a camarada Clara Charf, militante revolucionária forjada nas lutas comunistas desde a juventude. Nascida em 17 de julho de 1925, Clara ingressou no Partido Comunista Brasileiro (PCB) ainda adolescente, tornando-se uma das vozes ativas na resistência à ditadura do Estado Novo.&#xA;&#xA;Casada com Carlos Marighella, com quem compartilhou não apenas a vida afetiva, mas também o profundo compromisso com a transformação social, Clara teve uma longa carreira na estrutura partidária do velho PCB. Utilizando suas prerrogativas profissionais como aeromoça da Panair do Brasil, desempenhou papel crucial na logística da militância, transportando documentos clandestinos do Partidão por diversas cidades, cruzando fronteiras e arriscando a própria liberdade em nome da organização revolucionária.&#xA;&#xA;Além dessa atuação discreta porém fundamental, Clara participou ativamente de inúmeras outras tarefas revolucionárias - desde a organização de bases operárias até a coordenação de ações de solidariedade internacionalista. Após o golpe de 1964, aprofundou seu engajamento na resistência à ditadura militar, tornando-se uma das fundadoras da Ação Libertadora Nacional (ALN), organização da qual Marighella seria principal dirigente.&#xA;&#xA;Sua trajetória não se limitou à militância armada. Com a redemocratização, Clara Charf seguiu na linha de frente das lutas sociais, dedicando-se especialmente à causa feminista e tornando-se uma das principais referências do movimento de mulheres no Brasil. Foi fundadora da União de Mulheres de São Paulo e esteve envolvida nas campanhas pela Anistia ampla, geral e irrestrita e na construção do Partido dos Trabalhadores.&#xA;]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p><img src="https://bolha.photos/storage/m/_v2/623879489199559331/3dc769ff5-aadbb1/nKkrYKGJPIb4/xmKfnSeg8CM3bam1Qe2vc5FYdYVvtVzRh3fwTebs.webp" alt="Clara Charf"></p>

<p>Morreu ontem, 3 de novembro de 2025, aos 100 anos, a camarada Clara Charf, militante revolucionária forjada nas lutas comunistas desde a juventude. Nascida em 17 de julho de 1925, Clara ingressou no Partido Comunista Brasileiro (PCB) ainda adolescente, tornando-se uma das vozes ativas na resistência à ditadura do Estado Novo.</p>

<p>Casada com Carlos Marighella, com quem compartilhou não apenas a vida afetiva, mas também o profundo compromisso com a transformação social, Clara teve uma longa carreira na estrutura partidária do velho PCB. Utilizando suas prerrogativas profissionais como aeromoça da Panair do Brasil, desempenhou papel crucial na logística da militância, transportando documentos clandestinos do Partidão por diversas cidades, cruzando fronteiras e arriscando a própria liberdade em nome da organização revolucionária.</p>

<p>Além dessa atuação discreta porém fundamental, Clara participou ativamente de inúmeras outras tarefas revolucionárias – desde a organização de bases operárias até a coordenação de ações de solidariedade internacionalista. Após o golpe de 1964, aprofundou seu engajamento na resistência à ditadura militar, tornando-se uma das fundadoras da Ação Libertadora Nacional (ALN), organização da qual Marighella seria principal dirigente.</p>

<p>Sua trajetória não se limitou à militância armada. Com a redemocratização, Clara Charf seguiu na linha de frente das lutas sociais, dedicando-se especialmente à causa feminista e tornando-se uma das principais referências do movimento de mulheres no Brasil. Foi fundadora da União de Mulheres de São Paulo e esteve envolvida nas campanhas pela Anistia ampla, geral e irrestrita e na construção do Partido dos Trabalhadores.</p>
]]></content:encoded>
      <author>Paulo Henrique Rodrigues Pinheiro</author>
      <guid>https://bolha.blog/read/a/p6u1geguqp</guid>
      <pubDate>Tue, 04 Nov 2025 11:01:04 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Dependência de IA</title>
      <link>https://bolha.blog/jorgemorais/dependencia-de-ia</link>
      <description>&lt;![CDATA[#tecnologia #tecnootimismo #IA&#xA;&#xA;Introdução&#xA;&#xA;Há uma ideia muito errada de que inteligência artificial seria juiz confiável e imparcial.  Tem relato na rede social Lemmy de um infeliz cuja namorada vive jogando as brigas no casal no ChatGPT para dizer que o cara estava errado mesmo, o ChatGPT confirmou.&#xA;&#xA;Na minha área (TI), antigamente era bem mais comum as pessoas lerem manuais info; man pages; e livros sobre algoritmos, matemática, engenharia de software.  Aí quando se popularizaram sítios como Stack Overflow, alguns desenvolvedores passaram a copiar trechos prontos desses sítios para a base de código sem entender plenamente o funcionamento.  Hoje piorou &amp;#x2013; o povo chupa da IA códigos grandes sem entender nada de como funciona.  Menos conhecimento ainda do código que a pessoa terceirizou, e maior chance de erros (IA usando fontes ruins) e alucinações (IA fantasiando).&#xA;&#xA;A seguinte entrevista de Jeremy Howard traz excelente perspectiva sobre o uso responsável de IA: https://youtu.be/LrFbxIvsipw&#xA;&#xA;Entrevista com Jeremy Howard&#xA;&#xA;Jeremy é CEO da Fast.ai e da Answer.ai.  Desenvolveu o modelo ULMFiT, um marco no uso de aprendizado profundo para linguagem natural.  Hoje temos Qwen e Deep Seek.&#xA;&#xA;No vídeo ele contesta a empolgação com agentes de IA (AI agents).  Contesta a ideia de que a IA fará tudo para as pessoas.  Argumenta que quem mergulha em agentes pára de aprender.  Não pratica suas habilidades.  Terceiriza tudo.  Jeremy pretende estar no grupo de pessoas que usa IA com muito cuidado para continuar melhorando suas habilidades.  Ele usa IA para se aprimorar, ganhar competência, aprender mais, praticar melhor.&#xA;&#xA;Pessoas estão esquecendo como trabalhar.  Estão esquecendo que conseguem trabalhar.  Se a IA não resolve, ficam perdidas.  Isso faz mal à psique.  Quem deveria programar software, usa IA para criar milhares de linhas de código que não entende.  Isso acumula dívida tecnológica, tornando muito difícil a depuração de defeitos e a integração.  Jeremy já viu pessoas se tornarem deprimidas percebendo que perderam a competência e o controle.  A abordagem centrada em agentes de IA coloca o computador no controle.  Quem faz isso se coloca no caminho de se tornar incompetente e obsoleto.&#xA;&#xA;O uso cego de IA pode aumentar no curto prazo o volume de trabalho, mas reduz a produtividade real a longo prazo.  Código fonte gerado por IA não é muito bom.  Não é bem integrado.  Não cria camadas de abstração que funcionam bem em conjunto.  A boa engenharia de software faz a produtividade aumentar ao longo do tempo.  Com código gerado por IA ocorre o oposto.  Jeremy avalia que empresas que se apoiam cegamente em IA vão olhar para trás e perceber que, no esforço de sempre conseguir resultado rápido em duas semanas, destruíram sua competência organizacional de criar coisas que duram.&#xA;&#xA;Jeremy propõe que a IA observe o trabalho humano, dê dicas e responda perguntas de modo a guiar nosso trabalho, ao invés de executá-lo.  Ele avalia ser um desenvolvedor de software muito melhor do que dois anos atrás, pois se dedica a usar IA para se aprimorar.  Quer superar a IA.&#xA;&#xA;Jeremy também apoia fortemente o código aberto, inclusive na IA, pelo bem da democracia.  O poder deve ser descentralizado e não concentrado nas mãos dos ricos e poderosos.  O Estado precisa intervir.  Instituições privadas têm um papel de aproveitar os mercados.&#xA;&#xA;No momento a China é o país que está nos salvando da centralização.   Hoje todos os melhores modelos de IA de código aberto são chineses.  Jeremy passou muito tempo na China, e avalia que lá o sistema investe de verdade em ciência da computação e matemática, e muitas pessoas acreditam na abertura.&#xA;&#xA;Conclusão&#xA;&#xA;É importante a habilidade de usar IA com responsabilidade, para potencializar o trabalhador humano e não substituí-lo.  No entanto, falar é mais fácil do que fazer.  Assim como sabemos da importância da alimentação balanceada, mas cedemos a guloseimas, fast food e ultraprocessados, também é difícil resistir à tentação de terceirizar o trabalho para IA.&#xA;&#xA;Eu aqui tento conferir e entender as saídas do Qwen.  Por privacidade instalei também modelos pequenos localmente em um contêiner Podman no meu laptop.  Pretendo comprar uma máquina mais parruda para rodar localmente modelos mais poderosos e reduzir o uso de modelos hospedados no exterior.  E quando preciso usar modelos hospedados em outros países, dou forte preferência a modelos de código aberto e hospedados em um país amigo como a China.]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>#tecnologia #tecnootimismo #IA</p>

<h2 id="introdução">Introdução</h2>

<p>Há uma ideia muito errada de que inteligência artificial seria juiz confiável e imparcial.  Tem relato na rede social <a href="https://join-lemmy.org/" rel="nofollow">Lemmy</a> de um <strong>infeliz</strong> cuja namorada vive jogando as brigas no casal no ChatGPT para dizer que o cara estava errado mesmo, o ChatGPT confirmou.</p>

<p>Na minha área (TI), antigamente era bem mais comum as pessoas lerem manuais info; man pages; e livros sobre algoritmos, matemática, engenharia de software.  Aí quando se popularizaram sítios como Stack Overflow, alguns desenvolvedores passaram a copiar trechos prontos desses sítios para a base de código sem entender plenamente o funcionamento.  Hoje piorou – o povo chupa da IA códigos grandes sem entender nada de como funciona.  Menos conhecimento ainda do código que a pessoa terceirizou, e maior chance de erros (IA usando fontes ruins) e alucinações (IA fantasiando).</p>

<p>A seguinte entrevista de Jeremy Howard traz excelente perspectiva sobre o uso responsável de IA: <a href="https://youtu.be/LrFbxIvsipw" rel="nofollow">https://youtu.be/LrFbxIvsipw</a></p>

<h2 id="entrevista-com-jeremy-howard">Entrevista com Jeremy Howard</h2>

<p>Jeremy é CEO da Fast.ai e da Answer.ai.  Desenvolveu o modelo ULMFiT, um marco no uso de aprendizado profundo para linguagem natural.  Hoje temos Qwen e Deep Seek.</p>

<p>No vídeo ele contesta a empolgação com agentes de IA (<em>AI agents</em>).  Contesta a ideia de que a IA fará tudo para as pessoas.  Argumenta que quem mergulha em agentes pára de aprender.  Não pratica suas habilidades.  Terceiriza tudo.  Jeremy pretende estar no grupo de pessoas que usa IA com muito cuidado para continuar melhorando suas habilidades.  Ele usa IA para se aprimorar, ganhar competência, aprender mais, praticar melhor.</p>

<p>Pessoas estão esquecendo como trabalhar.  Estão esquecendo que conseguem trabalhar.  Se a IA não resolve, ficam perdidas.  Isso faz mal à psique.  Quem deveria programar software, usa IA para criar milhares de linhas de código que não entende.  Isso acumula dívida tecnológica, tornando muito difícil a depuração de defeitos e a integração.  Jeremy já viu pessoas se tornarem deprimidas percebendo que perderam a competência e o controle.  A abordagem centrada em agentes de IA coloca o computador no controle.  Quem faz isso se coloca no caminho de se tornar incompetente e obsoleto.</p>

<p>O uso cego de IA pode aumentar no curto prazo o volume de trabalho, mas reduz a produtividade real a longo prazo.  Código fonte gerado por IA não é muito bom.  Não é bem integrado.  Não cria camadas de abstração que funcionam bem em conjunto.  A boa engenharia de software faz a produtividade aumentar ao longo do tempo.  Com código gerado por IA ocorre o oposto.  Jeremy avalia que empresas que se apoiam cegamente em IA vão olhar para trás e perceber que, no esforço de sempre conseguir resultado rápido em duas semanas, destruíram sua competência organizacional de criar coisas que duram.</p>

<p>Jeremy propõe que a IA observe o trabalho humano, dê dicas e responda perguntas de modo a guiar nosso trabalho, ao invés de executá-lo.  Ele avalia ser um desenvolvedor de software muito melhor do que dois anos atrás, pois se dedica a usar IA para se aprimorar.  Quer superar a IA.</p>

<p>Jeremy também apoia fortemente o código aberto, inclusive na IA, pelo bem da democracia.  O poder deve ser descentralizado e não concentrado nas mãos dos ricos e poderosos.  O Estado precisa intervir.  Instituições privadas têm um papel de aproveitar os mercados.</p>

<p>No momento a China é o país que está nos salvando da centralização.   Hoje todos os melhores modelos de IA de código aberto são chineses.  Jeremy passou muito tempo na China, e avalia que lá o sistema investe de verdade em ciência da computação e matemática, e muitas pessoas acreditam na abertura.</p>

<h2 id="conclusão">Conclusão</h2>

<p>É importante a habilidade de usar IA com responsabilidade, para potencializar o trabalhador humano e não substituí-lo.  No entanto, falar é mais fácil do que fazer.  Assim como sabemos da importância da alimentação balanceada, mas cedemos a guloseimas, fast food e ultraprocessados, também é difícil resistir à tentação de terceirizar o trabalho para IA.</p>

<p>Eu aqui tento conferir e entender as saídas do Qwen.  Por privacidade instalei também modelos pequenos localmente em um contêiner Podman no meu laptop.  Pretendo comprar uma máquina mais parruda para rodar localmente modelos mais poderosos e reduzir o uso de modelos hospedados no exterior.  E quando preciso usar modelos hospedados em outros países, dou forte preferência a modelos de código aberto e hospedados em um país amigo como a China.</p>
]]></content:encoded>
      <author>Fure a bolha</author>
      <guid>https://bolha.blog/read/a/gvln1y21at</guid>
      <pubDate>Sun, 02 Nov 2025 00:00:46 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>#ciencia #jornalismo #historia</title>
      <link>https://bolha.blog/jorgemorais/fontes-confiaveis</link>
      <description>&lt;![CDATA[#ciencia #jornalismo #historia&#xA;&#xA;Fontes confiáveis&#xA;&#xA;Introdução&#xA;Critério 1: fidelidade a fatos (literatura científica)&#xA;Critério 2: autoridade&#xA;Critério 3: enquadramento&#xA;    Enquadramento desfavorável e atributivo&#xA;    Enquadramento favorável e dissociativo&#xA;    Impacto do enquadramento&#xA;Sugestões&#xA;    Língua portuguesa&#xA;    Língua inglesa&#xA;&#xA;a id=&#34;introdução&#34;/a&#xA;&#xA;Introdução&#xA;&#xA;Na computação dizemos em inglês garbage in, garbage out -- se a entrada é lixo, a saída é lixo.  Isso vale também para argumentação lógica e aprendizado.  Conclusões verdadeiras exigem não apenas um método válido mas também fontes confiáveis.  Vale o ditado &#34;você é o que você come&#34;.&#xA;&#xA;a id=&#34;fidelidade-a-fatos-literatura-científica&#34;/a&#xA;&#xA;Critério 1: fidelidade a fatos (literatura científica)&#xA;&#xA;Para qualidade de fonte jornalística ou histórica, um critério crucial é fidelidade aos fatos, respeito ao consenso da literatura científica e uso de bons métodos e boas fontes.  Isso importa mais que o tamanho e o prestígio do veículo.&#xA;&#xA;Muito me inspira o argumento de Santo Agostinho &amp;#x2013; um dos maiores doutores da Igreja.  Ele, da época do Império Romano, já defendia que os cristãos se informassem bem sobre a ciência secular.  Argumentava (parafraseando): quando um infiel ouve um cristão dizer asneiras e barbaridades sobre coisas visíveis, a Igreja perde credibilidade.  De fato, quem diz barbaridades até sobre coisas visíveis não tem credibilidade nem para coisas visíveis, nem (muito menos) para coisas invisíveis.&#xA;&#xA;Isso me serve de valiosa analogia para fontes jornalísticas e históricas.  Meu ponto forte são as exatas, pois sou formado em engenharia eletrônica e ciência da computação.  Penso que as ciências humanas e sociais são mais sutis e mais suscetíveis a controvérsia do que as ciências exatas.  Então quem diz asneiras e barbaridades até sobre as exatas, que dirá das humanas?  Quando a cegueira ideológica não poupa nem as exatas, aquela fonte não é confiável nem para exatas, e muito menos para humanas e sociais.&#xA;&#xA;Por exemplo, quem nega a ciência climática perde a credibilidade.&#xA;&#xA;a id=&#34;autoridade&#34;/a&#xA;&#xA;Critério 2: autoridade&#xA;&#xA;Normalmente, quem consulta um cardiologista renomado não exige as fontes (artigo científico, livro etc) quando ele diagnostica pressão alta.  Da mesmo forma, um especialista em determinado assunto fala com autoridade sobre aquele assunto.  Já um anônimo tem necessidade reforçada de mostrar boas fontes para suas principais alegações controversas.  Das fontes sugeridas abaixo, o sítio Red Sails é pouco conhecido mas ainda assim é confiável, pois veicula artigos de autores bem formados ou cobertos de citações de boas fontes.&#xA;&#xA;a id=&#34;enquadramento&#34;/a&#xA;&#xA;Critério 3: enquadramento&#xA;&#xA;O enquadramento (ou framing) é uma arma poderosa.  Vai além da factualidade e direciona a seleção, ênfase e apresentação de aspectos de uma realidade, promovendo uma definição particular do problema, uma interpretação causal, uma avaliação moral ou uma recomendação de conduta.&#xA;&#xA;Não se trata apenas do que é noticiado, mas como.  A escolha de palavras, a voz gramatical (ativa ou passiva), a atribuição (ou não) de autoria e a adjetivação criam um &#34;quadro&#34; mental que induz a interpretação do leitor.  Um mesmo acontecimento pode ser enquadrado como &#34;ataque brutal&#34; ou &#34;auto defesa&#34;.&#xA;&#xA;A seguir, contrastamos manchetes do jornal estadunidense The New York Times, ilustrando a diferença drástica de enquadramento conforme os interesses geopolíticos dos Estados Unidos.&#xA;&#xA;a id=&#34;enquadramento-favorável&#34;/a&#xA;&#xA;Enquadramento desfavorável e atributivo&#xA;&#xA;The New York Times: Russia Strikes Children’s Hospital in Deadly Barrage Across Ukraine&#xA;&#xA;  Russia Strikes Children’s Hospital in Deadly Barrage Across Ukraine&#xA;&#xA;Para um adversário dos EUA, o jornal emprega técnicas para gerar condenação e imputar brutalidade a um responsável específico:&#xA;&#xA;Identificação clara do agressor: &#34;Russia Strikes&#34; (&#34;Rússia ataca&#34;).  As primeiras palavras da manchete explicitam o responsável pelo ataque.&#xA;Voz ativa: O emprego da voz ativa (&#34;Russia Strikes&#34;) ressalta a intenção.  Apresenta o adversário dos EUA como um beligerante que escolheu a violência.&#xA;Linguagem emotiva e conotativa: &#34;Deadly Barrage&#34; (&#34;ataque massivo mortal&#34;).  A palavra &#34;barrage&#34; enfatiza um volume massivo e indiscriminado de ataques, enquanto &#34;deadly&#34; enfatiza o custo humano.&#xA;&#xA;a id=&#34;enquadramento-desfavorável&#34;/a&#xA;&#xA;Enquadramento favorável e dissociativo&#xA;&#xA;The New York Times: Israel-Hamas War: At Least 25 Reported Killed in Strike on School Building in Southern Gaza&#xA;&#xA;  Israel-Hamas War: At Least 25 Reported Killed in Strike on School Building in Southern Gaza&#xA;&#xA;Em contraste gritante, o jornal enquadra o ataque israelense a uma escola palestina empregando técnicas para diluir a responsabilidade e contextualizar o ato de forma favorável:&#xA;&#xA;Contextualização que justifica: &#34;Israel-Hamas War&#34; (guerra entre Israel e Hamas).  A manchete insere o evento no contexto amplo de uma &#34;guerra&#34;.  Isto, por um lado, informa, mas por outro, insinua a normalidade do acontecimento, como se fosse um resultado esperado e inevitável da guerra.&#xA;Voz passiva e agente oculto: &#34;At Least 25 Reported Killed&#34; (&#34;pelo menos 25 mortos são reportados&#34;).  A voz passiva omite o autor do ato.  As vítimas (&#34;25&#34;) tornam-se o sujeito gramatical da frase, enquanto o ator das mortes desaparece do texto.&#xA;Dissociação do agressor: A manchete omite Israel como o autor do ataque.  O leitor desatento pode, inclusive, inferir que possa ter sido o Hamas.  O jornal descreve o ataque como um evento fortuito.&#xA;Linguagem técnica e impessoal: &#34;Strike on School Building&#34; (Ataque a Edifício Escolar).  Comparado com &#34;Strikes a Children&#39;s Hospital in Deadly Barrage&#34;, a linguagem é mais fria e burocrática, minimizando a carga emocional.&#xA;&#xA;a id=&#34;impacto-enquadramento&#34;/a&#xA;&#xA;Impacto do enquadramento&#xA;&#xA;Os veículos jornalísticos sistematicamente enquadram acontecimentos conforme sua visão de mundo e seus interesses.  A cobertura jornalística pode, por meio de escolhas conscientes ou inconscientes, orientar a percepção do público:&#xA;&#xA;No primeiro exemplo, o veículo induz o leitor a condenar um agressor claramente identificado por um ato de brutalidade.&#xA;No outro exemplo, o veículo induz o leitor a registrar um evento trágico, mas sem um agressor claro, num contexto de &#34;guerra&#34; que atenua a responsabilidade.&#xA;&#xA;Reconhecer esses mecanismos é vital para uma leitura crítica da mídia.  A honestidade de um veículo vai além da factualidade, mas alcança o enquadramento da realidade:&#xA;&#xA;Quem é apresentado como agente de ação e quem é apresentado como sujeito passivo?&#xA;O que é omitido?  O que é enfatizado?&#xA;Que palavras são escolhidas para influenciar minha percepção?&#xA;&#xA;a id=&#34;sugestões&#34;/a&#xA;&#xA;Sugestões&#xA;&#xA;Abaixo vão algumas sugestões de comunicadores e veículos que respeitam a ciência e, transparentemente, se posicionam à esquerda.&#xA;&#xA;a id=&#34;língua-portuguesa&#34;/a&#xA;&#xA;Língua portuguesa&#xA;&#xA;Opera Mundi&#xA;    YouTube (@omundi)&#xA;Elias Jabbour &amp;#x2013; Presidente do Instituto Municipal de Urbanismo Pereira Passos.  Professor Associado da Faculdade de Ciências Econômicas, do Programa de Pós-Graduação em Ciências Econômicas e do Programa de Pós-Graduação em Relações Internacionais na UERJ.  Em 2023&amp;#x2013;2024 foi Consultor Sênior da Presidência do Banco do BRICS e, de abril de 2006 a fevereiro de 2007, Assessor Econômico da Presidência da Câmara dos Deputados.  Graduado em Geografia (1997), Doutor (2010) e Mestre (2005) em Geografia Humana pela USP.  Tem experiência em Geografia e Economia com ênfase em Geografia Humana e Econômica, Economia Política, Economia Política Internacional e Planejamento Econômico.  Atua principalmente nos temas: China; Socialismo com Características Chinesas; Nova Economia do Projetamento; Categorias de Transição ao Socialismo; Estratégias e Experiências Nacionais e Comparadas de Desenvolvimento; Categoria Marxista de Formação Econômico-Social; e Pensamento Independente de Ignacio Rangel.&#xA;    Vencedor do Special Book Award of China.&#xA;José Kobori, importante financista de esquerda&#xA;    YouTube (@josekoborioficial)&#xA;    TikTok (@josekobori)&#xA;ICL Notícias&#xA;    YouTube (@iclnoticias)&#xA;    TikTok (@iclnoticias)&#xA;Carta Capital&#xA;&#xA;a id=&#34;língua-inglesa&#34;/a&#xA;&#xA;Língua inglesa&#xA;&#xA;Geopolitical Economy Report&#xA;    Autores:&#xA;        Ben Norton&#xA;        Radhika Desai&#xA;        Michael Hudson&#xA;    Canais em redes sociais:&#xA;        YouTube (@GeopoliticalEconomyReport)&#xA;        TikTok (@geopoliticaleconomy)&#xA;Red Sails]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>#ciencia #jornalismo #historia</p>

<h1 id="fontes-confiáveis">Fontes confiáveis</h1>
<ul><li><a href="#introdu%C3%A7%C3%A3o" rel="nofollow">Introdução</a></li>
<li><a href="#fidelidade-a-fatos-literatura-cient%C3%ADfica" rel="nofollow">Critério 1: fidelidade a fatos (literatura científica)</a></li>
<li><a href="#autoridade" rel="nofollow">Critério 2: autoridade</a></li>
<li><a href="#enquadramento" rel="nofollow">Critério 3: enquadramento</a>
<ul><li><a href="#enquadramento-desfavor%C3%A1vel" rel="nofollow">Enquadramento desfavorável e atributivo</a></li>
<li><a href="#enquadramento-favor%C3%A1vel" rel="nofollow">Enquadramento favorável e dissociativo</a></li>
<li><a href="#impacto-enquadramento" rel="nofollow">Impacto do enquadramento</a></li></ul></li>
<li><a href="#sugest%C3%B5es" rel="nofollow">Sugestões</a>
<ul><li><a href="#l%C3%ADngua-portuguesa" rel="nofollow">Língua portuguesa</a></li>
<li><a href="#l%C3%ADngua-inglesa" rel="nofollow">Língua inglesa</a></li></ul></li></ul>

<p><a id="introdução"></a></p>

<h2 id="introdução">Introdução</h2>

<p>Na computação dizemos em inglês <em>garbage in, garbage out</em> — se a entrada é lixo, a saída é lixo.  Isso vale também para argumentação lógica e aprendizado.  Conclusões verdadeiras exigem não apenas um método válido mas também fontes confiáveis.  Vale o ditado “você é o que você come”.</p>

<p><a id="fidelidade-a-fatos-literatura-científica"></a></p>

<h2 id="critério-1-fidelidade-a-fatos-literatura-científica">Critério 1: fidelidade a fatos (literatura científica)</h2>

<p>Para qualidade de fonte jornalística ou histórica, um critério crucial é fidelidade aos fatos, respeito ao consenso da literatura científica e uso de bons métodos e boas fontes.  Isso importa mais que o tamanho e o prestígio do veículo.</p>

<p>Muito me inspira o argumento de Santo Agostinho – um dos maiores doutores da Igreja.  Ele, da época do Império Romano, já defendia que os cristãos se informassem bem sobre a ciência secular.  Argumentava (parafraseando): quando um infiel ouve um cristão dizer asneiras e barbaridades sobre coisas visíveis, a Igreja perde credibilidade.  De fato, quem diz barbaridades até sobre coisas visíveis não tem credibilidade nem para coisas visíveis, nem (muito menos) para coisas invisíveis.</p>

<p>Isso me serve de valiosa analogia para fontes jornalísticas e históricas.  Meu ponto forte são as exatas, pois sou formado em engenharia eletrônica e ciência da computação.  Penso que as ciências humanas e sociais são mais sutis e mais suscetíveis a controvérsia do que as ciências exatas.  Então quem diz asneiras e barbaridades até sobre as exatas, que dirá das humanas?  Quando a cegueira ideológica não poupa nem as exatas, aquela fonte não é confiável nem para exatas, e muito menos para humanas e sociais.</p>

<p>Por exemplo, quem nega a <a href="https://bolha.blog/jorgemorais/solidez-da-ciencia-do-aquecimento-global" rel="nofollow">ciência climática</a> perde a credibilidade.</p>

<p><a id="autoridade"></a></p>

<h2 id="critério-2-autoridade">Critério 2: autoridade</h2>

<p>Normalmente, quem consulta um cardiologista renomado não exige as fontes (artigo científico, livro etc) quando ele diagnostica pressão alta.  Da mesmo forma, um especialista em determinado assunto fala com autoridade sobre aquele assunto.  Já um anônimo tem necessidade reforçada de mostrar boas fontes para suas principais alegações controversas.  Das fontes <a href="#sugest%C3%B5es" rel="nofollow">sugeridas abaixo</a>, o sítio <em>Red Sails</em> é pouco conhecido mas ainda assim é confiável, pois veicula artigos de autores bem formados ou cobertos de citações de boas fontes.</p>

<p><a id="enquadramento"></a></p>

<h2 id="critério-3-enquadramento">Critério 3: enquadramento</h2>

<p>O enquadramento (ou <em>framing</em>) é uma arma poderosa.  Vai além da factualidade e direciona a seleção, ênfase e apresentação de aspectos de uma realidade, promovendo uma definição particular do problema, uma interpretação causal, uma avaliação moral ou uma recomendação de conduta.</p>

<p>Não se trata apenas do que é noticiado, mas <strong>como</strong>.  A escolha de palavras, a voz gramatical (ativa ou passiva), a atribuição (ou não) de autoria e a adjetivação criam um “quadro” mental que induz a interpretação do leitor.  Um mesmo acontecimento pode ser enquadrado como “ataque brutal” ou “auto defesa”.</p>

<p>A seguir, contrastamos manchetes do jornal estadunidense The New York Times, ilustrando a diferença drástica de enquadramento conforme os interesses geopolíticos dos Estados Unidos.</p>

<p><a id="enquadramento-favorável"></a></p>

<h3 id="enquadramento-desfavorável-e-atributivo">Enquadramento desfavorável e atributivo</h3>

<p><img src="https://cloud.disroot.org/s/pe9oaiKtWta2dt5/download/framing-NYT-Russia-Hospital-bombing.webp" alt="The New York Times: Russia Strikes Children’s Hospital in Deadly Barrage Across Ukraine"></p>

<blockquote><p>Russia Strikes Children’s Hospital in Deadly Barrage Across Ukraine</p></blockquote>

<p>Para um adversário dos EUA, o jornal emprega técnicas para gerar condenação e imputar brutalidade a um responsável específico:</p>
<ul><li>Identificação clara do agressor: “<em>Russia Strikes</em>” (“Rússia ataca”).  As primeiras palavras da manchete explicitam o responsável pelo ataque.</li>
<li>Voz ativa: O emprego da voz ativa (”<em>Russia Strikes</em>”) ressalta a intenção.  Apresenta o adversário dos EUA como um beligerante que escolheu a violência.</li>
<li>Linguagem emotiva e conotativa: “<em>Deadly Barrage</em>” (“ataque massivo mortal”).  A palavra “<em>barrage</em>” enfatiza um volume massivo e indiscriminado de ataques, enquanto “<em>deadly</em>” enfatiza o custo humano.</li></ul>

<p><a id="enquadramento-desfavorável"></a></p>

<h3 id="enquadramento-favorável-e-dissociativo">Enquadramento favorável e dissociativo</h3>

<p><img src="https://cloud.disroot.org/s/oZwFZoNkFdNfJnf/download/framing-NYT-Israel-school-bombing.webp" alt="The New York Times: Israel-Hamas War: At Least 25 Reported Killed in Strike on School Building in Southern Gaza"></p>

<blockquote><p>Israel-Hamas War: At Least 25 Reported Killed in Strike on School Building in Southern Gaza</p></blockquote>

<p>Em contraste gritante, o jornal enquadra o ataque israelense a uma escola palestina empregando técnicas para diluir a responsabilidade e contextualizar o ato de forma favorável:</p>
<ul><li>Contextualização que justifica: “<em>Israel-Hamas War</em>” (guerra entre Israel e Hamas).  A manchete insere o evento no contexto amplo de uma “guerra”.  Isto, por um lado, informa, mas por outro, insinua a normalidade do acontecimento, como se fosse um resultado esperado e inevitável da guerra.</li>
<li>Voz passiva e agente oculto: “<em>At Least 25 Reported Killed</em>” (“pelo menos 25 mortos são reportados”).  A voz passiva omite o autor do ato.  As vítimas (“25”) tornam-se o sujeito gramatical da frase, enquanto o ator das mortes desaparece do texto.</li>
<li>Dissociação do agressor: A manchete omite Israel como o autor do ataque.  O leitor desatento pode, inclusive, inferir que possa ter sido o Hamas.  O jornal descreve o ataque como um evento fortuito.</li>
<li>Linguagem técnica e impessoal: “<em>Strike on School Building</em>” (Ataque a Edifício Escolar).  Comparado com “<em>Strikes a Children&#39;s Hospital in Deadly Barrage</em>”, a linguagem é mais fria e burocrática, minimizando a carga emocional.</li></ul>

<p><a id="impacto-enquadramento"></a></p>

<h3 id="impacto-do-enquadramento">Impacto do enquadramento</h3>

<p>Os veículos jornalísticos sistematicamente enquadram acontecimentos conforme sua visão de mundo e seus interesses.  A cobertura jornalística pode, por meio de escolhas conscientes ou inconscientes, orientar a percepção do público:</p>
<ul><li>No primeiro exemplo, o veículo induz o leitor a condenar um agressor claramente identificado por um ato de brutalidade.</li>
<li>No outro exemplo, o veículo induz o leitor a registrar um evento trágico, mas sem um agressor claro, num contexto de “guerra” que atenua a responsabilidade.</li></ul>

<p>Reconhecer esses mecanismos é vital para uma leitura crítica da mídia.  A honestidade de um veículo vai além da factualidade, mas alcança o enquadramento da realidade:</p>
<ul><li>Quem é apresentado como agente de ação e quem é apresentado como sujeito passivo?</li>
<li>O que é omitido?  O que é enfatizado?</li>
<li>Que palavras são escolhidas para influenciar minha percepção?</li></ul>

<p><a id="sugestões"></a></p>

<h2 id="sugestões">Sugestões</h2>

<p>Abaixo vão algumas sugestões de comunicadores e veículos que respeitam a ciência e, transparentemente, se posicionam à esquerda.</p>

<p><a id="língua-portuguesa"></a></p>

<h3 id="língua-portuguesa">Língua portuguesa</h3>
<ol><li><a href="https://operamundi.uol.com.br" rel="nofollow">Opera Mundi</a>
<ul><li><a href="https://www.youtube.com/@omundi" rel="nofollow">YouTube</a> (@omundi)</li></ul></li>
<li><a href="https://lattes.cnpq.br/2048876117893026" rel="nofollow">Elias Jabbour</a> – Presidente do Instituto Municipal de Urbanismo Pereira Passos.  Professor Associado da Faculdade de Ciências Econômicas, do Programa de Pós-Graduação em Ciências Econômicas e do Programa de Pós-Graduação em Relações Internacionais na UERJ.  Em 2023–2024 foi Consultor Sênior da Presidência do Banco do BRICS e, de abril de 2006 a fevereiro de 2007, Assessor Econômico da Presidência da Câmara dos Deputados.  Graduado em Geografia (1997), Doutor (2010) e Mestre (2005) em Geografia Humana pela USP.  Tem experiência em Geografia e Economia com ênfase em Geografia Humana e Econômica, Economia Política, Economia Política Internacional e Planejamento Econômico.  Atua principalmente nos temas: China; Socialismo com Características Chinesas; Nova Economia do Projetamento; Categorias de Transição ao Socialismo; Estratégias e Experiências Nacionais e Comparadas de Desenvolvimento; Categoria Marxista de Formação Econômico-Social; e Pensamento Independente de Ignacio Rangel.
Vencedor do <em>Special Book Award of China</em>.</li>
<li><a href="https://josekobori.com.br" rel="nofollow">José Kobori</a>, importante financista de esquerda
<ul><li><a href="https://www.youtube.com/@josekoborioficial" rel="nofollow">YouTube</a> (@josekoborioficial)</li>
<li><a href="https://www.tiktok.com/@josekobori" rel="nofollow">TikTok</a> (@josekobori)</li></ul></li>
<li><a href="https://iclnoticias.com.br/" rel="nofollow">ICL Notícias</a>
<ul><li><a href="https://www.youtube.com/@iclnoticias" rel="nofollow">YouTube</a> (@iclnoticias)</li>
<li><a href="https://www.tiktok.com/@iclnoticias" rel="nofollow">TikTok</a> (@iclnoticias)</li></ul></li>
<li><a href="https://www.cartacapital.com.br/" rel="nofollow">Carta Capital</a></li></ol>

<p><a id="língua-inglesa"></a></p>

<h3 id="língua-inglesa">Língua inglesa</h3>
<ol><li><a href="https://geopoliticaleconomy.com/" rel="nofollow">Geopolitical Economy Report</a>
<ul><li>Autores:
<ul><li><a href="https://geopoliticaleconomy.com/author/ben-norton/" rel="nofollow">Ben Norton</a></li>
<li><a href="https://radhikadesai.com" rel="nofollow">Radhika Desai</a></li>
<li><a href="https://michael-hudson.com/about" rel="nofollow">Michael Hudson</a></li></ul></li>
<li>Canais em redes sociais:
<ul><li><a href="https://www.youtube.com/@GeopoliticalEconomyReport" rel="nofollow">YouTube</a> (@GeopoliticalEconomyReport)</li>
<li><a href="https://www.tiktok.com/@geopoliticaleconomy" rel="nofollow">TikTok</a> (@geopoliticaleconomy)</li></ul></li></ul></li>
<li><a href="https://redsails.org" rel="nofollow">Red Sails</a></li></ol>
]]></content:encoded>
      <author>Fure a bolha</author>
      <guid>https://bolha.blog/read/a/202d48juyo</guid>
      <pubDate>Sat, 18 Oct 2025 18:35:42 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Nota pública - desdobramentos da nota política sobre Rutu Modan na Bienal de Quadrinhos de Curitiba</title>
      <link>https://bolha.blog/hqunivos/h1nota-publica-desdobramentos-da-nota-politica-sobre-rutu-modan-na-bienal-de</link>
      <description>&lt;![CDATA[No dia 23 de julho lançamos, em nosso blogo e aqui no perfil do Instagram, em conjunto com a FEPAL e o comitê árabe-brasileiro de solidariedade do Paraná, manifestação dirigida à organização da Bienal de Quadrinhos de Curitiba questionando se a vinda de Rutu Modan seria mesmo a melhor ideia, por tratar-se de figura israelense com posições chanceladas pela por Israel, justamente no momento histórico em que vivemos o primeiro genocídio televisionado da história, na Palestina (Gaza), e frente ao qual não cabe apoio tácito pelo silêncio.&#xA;&#xA;Esta manifestação política motivou uma série de ações e discussões que proporcionaram um processo com olhar mais cuidadoso para a questão por parte da organização do evento. Inicialmente, pouco tempo após a manifestação de 23 de julho, a organização se posicionou em nota nas redes sociais (26 de julho), colocando-se abertamente contra o genocídio do povo palestino. Em seguida, o coletivo Quadrinistas Uni-vos foi convidado a participar de uma mesa de diálogo com a organização da Bienal, a FEPAL e o comitê de solidariedade ao povo palestino, onde houve  consenso para que o povo palestino ocupasse papel de protagonismo na Bienal e pudesse falar a todos presentes, seja sobre quadrinhos, seja sobre a situação de horror vivida na Palestina, num contraponto à mídia hegemônica brasileira, sócia do regime sionista na empreitada genocida em Gaza.&#xA;&#xA;Essa postura da organização da Bienal, solícita e gentil, além de coerente, permitirá construir uma bienal em que a utopia de um mundo em que o futuro para todos - e, neste momento, especialmente para o povo palestino - seja possível, com paz e justiça, em lugar de um não-futuro de esquecimento e total aniquilação. Que desta Bienal de Curitiba emitamos força para a retomada da paz e da soberania do povo palestino sobre a sua Terra Santa.&#xA;&#xA;Coletivo Quadrinistas, Uni-vos&#xA;FEPAL – Federação Árabe Palestina do Brasil&#xA;Comitê Árabe brasileiro de Solidariedade – Paraná&#xA;Comitê de Solidariedade à Palestina de Curitiba]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>No dia 23 de julho lançamos, em nosso blogo e aqui no perfil do Instagram, em conjunto com a FEPAL e o comitê árabe-brasileiro de solidariedade do Paraná, manifestação dirigida à organização da Bienal de Quadrinhos de Curitiba questionando se a vinda de Rutu Modan seria mesmo a melhor ideia, por tratar-se de figura israelense com posições chanceladas pela por Israel, justamente no momento histórico em que vivemos o primeiro genocídio televisionado da história, na Palestina (Gaza), e frente ao qual não cabe apoio tácito pelo silêncio.</p>

<p>Esta manifestação política motivou uma série de ações e discussões que proporcionaram um processo com olhar mais cuidadoso para a questão por parte da organização do evento. Inicialmente, pouco tempo após a manifestação de 23 de julho, a organização se posicionou em nota nas redes sociais (26 de julho), colocando-se abertamente contra o genocídio do povo palestino. Em seguida, o coletivo Quadrinistas Uni-vos foi convidado a participar de uma mesa de diálogo com a organização da Bienal, a FEPAL e o comitê de solidariedade ao povo palestino, onde houve  consenso para que o povo palestino ocupasse papel de protagonismo na Bienal e pudesse falar a todos presentes, seja sobre quadrinhos, seja sobre a situação de horror vivida na Palestina, num contraponto à mídia hegemônica brasileira, sócia do regime sionista na empreitada genocida em Gaza.</p>

<p>Essa postura da organização da Bienal, solícita e gentil, além de coerente, permitirá construir uma bienal em que a utopia de um mundo em que o futuro para todos – e, neste momento, especialmente para o povo palestino – seja possível, com paz e justiça, em lugar de um não-futuro de esquecimento e total aniquilação. Que desta Bienal de Curitiba emitamos força para a retomada da paz e da soberania do povo palestino sobre a sua Terra Santa.</p>

<p>Coletivo Quadrinistas, Uni-vos
FEPAL – Federação Árabe Palestina do Brasil
Comitê Árabe brasileiro de Solidariedade – Paraná
Comitê de Solidariedade à Palestina de Curitiba</p>
]]></content:encoded>
      <author>Quadrinistas Uni-vos</author>
      <guid>https://bolha.blog/read/a/9eiz93215v</guid>
      <pubDate>Mon, 25 Aug 2025 14:27:42 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Sessões de Engenharia de Agosto 2025</title>
      <link>https://bolha.blog/gutocarvalho/sessoes-de-engenharia-agosto-2025</link>
      <description>&lt;![CDATA[Estive lá mais uma vez, a convite do Carlos, falando de containers.&#xA;&#xA;1. Conainer Orchestration&#xA;&#xA;https://www.youtube.com/watch?v=7TWlxZNdx08&#xA;&#xA;iframe width=&#34;560&#34; height=&#34;315&#34; src=&#34;https://www.youtube.com/embed/7TWlxZNdx08?si=zOPotiFJLzmd0cOv&#34; title=&#34;YouTube video player&#34; frameborder=&#34;0&#34; allow=&#34;accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share&#34; referrerpolicy=&#34;strict-origin-when-cross-origin&#34; allowfullscreen/iframe&#xA;&#xA;2. Kubernetes New Features, IaC and Cloud&#xA;&#xA;https://www.youtube.com/watch?v=0kfm39kCIo&#xA;&#xA;iframe width=&#34;560&#34; height=&#34;315&#34; src=&#34;https://www.youtube.com/embed/0kfm39kCIo?si=Imc-lByULWOappi7&#34; title=&#34;YouTube video player&#34; frameborder=&#34;0&#34; allow=&#34;accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share&#34; referrerpolicy=&#34;strict-origin-when-cross-origin&#34; allowfullscreen/iframe&#xA;&#xA;Aproveite!&#xA;]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Estive lá mais uma vez, a convite do Carlos, falando de containers.</p>

<h3 id="1-conainer-orchestration">1. Conainer Orchestration</h3>

<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=7TWlxZNdx08" rel="nofollow">https://www.youtube.com/watch?v=7TWlxZNdx08</a></p>

<iframe width="560" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/7TWlxZNdx08?si=zOPotiFJLzmd0cOv" title="YouTube video player" frameborder="0" allowfullscreen=""></iframe>

<h3 id="2-kubernetes-new-features-iac-and-cloud">2. Kubernetes New Features, IaC and Cloud</h3>

<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=0kfm39k_CIo" rel="nofollow">https://www.youtube.com/watch?v=0kfm39k_CIo</a></p>

<iframe width="560" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/0kfm39k_CIo?si=Imc-lByULWOappi7" title="YouTube video player" frameborder="0" allowfullscreen=""></iframe>

<p>Aproveite!</p>
]]></content:encoded>
      <author>gutocarvalho</author>
      <guid>https://bolha.blog/read/a/la9l7ywr49</guid>
      <pubDate>Mon, 04 Aug 2025 11:55:44 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Carta aberta à sociedade e à organização da Bienal de Quadrinhos de Curitiba</title>
      <link>https://bolha.blog/hqunivos/h1carta-aberta-a-sociedade-e-a-organizacao-da-bienal-de-quadrinhos-de</link>
      <description>&lt;![CDATA[No dia 12 de maio, em meio à mais recente ofensiva israelense sobre a Palestina, recebemos com surpresa o anúncio de que a Bienal de Quadrinhos de Curitiba traria Rutu Modan, autora israelense de quadrinhos.&#xA;&#xA;Isso, por si só, já configuraria, no mínimo, uma insensibilidade com o momento. Afinal, são 195 países no mundo, 26 estados brasileiros, e a Bienal precisa convidar justamente uma quadrinista de nacionalidade de um país que está realizando um genocídio contra um povo inteiro? E, mais importante: uma quadrinista que não tem uma posição clara sobre isso? &#xA;&#xA;Nos comentários em seu perfil do Instagram, o evento foi questionado, porém a resposta foi um silêncio retumbante. Nesse momento, em que Israel se aproxima de uma “solução final”, em que ativistas estrangeiros levando ajuda humanitária, incluindo um brasileiro, são sequestrados por Israel em águas internacionais, e que Gaza pode ser considerado o lugar mais faminto do mundo, a Bienal optou por ficar em silêncio. Seus organizadores só se manifestaram em suas redes privadas para chamar os protestos de “gritaria de internet”.&#xA;&#xA;Vale ressaltar que, inicialmente, a organização da Bienal foi questionada somente quanto à posição da autora a respeito do genocídio palestino. Não houve insultos ao evento, não foi exigido que desconvidassem a autora – afinal, há israelenses que são vocalmente antissionistas. No entanto, esse não é o caso de Modan – ao contrário, as posições da artista corroboram ainda mais para o fato de que é uma insensatez trazê-la neste momento.&#xA;&#xA;Que se destaque: se as pessoas precisam pesquisar se você é contra um genocídio, talvez você não esteja se posicionando o suficientemente contra ele. A postura da autora é dúbia, sendo difícil definir seu posicionamento através de suas redes sociais, por exemplo.&#xA;&#xA;Como cidadãos da potência ocupante, é imprescindível que israelenses que são contra a ocupação usem sua voz e se posicionem de forma enfática contra o genocídio e o processo de colonização da palestina – até porque, caso não o façam, correm o risco de serem usados como propaganda de Israel, principalmente no caso de artistas.&#xA;&#xA;Em mais de uma entrevista ela reclama do fato de sempre lhe perguntarem primeiro sobre sua posição política, em vez de sobre sua obra. Sejamos honestos: o único motivo pelo qual o cidadão de uma potência ocupante não sente a necessidade de falar sobre o que está acontecendo é porque não é sobre sua cabeça ou na de sua família que estão caindo bombas todos os dias.&#xA;&#xA;Em entrevista ao site “The Comics Journal”, ela diz ser “contra a guerra”, mas que ainda assim “enxerga a complexidade da situação”. Em entrevista ao site brasileiro “O quadro e o risco”, ela afirma que “Pra mim, é interessante mostrar como enxergo a vida aqui. A melhor parte disso é não resolver as coisas, porém mostrar a complexidade delas.” (grifo nosso). No posfácio da edição brasileira da HQ “Túneis”, ela afirma que “a insistência em determinar quem começou nos faz voltar cinquenta setenta cem, seiscentos, 3 mil anos no tempo”, como se fosse uma guerra religiosa, coisa de “malucos” (termo que ela usa para se referir aos personagens “extremistas” de sua HQ no posfácio da edição original, aliás). &#xA;&#xA;Na verdade, a questão não é “complexa”, não começou há 3 mil anos e não tem nada de “maluco”: trata-se de um processo de colonização, que existe porque Israel é uma potência ocupante e genocida desde 1947, ano da primeira Nakba.&#xA;&#xA;No mesmo texto, Modan afirma sobre as “narrativas (..) usadas como justificativa por cada um dos lados para a aniquilação do outro”. Os palestinos não querem “aniquilar” ninguém. Querem, sim, o fim da ocupação e a chance de retornar às suas terras e viver uma vida digna. O único “lado” que tem um discurso de aniquilação é Israel.&#xA;&#xA;A autora tenta claramente vender a ideia de que os dois lados seriam iguais e de que o estado de apartheid não existiria - e, com uma boa retórica, busca equiparar o Estado invasor e a população do território invadido. A ideia de que seriam “dois lados” que desejariam igualmente o extermínio um do outro ignora o fato de que, de um lado, há um Estado armado até os dentes - com mísseis, um forte aparato militar, apoio militar internacional e uma maioria de soldados treinados-, enquanto do outro há apenas um povo que é sistematicamente agredido, um povo cujo direito a viver na própria terra lhe é negado, mas que resiste. &#xA;&#xA;Ressaltamos aqui que o direito à resistência armada de um povo sob o jugo do colonialismo é reconhecido e regulamentado pela resolução 38/17 da Assembleia Geral da ONU de 1983. Mas, mesmo essa resistência armada não pode ser comparada militarmente com o poderio isrelense. A realidade é que o que estamos vendo hoje tem nome e sobrenome: colonialismo e genocídio.&#xA;&#xA;Vale lembrar, ainda, que o posfácio citado foi escrito em outubro em 2024, UM ANO após os ataques de 07 de outubro de 2023, época em que já haviam sido assassinados mais de 40 mil palestinos e Israel já havia jogado em gaza mais bombas do que os bombardeios da Segunda Guerra Mundial em Dresden, Hamburgo e Londres juntos. Ainda assim, a autora parece ter alergia à palavra “genocídio”, e insiste na narrativa de “guerra” e “dois lados que se odeiam”, como se bastassem ambos deixarem de lado suas “maluquices” e dar as mãos para, então, reinar a paz. &#xA;&#xA;Rutu Modan pode não querer que israel acabe totalmente com a Palestina, mas suas colocações desumanizam o povo palestino e retiram dele o direito à resistência.&#xA;&#xA;Daqui a alguns anos, algumas pessoas vão dizer “eu não sabia o que fazer”. Mas nós sabemos, os palestinos estão nos dizendo o que fazer: demonstrar solidariedade, isolar Israel, fazer parar o genocídio. Trata-se portanto, de outra questão: o que QUEREMOS fazer?&#xA;&#xA;Não há possibilidade de silêncio frente ao genocídio do povo palestino. Por isso, deixamos aqui nosso repúdio a essas posições supostamente neutras da autora e, ainda, à postura do evento, que não faz jus ao tema deste ano, “Futuros possíveis”. Só há futuro para a Palestina com o fim do colonialismo e da matança feitos por Israel.&#xA;&#xA;Seguimos na luta por uma Palestina livre, do rio ao mar.&#xA;&#xA;Coletivo Quadrinistas, Uni-vos&#xA;FEPAL - Federação Árabe Palestina do Brasil&#xA;Comitê Árabe brasileiro de Solidariedade - Paraná&#xA;Comitê de Solidariedade à Palestina de Curitiba&#xA;]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>No dia 12 de maio, em meio à mais recente ofensiva israelense sobre a Palestina, recebemos com surpresa o anúncio de que a Bienal de Quadrinhos de Curitiba traria Rutu Modan, autora israelense de quadrinhos.</p>

<p>Isso, por si só, já configuraria, no mínimo, uma insensibilidade com o momento. Afinal, são 195 países no mundo, 26 estados brasileiros, e a Bienal precisa convidar justamente uma quadrinista de nacionalidade de um país que está realizando um genocídio contra um povo inteiro? E, mais importante: uma quadrinista que não tem uma posição clara sobre isso?</p>

<p>Nos comentários em seu perfil do Instagram, o evento foi questionado, porém a resposta foi um silêncio retumbante. Nesse momento, em que Israel se aproxima de uma “solução final”, em que ativistas estrangeiros levando ajuda humanitária, incluindo um brasileiro, são sequestrados por Israel em águas internacionais, e que Gaza pode ser considerado o lugar mais faminto do mundo, a Bienal optou por ficar em silêncio. Seus organizadores só se manifestaram em suas redes privadas para chamar os protestos de “gritaria de internet”.</p>

<p>Vale ressaltar que, inicialmente, a organização da Bienal foi questionada somente quanto à posição da autora a respeito do genocídio palestino. Não houve insultos ao evento, não foi exigido que desconvidassem a autora – afinal, há israelenses que são vocalmente antissionistas. No entanto, esse não é o caso de Modan – ao contrário, as posições da artista corroboram ainda mais para o fato de que é uma insensatez trazê-la neste momento.</p>

<p>Que se destaque: se as pessoas precisam pesquisar se você é contra um genocídio, talvez você não esteja se posicionando o suficientemente contra ele. A postura da autora é dúbia, sendo difícil definir seu posicionamento através de suas redes sociais, por exemplo.</p>

<p>Como cidadãos da potência ocupante, é imprescindível que israelenses que são contra a ocupação usem sua voz e se posicionem de forma enfática contra o genocídio e o processo de colonização da palestina – até porque, caso não o façam, correm o risco de serem usados como propaganda de Israel, principalmente no caso de artistas.</p>

<p>Em mais de uma entrevista ela reclama do fato de sempre lhe perguntarem primeiro sobre sua posição política, em vez de sobre sua obra. Sejamos honestos: o único motivo pelo qual o cidadão de uma potência ocupante não sente a necessidade de falar sobre o que está acontecendo é porque não é sobre sua cabeça ou na de sua família que estão caindo bombas todos os dias.</p>

<p>Em entrevista ao site “The Comics Journal”, ela diz ser “contra a guerra”, mas que ainda assim “enxerga a complexidade da situação”. Em entrevista ao site brasileiro “O quadro e o risco”, ela afirma que “Pra mim, é interessante mostrar como enxergo a vida aqui. A melhor parte disso é não resolver as coisas, porém mostrar a complexidade delas.” (grifo nosso). No posfácio da edição brasileira da HQ “Túneis”, ela afirma que “a insistência em determinar quem começou nos faz voltar cinquenta setenta cem, seiscentos, 3 mil anos no tempo”, como se fosse uma guerra religiosa, coisa de “malucos” (termo que ela usa para se referir aos personagens “extremistas” de sua HQ no posfácio da edição original, aliás).</p>

<p>Na verdade, a questão não é “complexa”, não começou há 3 mil anos e não tem nada de “maluco”: trata-se de um processo de colonização, que existe porque Israel é uma potência ocupante e genocida desde 1947, ano da primeira Nakba.</p>

<p>No mesmo texto, Modan afirma sobre as “narrativas (..) usadas como justificativa por cada um dos lados para a aniquilação do outro”. Os palestinos não querem “aniquilar” ninguém. Querem, sim, o fim da ocupação e a chance de retornar às suas terras e viver uma vida digna. O único “lado” que tem um discurso de aniquilação é Israel.</p>

<p>A autora tenta claramente vender a ideia de que os dois lados seriam iguais e de que o estado de apartheid não existiria – e, com uma boa retórica, busca equiparar o Estado invasor e a população do território invadido. A ideia de que seriam “dois lados” que desejariam igualmente o extermínio um do outro ignora o fato de que, de um lado, há um Estado armado até os dentes – com mísseis, um forte aparato militar, apoio militar internacional e uma maioria de soldados treinados-, enquanto do outro há apenas um povo que é sistematicamente agredido, um povo cujo direito a viver na própria terra lhe é negado, mas que resiste.</p>

<p>Ressaltamos aqui que o direito à resistência armada de um povo sob o jugo do colonialismo é reconhecido e regulamentado pela resolução 38/17 da Assembleia Geral da ONU de 1983. Mas, mesmo essa resistência armada não pode ser comparada militarmente com o poderio isrelense. A realidade é que o que estamos vendo hoje tem nome e sobrenome: colonialismo e genocídio.</p>

<p>Vale lembrar, ainda, que o posfácio citado foi escrito em outubro em 2024, UM ANO após os ataques de 07 de outubro de 2023, época em que já haviam sido assassinados mais de 40 mil palestinos e Israel já havia jogado em gaza mais bombas do que os bombardeios da Segunda Guerra Mundial em Dresden, Hamburgo e Londres juntos. Ainda assim, a autora parece ter alergia à palavra “genocídio”, e insiste na narrativa de “guerra” e “dois lados que se odeiam”, como se bastassem ambos deixarem de lado suas “maluquices” e dar as mãos para, então, reinar a paz.</p>

<p>Rutu Modan pode não querer que israel acabe totalmente com a Palestina, mas suas colocações desumanizam o povo palestino e retiram dele o direito à resistência.</p>

<p>Daqui a alguns anos, algumas pessoas vão dizer “eu não sabia o que fazer”. Mas nós sabemos, os palestinos estão nos dizendo o que fazer: demonstrar solidariedade, isolar Israel, fazer parar o genocídio. Trata-se portanto, de outra questão: o que QUEREMOS fazer?</p>

<p>Não há possibilidade de silêncio frente ao genocídio do povo palestino. Por isso, deixamos aqui nosso repúdio a essas posições supostamente neutras da autora e, ainda, à postura do evento, que não faz jus ao tema deste ano, “Futuros possíveis”. Só há futuro para a Palestina com o fim do colonialismo e da matança feitos por Israel.</p>

<p>Seguimos na luta por uma Palestina livre, do rio ao mar.</p>

<p>Coletivo Quadrinistas, Uni-vos
FEPAL – Federação Árabe Palestina do Brasil
Comitê Árabe brasileiro de Solidariedade – Paraná
Comitê de Solidariedade à Palestina de Curitiba</p>
]]></content:encoded>
      <author>Quadrinistas Uni-vos</author>
      <guid>https://bolha.blog/read/a/sfs8m8330f</guid>
      <pubDate>Wed, 23 Jul 2025 18:24:08 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>A Revolução em Red Rising</title>
      <link>https://bolha.blog/inteligencianatural/a-revolucao-em-red-rising</link>
      <description>&lt;![CDATA[FoiceEmartelo&#xA;&#xA;Red Rising é um livro de ficção científica escrito pelo autor americano Pierce Brown. Se passando em um futuro distópico em que a sociedade é divida por castas, que por sua vez são separadas por cores. &#xA;&#xA;Nessa sociedade, os donos do poder são os Ouros. São ricos, prósperos e dono de todo o conforto que o mundo pode oferecer. Mas também são fascistas e eugenistas e propagam suas ideias por meio da rede de comunicação, que obviamente é dominada por eles mesmos.&#xA;&#xA;A Sociedade, como é chamado o sistema governado pelos ouros, é regida por uma matriarca que chamam de Soberana e é independente da Terra. &#xA;&#xA;Nela, os Ouros são treinados e testados, vivendo sob uma disciplina baseada nas ideias ocidentais e greco-romanas. Eles são fortes, saudáveis, maiores e dominam todas as outras classes com punho de ferro, sendo a pena de morte por enforcamento a punição para quem desobedecer. &#xA;&#xA;Eles acreditam que a humanidade não é igual e que os mais fortes deve prosperar sobre os mais fracos.&#xA;&#xA;Cada cor desempenha um papel, sendo os vermelhos os mais oprimidos. Os ouros mentem, enganam e criam promessas vazias para que os vermelhos continuem a trabalhar nas minas, extraindo o componente importante para a terraformação de planetas: o Hélio-3. &#xA;&#xA;Os vermelhos trabalham e dão suas vidas para a extração do Hélio-3, sob a mentira de que são pioneiros em Marte e que, após tantos anos de trabalho duro, herdarão um planeta verde e cheio de vida. &#xA;&#xA;Os vermelhos são a força de trabalho braçal. &#xA;&#xA;Dentre as Cores, há aquela criada para a guerra, para morrer pelos Ouros: os Obsidianos. Eles vivem em um planeta isolado e são conscientemente mantidos na ignorância pelos Ouros, tendo a mitologia nórdica enfiada goela abaixo para que obedeçam. Para eles, os Ouros são Deuses. E eles obedecem, pois temem. &#xA;&#xA;É a dominação das mentes pela religião.&#xA;&#xA;A história gira em torno de Darrow, um Vermelho que resolve se rebelar contra o sistema, contra as injustiças dessa sociedade perversa - ele é um revolucionário. &#xA;&#xA;A arte imita a vida, e a vida imita a arte. &#xA;&#xA;Essa obra explora a opressão, a humanidade e sua busca por liberdade. Somos criados para ser livres e desejamos a liberdade. Mas vivemos em um paradoxo: tememos a liberdade tanto quanto a desejamos. &#xA;&#xA;Nascemos em uma classe social e somos adestrados todos os dias para que sigamos os rumos da sociedade. De um modo ou de outro, somos oprimidos. Nossas cores, nossas origens e nosso trabalho moldam nossos valores.&#xA;&#xA;Pierce Brown nos ensina que não existe liberdade contra a opressão sem luta. Mas a luta é contida por meio da mentira, da confusão e das migalhas. &#xA;&#xA;As narrativas são determinadas pelos detentores do poder, daqueles no topo da pirâmide. Toda grande revolução precisa de um início, precisa de uma centelha e essa centelha começa pela consciência. &#xA;&#xA;Ao tomarmos consciência de nosso lugar no mundo e na sociedade, ao aceitarmos nossas origens com orgulho e dignidade, damos início a uma centelha de liberdade em nossos corações. &#xA;&#xA;É provável que não vejamos em vida uma revolução dos oprimidos sobre os opressores, mas é possível manter a chama acesa. &#xA;&#xA;Em Red Rising, essa chama é a humanidade. Darrow é extremamente empático e humano. Ele aprende a amar a todos os homens, independente da Cor em que nasceram, ele é forte na fragilidade e frágil na força. Mas também é capaz de odiar a opressão e todos aqueles que a alimentam. &#xA;&#xA;&#34;Red Rising&#34; significa, em tradução livre, &#34;Ascenção Vermelha&#34;. &#xA;&#xA;Quando penso nos problemas da nossa sociedade, me sinto pequeno e impotente. Mas por que não manter a chama da esperança em um futuro melhor para todos acesa? Me pergunto: o que posso fazer para contribuir por um mundo melhor, com mais consciência de classe?&#xA;&#xA;Cada um possui uma resposta pra isso, à sua maneira. Eu acredito que um dos maiores desafios nessa busca hoje é a comunicação. Ora, pessoas que ocupam o Fediverso possuem a consciência do quanto as grandes mídias sociais e seus algoritmos determinam o que as pessoas veem (e quem tem dinheiro, alcança mais gente). &#xA;&#xA;É a opressão do Capital. Recentemente, me chegou um post no Mastodon de que a Meta censurou o jornal A Verdade no Instagram. &#xA;&#xA;São os mesmos que apoiam grupos de extrema-direita que clamam aos quatro ventos por &#34;liberdade de expressão&#34;. &#xA;&#xA;As ideias dos opressores se propagam, mas a dos oprimidos são caladas. &#xA;&#xA;Cabe a cada um de nós manter viva a chama da verdadeira liberdade, igualdade e fraternidade humanas.&#xA;&#xA;Quanto ao livro, recomendo a leitura, pois nos faz refletir sobre a opressão humana e sua busca por liberdade, nos faz refletir sobre como um sistema opressor não possui limites e que, se não agirmos, os &#34;Ouros&#34; contemporâneos continuarão oprimindo os baixa-cores do proletariado. &#xA;&#xA;#Literatura #Reflexões&#xA;&#xA;]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p><img src="https://static.significados.com.br/foto/500px-hammer-and-sickle.svg.png?width=768" alt="FoiceEmartelo"></p>

<p>Red Rising é um livro de ficção científica escrito pelo autor americano Pierce Brown. Se passando em um futuro distópico em que a sociedade é divida por castas, que por sua vez são separadas por cores.</p>

<p>Nessa sociedade, os donos do poder são os Ouros. São ricos, prósperos e dono de todo o conforto que o mundo pode oferecer. Mas também são fascistas e eugenistas e propagam suas ideias por meio da rede de comunicação, que obviamente é dominada por eles mesmos.</p>

<p>A Sociedade, como é chamado o sistema governado pelos ouros, é regida por uma matriarca que chamam de Soberana e é independente da Terra.</p>

<p>Nela, os Ouros são treinados e testados, vivendo sob uma disciplina baseada nas ideias ocidentais e greco-romanas. Eles são fortes, saudáveis, maiores e dominam todas as outras classes com punho de ferro, sendo a pena de morte por enforcamento a punição para quem desobedecer.</p>

<p>Eles acreditam que a humanidade não é igual e que os mais fortes deve prosperar sobre os mais fracos.</p>

<p>Cada cor desempenha um papel, sendo os vermelhos os mais oprimidos. Os ouros mentem, enganam e criam promessas vazias para que os vermelhos continuem a trabalhar nas minas, extraindo o componente importante para a terraformação de planetas: o Hélio-3.</p>

<p>Os vermelhos trabalham e dão suas vidas para a extração do Hélio-3, sob a mentira de que são pioneiros em Marte e que, após tantos anos de trabalho duro, herdarão um planeta verde e cheio de vida.</p>

<p>Os vermelhos são a força de trabalho braçal.</p>

<p>Dentre as Cores, há aquela criada para a guerra, para morrer pelos Ouros: os Obsidianos. Eles vivem em um planeta isolado e são conscientemente mantidos na ignorância pelos Ouros, tendo a mitologia nórdica enfiada goela abaixo para que obedeçam. Para eles, os Ouros são Deuses. E eles obedecem, pois temem.</p>

<p>É a dominação das mentes pela religião.</p>

<p>A história gira em torno de Darrow, um Vermelho que resolve se rebelar contra o sistema, contra as injustiças dessa sociedade perversa – ele é um revolucionário.</p>

<p>A arte imita a vida, e a vida imita a arte.</p>

<p>Essa obra explora a opressão, a humanidade e sua busca por liberdade. Somos criados para ser livres e desejamos a liberdade. Mas vivemos em um paradoxo: tememos a liberdade tanto quanto a desejamos.</p>

<p>Nascemos em uma classe social e somos adestrados todos os dias para que sigamos os rumos da sociedade. De um modo ou de outro, somos oprimidos. Nossas cores, nossas origens e nosso trabalho moldam nossos valores.</p>

<p>Pierce Brown nos ensina que não existe liberdade contra a opressão sem luta. Mas a luta é contida por meio da mentira, da confusão e das migalhas.</p>

<p>As narrativas são determinadas pelos detentores do poder, daqueles no topo da pirâmide. Toda grande revolução precisa de um início, precisa de uma centelha e essa centelha começa pela consciência.</p>

<p>Ao tomarmos consciência de nosso lugar no mundo e na sociedade, ao aceitarmos nossas origens com orgulho e dignidade, damos início a uma centelha de liberdade em nossos corações.</p>

<p>É provável que não vejamos em vida uma revolução dos oprimidos sobre os opressores, mas é possível manter a chama acesa.</p>

<p>Em Red Rising, essa chama é a humanidade. Darrow é extremamente empático e humano. Ele aprende a amar a todos os homens, independente da Cor em que nasceram, ele é forte na fragilidade e frágil na força. Mas também é capaz de odiar a opressão e todos aqueles que a alimentam.</p>

<p>“Red Rising” significa, em tradução livre, “Ascenção Vermelha”.</p>

<p>Quando penso nos problemas da nossa sociedade, me sinto pequeno e impotente. Mas por que não manter a chama da esperança em um futuro melhor para todos acesa? Me pergunto: o que posso fazer para contribuir por um mundo melhor, com mais consciência de classe?</p>

<p>Cada um possui uma resposta pra isso, à sua maneira. Eu acredito que um dos maiores desafios nessa busca hoje é a comunicação. Ora, pessoas que ocupam o Fediverso possuem a consciência do quanto as grandes mídias sociais e seus algoritmos determinam o que as pessoas veem (e quem tem dinheiro, alcança mais gente).</p>

<p>É a opressão do Capital. Recentemente, me chegou um post no Mastodon de que a Meta censurou o jornal <a href="https://averdade.org.br/" rel="nofollow">A Verdade</a> no Instagram.</p>

<p>São os mesmos que apoiam grupos de extrema-direita que clamam aos quatro ventos por “liberdade de expressão”.</p>

<p>As ideias dos opressores se propagam, mas a dos oprimidos são caladas.</p>

<p>Cabe a cada um de nós manter viva a chama da verdadeira liberdade, igualdade e fraternidade humanas.</p>

<p>Quanto ao livro, recomendo a leitura, pois nos faz refletir sobre a opressão humana e sua busca por liberdade, nos faz refletir sobre como um sistema opressor não possui limites e que, se não agirmos, os “Ouros” contemporâneos continuarão oprimindo os baixa-cores do proletariado.</p>

<p>#Literatura #Reflexões</p>
]]></content:encoded>
      <author>Inteligência Natural </author>
      <guid>https://bolha.blog/read/a/r9tw6htqjk</guid>
      <pubDate>Fri, 13 Jun 2025 17:40:45 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Sobre Pacifismo, Limites dele e da Social Democracia</title>
      <link>https://bolha.blog/zeandarilho/sobre-pacifismo-limites-dele-e-da-social-democracia</link>
      <description>&lt;![CDATA[      Sobre Pacifismo, Limites dele e da Social Democracia&#xA;&#xA; O que me fez escrever esse texto, e com um pouco de sorte voltar a escrever regularmente, coisa que eu fazia antes, foram alguns pensamentos que eu tive hoje e que me fizeram refletir um pouco, graças a algumas pessoas do fediverso e algumas coisas que elas escreveram, sobre diversas coisas , e eu decidi começar com alguns pensamentos sobre violência e pacifismo. &#xA;  Pacifismo seria a postura de rejeitar a violência em toda e qualquer situação, com o argumento de que não funciona, que sai do controle facilmente, que atrai mais consequências ruins do que positivas, seja qual for o seu objetivo e seja qual for a estrategia, seu plano pro futuro. isso está certo? depende da sua perspectiva ideológica.&#xA;  &#xA; Uma galera mais moderada ideologicamente acha que dá pra conseguir mudar o capitalismo de forma pacifica , sem melindrar pessoas cujo apoio é importante, num grande acordo nacional com o supremo com tudo, de forma a chegar num consenso, a classe alta, o trabalhador, os politicos, a extrema direita, de alguma forma levar o país pra a prosperidade dando um pouco pra um, outro pouco pra outro, muito pra alguns, e assim até um futuro onde a sociedade como um todo seja prospera e pacifica. &#xA;   Se sua ideia é só reformar a sociedade mais ou menos e não uma perspectiva revolucionaria , se você só quer ganhar um pouco de coisa pro seu grupo, mas não muita coisa , porque de forma geral você tá bem satisfeito com o que você tem, até sente pena de quem não é tão bem favorecido quanto você mas não o suficiente pra arriscar o seu pescoço ou, realmente, nada mesmo, então o pacifismo faz todo o sentido. você não quer escalar muito a situação, sua vida é boa, da sua família é boa, você tem um bom emprego, uma casa boa o suficiente , nem é muito de esquerda na verdade, você só gosta de uma ou outra figura de esquerda e gosta de como a simbologia comunista faz você se sentir radical. mas não o suficiente pra se dizer comunista ou querer o socialismo. então pra você defender pacifismo, as instituições e uma democracia liberal em moldes que os estados unidos aprovariam faz sentido, porque o modelo de sociedade que você quer tá quase aí, tá praticamente virando a esquina. basta mais algumas minorias aqui e ali, não muitas também pra não melindrar a classe alta, só o suficiente pra acalmar os integrantes dos grupos ativistas que você finge que gosta pra não ser cancelado mas na verdade abomina porque até eles são radicais demais pra o que você quer pra a sociedade. é o fim da historia afinal, o capitalismo venceu, fukuyama já disse. &#xA;  O problema com isso é que as partes envolvidas não são iguais, não tem o mesmo poder politico, econômico, não tem as mesmas ferramentas ideológicas. e num sistema onde recursos são limitados, e quem diz quais são os limites é o representante de uma classe, &#34;farinha pouca meu pirão primeiro&#34;. o trabalhador sempre vai perder, o capital sempre vai ganhar, os ricos e seus representantes vão garantir que isso não mude. e quem não gostar não pode fazer nada, porque o poder politico tá na mão deles. todo avanço que o povo consegue pode e vai ser tirado se a os capitalistas pressionarem pra isso, principalmente se o representante eleito não ligar muito de ceder as coisas. &#xA;  E aí você faz o que? senta e chora? também, mas as vezes a insatisfação popular se acumula e vira manifestações populares, que tem um poder de convencimento da classe governante porque já derrubaram governos antes. quem tá lá em cima tem medo de cair , então o povo pode aproveitar essas situações, entre outras possíveis, pra arrancar um pouco de dignidade das mãos gordurosas dos poderosos. &#xA;  &#34;Mas zé, e violência, cadê a violência, você não ia falar de violência?&#34; pois é, eu acho que a violência tem que ser um bisturi, tem que ser usada com cuidado e calculadamente. eu parto de um principio pensado por gente mais inteligente que eu que é : se rebelar é justo. toda a violência do oprimido é justificada, porque o opressor agride bem pior toda a população trabalhadora todos os dias.  dito isso, não pode ser bagunça. tem que ter uma organização por trás, um planejamento. não pode dar uma arma na mão do cara, apontar pra a frente e falar &#34;vai lá campeão&#34;. as armas tem que estar sob o comando do partido, ou de orgãos do partido, pra agir calculadamente, e visando um objetivo. o partido deve controlar o exercito, a violência, e não o contrário. &#xA;  Pra mim nem toda ação violenta é válida , mas nem toda é inválida. depende da situação. as vezes é a unica opção que resta. mas tem que analisar caso a caso. &#xA;   Acho que uma das consequências da dominação americana por tanto tempo foi a naturalização de certas coisas, certos princípios do liberalismo americano que se alojaram no senso comum popular e são tidos como verdade absoluta. uma delas é que rico é gente. &#xA;  A democracia no  modelo liberal não é a unica possível. na verdade nem democracia é, é ditadura da burguesia.  democracia pro rico , ditadura pro pobre, direitos pro rico, violência pro pobre, quando devia ser o contrário, todos os direitos pro pobre, nenhum pro rico. quem devia apanhar da policia é o rico. quem devia ser perseguido é o rico, quem devia ter medo, e ter motivos pra ter medo , é o rico. e isso só se consegue com uma revolução, que inevitavelmente envolve violência, mas é principalmente contra o rico, então quem se importa? eles se importam quando a policia mata milhares todos os dias? não. então FODA SE.  #PAS&#xA;   ]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>      Sobre Pacifismo, Limites dele e da Social Democracia</p>

<p> O que me fez escrever esse texto, e com um pouco de sorte voltar a escrever regularmente, coisa que eu fazia antes, foram alguns pensamentos que eu tive hoje e que me fizeram refletir um pouco, graças a algumas pessoas do fediverso e algumas coisas que elas escreveram, sobre diversas coisas , e eu decidi começar com alguns pensamentos sobre violência e pacifismo.
  Pacifismo seria a postura de rejeitar a violência em toda e qualquer situação, com o argumento de que não funciona, que sai do controle facilmente, que atrai mais consequências ruins do que positivas, seja qual for o seu objetivo e seja qual for a estrategia, seu plano pro futuro. isso está certo? depende da sua perspectiva ideológica.</p>

<p> Uma galera mais moderada ideologicamente acha que dá pra conseguir mudar o capitalismo de forma pacifica , sem melindrar pessoas cujo apoio é importante, num grande acordo nacional com o supremo com tudo, de forma a chegar num consenso, a classe alta, o trabalhador, os politicos, a extrema direita, de alguma forma levar o país pra a prosperidade dando um pouco pra um, outro pouco pra outro, muito pra alguns, e assim até um futuro onde a sociedade como um todo seja prospera e pacifica.
   Se sua ideia é só reformar a sociedade mais ou menos e não uma perspectiva revolucionaria , se você só quer ganhar um pouco de coisa pro seu grupo, mas não muita coisa , porque de forma geral você tá bem satisfeito com o que você tem, até sente pena de quem não é tão bem favorecido quanto você mas não o suficiente pra arriscar o seu pescoço ou, realmente, nada mesmo, então o pacifismo faz todo o sentido. você não quer escalar muito a situação, sua vida é boa, da sua família é boa, você tem um bom emprego, uma casa boa o suficiente , nem é muito de esquerda na verdade, você só gosta de uma ou outra figura de esquerda e gosta de como a simbologia comunista faz você se sentir radical. mas não o suficiente pra se dizer comunista ou querer o socialismo. então pra você defender pacifismo, as instituições e uma democracia liberal em moldes que os estados unidos aprovariam faz sentido, porque o modelo de sociedade que você quer tá quase aí, tá praticamente virando a esquina. basta mais algumas minorias aqui e ali, não muitas também pra não melindrar a classe alta, só o suficiente pra acalmar os integrantes dos grupos ativistas que você finge que gosta pra não ser cancelado mas na verdade abomina porque até eles são radicais demais pra o que você quer pra a sociedade. é o fim da historia afinal, o capitalismo venceu, fukuyama já disse.
  O problema com isso é que as partes envolvidas não são iguais, não tem o mesmo poder politico, econômico, não tem as mesmas ferramentas ideológicas. e num sistema onde recursos são limitados, e quem diz quais são os limites é o representante de uma classe, “farinha pouca meu pirão primeiro”. o trabalhador sempre vai perder, o capital sempre vai ganhar, os ricos e seus representantes vão garantir que isso não mude. e quem não gostar não pode fazer nada, porque o poder politico tá na mão deles. todo avanço que o povo consegue pode e vai ser tirado se a os capitalistas pressionarem pra isso, principalmente se o representante eleito não ligar muito de ceder as coisas.
  E aí você faz o que? senta e chora? também, mas as vezes a insatisfação popular se acumula e vira manifestações populares, que tem um poder de convencimento da classe governante porque já derrubaram governos antes. quem tá lá em cima tem medo de cair , então o povo pode aproveitar essas situações, entre outras possíveis, pra arrancar um pouco de dignidade das mãos gordurosas dos poderosos.
  “Mas zé, e violência, cadê a violência, você não ia falar de violência?” pois é, eu acho que a violência tem que ser um bisturi, tem que ser usada com cuidado e calculadamente. eu parto de um principio pensado por gente mais inteligente que eu que é : se rebelar é justo. toda a violência do oprimido é justificada, porque o opressor agride bem pior toda a população trabalhadora todos os dias.  dito isso, não pode ser bagunça. tem que ter uma organização por trás, um planejamento. não pode dar uma arma na mão do cara, apontar pra a frente e falar “vai lá campeão”. as armas tem que estar sob o comando do partido, ou de orgãos do partido, pra agir calculadamente, e visando um objetivo. o partido deve controlar o exercito, a violência, e não o contrário.
  Pra mim nem toda ação violenta é válida , mas nem toda é inválida. depende da situação. as vezes é a unica opção que resta. mas tem que analisar caso a caso.
   Acho que uma das consequências da dominação americana por tanto tempo foi a naturalização de certas coisas, certos princípios do liberalismo americano que se alojaram no senso comum popular e são tidos como verdade absoluta. uma delas é que rico é gente.
  A democracia no  modelo liberal não é a unica possível. na verdade nem democracia é, é ditadura da burguesia.  democracia pro rico , ditadura pro pobre, direitos pro rico, violência pro pobre, quando devia ser o contrário, todos os direitos pro pobre, nenhum pro rico. quem devia apanhar da policia é o rico. quem devia ser perseguido é o rico, quem devia ter medo, e ter motivos pra ter medo , é o rico. e isso só se consegue com uma revolução, que inevitavelmente envolve violência, mas é principalmente contra o rico, então quem se importa? eles se importam quando a policia mata milhares todos os dias? não. então FODA SE.  #PAS</p>
]]></content:encoded>
      <author>ZeAndarilho</author>
      <guid>https://bolha.blog/read/a/sacyylqp1b</guid>
      <pubDate>Thu, 12 Jun 2025 20:24:42 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Um lugar para chamar de nosso</title>
      <link>https://bolha.blog/segundaficha/um-lugar-para-chamar-de-nosso</link>
      <description>&lt;![CDATA[&#xA;Um lugar para chamar de nosso&#xA;Cosmic radiation&#xA;&#xA;Sejam muito bem vinda, bem vindo e bem vindes ao blog do Segunda Ficha. A ideia, é falar sobre jogos, falar sobre a nossa maravilhosa tag semanal, e claro, sem paywalls e I.A.&#xA;&#xA;Vamos tentar formar uma comunidade gentil, acolhedora e diversa, em games? bora construir isso juntas e juntos? &#xA;&#xA;É isso, pra um primeiro post! hahaha&#xA;&#xA;Nos vemos por aí]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<h1 id="um-lugar-para-chamar-de-nosso">Um lugar para chamar de nosso</h1>

<p><img src="https://wallpaperaccess.com/full/263528.jpg" alt="Cosmic radiation"></p>

<p>Sejam muito bem vinda, bem vindo e bem vindes ao blog do Segunda Ficha. A ideia, é falar sobre jogos, falar sobre a nossa maravilhosa tag semanal, e claro, sem paywalls e I.A.</p>

<p>Vamos tentar formar uma comunidade gentil, acolhedora e diversa, em games? bora construir isso juntas e juntos?</p>

<p>É isso, pra um primeiro post! hahaha</p>

<p>Nos vemos por aí</p>
]]></content:encoded>
      <author>Segunda Ficha</author>
      <guid>https://bolha.blog/read/a/nq4ti8krl0</guid>
      <pubDate>Fri, 06 Jun 2025 01:23:20 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Sobre Amor &amp; Despedidas</title>
      <link>https://bolha.blog/coisas/sobre-amores-and-despedidas</link>
      <description>&lt;![CDATA[  Eram aqueles &#34;olhos de jabuticaba&#34;, que nem mesmo todas as constelações da Via Láctea juntas conseguiam competir em brilho e esplendor.&#xA;&#xA;Sentado em uma desconfortável cadeira de madeira rústica, com uma garrafa na mão e o controle remoto do televisor na outra, assistia a algum programa de plateia idiota, daqueles tão comuns nos canais abertos que não acrescentavam nada de útil - salvo exceções - à minha vida cotidiana.&#xA;&#xA;Ouvi o telefone tocar e levantei-me para atendê-lo. Não consigo imaginar uma melhor maneira de descrever a sensação de levantar daquela cadeira após horas sentado e descendo goela abaixo intensos goles de rum. Primeiramente foi de alívio, como quando se passa antisséptico em uma arranhão e se descobre que ele não arde. Em seguida veio o formigamento e o molejo. Não sentia as pernas e mal conseguia movê-las para sair do lugar. Mas o pior foi quando a sala de estar girou ao meu redor de forma muito semelhante a quando se está em um daqueles carrosséis dos antigos parques de diversões itinerantes. Com muita dificuldade e com uma dor de cabeça tão horrível que parecia haver uma rinha de galos dentro do meu crânio, caminhei até o telefone, tirei-o do gancho e arrastei um &#34;alô&#34; tão longo quanto só um bêbado poderia fazê-lo. Mais tarde, encontrava-me à porta da casa de Ana Carla, com meus trêmulos e longos dedos finos oscilando entre tocar ou não a campainha.&#xA;&#xA;Ela sorriu e estendeu os braços para me envolver com seu calor e perfume.&#xA;&#xA;&#34;Você chegou cedo, ainda não me arrumei&#34;, ela disse. Sua voz me envolvia em uma nuvem mística de prazeres e desejos proibidos. Era música aos meus ouvidos e alimento para a alma.&#xA;&#xA;Ana Carla sempre teve o péssimo hábito de se arrumar depois do horário marcado para nos encontrarmos e também em demorar um pouco mais que uma hora para se sentir satisfeita com a imagem que via refletida no espelho. Não havia alternativa a não ser esperar. E eu sabia, a espera valeria a pena.&#xA;&#xA;Perambulei pela sala observando os quadros que emolduravam clássicos pôsteres da década de 50. Terror e ficção-científica eram seus gêneros prediletos, assim como os meus. &#39;Creature from the Black Lagoon&#39;, &#39;Invasion of the Body Snatchers&#39;, &#39;The Fly&#39;, &#39;The Blob&#39;, &#39;The Thing from Another World&#39;, &#39;Gojira&#39; \[...\], &#39;The Alligator People&#39;, &#39;The Disembodied&#39;, &#39;Curse of the Demon&#39;, &#39;My World Dies Screaming&#39; e tantos outros. Na estante, dezenas de livros entre prosas, poemas, novelas, romances e ensaios. Era um verdadeiro paraíso para um amante de literatura e cinema de terror como eu. Os enfeites luminosos de cristais, a poltrona de vime e um pequeno porta-retratos de tamanho de um cartão de crédito, onde se podia ver uma fotografia desbotada. Ana Carla usava um longo vestido florido e um chapéu de palha enquanto cavalgava um cavalinho daqueles de parque nos quais se inserem moedas para poder passar cinco minutos balançando para frente e para trás. Seu característico sorriso denunciava a felicidade que sentia com a pequena travessura. Fazia alguns anos que havia vendido a minha Lomo que usei para registrar esse saudoso momento. Um calafrio percorreu minha espinha ao ver que ela guardava a fotografia. Tive vontade de pular e dar cambalhotas, abrir a janela e descer livre por oito andares até abraçar a calçada de concreto lá embaixo. Esbocei um leve sorriso...&#xA;&#xA;&#34;Estou pronta&#34;, ela disse. Me virei para vê-la.&#xA;&#xA;\\\&#xA;&#xA;E lá estava ela, linda e sublime, com seus longos e ondulados cabelos negros. Sua pele alva e aquele sorriso encantador digno de um &#39;da Vinci&#39;. E claro, aqueles &#34;olhos de jabuticaba&#34; que nem mesmo todas as constelações da Via Láctea juntas eram capazes de competir em brilho e esplendor. Ela era uma escultura de Michelangelo, uma prosa de Cervantes, um romance de Assis. Era a garota que tantas vezes me agraciou com seu vislumbre na escola, a quem eu observava e absorvia com os olhos. Aquela garota alegre e agitada que dançava livre e desengonçada pelo pátio durante o recreio. Graciosa e atrevida, inteligente e gentil, agressiva quando necessário. Sempre usando camiseta preta, calça jeans desbotada e um &#39;Chuck Taylor All-Stars&#39; surrado.&#xA;&#xA;Meu coração acelerou, era como se em minhas veias, ao invés de sangue, corresse eletricidade. Era como se... Como se eu tivesse voltado no tempo naquele exato momento em que a vi pela primeira vez. Uma nuvem de gafanhotos me devorava de dentro para fora e enquanto me rasgavam para sair, eu era colocado em uma gigante máquina de costura industrial para evitar que os insetos escapassem.&#xA;&#xA;&#34;Obrigada, Roberto. Se não fosse por você, eu estaria muito ferrada&#34;, ela disse.&#xA;&#xA;&#34;Vamos?&#34;, perguntei.&#xA;&#xA;Descemos os oito andares sem trocar palavras enquanto os alto-falantes do elevador insistiam em tocar uma música polifônica chiclete, que tenho certeza, levei semanas para esquecer. O motorista já nos esperava à frente do prédio. Entramos no carro e ele deu a partida.&#xA;&#xA;\\\&#xA;&#xA;Enquanto seguíamos em direção ao nosso destino, as luzes da cidade transpassavam pelo vidro e acariciavam as faces de Ana. Neste momento, eu já a chamava apenas de Ana, sempre com um sorriso de canto e a alma bailante. Ana, música e poesia. Estava chovendo naquela noite e os semáforos, outdoors, painéis de neon, fachadas de lojas, faróis e tantas outras luzes, projetavam esplêndidas esferas de luz coloridas que desenhavam e destacavam cada magnífica e maravilhosa pequena imperfeição do rosto perfeito de Ana. Um paradoxo no qual eu me deleitava em observar.&#xA;&#xA;&#34;Quer ouvir algo?&#34;, ela perguntou. &#34;Motorista? Posso sintonizar o rádio?&#34; Era típico dela, perguntas sem expectativas de resposta, seu modo particular de dizer &#34;vou fazer&#34; ou &#34;estou fazendo&#34;.&#xA;&#xA;  Faço promessas malucas&#xA;  Tão curtas quanto um sonho bom&#xA;  Se eu te escondo a verdade, baby&#xA;  É pra te proteger da solidão br&#xA;    Faz parte do meu show&#xA;  Faz parte do meu show, meu amor&#xA;&#xA;E prosseguimos assim, por todo o caminho. Cada um em seu lado do assento de passageiros, as luzes da cidade projetando sombras e exaltando a graciosidade de Ana, e um quase silêncio quebrado apenas pelo motor do carro, os sons da vida noturna em uma capital e as músicas de Cazuza no rádio.&#xA;&#xA;&#34;Foi bom estar com você, filho da puta&#34;, ela disse enquanto repousava a cabeça pro sobre meu ombro. E outra vez mais, minha alma bailou ao som da música que emanava em cada palavra pronunciada por ela.&#xA;&#xA;\\\&#xA;&#xA;&#34;Acorde! Chegamos.&#34;, eu disse. Ana abriu os olhos lentamente e sorriu.&#xA;&#xA;&#34;Mas já? Acho que devíamos pedir ao motorista para dar uma volta em torno do quarteirão. Quero aproveitar um pouco mais&#34;, disse em tom travesso.&#xA;&#xA;Se eu pudesse, faria exatamente o que ela me pediu. Ainda mais eu, que nunca soube dizer não para ela. Mas aquela era outra situação.&#xA;&#xA;&#34;Vamos! Desça. Está atrasada&#34;.&#xA;&#xA;Ela se levantou, mas não sem esboçar uma expressão de descontentamento e dengo. Olhou para frente e depois para mim. Então, ela sorriu.&#xA;&#xA;&#34;Obrigada. Amo você.&#34;, ela disse.&#xA;&#xA;Eu fiquei ali, observando-a subir os degraus que a levariam à Catedral. Lá dentro, todos a esperavam.&#xA;&#xA;\\\&#xA;&#xA;Duas semanas depois, ainda com a música do elevador ecoando em minha cabeça, encontrei Ana em uma cafeteria da cidade. Não a havia visto e por isso ela pôde fazer uma de suas brincadeiras preferidas, chegar sorrateiramente por trás de alguém, cobrir-lhe os olhos com as mãos e perguntar &#34;Quem é?&#34;. Como se fosse possível não saber. Sua voz, sua música, sua poesia eram inconfundíveis.&#xA;&#xA;Virei-me e esforcei um sorriso. E lá estava ela, a garota que tantas vezes me agraciou com seu vislumbre na escola, a quem eu observava e absorvia com os olhos. E enquanto ela sorria e gesticulava alegremente ao falar, meus olhos poderiam ter visto no seu anelar esquerdo o brilho de um diamante. Mas eles não viram. Meus olhos só conseguiam ver o sorriso e o olhar de Ana, aqueles lindos &#34;olhos de jabuticaba&#34;.&#xA;&#xA;`Inspirado no meu poema original Jabuticabas.`]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Eram aqueles “olhos de jabuticaba”, que nem mesmo todas as constelações da Via Láctea juntas conseguiam competir em brilho e esplendor.</p></blockquote>

<p>Sentado em uma desconfortável cadeira de madeira rústica, com uma garrafa na mão e o controle remoto do televisor na outra, assistia a algum programa de plateia idiota, daqueles tão comuns nos canais abertos que não acrescentavam nada de útil – salvo exceções – à minha vida cotidiana.</p>

<p>Ouvi o telefone tocar e levantei-me para atendê-lo. Não consigo imaginar uma melhor maneira de descrever a sensação de levantar daquela cadeira após horas sentado e descendo goela abaixo intensos goles de rum. Primeiramente foi de alívio, como quando se passa antisséptico em uma arranhão e se descobre que ele não arde. Em seguida veio o formigamento e o molejo. Não sentia as pernas e mal conseguia movê-las para sair do lugar. Mas o pior foi quando a sala de estar girou ao meu redor de forma muito semelhante a quando se está em um daqueles carrosséis dos antigos parques de diversões itinerantes. Com muita dificuldade e com uma dor de cabeça tão horrível que parecia haver uma rinha de galos dentro do meu crânio, caminhei até o telefone, tirei-o do gancho e arrastei um “alô” tão longo quanto só um bêbado poderia fazê-lo. Mais tarde, encontrava-me à porta da casa de Ana Carla, com meus trêmulos e longos dedos finos oscilando entre tocar ou não a campainha.</p>

<p>Ela sorriu e estendeu os braços para me envolver com seu calor e perfume.</p>

<p>“Você chegou cedo, ainda não me arrumei”, ela disse. Sua voz me envolvia em uma nuvem mística de prazeres e desejos proibidos. Era música aos meus ouvidos e alimento para a alma.</p>

<p>Ana Carla sempre teve o péssimo hábito de se arrumar depois do horário marcado para nos encontrarmos e também em demorar um pouco mais que uma hora para se sentir satisfeita com a imagem que via refletida no espelho. Não havia alternativa a não ser esperar. E eu sabia, a espera valeria a pena.</p>

<p>Perambulei pela sala observando os quadros que emolduravam clássicos pôsteres da década de 50. Terror e ficção-científica eram seus gêneros prediletos, assim como os meus. &#39;Creature from the Black Lagoon&#39;, &#39;Invasion of the Body Snatchers&#39;, &#39;The Fly&#39;, &#39;The Blob&#39;, &#39;The Thing from Another World&#39;, &#39;Gojira&#39; [...], &#39;The Alligator People&#39;, &#39;The Disembodied&#39;, &#39;Curse of the Demon&#39;, &#39;My World Dies Screaming&#39; e tantos outros. Na estante, dezenas de livros entre prosas, poemas, novelas, romances e ensaios. Era um verdadeiro paraíso para um amante de literatura e cinema de terror como eu. Os enfeites luminosos de cristais, a poltrona de vime e um pequeno porta-retratos de tamanho de um cartão de crédito, onde se podia ver uma fotografia desbotada. Ana Carla usava um longo vestido florido e um chapéu de palha enquanto cavalgava um cavalinho daqueles de parque nos quais se inserem moedas para poder passar cinco minutos balançando para frente e para trás. Seu característico sorriso denunciava a felicidade que sentia com a pequena travessura. Fazia alguns anos que havia vendido a minha Lomo que usei para registrar esse saudoso momento. Um calafrio percorreu minha espinha ao ver que ela guardava a fotografia. Tive vontade de pular e dar cambalhotas, abrir a janela e descer livre por oito andares até abraçar a calçada de concreto lá embaixo. Esbocei um leve sorriso...</p>

<p>“Estou pronta”, ela disse. Me virei para vê-la.</p>

<p>***</p>

<p>E lá estava ela, linda e sublime, com seus longos e ondulados cabelos negros. Sua pele alva e aquele sorriso encantador digno de um &#39;da Vinci&#39;. E claro, aqueles “olhos de jabuticaba” que nem mesmo todas as constelações da Via Láctea juntas eram capazes de competir em brilho e esplendor. Ela era uma escultura de Michelangelo, uma prosa de Cervantes, um romance de Assis. Era a garota que tantas vezes me agraciou com seu vislumbre na escola, a quem eu observava e absorvia com os olhos. Aquela garota alegre e agitada que dançava livre e desengonçada pelo pátio durante o recreio. Graciosa e atrevida, inteligente e gentil, agressiva quando necessário. Sempre usando camiseta preta, calça jeans desbotada e um &#39;Chuck Taylor All-Stars&#39; surrado.</p>

<p>Meu coração acelerou, era como se em minhas veias, ao invés de sangue, corresse eletricidade. Era como se... Como se eu tivesse voltado no tempo naquele exato momento em que a vi pela primeira vez. Uma nuvem de gafanhotos me devorava de dentro para fora e enquanto me rasgavam para sair, eu era colocado em uma gigante máquina de costura industrial para evitar que os insetos escapassem.</p>

<p>“Obrigada, Roberto. Se não fosse por você, eu estaria muito ferrada”, ela disse.</p>

<p>“Vamos?”, perguntei.</p>

<p>Descemos os oito andares sem trocar palavras enquanto os alto-falantes do elevador insistiam em tocar uma música polifônica chiclete, que tenho certeza, levei semanas para esquecer. O motorista já nos esperava à frente do prédio. Entramos no carro e ele deu a partida.</p>

<p>***</p>

<p>Enquanto seguíamos em direção ao nosso destino, as luzes da cidade transpassavam pelo vidro e acariciavam as faces de Ana. Neste momento, eu já a chamava apenas de Ana, sempre com um sorriso de canto e a alma bailante. Ana, música e poesia. Estava chovendo naquela noite e os semáforos, outdoors, painéis de neon, fachadas de lojas, faróis e tantas outras luzes, projetavam esplêndidas esferas de luz coloridas que desenhavam e destacavam cada magnífica e maravilhosa pequena imperfeição do rosto perfeito de Ana. Um paradoxo no qual eu me deleitava em observar.</p>

<p>“Quer ouvir algo?”, ela perguntou. “Motorista? Posso sintonizar o rádio?” Era típico dela, perguntas sem expectativas de resposta, seu modo particular de dizer “vou fazer” ou “estou fazendo”.</p>

<blockquote><p>Faço promessas malucas
Tão curtas quanto um sonho bom
Se eu te escondo a verdade, baby
É pra te proteger da solidão <br></p>

<p>Faz parte do meu show
Faz parte do meu show, meu amor</p></blockquote>

<p>E prosseguimos assim, por todo o caminho. Cada um em seu lado do assento de passageiros, as luzes da cidade projetando sombras e exaltando a graciosidade de Ana, e um quase silêncio quebrado apenas pelo motor do carro, os sons da vida noturna em uma capital e as músicas de Cazuza no rádio.</p>

<p>“Foi bom estar com você, filho da puta”, ela disse enquanto repousava a cabeça pro sobre meu ombro. E outra vez mais, minha alma bailou ao som da música que emanava em cada palavra pronunciada por ela.</p>

<p>***</p>

<p>“Acorde! Chegamos.”, eu disse. Ana abriu os olhos lentamente e sorriu.</p>

<p>“Mas já? Acho que devíamos pedir ao motorista para dar uma volta em torno do quarteirão. Quero aproveitar um pouco mais”, disse em tom travesso.</p>

<p>Se eu pudesse, faria exatamente o que ela me pediu. Ainda mais eu, que nunca soube dizer não para ela. Mas aquela era outra situação.</p>

<p>“Vamos! Desça. Está atrasada”.</p>

<p>Ela se levantou, mas não sem esboçar uma expressão de descontentamento e dengo. Olhou para frente e depois para mim. Então, ela sorriu.</p>

<p>“Obrigada. Amo você.”, ela disse.</p>

<p>Eu fiquei ali, observando-a subir os degraus que a levariam à Catedral. Lá dentro, todos a esperavam.</p>

<p>***</p>

<p>Duas semanas depois, ainda com a música do elevador ecoando em minha cabeça, encontrei Ana em uma cafeteria da cidade. Não a havia visto e por isso ela pôde fazer uma de suas brincadeiras preferidas, chegar sorrateiramente por trás de alguém, cobrir-lhe os olhos com as mãos e perguntar “Quem é?”. Como se fosse possível não saber. Sua voz, sua música, sua poesia eram inconfundíveis.</p>

<p>Virei-me e esforcei um sorriso. E lá estava ela, a garota que tantas vezes me agraciou com seu vislumbre na escola, a quem eu observava e absorvia com os olhos. E enquanto ela sorria e gesticulava alegremente ao falar, meus olhos poderiam ter visto no seu anelar esquerdo o brilho de um diamante. Mas eles não viram. Meus olhos só conseguiam ver o sorriso e o olhar de Ana, aqueles lindos “olhos de jabuticaba”.</p>

<p><code>Inspirado no meu poema original **Jabuticabas**.</code></p>
]]></content:encoded>
      <author>Outras Coisas Mais</author>
      <guid>https://bolha.blog/read/a/5m7u8nm7uq</guid>
      <pubDate>Sun, 01 Jun 2025 22:20:43 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Sobre Moralismos &amp; Infortúnios </title>
      <link>https://bolha.blog/coisas/sobre-putas-moralismos-e-seus-infortunios</link>
      <description>&lt;![CDATA[Dias desses, conheci uma mulher que se apresentou como Puta. Digo &#34;Puta&#34; porque foi assim que ela pediu para ser chamada, com &#34;P&#34; maiúsculo mesmo. Ela afirmou que, naquele bar, não havia espaço para seu outro eu. O nome dela era Ágata, embora não fosse o verdadeiro. Passamos a noite tomando cerveja e conversando. Escrevi um poema para ela, e ela me mostrou alguns dos seus. &#xA;&#xA;No fim da madrugada, enquanto o sol surgia a leste, tingindo o céu em nuances de lilás e dourado, trocamos números de telefone com o objetivo de nos conhecermos além das máscaras que nós, boêmios, poetas e vagabundos, costumamos usar ao se apresentar à &#34;civilização&#34;. Ao chegar em casa escrevi alguns versos inspirados na beleza cativante da forma e da alma daquela Puta. Quando percebi, dias depois, tinha um conto com uma estética muito parecida com a de &#34;Lucíola&#34;, de José de Alencar. Mas sem a soberba de Alencar e de obras como &#34;A Dama das Camélias&#34;, de Dumas Filho, em que a cortesã, ou melhor, a Puta, é sempre vista como indigna do amor, cuja única redenção possível é a morte.&#xA;&#xA;Entretanto, o texto ia avançando à medida que eu e Ágata mantivemos contato, e a narrativa inevitavelmente se aproximou desse tema que eu queria evitar. Ela adoeceu, muito, e eu, apaixonado, me dispus a ajudar. Foi então que comecei a me perguntar até que ponto as narrativas de José de Alencar e de Dumas seguem o caminho que reflete o pensamento puritano e machista da época, e em que ponto, de fato, tal sina de dor e sofrimento, de rejeição e esquecimento, é comum à vida dessas mulheres. &#xA;&#xA;A Puta que conheci estava com problemas respiratórios devido às madrugadas sem fim ao relento, assim como Lucíola e Marguerite. É triste ver que velhos preconceitos moldam a realidade de tal modo que tornam tais destinos os quase únicos viáveis para essas mulheres. A crença distorcida de que não merecem ser amadas (e me refiro a todo tipo de amor, não apenas ao amor romântico), cuidadas, que elas não são mulheres, &#34;apenas Putas&#34;, como Ágata bem quis enfatizar, faz dessa distorção uma verdade absoluta e universal. É como se, independente de seus esforços um poder sobrenatural as puxasse para essa existência de infortúnios. Mas não há nada de sobrenatural nesse poder. É um poder real, estrutural.&#xA;&#xA;Ao mesmo tempo em que faço tal reflexão, caio na armadilha de que talvez eu pudesse ajudar. O mito patriarcal do &#34;homem redentor&#34;. É incrível como certas coisas se entrelaçam em nós. Apesar do senso crítico e da autocrítica, ainda imagino ela largando essa vida e arrumando outro emprego. Mas imagino isso por uma questão moralista ou por perceber a realidade indignante que essas mulheres vivem?&#xA;&#xA;Nota: Já conheci e me relacionei com pessoas que eram acompanhantes e que faziam isso não por uma questão existencial, falta de oportunidades, família desajustada ou qualquer outro motivo complexo. Elas o faziam assim como alguém escolhe ser advogada, médica ou padeira. Eram pessoas felizes, saudáveis biopsicossocialmente, etc. Portanto, faço a ressalva de que o texto acima diz respeito àquelas pessoas (independente de gênero, identidade ou sexualidade) que permanecem nessas circunstâncias por fatores externos à sua vontade.&#xA;&#xA;]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Dias desses, conheci uma mulher que se apresentou como Puta. Digo “Puta” porque foi assim que ela pediu para ser chamada, com “P” maiúsculo mesmo. Ela afirmou que, naquele bar, não havia espaço para seu outro eu. O nome dela era Ágata, embora não fosse o verdadeiro. Passamos a noite tomando cerveja e conversando. Escrevi um poema para ela, e ela me mostrou alguns dos seus.</p>

<p>No fim da madrugada, enquanto o sol surgia a leste, tingindo o céu em nuances de lilás e dourado, trocamos números de telefone com o objetivo de nos conhecermos além das máscaras que nós, boêmios, poetas e vagabundos, costumamos usar ao se apresentar à “civilização”. Ao chegar em casa escrevi alguns versos inspirados na beleza cativante da forma e da alma daquela Puta. Quando percebi, dias depois, tinha um conto com uma estética muito parecida com a de “Lucíola”, de José de Alencar. Mas sem a soberba de Alencar e de obras como “A Dama das Camélias”, de Dumas Filho, em que a cortesã, ou melhor, a Puta, é sempre vista como indigna do amor, cuja única redenção possível é a morte.</p>

<p>Entretanto, o texto ia avançando à medida que eu e Ágata mantivemos contato, e a narrativa inevitavelmente se aproximou desse tema que eu queria evitar. Ela adoeceu, muito, e eu, apaixonado, me dispus a ajudar. Foi então que comecei a me perguntar até que ponto as narrativas de José de Alencar e de Dumas seguem o caminho que reflete o pensamento puritano e machista da época, e em que ponto, de fato, tal sina de dor e sofrimento, de rejeição e esquecimento, é comum à vida dessas mulheres.</p>

<p>A Puta que conheci estava com problemas respiratórios devido às madrugadas sem fim ao relento, assim como Lucíola e Marguerite. É triste ver que velhos preconceitos moldam a realidade de tal modo que tornam tais destinos os quase únicos viáveis para essas mulheres. A crença distorcida de que não merecem ser amadas (e me refiro a todo tipo de amor, não apenas ao amor romântico), cuidadas, que elas não são mulheres, “apenas Putas”, como Ágata bem quis enfatizar, faz dessa distorção uma verdade absoluta e universal. É como se, independente de seus esforços um poder sobrenatural as puxasse para essa existência de infortúnios. Mas não há nada de sobrenatural nesse poder. É um poder real, estrutural.</p>

<p>Ao mesmo tempo em que faço tal reflexão, caio na armadilha de que talvez eu pudesse ajudar. O mito patriarcal do “homem redentor”. É incrível como certas coisas se entrelaçam em nós. Apesar do senso crítico e da autocrítica, ainda imagino ela largando essa vida e arrumando outro emprego. Mas imagino isso por uma questão moralista ou por perceber a realidade indignante que essas mulheres vivem?</p>

<p><code>**Nota:** Já conheci e me relacionei com pessoas que eram acompanhantes e que faziam isso não por uma questão existencial, falta de oportunidades, família desajustada ou qualquer outro motivo complexo. Elas o faziam assim como alguém escolhe ser advogada, médica ou padeira. Eram pessoas felizes, saudáveis biopsicossocialmente, etc. Portanto, faço a ressalva de que o texto acima diz respeito àquelas pessoas (independente de gênero, identidade ou sexualidade) que permanecem nessas circunstâncias por fatores externos à sua vontade.</code></p>
]]></content:encoded>
      <author>Outras Coisas Mais</author>
      <guid>https://bolha.blog/read/a/ez37gqvf8j</guid>
      <pubDate>Tue, 27 May 2025 17:51:59 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>A Derrota do Fascismo</title>
      <link>https://bolha.blog/paulohrpinheiro/a-derrota-do-fascismo</link>
      <description>&lt;![CDATA[reichstag&#xA;&#xA;A vitória sobre o fascismo, historicamente, não é fruto de recuos ou concessões, antes é resultado da revolução socialista.&#xA;&#xA;]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p><img src="https://s3.us-central-1.wasabisys.com/pixelfedprod/public/m/_v2/623879489199559331/208209554-471e9e/UA3L6T4uZR2A/2BILjPK4y5DZZKMQVv8gNO9JmPV0eCaAVJMX8iAM.webp" alt="reichstag" title="Tomada do Reichstag"></p>

<p>A vitória sobre o fascismo, historicamente, não é fruto de recuos ou concessões, antes é resultado da revolução socialista.</p>
]]></content:encoded>
      <author>Paulo Henrique Rodrigues Pinheiro</author>
      <guid>https://bolha.blog/read/a/3nbxkrk1vj</guid>
      <pubDate>Sun, 04 May 2025 13:56:06 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Pensamento de Mao Zedong e Socialismo com Características Chinesas</title>
      <link>https://bolha.blog/jorgemorais/pensamento-de-mao-zedong-e-socialismo-com-caracteristicas-chinesas</link>
      <description>&lt;![CDATA[a id=&#34;orgf515579&#34;/a&#xA;&#xA;Posição oficial do Partido Comunista da China.  Elaboração e explicação dos três estágios do socialismo.&#xA;&#xA;#China #PRC #socialismo #socialismocaracteristicaschinesas #comunismo #plano #longoprazo &#xA;&#xA;De https://lemmygrad.ml/post/230846&#xA;&#xA;Índice&#xA;&#xA;Pensamento de Mao Zedong e Socialismo com Características Chinesas&#xA;    Tendências políticas na China&#xA;    Terceira era do socialismo chinês&#xA;    Estágios do Socialismo&#xA;        Estágio 0: Período de Construção Socialista&#xA;        Estágio Primário do Socialismo&#xA;        Estágio Intermediário do Socialismo&#xA;        Estágio Avançado/Final do Socialismo antes do Comunismo&#xA;        Comunismo&#xA;    Referências&#xA;&#xA;a id=&#34;org399ab80&#34;/a&#xA;&#xA;Tendências políticas na China&#xA;&#xA;De acordo com Xi Jinping e o atual consenso do Partido,supa id=&#34;fnr.1&#34; class=&#34;footref&#34; href=&#34;#fn.1&#34; role=&#34;doc-backlink&#34;1/a/sup a China hoje tem quatro amplas tendências políticas:&#xA;&#xA;&#34;Ultra-esquerda&#34;, que defende a era Mao e o Pensamento de Mao Zedong, mas rejeita a era Deng Xiaoping e o arcabouço teórico do Socialismo com Características Chinesas.  Esta posição deve ser &#34;profundamente reexaminada&#34;.&#xA;&#34;Esquerda&#34;, que defende as eras de Mao e Deng, o Pensamento de Mao Zedong e o Socialismo com Características Chinesas.  Esta posição deve ser &#34;fortemente promovida&#34;.&#xA;&#34;Direita&#34;, que rejeita Mao e o Pensamento de Mao Zedong, mas defende Deng Xiaoping e o Socialismo com Características Chinesas.  Esta posição também deve ser &#34;profundamente reexaminada&#34;.&#xA;&#34;Ultra-direita&#34;, que rejeita ambas as eras Mao e Deng, assim como o Pensamento de Mao Zedong e o Socialismo com Características Chinesas.  Esta posição deve ser &#34;firmemente oposta&#34;.&#xA;&#xA;Mao e Deng cometeram erros esquerdistas e direitistas, respectivamente.  No entanto, suas contribuições ao socialismo chinês são imensas e devem ser abraçadas.  De acordo com essa realidade, merecem tolerância crítica as posições &#34;ultra-esquerda&#34; e &#34;direita&#34; descritas acima.  Já a &#34;ultra-direita, que visa restaurar o capitalismo, é inaceitável.&#xA;&#xA;Esta posição foi posta em prática na educação comum e nas escolas e disciplina do Partido.  Um exemplo disso é o testemunho de ex-membros liberais expulsos do Partido:supa id=&#34;fnr.2&#34; class=&#34;footref&#34; href=&#34;#fn.2&#34; role=&#34;doc-backlink&#34;2/a/sup&#xA;&#xA;  Alguém sempre perde em qualquer turbulência política.  Na ascensão de Xi, é a elite de segunda geração, como Cai e suas famílias que foram forçados ao silêncio, esconderijo ou exílio, deixando Xi sem contestação no topo da pirâmide do Partido Comunista da China.&#xA;    &#34;São pessoas que foram para Harvard ou Yale, que falam excelente inglês, e eles não gostam de Xi&#34;.&#xA;    Ele diz a combinação do Partido como um compromisso ideológico e como um veículo para promoção profissional deixou esse grupo de líderes chineses potenciais afastados.&#xA;    &#34;Essas pessoas estão vendo seu propósito destruído&#34;, diz ele.  &#34;Xi Jinping não gosta daquele grupo de membros, ele gosta de verdadeiros adeptos porque ele é um verdadeiro adepto.&#34;&#xA;  (grifo do autor)&#xA;&#xA;Essencialmente, Xi Jinping focou em eliminar a corrupção que antes era difundida,supa id=&#34;fnr.3&#34; class=&#34;footref&#34; href=&#34;#fn.3&#34; role=&#34;doc-backlink&#34;3/a/sup bem como completamente desmantelar as redes da CIA dentro do Partido e do Estado.supa id=&#34;fnr.4&#34; class=&#34;footref&#34; href=&#34;#fn.4&#34; role=&#34;doc-backlink&#34;4/a/sup  Ele também se dedicou a limpar o Partido do liberalismo; caçadores de currículo; niilismo histórico em relação à história do Partido; e idolatria do Ocidente,supa id=&#34;fnr.5&#34; class=&#34;footref&#34; href=&#34;#fn.5&#34; role=&#34;doc-backlink&#34;5/a/sup todas essas condições infelizes que se desenvolveram durante a era Deng, sofrendo metástase durante as administrações de Jiang Zemin (e seu clique de Xangai) e Hu Jintao.&#xA;&#xA;a id=&#34;org6d423c2&#34;/a&#xA;&#xA;Terceira era do socialismo chinês&#xA;&#xA;No entanto, em 2017 no 19º Congresso do Partido Comunista da China, foi declarada uma terceira era no socialismo chinêssupa id=&#34;fnr.6&#34; class=&#34;footref&#34; href=&#34;#fn.6&#34; role=&#34;doc-backlink&#34;6/a/sup de acordo com a posição &#34;esquerda&#34; apresentada acima.  Os objetivos principais desta era são afirmar a autoridade do Partido na economia para realizar as tarefas tecnológicas, sociais, culturais e econômicas necessárias para elevar completamente a China de uma economia de renda média e dependente de manufatura de baixa complexidade orientada a exportação para uma economia de renda alta,supa id=&#34;fnr.7&#34; class=&#34;footref&#34; href=&#34;#fn.7&#34; role=&#34;doc-backlink&#34;7/a/sup inovadora,supa id=&#34;fnr.8&#34; class=&#34;footref&#34; href=&#34;#fn.8&#34; role=&#34;doc-backlink&#34;8/a/sup e autônomasupa id=&#34;fnr.9&#34; class=&#34;footref&#34; href=&#34;#fn.9&#34; role=&#34;doc-backlink&#34;9/a/sup no período 2021-2035.  Em outras palavras, a China quer grande manufatura de alta qualidade, alta tecnologia e alta complexidade em vez de desindustrializar, financeirizar e terceirizar como Estados Unidos e Grã-Bretanha.&#xA;&#xA;Com a China provavelmente alcançando os níveis de desenvolvimento humano e PIB per capita de alguns países do sul da Europa até 2035, e muito possivelmente alcançando nesses termos aos países do oeste e norte da Europa até 2049, a China terá concluído o Estágio Primário do Socialismo e ascenderá ao Estágio Intermediário até 2049:&#xA;&#xA;  Do Estágio Primário do socialismo ao Intermediário e depois ao Avançado, a China está seguindo um processo de desenvolvimento de constante evolução e constante fortalecimento.  Atualmente, na &#34;segunda metade&#34; do estágio primário do socialismo, a China já desenvolveu importantes características econômicas que são normalmente encontradas em uma entidade econômica avançada; por exemplo, crescimento impulsionado pela inovação, pós-industrialização, manufatura verde e energia verde; ao mesmo enfrentando os desafios do envelhecimento da população e da baixa fertilidade.  Além disso, alcançou a modernização do setor de serviços, e a informatização e digitalização.  Essas características refletem uma situação em que os fatores de desenvolvimento estão se tornando cada vez mais dominantes, enquanto os fatores de subdesenvolvimento diminuem.supa id=&#34;fnr.10&#34; class=&#34;footref&#34; href=&#34;#fn.10&#34; role=&#34;doc-backlink&#34;10/a/sup&#xA;&#xA;e também:&#xA;&#xA;  Agora parece que alcançaremos nossa meta de concluir a construção de uma sociedade moderadamente próspera em todos os aspectos até 2021, ano em que o Partido Comunista da China comemora seu centenário.  Até o 100º aniversário da estabelecimento da República Popular da China [2049], teremos alcançado nossa meta de transformar a China em um grande país socialista moderno que seja próspero, forte, democrático, culturalmente avançado, harmonioso e belo.&#xA;    Após 2050, a China entrará no estágio intermediário do desenvolvimento socialista.  O tema do desenvolvimento mudará de &#34;prosperidade comum&#34; para &#34;desenvolvimento comum&#34;, com duas missões históricas principais: (1) transformar a China em um país socialista altamente desenvolvido e moderno (ou seja, a meta do terceiro centenário) até 2078, o centenário da reforma e abertura da China; e (2) realizar o grande rejuvenescimento da nação chinesa até o fim do século.&#xA;    O terceiro objetivo centenário da China pode ser descrito como uma mudança de &#34;alcançar o desenvolvimento comum&#34; para &#34;tornar-se altamente desenvolvido&#34;.  O objetivo principal é transformar a China em um grande país socialista moderno que seja próspero, forte, democrático, culturalmente avançado, harmonioso e belo em todos os aspectos, para estabelecer uma base sólida com padrões mais elevados para permitir o grande rejuvenescimento da nação chinesa.supa id=&#34;fnr.11&#34; class=&#34;footref&#34; href=&#34;#fn.11&#34; role=&#34;doc-backlink&#34;11/a/sup&#xA;&#xA;a id=&#34;org6e672d0&#34;/a&#xA;&#xA;Estágios do Socialismo&#xA;&#xA;A melhor maneira de resumir os estágios de acordo com a linha teórica atual do Partido Comunista da China e a interpretação do professor Cheng Enfu:supa id=&#34;fnr.12&#34; class=&#34;footref&#34; href=&#34;#fn.12&#34; role=&#34;doc-backlink&#34;12/a/sup&#xA;&#xA;![Elementos centrais do capitalismo, socialismo -- estágios primário,&#xA;intermediário e avançado -- e comunismo](https://cloud.disroot.org/s/ftaK7kYmtMga5FY/download/elementos-centrais-do-capitalismo-socialismo-comunismo.jpg)&#xA;&#xA;a id=&#34;org8f9988f&#34;/a&#xA;&#xA;Estágio 0: Período de Construção Socialista&#xA;&#xA;Fundação da RPC (1949) até o fim da Grande Revolução Cultural Proletária e o período Boluan Fanzheng (1977)&#xA;Bloco das Quatro Classes, Nova Democracia&#xA;Ditadura Democrática Popular com Liderança Proletária&#xA;Construção das instituições básicas da RPC&#xA;Industrialização básica, urbanização e desenvolvimento de infraestrutura&#xA;Erradicação de privações graves, duplicação da expectativa de vida e outras conquistas&#xA;&#xA;Oficialmente, esse período faz parte do estágio primário, mas geralmente é considerado como uma era separada.&#xA;&#xA;a id=&#34;orgdd1a278&#34;/a&#xA;&#xA;Estágio Primário do Socialismo&#xA;&#xA;Início da Reforma e Abertura (1978) até o 100º ano da fundação da RPC (2049)&#xA;    Dividido em dois subestágios:&#xA;        1978-2020 Sociedade Moderadamente Próspera, erradicação da pobreza absoluta&#xA;        2021-2049 Prosperidade Moderna, erradicação da pobreza relativa e do subdesenvolvimento&#xA;Economia socialista de mercado&#xA;    Propriedade pública (sob várias formas) primária; propriedade privada secundária.&#xA;    Distribuição baseada no mercado de acordo com o trabalho primária; de acordo com o capital secundária&#xA;    Economia de mercado dominada pelo Estado&#xA;&#xA;a id=&#34;org3350c84&#34;/a&#xA;&#xA;Estágio Intermediário do Socialismo&#xA;&#xA;Aniversário de 100 anos da RPC até o &#39;fim do século&#39;.&#xA;    Dividido em dois subestágios&#xA;        2050-2078 Altamente Desenvolvido, centenário da Reforma e Abertura&#xA;        2079-2100\ Grande Rejuvenescimento da Nação Chinesa&#xA;Economia socialista de mercado 2.0 (ainda sem nome oficial)&#xA;    Várias formas de propriedade social (estatal, cooperativa, sociedade anônima); nenhuma propriedade privada&#xA;    Vários tipos de distribuição de mercadorias de acordo com o trabalho &amp;#x2013; semelhante à elaboração de Stalinsupa id=&#34;fnr.13&#34; class=&#34;footref&#34; href=&#34;#fn.13&#34; role=&#34;doc-backlink&#34;13/a/sup&#xA;    Economia planejada dominada pelo Estado com ajustes secundários no mercado&#xA;&#xA;Teóricos sugeriram pular o estágio &#39;intermediário&#39; e, em vez disso, ter um &#39;estágio avançado&#39; mais longo.  Os desenvolvimentos teóricos só são fixados quando votados e aprovados em congressos e/ou adicionados à constituição do Partido.&#xA;&#xA;a id=&#34;org45b15e9&#34;/a&#xA;&#xA;Estágio Avançado/Final do Socialismo antes do Comunismo&#xA;&#xA;2100\-???&#xA;    Não há especulação oficial sobre o ano exato, mas antes do final deste século&#xA;Economia Totalmente Socialista&#xA;    Propriedade Pública Única por toda a sociedade&#xA;    Distribuição baseada em produtos de acordo com o trabalho (superação/abolição da forma de commodity)&#xA;    Economia Totalmente Planejada&#xA;&#xA;a id=&#34;org661c65d&#34;/a&#xA;&#xA;Comunismo&#xA;&#xA;Propriedade pública única por toda a sociedade&#xA;Distribuição baseada em produtos de acordo com a necessidade primária.  Distribuição de acordo com o trabalho para novos produtos em menor oferta.&#xA;Economia totalmente planejada&#xA;&#xA;a id=&#34;org876a44e&#34;/a&#xA;&#xA;Referências&#xA;&#xA;style.csl-entry{text-indent: -1.5em; margin-left: 1.5em;}/stylediv class=&#34;csl-bib-body&#34;&#xA;  div class=&#34;csl-entry&#34;Bagshaw, Eryk. 2021. ““Follow the Party forever’: What does it take to get into the Communist Party of China? The CCP is integral to life in China but getting in isn’t easy, and staying a member is a life’s work. What are the benefits? And who’s really in charge?” The Sydney Morning Herald. a href=&#34;https://www.smh.com.au/world/asia/party-time-100-years-on-from-the-founding-of-the-ccp-who-runs-china-20210624-p5840p.html&#34;https://www.smh.com.au/world/asia/party-time-100-years-on-from-the-founding-of-the-ccp-who-runs-china-20210624-p5840p.html/a./div&#xA;  div class=&#34;csl-entry&#34;Dorfman, Zach. 2020. “China’s Secret War for U.S. Data Blew American Spies’ Cover: The discovery of U.S. spy networks in China fueled a decadelong global war over data between Beijing and Washington.” Foreign Policy Magazine. a href=&#34;https://foreignpolicy.com/2020/12/21/china-stolen-us-data-exposed-cia-operatives-spy-networks&#34;https://foreignpolicy.com/2020/12/21/china-stolen-us-data-exposed-cia-operatives-spy-networks/a./div&#xA;  div class=&#34;csl-entry&#34;Goldman, David P. 2021. “China’s Road to Socialist Modernization. Asia Times.” June 26, 2021. a href=&#34;http://asiatimes.com/2021/06/china-is-first-out-of-the-gate-to-industry-4-0/&#34;http://asiatimes.com/2021/06/china-is-first-out-of-the-gate-to-industry-4-0//a./div&#xA;  div class=&#34;csl-entry&#34;Hu, Angang, Yilong Yan, Xiao Tang, and Shenglong Liu. 2021a. “China’s road to socialist modernization.” In i2050 China: Becoming a great modern socialist country/i, 1–19. Singapore: Springer Singapore. a href=&#34;https://doi.org/10.1007/978-981-15-9833-31&#34;https://doi.org/10.1007/978-981-15-9833-31/a./div&#xA;  div class=&#34;csl-entry&#34;———. 2021b. “Conclusion: The Mission of the Communist Party of China.” In i2050 China: Becoming a Great Modern Socialist Country/i, 89–90. Singapore: Springer Singapore. a href=&#34;https://doi.org/10.1007/978-981-15-9833-37&#34;https://doi.org/10.1007/978-981-15-9833-37/a./div&#xA;  div class=&#34;csl-entry&#34;International Manifesto Group. 2021. “State Capitalist or Market Socialist? The Social Character of the People’s Republic of China.” May 17, 2021. a href=&#34;https://youtu.be/lr7fe-Cgcvo?t=2343&#34;https://youtu.be/lr7fe-Cgcvo?t=2343/a./div&#xA;  div class=&#34;csl-entry&#34;Ip, Greg. 2021. “China Wants Manufacturing – Not the Internet –to Lead the Economy - WSJ. The Wall Street Journal.” August 4, 2021. a href=&#34;https://archive.is/s7NUW&#34;https://archive.is/s7NUW/a./div&#xA;  div class=&#34;csl-entry&#34;Julia Hollingsworth, and Nectar Gan. 2021. “Xi Jinping only wants the most devoted Chinese Communist Party members. His tough membership rules could backfire.” CNN Worldwide. a href=&#34;https://edition.cnn.com/2021/07/30/china/ccp-100-membership-xi-jinping-intl-hnk-dst/index.html&#34;https://edition.cnn.com/2021/07/30/china/ccp-100-membership-xi-jinping-intl-hnk-dst/index.html/a./div&#xA;  div class=&#34;csl-entry&#34;Kressel, Henry. 2020. “Flexible high tech manufacturing is the future: Innovations in optics, robotics, chemistry and software to integrate the production process make onshore manufacturing economic.” a href=&#34;https://asiatimes.com/2020/05/flexible-high-tech-manufacturing-is-the-future&#34;https://asiatimes.com/2020/05/flexible-high-tech-manufacturing-is-the-future/a./div&#xA;  div class=&#34;csl-entry&#34;Liangyu, ed. 2017. “Socialism with Chinese Characteristics Enters New Era: Xi.” Xinhua. a href=&#34;http://www.xinhuanet.com/english/2017-10/18/c136688475.htm&#34;http://www.xinhuanet.com/english/2017-10/18/c136688475.htm/a./div&#xA;  div class=&#34;csl-entry&#34;Stalin, Joseph. 1951. “Economic Problems of Socialism in the USSR. Marxists Internet Archive.” 1951. a href=&#34;https://www.marxists.org/reference/archive/stalin/works/1951/economic-problems/index.htm&#34;https://www.marxists.org/reference/archive/stalin/works/1951/economic-problems/index.htm/a./div&#xA;  div class=&#34;csl-entry&#34;SWCC Lectures, ed. 2021. “Mao Zedong Thought vs Socialism with Chinese Characteristics (Summary 107).” August 10, 2021. a href=&#34;https://www.youtube.com/watch?v=LFDmtTIa6UI&#34;https://www.youtube.com/watch?v=LFDmtTIa6UI/a./div&#xA;  div class=&#34;csl-entry&#34;Wikipedia contributors. 2025. “Anti-Corruption Campaign under Xi Jinping –- Wikipedia, the Free Encyclopedia.” a href=&#34;https://en.wikipedia.org/w/index.php?title=Anti-corruptioncampaignunderXiJinping&amp;oldid=1286022322&#34;https://en.wikipedia.org/w/index.php?title=Anti-corruptioncampaignunderXiJinping&amp;#38;oldid=1286022322/a./div&#xA;/div&#xA;&#xA;Notas de Rodap&amp;eacute;&#xA;&#xA;supa id=&#34;fn.1&#34; href=&#34;#fnr.1&#34;1/a/sup (a id=&#34;citeprocbibitem12&#34;/aSWCC Lectures 2021)&#xA;&#xA;supa id=&#34;fn.2&#34; href=&#34;#fnr.2&#34;2/a/sup (a id=&#34;citeprocbibitem1&#34;/aBagshaw 2021)&#xA;&#xA;supa id=&#34;fn.3&#34; href=&#34;#fnr.3&#34;3/a/sup (a id=&#34;citeprocbibitem13&#34;/aWikipedia contributors 2025)&#xA;&#xA;supa id=&#34;fn.4&#34; href=&#34;#fnr.4&#34;4/a/sup (a id=&#34;citeprocbibitem2&#34;/aDorfman 2020)&#xA;&#xA;supa id=&#34;fn.5&#34; href=&#34;#fnr.5&#34;5/a/sup (a id=&#34;citeprocbibitem8&#34;/aJulia Hollingsworth and Gan 2021)&#xA;&#xA;supa id=&#34;fn.6&#34; href=&#34;#fnr.6&#34;6/a/sup (a id=&#34;citeprocbibitem10&#34;/aLiangyu 2017)&#xA;&#xA;supa id=&#34;fn.7&#34; href=&#34;#fnr.7&#34;7/a/sup (a id=&#34;citeprocbibitem9&#34;/aKressel 2020)&#xA;&#xA;supa id=&#34;fn.8&#34; href=&#34;#fnr.8&#34;8/a/sup (a id=&#34;citeprocbibitem3&#34;/aGoldman 2021)&#xA;&#xA;supa id=&#34;fn.9&#34; href=&#34;#fnr.9&#34;9/a/sup (a id=&#34;citeprocbibitem7&#34;/aIp 2021)&#xA;&#xA;supa id=&#34;fn.10&#34; href=&#34;#fnr.10&#34;10/a/sup (a id=&#34;citeprocbibitem4&#34;/aHu et al. 2021a)&#xA;&#xA;supa id=&#34;fn.11&#34; href=&#34;#fnr.11&#34;11/a/sup (a id=&#34;citeprocbibitem5&#34;/aHu et al. 2021b)&#xA;&#xA;supa id=&#34;fn.12&#34; href=&#34;#fnr.12&#34;12/a/sup (a id=&#34;citeprocbibitem6&#34;/aInternational Manifesto Group 2021)&#xA;&#xA;supa id=&#34;fn.13&#34; href=&#34;#fnr.13&#34;13/a/sup (a id=&#34;citeprocbibitem_11&#34;/aStalin 1951)&#xA;]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p><a id="orgf515579"></a></p>

<p>Posição oficial do Partido Comunista da China.  Elaboração e explicação dos três estágios do socialismo.</p>

<p>#China #PRC #socialismo #socialismocaracteristicaschinesas #comunismo #plano #longoprazo</p>

<p>De <a href="https://lemmygrad.ml/post/230846" rel="nofollow">https://lemmygrad.ml/post/230846</a></p>

<h1 id="índice">Índice</h1>
<ol><li><a href="#orgf515579" rel="nofollow">Pensamento de Mao Zedong e Socialismo com Características Chinesas</a>
<ol><li><a href="#org399ab80" rel="nofollow">Tendências políticas na China</a></li>
<li><a href="#org6d423c2" rel="nofollow">Terceira era do socialismo chinês</a></li>
<li><a href="#org6e672d0" rel="nofollow">Estágios do Socialismo</a>
<ol><li><a href="#org8f9988f" rel="nofollow">Estágio 0: Período de Construção Socialista</a></li>
<li><a href="#orgdd1a278" rel="nofollow">Estágio Primário do Socialismo</a></li>
<li><a href="#org3350c84" rel="nofollow">Estágio Intermediário do Socialismo</a></li>
<li><a href="#org45b15e9" rel="nofollow">Estágio Avançado/Final do Socialismo antes do Comunismo</a></li>
<li><a href="#org661c65d" rel="nofollow">Comunismo</a></li></ol></li>
<li><a href="#org876a44e" rel="nofollow">Referências</a></li></ol></li></ol>

<p><a id="org399ab80"></a></p>

<h2 id="tendências-políticas-na-china">Tendências políticas na China</h2>

<p>De acordo com Xi Jinping e o atual consenso do Partido,<sup><a id="fnr.1" class="footref" href="#fn.1" rel="nofollow">1</a></sup> a China hoje tem quatro amplas tendências políticas:</p>
<ol><li>“Ultra-esquerda”, que <strong>defende</strong> a era Mao e o Pensamento de Mao Zedong, mas <strong>rejeita</strong> a era Deng Xiaoping e o arcabouço teórico do Socialismo com Características Chinesas.  Esta posição deve ser “<strong>profundamente reexaminada</strong>”.</li>
<li>“Esquerda”, que <strong>defende</strong> as eras de Mao e Deng, o Pensamento de Mao Zedong e o Socialismo com Características Chinesas.  Esta posição deve ser “<strong>fortemente promovida</strong>”.</li>
<li>“Direita”, que <strong>rejeita</strong> Mao e o Pensamento de Mao Zedong, mas <strong>defende</strong> Deng Xiaoping e o Socialismo com Características Chinesas.  Esta posição também deve ser “<strong>profundamente reexaminada</strong>”.</li>
<li>“Ultra-direita”, que <strong>rejeita</strong> ambas as eras Mao e Deng, assim como o Pensamento de Mao Zedong e o Socialismo com Características Chinesas.  Esta posição deve ser “<strong>firmemente oposta”.</strong></li></ol>

<p>Mao e Deng cometeram erros esquerdistas e direitistas, respectivamente.  No entanto, suas contribuições ao socialismo chinês são imensas e devem ser abraçadas.  De acordo com essa realidade, merecem tolerância crítica as posições “ultra-esquerda” e “direita” descritas acima.  Já a “ultra-direita, que visa restaurar o capitalismo, é inaceitável.</p>

<p>Esta posição foi posta em prática na educação comum e nas escolas e disciplina do Partido.  Um exemplo disso é o testemunho de ex-membros liberais expulsos do Partido:<sup><a id="fnr.2" class="footref" href="#fn.2" rel="nofollow">2</a></sup></p>

<blockquote><p>Alguém sempre perde em qualquer turbulência política.  Na ascensão de Xi, é a elite de segunda geração, como Cai e suas famílias que foram forçados ao silêncio, esconderijo ou exílio, deixando Xi sem contestação no topo da pirâmide do Partido Comunista da China.</p>

<p>“<strong>São pessoas que foram para Harvard ou Yale, que falam excelente inglês, e eles não gostam de Xi</strong>”.</p>

<p><strong>Ele diz a combinação do Partido como um compromisso ideológico e como um veículo para promoção profissional</strong> <strong>deixou esse grupo de líderes chineses potenciais afastados</strong>.</p>

<p>“Essas pessoas estão vendo seu propósito destruído”, diz ele.  “Xi Jinping não gosta daquele grupo de membros, ele gosta de verdadeiros adeptos porque ele é um verdadeiro adepto.”
(grifo do autor)</p></blockquote>

<p>Essencialmente, Xi Jinping focou em eliminar a corrupção que antes era difundida,<sup><a id="fnr.3" class="footref" href="#fn.3" rel="nofollow">3</a></sup> bem como completamente desmantelar as redes da CIA dentro do Partido e do Estado.<sup><a id="fnr.4" class="footref" href="#fn.4" rel="nofollow">4</a></sup>  Ele também se dedicou a limpar o Partido do liberalismo; caçadores de currículo; niilismo histórico em relação à história do Partido; e idolatria do Ocidente,<sup><a id="fnr.5" class="footref" href="#fn.5" rel="nofollow">5</a></sup> todas essas condições infelizes que se desenvolveram durante a era Deng, sofrendo metástase durante as administrações de Jiang Zemin (e seu clique de Xangai) e Hu Jintao.</p>

<p><a id="org6d423c2"></a></p>

<h2 id="terceira-era-do-socialismo-chinês">Terceira era do socialismo chinês</h2>

<p>No entanto, em 2017 no 19º Congresso do Partido Comunista da China, foi declarada uma <strong>terceira era</strong> no socialismo chinês<sup><a id="fnr.6" class="footref" href="#fn.6" rel="nofollow">6</a></sup> de acordo com a posição “esquerda” apresentada acima.  Os objetivos principais desta era são afirmar a autoridade do Partido na economia para realizar as tarefas tecnológicas, sociais, culturais e econômicas necessárias para elevar completamente a China de uma economia de renda média e dependente de manufatura de baixa complexidade orientada a exportação para uma economia de renda alta,<sup><a id="fnr.7" class="footref" href="#fn.7" rel="nofollow">7</a></sup> inovadora,<sup><a id="fnr.8" class="footref" href="#fn.8" rel="nofollow">8</a></sup> e autônoma<sup><a id="fnr.9" class="footref" href="#fn.9" rel="nofollow">9</a></sup> no período 2021-2035.  Em outras palavras, a China quer grande manufatura de alta qualidade, alta tecnologia e alta complexidade em vez de desindustrializar, financeirizar e terceirizar como Estados Unidos e Grã-Bretanha.</p>

<p>Com a China provavelmente alcançando os níveis de desenvolvimento humano e PIB per capita de alguns países do sul da Europa até 2035, e muito possivelmente alcançando nesses termos aos países do oeste e norte da Europa até 2049, a China terá concluído o Estágio Primário do Socialismo e ascenderá ao Estágio Intermediário até 2049:</p>

<blockquote><p>Do Estágio Primário do socialismo ao Intermediário e depois ao Avançado, a China está seguindo um processo de desenvolvimento de constante evolução e constante fortalecimento.  Atualmente, na “segunda metade” do estágio primário do socialismo, a China já desenvolveu importantes características econômicas que são normalmente encontradas em uma entidade econômica avançada; por exemplo, crescimento impulsionado pela inovação, pós-industrialização, manufatura verde e energia verde; ao mesmo enfrentando os desafios do envelhecimento da população e da baixa fertilidade.  Além disso, alcançou a modernização do setor de serviços, e a informatização e digitalização.  Essas características refletem uma situação em que os fatores de desenvolvimento estão se tornando cada vez mais dominantes, enquanto os fatores de subdesenvolvimento diminuem.<sup><a id="fnr.10" class="footref" href="#fn.10" rel="nofollow">10</a></sup></p></blockquote>

<p>e também:</p>

<blockquote><p>Agora parece que alcançaremos nossa meta de concluir a construção de uma sociedade moderadamente próspera em todos os aspectos até 2021, ano em que o Partido Comunista da China comemora seu centenário.  Até o 100º aniversário da estabelecimento da República Popular da China [2049], teremos alcançado nossa meta de transformar a China em um grande país socialista moderno que seja próspero, forte, democrático, culturalmente avançado, harmonioso e belo.</p>

<p>Após 2050, a China entrará no estágio <strong>intermediário</strong> do desenvolvimento socialista.  O tema do desenvolvimento mudará de “prosperidade comum” para “desenvolvimento comum”, com duas missões históricas principais: (1) transformar a China em um país socialista altamente desenvolvido e moderno (ou seja, a meta do terceiro centenário) até 2078, o centenário da reforma e abertura da China; e (2) realizar o <strong>grande rejuvenescimento da nação chinesa até o fim do século</strong>.</p>

<p>O terceiro objetivo centenário da China pode ser descrito como uma mudança de “alcançar o desenvolvimento comum” para “tornar-se altamente desenvolvido”.  O objetivo principal é transformar a China em um grande país socialista moderno que seja próspero, forte, democrático, culturalmente avançado, harmonioso e belo em todos os aspectos, para estabelecer uma base sólida com padrões mais elevados para permitir o grande rejuvenescimento da nação chinesa.<sup><a id="fnr.11" class="footref" href="#fn.11" rel="nofollow">11</a></sup></p></blockquote>

<p><a id="org6e672d0"></a></p>

<h2 id="estágios-do-socialismo">Estágios do Socialismo</h2>

<p>A melhor maneira de resumir os estágios de acordo com a linha teórica atual do Partido Comunista da China e a interpretação do professor Cheng Enfu:<sup><a id="fnr.12" class="footref" href="#fn.12" rel="nofollow">12</a></sup></p>

<p><img src="https://cloud.disroot.org/s/ftaK7kYmtMga5FY/download/elementos-centrais-do-capitalismo-socialismo-comunismo.jpg" alt="Elementos centrais do capitalismo, socialismo -- estágios primário,
intermediário e avançado -- e comunismo"></p>

<p><a id="org8f9988f"></a></p>

<h3 id="estágio-0-período-de-construção-socialista">Estágio 0: Período de Construção Socialista</h3>
<ul><li>Fundação da RPC (1949) até o fim da Grande Revolução Cultural Proletária e o período Boluan Fanzheng (1977)</li>
<li>Bloco das Quatro Classes, Nova Democracia</li>
<li>Ditadura Democrática Popular com Liderança Proletária</li>
<li>Construção das instituições básicas da RPC</li>
<li>Industrialização básica, urbanização e desenvolvimento de infraestrutura</li>
<li>Erradicação de privações graves, duplicação da expectativa de vida e outras conquistas</li></ul>

<p>Oficialmente, esse período faz parte do estágio primário, mas geralmente é considerado como uma era separada.</p>

<p><a id="orgdd1a278"></a></p>

<h3 id="estágio-primário-do-socialismo">Estágio Primário do Socialismo</h3>
<ul><li>Início da Reforma e Abertura (1978) até o 100º ano da fundação da RPC (2049)
<ul><li>Dividido em dois subestágios:
<ul><li>1978-2020 Sociedade Moderadamente Próspera, erradicação da pobreza absoluta</li>
<li>2021-2049 Prosperidade Moderna, erradicação da pobreza relativa e do subdesenvolvimento</li></ul></li></ul></li>
<li>Economia socialista de mercado
<ul><li>Propriedade pública (sob várias formas) <strong>primária</strong>; propriedade privada <strong>secundária</strong>.</li>
<li>Distribuição baseada no mercado de acordo com o trabalho <strong>primária</strong>; de acordo com o capital <strong>secundária</strong></li>
<li>Economia de mercado dominada pelo Estado</li></ul></li></ul>

<p><a id="org3350c84"></a></p>

<h3 id="estágio-intermediário-do-socialismo">Estágio Intermediário do Socialismo</h3>
<ul><li>Aniversário de 100 anos da RPC até o &#39;fim do século&#39;.
<ul><li>Dividido em dois subestágios
<ul><li>2050-2078 Altamente Desenvolvido, centenário da Reforma e Abertura</li>
<li>2079-2100* Grande Rejuvenescimento da Nação Chinesa</li></ul></li></ul></li>
<li>Economia socialista de mercado 2.0 (ainda sem nome oficial)
<ul><li>Várias formas de propriedade social (estatal, cooperativa, sociedade anônima); nenhuma propriedade privada</li>
<li>Vários tipos de distribuição de <strong>mercadorias</strong> de acordo com o trabalho – semelhante à elaboração de Stalin<sup><a id="fnr.13" class="footref" href="#fn.13" rel="nofollow">13</a></sup></li>
<li>Economia planejada dominada pelo Estado com ajustes secundários no mercado</li></ul></li></ul>

<p>Teóricos sugeriram pular o estágio &#39;intermediário&#39; e, em vez disso, ter um &#39;estágio avançado&#39; mais longo.  Os desenvolvimentos teóricos só são fixados quando votados e aprovados em congressos e/ou adicionados à constituição do Partido.</p>

<p><a id="org45b15e9"></a></p>

<h3 id="estágio-avançado-final-do-socialismo-antes-do-comunismo">Estágio Avançado/Final do Socialismo antes do Comunismo</h3>
<ul><li>2100*–???
<ul><li>Não há especulação oficial sobre o ano exato, mas antes do final deste século</li></ul></li>
<li>Economia Totalmente Socialista
<ul><li>Propriedade Pública Única por toda a sociedade</li>
<li>Distribuição baseada em produtos de acordo com o trabalho (superação/abolição da forma de commodity)</li>
<li>Economia Totalmente Planejada</li></ul></li></ul>

<p><a id="org661c65d"></a></p>

<h3 id="comunismo">Comunismo</h3>
<ul><li>Propriedade pública única por toda a sociedade</li>
<li>Distribuição baseada em produtos de acordo com a <strong>necessidade</strong> primária.  Distribuição de acordo com o <strong>trabalho</strong> para novos produtos em menor oferta.</li>
<li>Economia totalmente planejada</li></ul>

<p><a id="org876a44e"></a></p>

<h2 id="referências">Referências</h2>

<p><div class="csl-bib-body">
  <div class="csl-entry">Bagshaw, Eryk. 2021. ““Follow the Party forever’: What does it take to get into the Communist Party of China? The CCP is integral to life in China but getting in isn’t easy, and staying a member is a life’s work. What are the benefits? And who’s really in charge?” The Sydney Morning Herald. <a href="https://www.smh.com.au/world/asia/party-time-100-years-on-from-the-founding-of-the-ccp-who-runs-china-20210624-p5840p.html" rel="nofollow">https://www.smh.com.au/world/asia/party-time-100-years-on-from-the-founding-of-the-ccp-who-runs-china-20210624-p5840p.html</a>.</div>
  <div class="csl-entry">Dorfman, Zach. 2020. “China’s Secret War for U.S. Data Blew American Spies’ Cover: The discovery of U.S. spy networks in China fueled a decadelong global war over data between Beijing and Washington.” Foreign Policy Magazine. <a href="https://foreignpolicy.com/2020/12/21/china-stolen-us-data-exposed-cia-operatives-spy-networks" rel="nofollow">https://foreignpolicy.com/2020/12/21/china-stolen-us-data-exposed-cia-operatives-spy-networks</a>.</div>
  <div class="csl-entry">Goldman, David P. 2021. “China’s Road to Socialist Modernization. Asia Times.” June 26, 2021. <a href="http://asiatimes.com/2021/06/china-is-first-out-of-the-gate-to-industry-4-0/" rel="nofollow">http://asiatimes.com/2021/06/china-is-first-out-of-the-gate-to-industry-4-0/</a>.</div>
  <div class="csl-entry">Hu, Angang, Yilong Yan, Xiao Tang, and Shenglong Liu. 2021a. “China’s road to socialist modernization.” In <i>2050 China: Becoming a great modern socialist country</i>, 1–19. Singapore: Springer Singapore. <a href="https://doi.org/10.1007/978-981-15-9833-3_1" rel="nofollow">https://doi.org/10.1007/978-981-15-9833-3_1</a>.</div>
  <div class="csl-entry">———. 2021b. “Conclusion: The Mission of the Communist Party of China.” In <i>2050 China: Becoming a Great Modern Socialist Country</i>, 89–90. Singapore: Springer Singapore. <a href="https://doi.org/10.1007/978-981-15-9833-3_7" rel="nofollow">https://doi.org/10.1007/978-981-15-9833-3_7</a>.</div>
  <div class="csl-entry">International Manifesto Group. 2021. “State Capitalist or Market Socialist? The Social Character of the People’s Republic of China.” May 17, 2021. <a href="https://youtu.be/lr7fe-Cgcvo?t=2343" rel="nofollow">https://youtu.be/lr7fe-Cgcvo?t=2343</a>.</div>
  <div class="csl-entry">Ip, Greg. 2021. “China Wants Manufacturing – Not the Internet –to Lead the Economy – WSJ. The Wall Street Journal.” August 4, 2021. <a href="https://archive.is/s7NUW" rel="nofollow">https://archive.is/s7NUW</a>.</div>
  <div class="csl-entry">Julia Hollingsworth, and Nectar Gan. 2021. “Xi Jinping only wants the most devoted Chinese Communist Party members. His tough membership rules could backfire.” CNN Worldwide. <a href="https://edition.cnn.com/2021/07/30/china/ccp-100-membership-xi-jinping-intl-hnk-dst/index.html" rel="nofollow">https://edition.cnn.com/2021/07/30/china/ccp-100-membership-xi-jinping-intl-hnk-dst/index.html</a>.</div>
  <div class="csl-entry">Kressel, Henry. 2020. “Flexible high tech manufacturing is the future: Innovations in optics, robotics, chemistry and software to integrate the production process make onshore manufacturing economic.” <a href="https://asiatimes.com/2020/05/flexible-high-tech-manufacturing-is-the-future" rel="nofollow">https://asiatimes.com/2020/05/flexible-high-tech-manufacturing-is-the-future</a>.</div>
  <div class="csl-entry">Liangyu, ed. 2017. “Socialism with Chinese Characteristics Enters New Era: Xi.” Xinhua. <a href="http://www.xinhuanet.com/english/2017-10/18/c_136688475.htm" rel="nofollow">http://www.xinhuanet.com/english/2017-10/18/c_136688475.htm</a>.</div>
  <div class="csl-entry">Stalin, Joseph. 1951. “Economic Problems of Socialism in the USSR. Marxists Internet Archive.” 1951. <a href="https://www.marxists.org/reference/archive/stalin/works/1951/economic-problems/index.htm" rel="nofollow">https://www.marxists.org/reference/archive/stalin/works/1951/economic-problems/index.htm</a>.</div>
  <div class="csl-entry">SWCC Lectures, ed. 2021. “Mao Zedong Thought vs Socialism with Chinese Characteristics (Summary 107).” August 10, 2021. <a href="https://www.youtube.com/watch?v=LFDmtTIa6UI" rel="nofollow">https://www.youtube.com/watch?v=LFDmtTIa6UI</a>.</div>
  <div class="csl-entry">Wikipedia contributors. 2025. “Anti-Corruption Campaign under Xi Jinping –- Wikipedia, the Free Encyclopedia.” <a href="https://en.wikipedia.org/w/index.php?title=Anti-corruption_campaign_under_Xi_Jinping&amp;oldid=1286022322" rel="nofollow">https://en.wikipedia.org/w/index.php?title=Anti-corruption_campaign_under_Xi_Jinping&amp;oldid=1286022322</a>.</div>
</div></p>

<h1 id="notas-de-rodap-eacute">Notas de Rodapé</h1>

<p><sup><a id="fn.1" href="#fnr.1" rel="nofollow">1</a></sup> (<a id="citeproc_bib_item_12"></a>SWCC Lectures 2021)</p>

<p><sup><a id="fn.2" href="#fnr.2" rel="nofollow">2</a></sup> (<a id="citeproc_bib_item_1"></a>Bagshaw 2021)</p>

<p><sup><a id="fn.3" href="#fnr.3" rel="nofollow">3</a></sup> (<a id="citeproc_bib_item_13"></a>Wikipedia contributors 2025)</p>

<p><sup><a id="fn.4" href="#fnr.4" rel="nofollow">4</a></sup> (<a id="citeproc_bib_item_2"></a>Dorfman 2020)</p>

<p><sup><a id="fn.5" href="#fnr.5" rel="nofollow">5</a></sup> (<a id="citeproc_bib_item_8"></a>Julia Hollingsworth and Gan 2021)</p>

<p><sup><a id="fn.6" href="#fnr.6" rel="nofollow">6</a></sup> (<a id="citeproc_bib_item_10"></a>Liangyu 2017)</p>

<p><sup><a id="fn.7" href="#fnr.7" rel="nofollow">7</a></sup> (<a id="citeproc_bib_item_9"></a>Kressel 2020)</p>

<p><sup><a id="fn.8" href="#fnr.8" rel="nofollow">8</a></sup> (<a id="citeproc_bib_item_3"></a>Goldman 2021)</p>

<p><sup><a id="fn.9" href="#fnr.9" rel="nofollow">9</a></sup> (<a id="citeproc_bib_item_7"></a>Ip 2021)</p>

<p><sup><a id="fn.10" href="#fnr.10" rel="nofollow">10</a></sup> (<a id="citeproc_bib_item_4"></a>Hu et al. 2021a)</p>

<p><sup><a id="fn.11" href="#fnr.11" rel="nofollow">11</a></sup> (<a id="citeproc_bib_item_5"></a>Hu et al. 2021b)</p>

<p><sup><a id="fn.12" href="#fnr.12" rel="nofollow">12</a></sup> (<a id="citeproc_bib_item_6"></a>International Manifesto Group 2021)</p>

<p><sup><a id="fn.13" href="#fnr.13" rel="nofollow">13</a></sup> (<a id="citeproc_bib_item_11"></a>Stalin 1951)</p>
]]></content:encoded>
      <author>Fure a bolha</author>
      <guid>https://bolha.blog/read/a/jxbite2yn6</guid>
      <pubDate>Thu, 24 Apr 2025 23:45:19 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Trust</title>
      <link>https://bolha.blog/green-tape/trust</link>
      <description>&lt;![CDATA[24/04/2025&#xA;&#xA;In the dynamic universe of IT, where data quality and agility are crucial attributes, there exists an often underestimated yet invaluable asset: trust. Within the virtual or physical walls of an IT team, trust is not just a pleasant feeling; it&#39;s the foundation upon which effective collaboration, innovation, and ultimately, organisational success are built. Just as a well-architected system depends on the integrity of its components, a team (only) thrives in an environment where trust flows freely among its members.&#xA;&#xA;In this post, I want to explore the vital importance of this intangible asset within an IT team. I will analyse the costs generated by its absence, the competitive advantages of a team that trusts each other, and finally, present some practical strategies for fostering trust in the team&#39;s daily life.&#xA;&#xA;The Cost of Lacking Trust&#xA;&#xA;A lack of trust brings several significant costs to individuals, teams, and organisations. These costs can manifest in various ways, impacting efficiency, productivity, and the quality of relationships.&#xA;&#xA;One of the primary costs of lacking trust is the increase in transaction costs. When trust evaporates from a team&#39;s environment, one of the first noticeable signs is the proliferation of formal rules and micromanagement. The absence of mutual belief in colleagues&#39; integrity and competence leads to the need to formalise every step, every deliverable, every responsibility through formal records and excessively detailed processes. What should theoretically mitigate the risk of opportunistic behaviour, in practice, often results in slowness, red tape, and lack of agility.&#xA;&#xA;Imagine a scenario where every line of code needs to be reviewed and approved by multiple levels, not for quality assurance, but due to an implicit distrust in the developer&#39;s ability. Or endless meetings to detail every micro-task, with exhaustive minutes and contingency plans, consuming precious time that could be dedicated to innovation and solving complex problems.&#xA;&#xA;This culture of distrust not only raises transactional costs – the time spent on red tape, the need for legal consultations for contract drafting and review – but also imposes significant opportunity costs. Delivery speed decreases, the ability to adapt to market changes is compromised, and the spirit of collaboration and experimentation, fundamental for IT innovation, is severely hampered. Instead of an environment of partnership and shared responsibility, a climate of surveillance and self-protection sets in, where the team&#39;s energy is diverted from value creation to managing potential conflicts and failures.&#xA;&#xA;Competitive Advantages of Trust&#xA;&#xA;In contrast to the paralysing costs of distrust, a high-trust environment acts as a powerful catalyst, propelling the IT team to higher levels of performance and innovation.&#xA;&#xA;Firstly, collaboration reaches a new level of effectiveness. When team members trust each other&#39;s skills and intentions, communication becomes more open and transparent. There is a greater willingness to share ideas, offer help, and work together to solve complex challenges.&#xA;&#xA;Secondly, productivity experiences a significant increase. With trust established, the need for excessive controls and the atmosphere of fear diminishes. Professionals feel more autonomous and responsible for their deliverables, which naturally leads to greater engagement and efficiency. The energy previously consumed by red tape and concerns about potential punishments is redirected towards task execution and the pursuit of continuous improvement.&#xA;&#xA;Trust also stimulates innovation by creating a safe environment for experimentation. When team members know they can take calculated risks and even fail without being unfairly punished, they feel more comfortable proposing new ideas and approaching problems in unconventional ways. This freedom to explore and learn from mistakes is fundamental for developing innovative solutions and maintaining competitiveness in the IT market, avoiding groupthink.&#xA;&#xA;Another crucial benefit is the improved flow of knowledge. In a trusting environment, information circulates freely. Team members share their expertise, learnings, and best practices without fear of losing their value or being misinterpreted. This continuous flow of knowledge raises the competency level of the entire team and facilitates faster and more efficient resolution of complex problems.&#xA;&#xA;Finally, trust intrinsically reduces internal conflicts. When there is a solid foundation of mutual respect and belief, differences of opinion tend to be handled more constructively. Instead of personal disputes and power games, the team focuses on finding the best solution to the problem at hand, strengthening bonds and group cohesion.&#xA;&#xA;Strategies to Increase Trust&#xA;&#xA;Trust within an IT team is an asset that strengthens over time through positive and consistent interactions. Although there might be an initial predisposition to trust in newly formed teams, its true robustness is built on shared experiences and the continuous demonstration of integrity and competence. For IT teams aiming for high performance and continuous innovation, investing in building trust is fundamental. Some effective strategies include:&#xA;&#xA;1. Defining a Clear, Realistic, and Transparent Organisational Vision:&#xA;The first step in building trust is ensuring that all team members understand the organisation&#39;s or unit&#39;s purpose, its goals, and how each person&#39;s work contributes to this vision. Transparent communication about challenges and achievements, as well as expectations for the team, creates a sense of belonging and alignment, which are fundamental for mutual trust. When everyone knows where they are going and why, collaboration becomes more natural and focused.&#xA;&#xA;2. Prioritising Face-to-Face Communication:&#xA;In an increasingly digital world, personal communication remains irreplaceable for building strong relationships. Encouraging face-to-face conversations, even brief ones, to discuss projects, challenges, and ideas, allows for the exchange of non-verbal nuances, strengthens the bond between team members, and facilitates the resolution of misunderstandings. Direct and open communication demonstrates respect and consideration, pillars of trust.&#xA;&#xA;3. Encouraging Informal Communication:&#xA;Informal conversations, like those during a coffee break, happy hour, or lunch, play a crucial role in building personal bonds and creating a more relaxed and friendly work environment. These moments allow team members to get to know each other on a more personal level, building empathy and strengthening interpersonal trust.&#xA;&#xA;4. Creating Moments for Relaxation and Group Fun:&#xA;Social activities and moments of relaxation outside the formal work environment are excellent opportunities to strengthen team spirit and build trust.&#xA;&#xA;5. Selecting Members with Appropriate Behaviour and Removing Harmful Behaviours:&#xA;A team&#39;s trust can be easily undermined by individuals with selfish or opportunistic behaviours. It is crucial to select members who demonstrate integrity, respect, and a collaborative spirit. Likewise, it is fundamental to address and remove toxic behaviours that harm trust and team morale. Maintaining a healthy and positive work environment is essential for long-term trust building.&#xA;&#xA;6. Implementing an Effective Evaluation and Feedback System:&#xA;A transparent and fair performance evaluation system, combined with regular and constructive feedback, is vital for building trust. When team members understand how their work is being evaluated and receive clear guidance for their development, they feel more secure and valued. Honest and timely feedback shows that leadership cares about each individual&#39;s growth and the team&#39;s overall success.&#xA;&#xA;By consistently implementing these strategies, IT teams can build a solid foundation of trust, paving the way for more effective collaboration, greater productivity, innovation, and, consequently, organisational success.&#xA;&#xA;Conclusion&#xA;&#xA;In summary, trust reveals itself as a fundamental pillar in the architecture of high-performing IT teams. Its absence, as we explored, not only imposes tangible and intangible costs through the need for safeguards and the paralysis of innovation but also undermines the potential for collaboration and agility inherent in these teams.&#xA;&#xA;On the other hand, cultivating an environment where trust flourishes unlocks a range of crucial competitive advantages. Improved collaboration, increased productivity driven by reduced controls and fear, stimulated innovation in a safe environment, optimised knowledge flow, and decreased internal conflicts are all fruits of a solid foundation of trust.&#xA;&#xA;The path to building this foundation of trust, as we have seen, involves implementing conscious and consistent strategies. The clarity of the organisational vision, prioritisation of face-to-face and informal communication, creation of moments for relaxation, careful selection of members, and implementation of an effective evaluation and feedback system are essential elements in this process.&#xA;&#xA;Ultimately, investing in trust is not just about creating a more pleasant work environment; it is a strategic decision that directly impacts the efficiency, innovation, and long-term success of IT teams and, by extension, the entire organisation. Trust, therefore, is not merely an intangible asset but the catalyst that drives superior team performance.&#xA;&#xA;Personally, the topic of trust fascinates me. It&#39;s a vast field with direct implications for agility. This is definitely territory I intend to revisit and explore in more depth in future analyses here on Green Tape. Stay tuned!&#xA;&#xA;References&#xA; Transaction Cost Economics: The Natural Progression]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p><em>24/04/2025</em></p>

<p>In the dynamic universe of IT, where data quality and agility are crucial attributes, there exists an often underestimated yet invaluable asset: <strong>trust</strong>. Within the virtual or physical walls of an IT team, trust is not just a pleasant feeling; it&#39;s the foundation upon which effective collaboration, innovation, and ultimately, organisational success are built. Just as a well-architected system depends on the integrity of its components, a team (only) thrives in an environment where trust flows freely among its members.</p>

<p>In this post, I want to explore the vital importance of this intangible asset within an IT team. I will analyse the costs generated by its absence, the competitive advantages of a team that trusts each other, and finally, present some practical strategies for fostering trust in the team&#39;s daily life.</p>

<h2 id="the-cost-of-lacking-trust">The Cost of Lacking Trust</h2>

<p>A lack of trust brings several significant costs to individuals, teams, and organisations. These costs can manifest in various ways, impacting efficiency, productivity, and the quality of relationships.</p>

<p>One of the primary costs of lacking trust is the increase in <strong><a href="https://www.aeaweb.org/articles?id=10.1257/aer.100.3.673" rel="nofollow">transaction costs</a></strong>. When trust evaporates from a team&#39;s environment, one of the first noticeable signs is the proliferation of formal rules and micromanagement. The absence of mutual belief in colleagues&#39; integrity and competence leads to the need to formalise every step, every deliverable, every responsibility through formal records and excessively detailed processes. What should theoretically mitigate the risk of opportunistic behaviour, in practice, often results in slowness, <a href="https://bolha.blog/green-tape/demystifying-bureaucracy" rel="nofollow">red tape</a>, and lack of agility.</p>

<p>Imagine a scenario where every line of code needs to be reviewed and approved by multiple levels, not for quality assurance, but due to an implicit distrust in the developer&#39;s ability. Or endless meetings to detail every micro-task, with exhaustive minutes and contingency plans, consuming precious time that could be dedicated to innovation and solving complex problems.</p>

<p>This culture of distrust not only raises transactional costs – the time spent on <a href="https://bolha.blog/green-tape/demystifying-bureaucracy" rel="nofollow">red tape</a>, the need for legal consultations for contract drafting and review – but also imposes significant opportunity costs. Delivery speed decreases, the ability to adapt to market changes is compromised, and the <strong>spirit of collaboration</strong> and experimentation, fundamental for IT innovation, is <strong>severely hampered</strong>. Instead of an environment of partnership and shared responsibility, a climate of surveillance and self-protection sets in, where <strong>the team&#39;s energy is diverted from value creation to managing potential conflicts and failures</strong>.</p>

<h2 id="competitive-advantages-of-trust">Competitive Advantages of Trust</h2>

<p>In contrast to the paralysing costs of distrust, a high-trust environment acts as a powerful catalyst, propelling the IT team to higher levels of performance and innovation.</p>

<p>Firstly, collaboration reaches a new level of effectiveness. When team members trust each other&#39;s skills and intentions, communication becomes more open and transparent. There is a greater willingness to share ideas, offer help, and work together to solve complex challenges.</p>

<p>Secondly, productivity experiences a significant increase. With trust established, the need for excessive controls and the atmosphere of fear diminishes. Professionals feel more autonomous and responsible for their deliverables, which naturally leads to <strong>greater engagement</strong> and efficiency. The energy previously consumed by red tape and concerns about potential punishments is redirected towards task execution and the pursuit of continuous improvement.</p>

<p>Trust also stimulates innovation by creating a safe environment for experimentation. When team members know they can take calculated risks and even fail without being unfairly punished, they feel more comfortable proposing new ideas and approaching problems in unconventional ways. This freedom to explore and learn from mistakes is fundamental for developing innovative solutions and maintaining competitiveness in the IT market, avoiding groupthink.</p>

<p>Another crucial benefit is the improved flow of knowledge. In a trusting environment, information circulates freely. Team members share their expertise, learnings, and best practices without fear of losing their value or being misinterpreted. This continuous flow of knowledge raises the competency level of the entire team and facilitates faster and more efficient resolution of complex problems.</p>

<p>Finally, trust intrinsically reduces internal conflicts. When there is a solid foundation of mutual respect and belief, differences of opinion tend to be handled more constructively. Instead of personal disputes and power games, the team focuses on finding the best solution to the problem at hand, strengthening bonds and group cohesion.</p>

<h2 id="strategies-to-increase-trust">Strategies to Increase Trust</h2>

<p>Trust within an IT team is an asset that strengthens over time through positive and consistent interactions. Although there might be an initial predisposition to trust in newly formed teams, its true robustness is built on shared experiences and the continuous demonstration of integrity and competence. For IT teams aiming for high performance and continuous innovation, investing in building trust is fundamental. Some effective strategies include:</p>

<h3 id="1-defining-a-clear-realistic-and-transparent-organisational-vision">1. Defining a Clear, Realistic, and Transparent Organisational Vision:</h3>

<p>The first step in building trust is ensuring that all team members understand the organisation&#39;s or unit&#39;s purpose, its goals, and how each person&#39;s work contributes to this vision. Transparent communication about challenges and achievements, as well as expectations for the team, creates a sense of belonging and alignment, which are fundamental for mutual trust. When everyone knows where they are going and why, collaboration becomes more natural and focused.</p>

<h3 id="2-prioritising-face-to-face-communication">2. Prioritising Face-to-Face Communication:</h3>

<p>In an increasingly digital world, personal communication remains irreplaceable for building strong relationships. Encouraging face-to-face conversations, even brief ones, to discuss projects, challenges, and ideas, allows for the exchange of non-verbal nuances, strengthens the bond between team members, and facilitates the resolution of misunderstandings. Direct and open communication demonstrates respect and consideration, pillars of trust.</p>

<h3 id="3-encouraging-informal-communication">3. Encouraging Informal Communication:</h3>

<p>Informal conversations, like those during a coffee break, happy hour, or lunch, play a crucial role in building personal bonds and creating a more relaxed and friendly work environment. These moments allow team members to get to know each other on a more personal level, building empathy and strengthening interpersonal trust.</p>

<h3 id="4-creating-moments-for-relaxation-and-group-fun">4. Creating Moments for Relaxation and Group Fun:</h3>

<p>Social activities and moments of relaxation outside the formal work environment are excellent opportunities to strengthen team spirit and build trust.</p>

<h3 id="5-selecting-members-with-appropriate-behaviour-and-removing-harmful-behaviours">5. Selecting Members with Appropriate Behaviour and Removing Harmful Behaviours:</h3>

<p>A team&#39;s trust can be easily undermined by individuals with selfish or opportunistic behaviours. It is crucial to select members who demonstrate integrity, respect, and a collaborative spirit. Likewise, it is fundamental to address and remove toxic behaviours that harm trust and team morale. Maintaining a healthy and positive work environment is essential for long-term trust building.</p>

<h3 id="6-implementing-an-effective-evaluation-and-feedback-system">6. Implementing an Effective Evaluation and Feedback System:</h3>

<p>A transparent and fair performance evaluation system, combined with regular and constructive feedback, is vital for building trust. When team members understand how their work is being evaluated and receive clear guidance for their development, they feel more secure and valued. Honest and timely feedback shows that leadership cares about each individual&#39;s growth and the team&#39;s overall success.</p>

<p>By consistently implementing these strategies, IT teams can build a solid foundation of trust, paving the way for more effective collaboration, greater productivity, innovation, and, consequently, organisational success.</p>

<h2 id="conclusion">Conclusion</h2>

<p>In summary, trust reveals itself as a fundamental pillar in the architecture of high-performing IT teams. Its absence, as we explored, not only imposes tangible and intangible costs through the need for safeguards and the paralysis of innovation but also undermines the potential for collaboration and agility inherent in these teams.</p>

<p>On the other hand, cultivating an environment where trust flourishes unlocks a range of crucial competitive advantages. Improved collaboration, increased productivity driven by reduced controls and fear, stimulated innovation in a safe environment, optimised knowledge flow, and decreased internal conflicts are all fruits of a solid foundation of trust.</p>

<p>The path to building this foundation of trust, as we have seen, involves implementing conscious and consistent strategies. The clarity of the organisational vision, prioritisation of face-to-face and informal communication, creation of moments for relaxation, careful selection of members, and implementation of an effective evaluation and feedback system are essential elements in this process.</p>

<p>Ultimately, investing in trust is not just about creating a more pleasant work environment; it is a strategic decision that directly impacts the efficiency, innovation, and long-term success of IT teams and, by extension, the entire organisation. <strong>Trust, therefore, is not merely an intangible asset but the catalyst that drives superior team performance</strong>.</p>

<p>Personally, the topic of trust fascinates me. It&#39;s a vast field with direct implications for agility. This is definitely territory I intend to revisit and explore in more depth in future analyses here on Green Tape. Stay tuned!</p>

<h2 id="references">References</h2>
<ul><li><a href="https://www.aeaweb.org/articles?id=10.1257/aer.100.3.673" rel="nofollow">Transaction Cost Economics: The Natural Progression</a></li></ul>
]]></content:encoded>
      <author>Green Tape</author>
      <guid>https://bolha.blog/read/a/45p8c9vazg</guid>
      <pubDate>Thu, 24 Apr 2025 01:11:27 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Nanook, O Esquimó</title>
      <link>https://bolha.blog/paulohrpinheiro/nanook-o-esquimo</link>
      <description>&lt;![CDATA[cena&#xA;&#xA;As belas imagens hipnotizam. A natureza reina absoluta com o ser humano sendo mais um elemento ao invés de um agente destruidor. A busca incessante por alimento, as iniciantes trocas comerciais. A primeira impressão é que, da parte dos nativos, não existem modernidades, apenas o conhecimento ancestral de quem, aparentemente, esteve isolado por séculos.&#xA;&#xA;Durante minha primeira imersão no documentário meu principal pensamento era sobre a possibilidade da expedição de Flaherty estar atrapalhando e atrasando as ações e viagens do grupo que estava sendo acompanhado. Mas depois da primeira conversa sobre a obra, ficou óbvio que não era bem assim.&#xA;&#xA;Trenós aparentemente de madeira em um lugar em que não existem árvores, facas de osso, tiras de couro ao invés de cordas, alimentação restrita. Mas o próprio documentário mostra a visita do grupo a um comerciante. O isolamento já não é tão absoluto assim.&#xA;&#xA;A equipe da expedição do diretor estar sempre pronta nas situações mais difíceis também dá uma leve dica de que estamos diante de algum tipo de encenação. O próprio protagonista da obra, pessoa muito aberta e nitidamente não isolado, sabe se portar muito bem perante a câmera.&#xA;&#xA;Dito isso, as dificuldades da vida semi nômade, a caça, a pesca, e o deslocamento, a construção de abrigos temporários, a reutilização de abrigos temporários abandonados, tudo isso está lá, tudo isso está documentado.&#xA;&#xA;Temos um ponto de partida para o conhecimento sobre essa cultura, essa sociedade.&#xA;&#xA;Se o aprendizado não é necessariamente, e quase nunca, direto, linear, com aceleração constante, como uma fórmula newtoniana, esse documentário nos faz entrar na espiral inclinada, tridimensional, que, para mim, é a melhor representação do conhecer.&#xA;&#xA;Avançar a conhecimentos desconhecidos, voltar a conhecimentos dados como certos, mas na realidade incompletos ou falsos, me parece ser a grande contribuição deste documentário.&#xA;&#xA;  Nanook, O Esquimó (Robert J. Flaherty, 1922, filme completo, PT/BR)&#xA;&#xA;TAG: #documentário]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p><img src="https://s3.us-central-1.wasabisys.com/pixelfedprod/public/m/_v2/623879489199559331/6ac28a0f2-92b4f8/l5l45oUx9ZJF/KY6v7m0l0KKxGTr6MnKPAotsuuqd84AHO6vOuwpC.jpg" alt="cena" title="Nanook, o esquimó"></p>

<p>As belas imagens hipnotizam. A natureza reina absoluta com o ser humano sendo mais um elemento ao invés de um agente destruidor. A busca incessante por alimento, as iniciantes trocas comerciais. A primeira impressão é que, da parte dos nativos, não existem modernidades, apenas o conhecimento ancestral de quem, aparentemente, esteve isolado por séculos.</p>

<p>Durante minha primeira imersão no documentário meu principal pensamento era sobre a possibilidade da expedição de Flaherty estar atrapalhando e atrasando as ações e viagens do grupo que estava sendo acompanhado. Mas depois da primeira conversa sobre a obra, ficou óbvio que não era bem assim.</p>

<p>Trenós aparentemente de madeira em um lugar em que não existem árvores, facas de osso, tiras de couro ao invés de cordas, alimentação restrita. Mas o próprio documentário mostra a visita do grupo a um comerciante. O isolamento já não é tão absoluto assim.</p>

<p>A equipe da expedição do diretor estar sempre pronta nas situações mais difíceis também dá uma leve dica de que estamos diante de algum tipo de encenação. O próprio protagonista da obra, pessoa muito aberta e nitidamente não isolado, sabe se portar muito bem perante a câmera.</p>

<p>Dito isso, as dificuldades da vida semi nômade, a caça, a pesca, e o deslocamento, a construção de abrigos temporários, a reutilização de abrigos temporários abandonados, tudo isso está lá, tudo isso está documentado.</p>

<p>Temos um ponto de partida para o conhecimento sobre essa cultura, essa sociedade.</p>

<p>Se o aprendizado não é necessariamente, e quase nunca, direto, linear, com aceleração constante, como uma fórmula newtoniana, esse documentário nos faz entrar na espiral inclinada, tridimensional, que, para mim, é a melhor representação do conhecer.</p>

<p>Avançar a conhecimentos desconhecidos, voltar a conhecimentos dados como certos, mas na realidade incompletos ou falsos, me parece ser a grande contribuição deste documentário.</p>

<blockquote><p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=gFxAJ7KRAFk" rel="nofollow">Nanook, O Esquimó (Robert J. Flaherty, 1922, filme completo, PT/BR)</a></p></blockquote>

<p>TAG: #documentário</p>
]]></content:encoded>
      <author>Paulo Henrique Rodrigues Pinheiro</author>
      <guid>https://bolha.blog/read/a/uknzfvb0k5</guid>
      <pubDate>Wed, 23 Apr 2025 14:30:40 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>32 - READ A MANGA ABOUT CHARACTERS WITH ANIMAL CARACTERISTICS - NO\NAME (15/15)</title>
      <link>https://bolha.blog/ler-todos-os-mangas-do-mundo/31-read-a-manga-about-characters-with-animal-caracteristics-no-name-15-15</link>
      <description>&lt;![CDATA[img src=&#34;https://cdn.myanimelist.net/images/manga/1/312740.jpg&#34; alt=&#34;noname&#34; style=&#34;width: 12.5rem; height: auto; margin: 0 .5rem .25rem 0; float: left;&#34; /Não costumo iniciar mangás em publicação sem que estejam bem estabelecidos. A última vez que fiz isso foi em Hunter&#39;s Guild: Red Hood, porém, não me arrependi tanto quanto este título.&#xA;&#xA;Decidi iniciar depois de descobrir como o mundo do mangá funcionava. O sistema de poderes é baseado no nome que você recebe quando nasce, por exemplo: &#34;Úrsula&#34; tem o poder de virar um urso; &#34;Ralf&#34;, que em alguma língua significa &#34;domador de cães&#34;, consegue invocar cachorros, e por ai vai. Escolhi essa categoria pela quantidade absurda de poderes relacionados a animais, inclusive, acredito que poderia haver uma variedade maior. Achei a ideia muito boa, mas, como todo o resto, foi totalmente subaproveitado. O cancelamento veio após 14 capítulos, nenhum dos milhões de mistérios do mangá chegou a ser revelado de fato.&#xA;&#xA;A cada capítulo, era relevado um novo conceito ou subtrama. Apesar da maioria com potencial, não dava tempo de desenvolvimento. Me sentia cada vez mais perdido com a enxurrada de novos plots aparecendo em cada página, parecendo estar em um carro desgovernado, sem rumo algum, chocar por chocar. Nisso, as premissas básicas e lógicas do universo foram se perdendo. &#xA;&#xA;Um ponto positivo a se destacar é a qualidade do traço de MACHINE GAMU. As lutas conseguiram ficar bastante fluidas, com coreografias impecáveis. É alguém para se ficar de olho em títulos futuros. &#xA;&#xA;Pelo menos, foram poucos capítulos. Mas, daqui pra frente, vou tomar ainda mais cuidado para escolher obras ainda em publicação para ler.]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p><img src="https://cdn.myanimelist.net/images/manga/1/312740.jpg" alt="noname" style="width: 12.5rem; height: auto; margin: 0 .5rem .25rem 0; float: left;"/>Não costumo iniciar mangás em publicação sem que estejam bem estabelecidos. A última vez que fiz isso foi em Hunter&#39;s Guild: Red Hood, porém, não me arrependi tanto quanto este título.</p>

<p>Decidi iniciar depois de descobrir como o mundo do mangá funcionava. O sistema de poderes é baseado no nome que você recebe quando nasce, por exemplo: “Úrsula” tem o poder de virar um urso; “Ralf”, que em alguma língua significa “domador de cães”, consegue invocar cachorros, e por ai vai. Escolhi essa categoria pela quantidade absurda de poderes relacionados a animais, inclusive, acredito que poderia haver uma variedade maior. Achei a ideia muito boa, mas, como todo o resto, foi totalmente subaproveitado. O cancelamento veio após 14 capítulos, nenhum dos milhões de mistérios do mangá chegou a ser revelado de fato.</p>

<p>A cada capítulo, era relevado um novo conceito ou subtrama. Apesar da maioria com potencial, não dava tempo de desenvolvimento. Me sentia cada vez mais perdido com a enxurrada de novos plots aparecendo em cada página, parecendo estar em um carro desgovernado, sem rumo algum, chocar por chocar. Nisso, as premissas básicas e lógicas do universo foram se perdendo.</p>

<p>Um ponto positivo a se destacar é a qualidade do traço de MACHINE GAMU. As lutas conseguiram ficar bastante fluidas, com coreografias impecáveis. É alguém para se ficar de olho em títulos futuros.</p>

<p>Pelo menos, foram poucos capítulos. Mas, daqui pra frente, vou tomar ainda mais cuidado para escolher obras ainda em publicação para ler.</p>
]]></content:encoded>
      <author>Ler Todos os Mangás do Mundo</author>
      <guid>https://bolha.blog/read/a/2d2btslzx6</guid>
      <pubDate>Mon, 21 Apr 2025 18:15:22 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Recuo</title>
      <link>https://bolha.blog/paulohrpinheiro/recuo</link>
      <description>&lt;![CDATA[card&#xA;&#xA;O atual recuo do proletariado é parte do processo de formação de um tsunami revolucionário que esmagará a decrépita sociedade burguesa e seu poder.]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p><img src="https://s3.us-central-1.wasabisys.com/pixelfedprod/public/m/_v2/623879489199559331/6ac28a0f2-92b4f8/8lWNJzRhGoUI/ff5gNcMFm8AUK7KiqWvYPrZTsTGAF8zVAXVDsxez.jpg" alt="card" title="tsunami revolucionário"></p>

<p>O atual recuo do proletariado é parte do processo de formação de um tsunami revolucionário que esmagará a decrépita sociedade burguesa e seu poder.</p>
]]></content:encoded>
      <author>Paulo Henrique Rodrigues Pinheiro</author>
      <guid>https://bolha.blog/read/a/dlv4nvquij</guid>
      <pubDate>Fri, 18 Apr 2025 14:07:36 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Sobre o documentário &#34;Nossa Escola de Samba&#34;</title>
      <link>https://bolha.blog/paulohrpinheiro/sobre-o-documentario-nossa-escola-de-samba</link>
      <description>&lt;![CDATA[cartaz&#xA;&#xA;Já no começo, muito rapidamente, vemos o poder em vigorosa opressão, por exemplo, quando o senhor que está assistindo ao desfile é hostilizado por um policial, e, especialmente, a banca de jurados burguesa, branca. Tudo rápido, sutil, mas registrado.&#xA;&#xA;Isso já nos abre uma percepção de que estamos num documentário muito além do registro das atividades e do cotidiano. Nos abre atenção aos detalhes, que nos abrem a uma percepção crítica.&#xA;&#xA;O narrador profissional, interpretando o depoimento de um dos fundadores da escola de samba, Antônio Fernandes da Silveira, o China, me pareceu passar uma maior dinamicidade à obra, que não acredito seria alcançada pela simples intercalação de imagens ou apenas da fala do Sr. China com as imagens selecionadas.&#xA;&#xA;Somos apresentados não só à preparação do desfile, mas também a algumas passagens pessoais de integrantes da escola, em seus cotidianos.&#xA;&#xA;Muito anos depois, é fantástica a atualidade do documentário, mesmo com o aparente controle das burguesias ilegais sobre o processo, sobre as escolas, o que vemos é uma espécie de equilíbrio militar de forças, impedindo uma real vitória de um dos lados.&#xA;&#xA;Músicos, artistas plásticos, trabalhadores que se dedicam à construção do espetáculo, todos são um só corpo.&#xA;&#xA;Mais uma vez, uma rápida passagem para nos chamar à reflexão: um negro em uma liteira carregada por brancos.&#xA;&#xA;Por fim, uma diferença entre esse passado e o presente: se o morro era uma opção aos sem-casa, por conta de não precisarem pagar aluguel, hoje as milícias usufruem de seu provisório poder, encarecendo e dificultando mais a vida de nosso povo.&#xA;&#xA;E do nada, temos uma música do espetáculo Opinião, que subverte o tom de “normalidade” desse documentário. E assim, apresentando o que pode ser tomado como apenas um documentário bem feito, clássico, “normal”, as sementes de um olhar crítico estão espalhadas por toda a obra.&#xA;&#xA;  https://www.thomazfarkas.com/filmes/nossa-escola-de-samba/&#xA;&#xA;TAG: #documentário]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p><img src="https://s3.us-central-1.wasabisys.com/pixelfedprod/public/m/_v2/623879489199559331/6ac28a0f2-92b4f8/ZrPu4Vu4rQgw/HXktPyb30Cmo6cPp04uYjVeD6s2ZWR70h0zjZgud.jpg" alt="cartaz" title="cartaz do filme"></p>

<p>Já no começo, muito rapidamente, vemos o poder em vigorosa opressão, por exemplo, quando o senhor que está assistindo ao desfile é hostilizado por um policial, e, especialmente, a banca de jurados burguesa, branca. Tudo rápido, sutil, mas registrado.</p>

<p>Isso já nos abre uma percepção de que estamos num documentário muito além do registro das atividades e do cotidiano. Nos abre atenção aos detalhes, que nos abrem a uma percepção crítica.</p>

<p>O narrador profissional, interpretando o depoimento de um dos fundadores da escola de samba, Antônio Fernandes da Silveira, o China, me pareceu passar uma maior dinamicidade à obra, que não acredito seria alcançada pela simples intercalação de imagens ou apenas da fala do Sr. China com as imagens selecionadas.</p>

<p>Somos apresentados não só à preparação do desfile, mas também a algumas passagens pessoais de integrantes da escola, em seus cotidianos.</p>

<p>Muito anos depois, é fantástica a atualidade do documentário, mesmo com o aparente controle das burguesias ilegais sobre o processo, sobre as escolas, o que vemos é uma espécie de equilíbrio militar de forças, impedindo uma real vitória de um dos lados.</p>

<p>Músicos, artistas plásticos, trabalhadores que se dedicam à construção do espetáculo, todos são um só corpo.</p>

<p>Mais uma vez, uma rápida passagem para nos chamar à reflexão: um negro em uma liteira carregada por brancos.</p>

<p>Por fim, uma diferença entre esse passado e o presente: se o morro era uma opção aos sem-casa, por conta de não precisarem pagar aluguel, hoje as milícias usufruem de seu provisório poder, encarecendo e dificultando mais a vida de nosso povo.</p>

<p>E do nada, temos uma música do espetáculo Opinião, que subverte o tom de “normalidade” desse documentário. E assim, apresentando o que pode ser tomado como apenas um documentário bem feito, clássico, “normal”, as sementes de um olhar crítico estão espalhadas por toda a obra.</p>

<blockquote><p><a href="https://www.thomazfarkas.com/filmes/nossa-escola-de-samba/" rel="nofollow">https://www.thomazfarkas.com/filmes/nossa-escola-de-samba/</a></p></blockquote>

<p>TAG: #documentário</p>
]]></content:encoded>
      <author>Paulo Henrique Rodrigues Pinheiro</author>
      <guid>https://bolha.blog/read/a/91fs2j1vol</guid>
      <pubDate>Fri, 18 Apr 2025 02:00:55 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Confiança</title>
      <link>https://bolha.blog/fita-verde/confianca</link>
      <description>&lt;![CDATA[24/04/2025&#xA;&#xA;No dinâmico universo da TI, onde a qualidade dos dados e a agilidade são atributos cruciais, existe um ativo muitas vezes subestimado, mas de valor inestimável: a confiança. Dentro das paredes virtuais ou físicas de uma equipe de TI, a confiança não é apenas um sentimento agradável; é o alicerce sobre o qual se constroem a colaboração eficaz, a inovação e, em última análise, o sucesso da organização. Assim como um sistema bem arquitetado depende da integridade de seus componentes, uma equipe (só) prospera em um ambiente onde a confiança flui livremente entre seus membros.&#xA;&#xA;Nesta postagem, quero explorar a importância vital desse ativo intangível dentro de uma equipe de TI. Analisarei os custos gerados pela sua ausência de confiança, as vantagens competitivas de um time que confia uns nos outros e, finalmente, apresentarei algumas estratégias práticas para fomentar a confiança no dia a dia da equipe.&#xA;&#xA;O custo da falta de confiança&#xA;&#xA;A falta de confiança acarreta diversos custos significativos para indivíduos, equipes e organizações. Estes custos podem se manifestar de várias formas, impactando a eficiência, a produtividade e a qualidade das relações.&#xA;&#xA;Um dos custos primários da falta de confiança é o aumento dos custos de transação. Quando a confiança se esvai do ambiente de uma equipe, um dos primeiros sinais perceptíveis é a proliferação de regras formais e o microgerenciamento. A ausência da crença mútua na integridade e na competência dos colegas leva à necessidade de formalizar cada etapa, cada entrega, cada responsabilidade através de registros formais e processos excessivamente detalhados. O que, em teoria, deveria mitigar o risco de comportamento oportunista, na prática, frequentemente resulta em lentidão, burocracia (red tape) e um sufocamento da agilidade.&#xA;&#xA;Imagine um cenário onde cada linha de código precisa ser revisada e aprovada por múltiplos níveis, não por uma questão de qualidade, mas por uma desconfiança implícita na capacidade do desenvolvedor. Ou então, reuniões intermináveis para detalhar cada micro-tarefa, com atas e planos de contingência exaustivos, consumindo um tempo precioso que poderia ser dedicado à inovação e à resolução de problemas complexos.&#xA;&#xA;Essa cultura da desconfiança não apenas eleva os custos transacionais – o tempo gasto em burocracia (red tape), a necessidade de consultorias jurídicas para elaboração e revisão de contratos –, mas também impõe custos de oportunidade significativos. A velocidade de entrega diminui, a capacidade de adaptação a mudanças no mercado é comprometida e o espírito de colaboração e experimentação, fundamental para a inovação em TI, é severamente prejudicado. Em vez de um ambiente de parceria e responsabilidade compartilhada, instala-se um clima de vigilância e proteção individual, onde a energia da equipe é desviada da criação de valor para a gestão de potenciais conflitos e falhas.&#xA;&#xA;Vantagens competitivas da confiança&#xA;&#xA;Em contrapartida aos custos paralisantes da desconfiança, um ambiente de alta confiança age como um catalisador poderoso, impulsionando a equipe de TI a patamares superiores de desempenho e inovação.&#xA;&#xA;Primeiramente, a colaboração atinge um novo nível de eficácia. Quando os membros da equipe confiam nas habilidades e nas intenções uns dos outros, a comunicação se torna mais aberta e transparente. Há uma maior disposição para compartilhar ideias, oferecer ajuda e trabalhar em conjunto na resolução de desafios complexos.&#xA;&#xA;Em segundo lugar, a produtividade experimenta um aumento significativo. Com a confiança estabelecida, a necessidade de controles excessivos e a atmosfera de medo diminui. Os profissionais se sentem mais autônomos e responsáveis por suas entregas, o que naturalmente leva a um maior engajamento e eficiência. A energia que antes era consumida por red-tape e pela preocupação com possíveis punições é redirecionada para a execução das tarefas e para a busca de melhorias contínuas.&#xA;&#xA;A confiança também estimula a inovação ao criar um ambiente seguro para a experimentação. Quando os membros da equipe sabem que podem correr riscos calculados e até mesmo falhar sem serem punidos injustamente, eles se sentem mais à vontade para propor novas ideias e abordar problemas de maneiras não convencionais. Essa liberdade para explorar e aprender com os erros é fundamental para o desenvolvimento de soluções inovadoras e para a manutenção da competitividade no mercado de TI, evitando groupthink.&#xA;&#xA;Outro benefício crucial é a melhora no fluxo do conhecimento. Em um ambiente de confiança, a informação circula livremente. Os membros da equipe compartilham suas expertises, aprendizados e melhores práticas sem receios de perderem seu valor ou serem mal interpretados. Esse fluxo contínuo de conhecimento eleva o nível de competência de toda a equipe e facilita a resolução de problemas complexos de forma mais rápida e eficiente.&#xA;&#xA;Finalmente, a confiança intrinsecamente reduz os conflitos internos. Quando há uma base sólida de respeito e crença mútua, as divergências de opinião tendem a ser tratadas de forma mais construtiva. Em vez de disputas pessoais e jogos de poder, a equipe se concentra em encontrar a melhor solução para o problema em questão, fortalecendo os laços e a coesão do grupo.&#xA;&#xA;Estratégias para aumentar a confiança&#xA;&#xA;A confiança dentro de uma equipe de TI é um ativo que se fortalece com o tempo e através de interações positivas e consistentes. Embora possa haver uma predisposição inicial à confiança em novas formações de equipe, sua verdadeira robustez é construída sobre experiências compartilhadas e a demonstração contínua de integridade e competência. Para equipes de TI que almejam alta performance e inovação contínua, investir na construção de confiança é fundamental. Algumas estratégias eficazes incluem:&#xA;&#xA;1. Definição de uma Visão Organizacional Clara, Realista e Transparente: &#xA;O primeiro passo para construir confiança é garantir que todos os membros da equipe compreendam o propósito da organização ou unidade, seus objetivos e como o trabalho de cada um contribui para essa visão. Uma comunicação transparente sobre os desafios e as conquistas, bem como sobre as expectativas em relação à equipe, cria um senso de pertencimento e alinhamento, fundamentais para a confiança mútua. Quando todos sabem para onde estão indo e por que, a colaboração se torna mais natural e focada.&#xA;&#xA;2. Priorização da Comunicação Face a Face: &#xA;Em um mundo cada vez mais digital, a comunicação pessoal continua sendo insubstituível para a construção de relacionamentos sólidos. Incentivar conversas presenciais, mesmo que breves, para discutir projetos, desafios e ideias, permite a troca de nuances não verbais, fortalece o vínculo entre os membros da equipe e facilita a resolução de mal-entendidos. A comunicação direta e aberta demonstra respeito e consideração, pilares da confiança.&#xA;&#xA;3. Incentivo à Comunicação Informal: &#xA;As conversas informais, como aquelas que acontecem durante um papo de café, um happy hour ou um almoço, desempenham um papel crucial na construção de laços pessoais e na criação de um ambiente de trabalho mais descontraído e amigável. Esses momentos permitem que os membros da equipe se conheçam em um nível mais pessoal, construindo empatia e fortalecendo a confiança interpessoal.&#xA;&#xA;4. Criação de Momentos para Descontração e Diversão em Grupo: &#xA;Atividades sociais e momentos de descontração fora do ambiente de trabalho formal são excelentes oportunidades para fortalecer o espírito de equipe e construir confiança. &#xA;&#xA;5. Seleção de Membros com Comportamento Adequado e Remoção de Comportamentos Nocivos: &#xA;A confiança de uma equipe pode ser facilmente minada por indivíduos com comportamentos egoístas ou oportunistas. É crucial selecionar membros que demonstrem integridade, respeito e um espírito colaborativo. Da mesma forma, é fundamental abordar e remover comportamentos tóxicos que prejudicam a confiança e o moral da equipe. Manter um ambiente de trabalho saudável e positivo é essencial para a construção de confiança a longo prazo.&#xA;&#xA;6. Implementação de um Sistema de Avaliação e Feedback Eficaz: &#xA;Um sistema de avaliação de desempenho transparente e justo, aliado a um feedback regular e construtivo, é vital para construir confiança. Quando os membros da equipe entendem como seu trabalho está sendo avaliado e recebem orientações claras para o seu desenvolvimento, eles se sentem mais seguros e valorizados. Um feedback honesto e oportuno demonstra que a liderança se importa com o crescimento de cada indivíduo e com o sucesso da equipe como um todo.&#xA;&#xA;Ao implementar essas estratégias de forma consistente, as equipes de TI podem construir uma base sólida de confiança, pavimentando o caminho para uma colaboração mais eficaz, maior produtividade, inovação e, consequentemente, para o sucesso organizacional.&#xA;&#xA;Conclusão&#xA;Em suma, a confiança se revela como um pilar fundamental na arquitetura de equipes de TI de alto desempenho. A sua ausência, como exploramos, não apenas impõe custos tangíveis e intangíveis através da necessidade de salvaguardas e da paralisia da inovação, mas também mina o potencial de colaboração e agilidade inerente a esses times.&#xA;&#xA;Por outro lado, cultivar um ambiente onde a confiança floresce desbloqueia um leque de vantagens competitivas cruciais. A melhora na colaboração, o aumento da produtividade impulsionado pela redução de controles e do medo, o estímulo à inovação em um ambiente seguro, o fluxo otimizado do conhecimento e a diminuição dos conflitos internos são todos frutos de uma base sólida de confiança.&#xA;&#xA;O caminho para construir essa base de confiança, como vimos, passa pela implementação de estratégias conscientes e consistentes. A clareza da visão organizacional, a priorização da comunicação face a face e informal, a criação de momentos de descontração, a seleção criteriosa de membros e a implementação de um sistema de avaliação e feedback eficaz são elementos essenciais nesse processo.&#xA;&#xA;Em última análise, investir na confiança não é apenas uma questão de criar um ambiente de trabalho mais agradável; é uma decisão estratégica que impacta diretamente a eficiência, a inovação e o sucesso a longo prazo das equipes de TI e, por extensão, de toda a organização. A confiança, portanto, não é um mero ativo intangível, mas sim o catalisador que impulsiona o desempenho superior da equipe.&#xA;&#xA;Particularmente, o tema da confiança me fascina. É um campo vasto, com implicações diretas na agilidade. Definitivamente, este é um território que pretendo revisitar e explorar com mais profundidade em futuras análises aqui no Fita Verde. Fiquem ligados!&#xA;&#xA;Referências&#xA; Transaction Cost Economics: The Natural Progression]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p><em>24/04/2025</em></p>

<p>No dinâmico universo da TI, onde a qualidade dos dados e a agilidade são atributos cruciais, existe um ativo muitas vezes subestimado, mas de valor inestimável: a <strong>confiança</strong>. Dentro das paredes virtuais ou físicas de uma equipe de TI, a confiança não é apenas um sentimento agradável; é o alicerce sobre o qual se constroem a colaboração eficaz, a inovação e, em última análise, o sucesso da organização. Assim como um sistema bem arquitetado depende da integridade de seus componentes, uma equipe (só) prospera em um ambiente onde a confiança flui livremente entre seus membros.</p>

<p>Nesta postagem, quero explorar a importância vital desse ativo intangível dentro de uma equipe de TI. Analisarei os custos gerados pela sua ausência de confiança, as vantagens competitivas de um time que confia uns nos outros e, finalmente, apresentarei algumas estratégias práticas para fomentar a confiança no dia a dia da equipe.</p>

<h2 id="o-custo-da-falta-de-confiança">O custo da falta de confiança</h2>

<p>A falta de confiança acarreta diversos custos significativos para indivíduos, equipes e organizações. Estes custos podem se manifestar de várias formas, impactando a eficiência, a produtividade e a qualidade das relações.</p>

<p>Um dos custos primários da falta de confiança é o aumento dos <strong><a href="https://www.aeaweb.org/articles?id=10.1257/aer.100.3.673" rel="nofollow">custos de transação</a></strong>. Quando a confiança se esvai do ambiente de uma equipe, um dos primeiros sinais perceptíveis é a proliferação de regras formais e o microgerenciamento. A ausência da crença mútua na integridade e na competência dos colegas leva à necessidade de formalizar cada etapa, cada entrega, cada responsabilidade através de registros formais e processos excessivamente detalhados. O que, em teoria, deveria mitigar o risco de comportamento oportunista, na prática, frequentemente resulta em lentidão, burocracia (<a href="https://bolha.blog/fita-verde/desmistificando-a-burocracia" rel="nofollow">red tape</a>) e um sufocamento da agilidade.</p>

<p>Imagine um cenário onde cada linha de código precisa ser revisada e aprovada por múltiplos níveis, não por uma questão de qualidade, mas por uma desconfiança implícita na capacidade do desenvolvedor. Ou então, reuniões intermináveis para detalhar cada micro-tarefa, com atas e planos de contingência exaustivos, consumindo um tempo precioso que poderia ser dedicado à inovação e à resolução de problemas complexos.</p>

<p>Essa cultura da desconfiança não apenas eleva os custos transacionais – o tempo gasto em burocracia (<a href="https://bolha.blog/fita-verde/desmistificando-a-burocracia" rel="nofollow">red tape</a>), a necessidade de consultorias jurídicas para elaboração e revisão de contratos –, mas também impõe custos de oportunidade significativos. A velocidade de entrega diminui, a capacidade de adaptação a mudanças no mercado é comprometida e o <strong>espírito de colaboração</strong> e experimentação, fundamental para a inovação em TI, é <strong>severamente prejudicado</strong>. Em vez de um ambiente de parceria e responsabilidade compartilhada, instala-se um clima de vigilância e proteção individual, onde <strong>a energia da equipe é desviada da criação de valor para a gestão de potenciais conflitos e falhas</strong>.</p>

<h2 id="vantagens-competitivas-da-confiança">Vantagens competitivas da confiança</h2>

<p>Em contrapartida aos custos paralisantes da desconfiança, um ambiente de alta confiança age como um catalisador poderoso, impulsionando a equipe de TI a patamares superiores de desempenho e inovação.</p>

<p>Primeiramente, a colaboração atinge um novo nível de eficácia. Quando os membros da equipe confiam nas habilidades e nas intenções uns dos outros, a comunicação se torna mais aberta e transparente. Há uma maior disposição para compartilhar ideias, oferecer ajuda e trabalhar em conjunto na resolução de desafios complexos.</p>

<p>Em segundo lugar, a produtividade experimenta um aumento significativo. Com a confiança estabelecida, a necessidade de controles excessivos e a atmosfera de medo diminui. Os profissionais se sentem mais autônomos e responsáveis por suas entregas, o que naturalmente leva a um <strong>maior engajamento</strong> e eficiência. A energia que antes era consumida por red-tape e pela preocupação com possíveis punições é redirecionada para a execução das tarefas e para a busca de melhorias contínuas.</p>

<p>A confiança também estimula a inovação ao criar um ambiente seguro para a experimentação. Quando os membros da equipe sabem que podem correr riscos calculados e até mesmo falhar sem serem punidos injustamente, eles se sentem mais à vontade para propor novas ideias e abordar problemas de maneiras não convencionais. Essa liberdade para explorar e aprender com os erros é fundamental para o desenvolvimento de soluções inovadoras e para a manutenção da competitividade no mercado de TI, evitando groupthink.</p>

<p>Outro benefício crucial é a melhora no fluxo do conhecimento. Em um ambiente de confiança, a informação circula livremente. Os membros da equipe compartilham suas expertises, aprendizados e melhores práticas sem receios de perderem seu valor ou serem mal interpretados. Esse fluxo contínuo de conhecimento eleva o nível de competência de toda a equipe e facilita a resolução de problemas complexos de forma mais rápida e eficiente.</p>

<p>Finalmente, a confiança intrinsecamente reduz os conflitos internos. Quando há uma base sólida de respeito e crença mútua, as divergências de opinião tendem a ser tratadas de forma mais construtiva. Em vez de disputas pessoais e jogos de poder, a equipe se concentra em encontrar a melhor solução para o problema em questão, fortalecendo os laços e a coesão do grupo.</p>

<h2 id="estratégias-para-aumentar-a-confiança">Estratégias para aumentar a confiança</h2>

<p>A confiança dentro de uma equipe de TI é um ativo que se fortalece com o tempo e através de interações positivas e consistentes. Embora possa haver uma predisposição inicial à confiança em novas formações de equipe, sua verdadeira robustez é construída sobre experiências compartilhadas e a demonstração contínua de integridade e competência. Para equipes de TI que almejam alta performance e inovação contínua, investir na construção de confiança é fundamental. Algumas estratégias eficazes incluem:</p>

<h3 id="1-definição-de-uma-visão-organizacional-clara-realista-e-transparente">1. Definição de uma Visão Organizacional Clara, Realista e Transparente:</h3>

<p>O primeiro passo para construir confiança é garantir que todos os membros da equipe compreendam o propósito da organização ou unidade, seus objetivos e como o trabalho de cada um contribui para essa visão. Uma comunicação transparente sobre os desafios e as conquistas, bem como sobre as expectativas em relação à equipe, cria um senso de pertencimento e alinhamento, fundamentais para a confiança mútua. Quando todos sabem para onde estão indo e por que, a colaboração se torna mais natural e focada.</p>

<h3 id="2-priorização-da-comunicação-face-a-face">2. Priorização da Comunicação Face a Face:</h3>

<p>Em um mundo cada vez mais digital, a comunicação pessoal continua sendo insubstituível para a construção de relacionamentos sólidos. Incentivar conversas presenciais, mesmo que breves, para discutir projetos, desafios e ideias, permite a troca de nuances não verbais, fortalece o vínculo entre os membros da equipe e facilita a resolução de mal-entendidos. A comunicação direta e aberta demonstra respeito e consideração, pilares da confiança.</p>

<h3 id="3-incentivo-à-comunicação-informal">3. Incentivo à Comunicação Informal:</h3>

<p>As conversas informais, como aquelas que acontecem durante um papo de café, um happy hour ou um almoço, desempenham um papel crucial na construção de laços pessoais e na criação de um ambiente de trabalho mais descontraído e amigável. Esses momentos permitem que os membros da equipe se conheçam em um nível mais pessoal, construindo empatia e fortalecendo a confiança interpessoal.</p>

<h3 id="4-criação-de-momentos-para-descontração-e-diversão-em-grupo">4. Criação de Momentos para Descontração e Diversão em Grupo:</h3>

<p>Atividades sociais e momentos de descontração fora do ambiente de trabalho formal são excelentes oportunidades para fortalecer o espírito de equipe e construir confiança.</p>

<h3 id="5-seleção-de-membros-com-comportamento-adequado-e-remoção-de-comportamentos-nocivos">5. Seleção de Membros com Comportamento Adequado e Remoção de Comportamentos Nocivos:</h3>

<p>A confiança de uma equipe pode ser facilmente minada por indivíduos com comportamentos egoístas ou oportunistas. É crucial selecionar membros que demonstrem integridade, respeito e um espírito colaborativo. Da mesma forma, é fundamental abordar e remover comportamentos tóxicos que prejudicam a confiança e o moral da equipe. Manter um ambiente de trabalho saudável e positivo é essencial para a construção de confiança a longo prazo.</p>

<h3 id="6-implementação-de-um-sistema-de-avaliação-e-feedback-eficaz">6. Implementação de um Sistema de Avaliação e Feedback Eficaz:</h3>

<p>Um sistema de avaliação de desempenho transparente e justo, aliado a um feedback regular e construtivo, é vital para construir confiança. Quando os membros da equipe entendem como seu trabalho está sendo avaliado e recebem orientações claras para o seu desenvolvimento, eles se sentem mais seguros e valorizados. Um feedback honesto e oportuno demonstra que a liderança se importa com o crescimento de cada indivíduo e com o sucesso da equipe como um todo.</p>

<p>Ao implementar essas estratégias de forma consistente, as equipes de TI podem construir uma base sólida de confiança, pavimentando o caminho para uma colaboração mais eficaz, maior produtividade, inovação e, consequentemente, para o sucesso organizacional.</p>

<h2 id="conclusão">Conclusão</h2>

<p>Em suma, a confiança se revela como um pilar fundamental na arquitetura de equipes de TI de alto desempenho. A sua ausência, como exploramos, não apenas impõe custos tangíveis e intangíveis através da necessidade de salvaguardas e da paralisia da inovação, mas também mina o potencial de colaboração e agilidade inerente a esses times.</p>

<p>Por outro lado, cultivar um ambiente onde a confiança floresce desbloqueia um leque de vantagens competitivas cruciais. A melhora na colaboração, o aumento da produtividade impulsionado pela redução de controles e do medo, o estímulo à inovação em um ambiente seguro, o fluxo otimizado do conhecimento e a diminuição dos conflitos internos são todos frutos de uma base sólida de confiança.</p>

<p>O caminho para construir essa base de confiança, como vimos, passa pela implementação de estratégias conscientes e consistentes. A clareza da visão organizacional, a priorização da comunicação face a face e informal, a criação de momentos de descontração, a seleção criteriosa de membros e a implementação de um sistema de avaliação e feedback eficaz são elementos essenciais nesse processo.</p>

<p>Em última análise, investir na confiança não é apenas uma questão de criar um ambiente de trabalho mais agradável; é uma decisão estratégica que impacta diretamente a eficiência, a inovação e o sucesso a longo prazo das equipes de TI e, por extensão, de toda a organização. <strong>A confiança, portanto, não é um mero ativo intangível, mas sim o catalisador que impulsiona o desempenho superior da equipe</strong>.</p>

<p>Particularmente, o tema da confiança me fascina. É um campo vasto, com implicações diretas na agilidade. Definitivamente, este é um território que pretendo revisitar e explorar com mais profundidade em futuras análises aqui no Fita Verde. Fiquem ligados!</p>

<h2 id="referências">Referências</h2>
<ul><li><a href="https://www.aeaweb.org/articles?id=10.1257/aer.100.3.673" rel="nofollow">Transaction Cost Economics: The Natural Progression</a></li></ul>
]]></content:encoded>
      <author>Fita Verde</author>
      <guid>https://bolha.blog/read/a/7t643gtd1w</guid>
      <pubDate>Thu, 10 Apr 2025 00:22:35 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Demystifying Bureaucracy</title>
      <link>https://bolha.blog/green-tape/demystifying-bureaucracy</link>
      <description>&lt;![CDATA[07/04/2025&#xA;&#xA;Introduction&#xA;&#xA;The word &#34;bureaucracy&#34; often conjures images of endless stacks of paperwork, slow processes, and a general aversion to change. However, it&#39;s crucial to demystify the idea that bureaucracy is inherently bad. In this first post, I want to explore the concept of bureaucracy, differentiating between &#34;red tape&#34; (bureaucracy that hinders) and &#34;green tape&#34; (effective bureaucracy), and how the latter can serve as valuable institutional knowledge, propelling organisations towards their goals.&#xA;&#xA;Red Tape vs. Green Tape&#xA;&#xA;Bureaucracy is an administrative system grounded in formal rules and procedures. This formality, in theory, aims to ensure consistency, impartiality, and predictability in organisational processes, whether governmental or business-related. However, when these rules and procedures become excessive, complex, and unnecessary, bureaucracy evolves into what we call &#34;red tape&#34;—the excessive bureaucracy characterised by complex and unnecessary rules that impede efficiency and agility.&#xA;&#xA;In contrast, researcher Leisha DeHart-Davis introduces us to the concept of &#34;green tape,&#34; which represents the positive and productive side of formalisation. Instead of being an obstacle, &#34;green tape&#34; acts as a facilitator. It provides structure for the smooth functioning of institutional processes.&#xA;&#xA;In an organisational context, &#34;green tape&#34; manifests in rules and procedures that, while formal, are intrinsically effective and add real value. They don&#39;t exist just for the sake of existing, but rather to optimize processes, minimize risks, and ensure everyone is &#34;on the same page.&#34; It integrates knowledge into institutional procedures. Imagine a well-defined IT change management process: it involves clear steps for assessment, approval, and implementation, which ensures that changes are made in a controlled manner, preventing unexpected disruptions and potential security problems. This would be an example of &#34;green tape&#34; in action.&#xA;&#xA;The major difference between &#34;red tape&#34; and &#34;green tape&#34; lies, therefore, in the impact and purpose of the rules. While &#34;red tape&#34; is characterised by unnecessary complexity, lack of clarity, and misalignment with organisational objectives, &#34;green tape&#34; is marked by clarity, conciseness, and strategic alignment. &#34;Green tape&#34; rules are easy to understand, easy to follow, and directly contribute to the smooth operation of the organisation.&#xA;&#xA;Bureaucracy as Institutional Knowledge&#xA;&#xA;The idea that bureaucracy, at its core, can be seen as a repository of institutional knowledge is fundamental. Each rule, each formal procedure, can be interpreted as the crystallisation of past learnings, of solutions that worked in specific contexts, and the formalisation of best practices identified over time. Think of a standard operating procedures (SOP) manual in a critical area: it represents the accumulated knowledge about how to perform tasks safely and efficiently. When well-developed and maintained, this &#34;bureaucratic knowledge&#34; becomes a valuable asset, ensuring the consistency and quality of operations.&#xA;&#xA;Therefore, the analogy with knowledge is extremely pertinent, especially regarding its validity and applicability. Just as specific technical knowledge can become obsolete with the advancement of technology, a bureaucratic rule created in a particular context may lose its purpose or even become an obstacle when the scenario changes. In a dynamic and constantly evolving business environment, excessive rigidity of bureaucracy can hinder adaptation and innovation.&#xA;&#xA;A rule created to solve a specific problem in a particular sector or to deal with an exception can, when applied indiscriminately across the entire organisation, generate inefficiency and frustration. An effective solution for a specific issue can have disastrous consequences when applied outside its original context. In IT, for example, a very restrictive security policy implemented to protect highly sensitive data can, if applied to all types of information and all users, impair collaboration and agility.&#xA;&#xA;This issue of undue generalisation often stems from a lack of review and a superficial understanding of the original purpose of the rule. The pressure for uniformity can lead to the application of a &#34;one-size-fits-all&#34; approach to situations that demand more differentiated and flexible approaches.&#xA;&#xA;Another common source of &#34;red tape&#34; is the lack of updating formal rules. The business environment, technology, and regulations are constantly changing. Rules that made sense at a certain point in time can become obsolete, inefficient, or even counterproductive over time. I see this in the adoption of digital procedures that retain actions that only made sense in the era of paper-based procedures, such as the Moving Term (a document that records the transition of a paper-based procedure to a different sector). Now, the digital system already records the movement of the procedure with date, hour, minute, and even seconds, lasting no need to add a Moving Term. The absence of periodic review and update mechanisms leads to the accumulation of outdated norms that only consume time and resources without adding value.&#xA;&#xA;To transform bureaucracy from potential &#34;red tape&#34; into valuable &#34;green tape,&#34; it is essential to adopt it as living and dynamic institutional knowledge. This implies:&#xA;&#xA;Contextualisation: Understanding the original purpose of each rule and its applicability in different organisational contexts.&#xA;Periodic Review: Establishing processes to regularly review and update formal rules, ensuring they remain relevant and effective.&#xA;Flexibility: Developing the ability to adapt or create new rules when necessary, rather than simply generalising existing ones.&#xA;Clear Communication: Ensuring that the purpose and application of rules are clearly communicated to all members of the organisation.&#xA;&#xA;By adopting this perspective, bureaucracy can cease to be seen as a burden and become a strategic guide, incorporating the collective wisdom of the organisation in an adaptable and efficient manner.&#xA;&#xA;Conclusion&#xA;&#xA;Demystifying the negative view of bureaucracy, we realize that by adopting the principles of &#34;green tape&#34; and valuing rules and procedures as living institutional knowledge, organisations unlock significant potential. Instead of an obstacle, a well-structured and adaptable bureaucracy becomes an engine of efficiency, a pillar of compliance, and, fundamentally, a driving force for achieving organisational goals with greater security and assertiveness.&#xA;&#xA;May the &#34;green tape&#34; be with you!]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p><em>07/04/2025</em></p>

<h2 id="introduction">Introduction</h2>

<p>The word “bureaucracy” often conjures images of endless stacks of paperwork, slow processes, and a general aversion to change. However, it&#39;s crucial to demystify the idea that bureaucracy is inherently bad. In this first post, I want to explore the concept of bureaucracy, differentiating between “red tape” (bureaucracy that hinders) and “green tape” (effective bureaucracy), and how the latter can serve as valuable institutional knowledge, propelling organisations towards their goals.</p>

<h2 id="red-tape-vs-green-tape">Red Tape vs. Green Tape</h2>

<p>Bureaucracy is an administrative system grounded in formal rules and procedures. This formality, in theory, aims to ensure consistency, impartiality, and predictability in organisational processes, whether governmental or business-related. However, when these rules and procedures become excessive, complex, and unnecessary, bureaucracy evolves into what we call “red tape”—the excessive bureaucracy characterised by complex and unnecessary rules that impede efficiency and agility.</p>

<p>In contrast, researcher <a href="https://scholar.google.com/citations?user=cWx1Kq8AAAAJ&amp;hl=en" rel="nofollow">Leisha DeHart-Davis</a> introduces us to the concept of “green tape,” which represents the positive and productive side of formalisation. Instead of being an obstacle, “green tape” acts as a facilitator. It provides structure for the smooth functioning of institutional processes.</p>

<p>In an organisational context, “green tape” manifests in rules and procedures that, while formal, are intrinsically effective and add real value. They don&#39;t exist just for the sake of existing, but rather to optimize processes, minimize risks, and ensure everyone is “on the same page.” It integrates knowledge into institutional procedures. Imagine a well-defined IT change management process: it involves clear steps for assessment, approval, and implementation, which ensures that changes are made in a controlled manner, preventing unexpected disruptions and potential security problems. This would be an example of “green tape” in action.</p>

<p>The major difference between “red tape” and “green tape” lies, therefore, in the impact and purpose of the rules. While “red tape” is characterised by unnecessary complexity, lack of clarity, and misalignment with organisational objectives, “green tape” is marked by clarity, conciseness, and strategic alignment. “Green tape” rules are easy to understand, easy to follow, and directly contribute to the smooth operation of the organisation.</p>

<h2 id="bureaucracy-as-institutional-knowledge">Bureaucracy as Institutional Knowledge</h2>

<p>The idea that bureaucracy, at its core, can be seen as a repository of institutional knowledge is fundamental. Each rule, each formal procedure, can be interpreted as the crystallisation of past learnings, of solutions that worked in specific contexts, and the formalisation of best practices identified over time. Think of a standard operating procedures (SOP) manual in a critical area: it represents the accumulated knowledge about how to perform tasks safely and efficiently. When well-developed and maintained, this “bureaucratic knowledge” becomes a valuable asset, ensuring the consistency and quality of operations.</p>

<p>Therefore, the analogy with knowledge is extremely pertinent, especially regarding its validity and applicability. Just as specific technical knowledge can become obsolete with the advancement of technology, a bureaucratic rule created in a particular context may lose its purpose or even become an obstacle when the scenario changes. In a dynamic and constantly evolving business environment, excessive rigidity of bureaucracy can hinder adaptation and innovation.</p>

<p>A rule created to solve a specific problem in a particular sector or to deal with an exception can, when applied indiscriminately across the entire organisation, generate inefficiency and frustration. An effective solution for a specific issue can have disastrous consequences when applied outside its original context. In IT, for example, a very restrictive security policy implemented to protect highly sensitive data can, if applied to all types of information and all users, impair collaboration and agility.</p>

<p>This issue of undue generalisation often stems from a lack of review and a superficial understanding of the original purpose of the rule. The pressure for uniformity can lead to the application of a “one-size-fits-all” approach to situations that demand more differentiated and flexible approaches.</p>

<p>Another common source of “red tape” is the lack of updating formal rules. The business environment, technology, and regulations are constantly changing. Rules that made sense at a certain point in time can become obsolete, inefficient, or even counterproductive over time. I see this in the adoption of digital procedures that retain actions that only made sense in the era of paper-based procedures, such as the <em>Moving Term</em> (a document that records the transition of a paper-based procedure to a different sector). Now, the digital system already records the movement of the procedure with date, hour, minute, and even seconds, lasting no need to add a <em>Moving Term</em>. The absence of periodic review and update mechanisms leads to the accumulation of outdated norms that only consume time and resources without adding value.</p>

<p>To transform bureaucracy from potential “red tape” into valuable “green tape,” it is essential to adopt it as living and dynamic institutional knowledge. This implies:</p>
<ul><li>Contextualisation: Understanding the original purpose of each rule and its applicability in different organisational contexts.</li>
<li>Periodic Review: Establishing processes to regularly review and update formal rules, ensuring they remain relevant and effective.</li>
<li>Flexibility: Developing the ability to adapt or create new rules when necessary, rather than simply generalising existing ones.</li>
<li>Clear Communication: Ensuring that the purpose and application of rules are clearly communicated to all members of the organisation.</li></ul>

<p>By adopting this perspective, bureaucracy can cease to be seen as a burden and become a strategic guide, <strong>incorporating the collective wisdom of the organisation</strong> in an adaptable and efficient manner.</p>

<h2 id="conclusion">Conclusion</h2>

<p>Demystifying the negative view of bureaucracy, we realize that by adopting the principles of “green tape” and valuing rules and procedures as living institutional knowledge, organisations unlock significant potential. Instead of an obstacle, a well-structured and adaptable bureaucracy becomes an engine of efficiency, a pillar of compliance, and, fundamentally, a driving force for achieving organisational goals with greater security and assertiveness.</p>

<p>May the “green tape” be with you!</p>
]]></content:encoded>
      <author>Green Tape</author>
      <guid>https://bolha.blog/read/a/aeasos0gj2</guid>
      <pubDate>Mon, 07 Apr 2025 14:01:32 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Welcome to the Green Tape Blog</title>
      <link>https://bolha.blog/green-tape/welcome-to-the-green-tape-blog</link>
      <description>&lt;![CDATA[07/04/2025&#xA;&#xA;The central idea behind this blog is to dive into the various concepts that underpin IT infrastructure management. I aim to create a space to share my reflections and learnings about this universe.&#xA;&#xA;My experience from the MSc in Project Management at the University of Limerick and my recent experience as an IT infrastructure manager will certainly bring an interesting perspective to our conversations. The intention is to share this knowledge in a practical and accessible way, not with the aim of teaching, but rather to explore and make IT management an increasingly clear topic for everyone.&#xA;&#xA;In this initial contact, the objective is to introduce the &#39;Green Tape&#39; blog as a meeting point for anyone interested in IT infrastructure management, from the fundamentals to the latest developments. In future posts, I will dig deeper into topics such as the challenges of bureaucracy, governance framework models, various risk management strategies, the importance of management key indicators, and other subjects that I consider relevant.&#xA;&#xA;I believe that the exchange of experiences and different viewpoints is what truly enriches the discussion. Therefore, please feel free to bring your questions, comments, and suggestions. The &#39;Green Tape&#39; blog is a space built for enthusiasts of IT infrastructure management.&#xA;&#xA;Stay connected for upcoming posts about the fascinating world of IT infrastructure management, and don&#39;t hesitate to participate actively!&#xA;&#xA;Important: All content presented on this blog is my own work, with artificial intelligence review to optimise the clarity and quality of the posts.]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p><em>07/04/2025</em></p>

<p>The central idea behind this blog is to dive into the various concepts that underpin IT infrastructure management. I aim to create a space to share my reflections and learnings about this universe.</p>

<p>My experience from the MSc in Project Management at the University of Limerick and my recent experience as an IT infrastructure manager will certainly bring an interesting perspective to our conversations. The intention is to share this knowledge in a practical and accessible way, not with the aim of teaching, but rather to explore and make IT management an increasingly clear topic for everyone.</p>

<p>In this initial contact, the objective is to introduce the &#39;Green Tape&#39; blog as a meeting point for anyone interested in IT infrastructure management, from the fundamentals to the latest developments. In future posts, I will dig deeper into topics such as the challenges of bureaucracy, governance framework models, various risk management strategies, the importance of management key indicators, and other subjects that I consider relevant.</p>

<p>I believe that the exchange of experiences and different viewpoints is what truly enriches the discussion. Therefore, please feel free to bring your questions, comments, and suggestions. The &#39;Green Tape&#39; blog is a space built for enthusiasts of IT infrastructure management.</p>

<p>Stay connected for upcoming posts about the fascinating world of IT infrastructure management, and don&#39;t hesitate to participate actively!</p>

<p><em>Important: All content presented on this blog is my own work, with artificial intelligence review to optimise the clarity and quality of the posts.</em></p>
]]></content:encoded>
      <author>Green Tape</author>
      <guid>https://bolha.blog/read/a/cewaewmmba</guid>
      <pubDate>Mon, 07 Apr 2025 13:29:14 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Desmistificando a burocracia</title>
      <link>https://bolha.blog/fita-verde/desmistificando-a-burocracia</link>
      <description>&lt;![CDATA[07/04/2025&#xA;&#xA;Introdução&#xA;&#xA;A palavra &#34;burocracia&#34; frequentemente evoca imagens de pilhas intermináveis de papéis, processos lentos e uma aversão geral à mudança. No entanto, é crucial desmistificar a ideia de que a burocracia é inerentemente ruim. Neste primeiro post, quero explorar o conceito de burocracia, diferenciando o &#34;red tape&#34; (burocracia que atrapalha) do &#34;green tape&#34; (burocracia eficaz) e como este último pode servir como um valioso conhecimento institucional, impulsionando as organizações em direção aos seus objetivos.&#xA;&#xA;Red Tape vs. Green Tape&#xA;&#xA;A burocracia é um sistema administrativo fundamentado em regras e procedimentos formais. Essa formalidade, em teoria, visa garantir a consistência, a imparcialidade e a previsibilidade nos processos organizacionais, sejam eles governamentais ou empresariais. No entanto, quando essas regras e procedimentos se tornam excessivos, complexos e desnecessários, a burocracia evolui para o que chamamos de &#34;red tape&#34;, a burocracia excessiva, caracterizada por regras complexas e desnecessárias que impedem a eficiência e a agilidade.&#xA;&#xA;Embora o termo &#34;red tape&#34; não tenha um equivalente direto e único em português, a palavra &#34;burocracia&#34; frequentemente carrega essa conotação negativa em nosso idioma. Quando dizemos que algo é &#34;burocrático demais&#34;, geralmente estamos nos referindo à existência de processos lentos, complexos e com exigências exageradas. &#xA;&#xA;Em contraposição, a pesquisadora Leisha DeHart-Davis nos presenteia com o conceito de &#34;green tape&#34;, que representa o lado positivo e produtivo da formalização. Em vez de ser um entrave, o &#34;green tape&#34; atua como um facilitador. Fornece estrutura para o bom andamento dos processos institucionais.&#xA;&#xA;No contexto organizacional, o &#34;green tape&#34; se manifesta em regras e procedimentos que, embora formais, são intrinsecamente eficazes e agregam valor real. Eles não existem apenas por existir, mas sim para otimizar processos, minimizar riscos e garantir que todos estejam &#34;na mesma página&#34;. Ela integra conhecimento aos procedimentos institucionais. Imagine um processo de gestão de mudanças em TI bem definido: ele envolve etapas claras de avaliação, aprovação e implementação, o que garante que as mudanças sejam feitas de forma controlada, evitando interrupções inesperadas e potenciais problemas de segurança. Isso seria um exemplo de &#34;green tape&#34; em ação.&#xA;&#xA;A grande diferença entre &#34;red tape&#34; e &#34;green tape&#34; reside, portanto, no impacto e na finalidade das regras. Enquanto o &#34;red tape&#34; se caracteriza pela complexidade desnecessária, pela falta de clareza e pelo desalinhamento com os objetivos organizacionais, o &#34;green tape&#34; é marcado pela clareza, concisão e alinhamento estratégico. As regras de &#34;green tape&#34; são fáceis de entender, de seguir e contribuem diretamente para o bom funcionamento da organização.&#xA;&#xA;Burocracia como Conhecimento Institucional&#xA;&#xA;A ideia de que a burocracia, em sua essência, pode ser vista como um repositório de conhecimento institucional é fundamental. Cada regra, cada procedimento formal, pode ser interpretado como a cristalização de aprendizados passados, de soluções que funcionaram em determinados contextos e da formalização de melhores práticas identificadas ao longo do tempo. Pense em um manual de procedimentos operacionais padrão (POPs) em uma área crítica: ele representa o conhecimento acumulado sobre como executar tarefas de maneira segura e eficiente. Quando bem elaborado e mantido, esse &#34;conhecimento burocrático&#34; se torna um ativo valioso, garantindo a consistência e a qualidade das operações.&#xA;&#xA;Por isso, a analogia com o conhecimento é extremamente pertinente, especialmente no que diz respeito à sua validade e aplicabilidade. Assim como um conhecimento técnico específico pode se tornar obsoleto com o avanço da tecnologia, uma regra burocrática criada em um determinado contexto pode perder sua razão de ser ou até mesmo se tornar um obstáculo quando o cenário muda. Em um ambiente de negócios dinâmico e em constante evolução, a rigidez excessiva da burocracia pode impedir a adaptação e a inovação.&#xA;&#xA;Uma regra criada para solucionar um problema pontual em um determinado setor ou para lidar com uma exceção pode, quando aplicada indiscriminadamente em toda a organização, gerar ineficiência e frustração. Uma solução eficaz para um problema específico pode ter consequências desastrosas quando aplicada fora do seu contexto original. Em TI, por exemplo, uma política de segurança muito restritiva implementada para proteger dados altamente sensíveis pode, se aplicada a todos os tipos de informação e a todos os usuários, prejudicar a colaboração e a agilidade.&#xA;&#xA;Essa questão da generalização indevida muitas vezes decorre de uma falta de revisão e de um entendimento superficial do propósito original da regra. A pressão por uniformidade pode levar à aplicação de &#34;tamanho único&#34; para situações que demandam abordagens mais diferenciadas e flexíveis.&#xA;&#xA;Outra fonte comum de &#34;red tape&#34; é a falta de atualização das regras formais. O ambiente de negócios, a tecnologia e as regulamentações estão em constante mudança. Regras que faziam sentido em um determinado momento podem se tornar obsoletas, ineficientes ou até mesmo contraproducentes com o tempo. Vejo isso na adoção de processos digitais que mantém ações que só faziam sentido na época dos processos físicos, como o &#34;Termo de remessa&#34;. Hora, o sistema digital já registra a movimentação do processo com data, hora, minuto e, até, segundos. A ausência de mecanismos de revisão e atualização periódica leva ao acúmulo de normas desatualizadas que apenas consomem tempo e recursos, sem agregar valor.&#xA;&#xA;Para transformar a burocracia de um potencial &#34;red tape&#34; em um valioso &#34;green tape&#34;, é essencial adotá-la como um conhecimento institucional vivo e dinâmico. Isso implica em:&#xA;&#xA; Contextualização: Entender o propósito original de cada regra e sua aplicabilidade nos diferentes contextos da organização.&#xA; Revisão Periódica: Estabelecer processos para revisar e atualizar as regras formais de forma regular, garantindo que elas permaneçam relevantes e eficazes.&#xA; Flexibilidade: Desenvolver a capacidade de adaptar ou criar novas regras quando necessário, em vez de simplesmente generalizar as existentes.&#xA; Comunicação Clara: Garantir que o propósito e a aplicação das regras sejam claramente comunicados a todos os membros da organização.&#xA;&#xA;Ao adotar essa perspectiva, a burocracia pode deixar de ser vista como um fardo e se tornar um guia estratégico, incorporando a sabedoria coletiva da organização de forma adaptável e eficiente.&#xA;&#xA;Conclusão&#xA;&#xA;Desmistificando a visão negativa da burocracia, percebemos que, ao adotar os princípios do &#34;green tape&#34; e valorizar as regras e os procedimentos como conhecimento institucional vivo, as organizações desbloqueiam um potencial significativo. Em vez de um obstáculo, uma burocracia bem estruturada e adaptável torna-se um motor de eficiência, um pilar de conformidade e, fundamentalmente, uma força propulsora para alcançar os objetivos organizacionais com maior segurança e assertividade.&#xA;&#xA;Que o &#34;green tape&#34; esteja com você!]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p><em>07/04/2025</em></p>

<h2 id="introdução">Introdução</h2>

<p>A palavra “burocracia” frequentemente evoca imagens de pilhas intermináveis de papéis, processos lentos e uma aversão geral à mudança. No entanto, é crucial desmistificar a ideia de que a burocracia é inerentemente ruim. Neste primeiro post, quero explorar o conceito de burocracia, diferenciando o “red tape” (burocracia que atrapalha) do “green tape” (burocracia eficaz) e como este último pode servir como um valioso conhecimento institucional, impulsionando as organizações em direção aos seus objetivos.</p>

<h2 id="red-tape-vs-green-tape">Red Tape vs. Green Tape</h2>

<p>A burocracia é um sistema administrativo fundamentado em regras e procedimentos formais. Essa formalidade, em teoria, visa garantir a consistência, a imparcialidade e a previsibilidade nos processos organizacionais, sejam eles governamentais ou empresariais. No entanto, quando essas regras e procedimentos se tornam excessivos, complexos e desnecessários, a burocracia evolui para o que chamamos de “red tape”, a burocracia excessiva, caracterizada por regras complexas e desnecessárias que impedem a eficiência e a agilidade.</p>

<p>Embora o termo “red tape” não tenha um equivalente direto e único em português, a palavra “burocracia” frequentemente carrega essa conotação negativa em nosso idioma. Quando dizemos que algo é “burocrático demais”, geralmente estamos nos referindo à existência de processos lentos, complexos e com exigências exageradas.</p>

<p>Em contraposição, a pesquisadora <a href="https://scholar.google.com/citations?user=cWx1Kq8AAAAJ&amp;hl=en" rel="nofollow">Leisha DeHart-Davis</a> nos presenteia com o conceito de “green tape”, que representa o lado positivo e produtivo da formalização. Em vez de ser um entrave, o “green tape” atua como um facilitador. Fornece estrutura para o bom andamento dos processos institucionais.</p>

<p>No contexto organizacional, o “green tape” se manifesta em regras e procedimentos que, embora formais, são intrinsecamente eficazes e agregam valor real. Eles não existem apenas por existir, mas sim para otimizar processos, minimizar riscos e garantir que todos estejam “na mesma página”. Ela integra conhecimento aos procedimentos institucionais. Imagine um processo de gestão de mudanças em TI bem definido: ele envolve etapas claras de avaliação, aprovação e implementação, o que garante que as mudanças sejam feitas de forma controlada, evitando interrupções inesperadas e potenciais problemas de segurança. Isso seria um exemplo de “green tape” em ação.</p>

<p>A grande diferença entre “red tape” e “green tape” reside, portanto, no impacto e na finalidade das regras. Enquanto o “red tape” se caracteriza pela complexidade desnecessária, pela falta de clareza e pelo desalinhamento com os objetivos organizacionais, o “green tape” é marcado pela clareza, concisão e alinhamento estratégico. As regras de “green tape” são fáceis de entender, de seguir e contribuem diretamente para o bom funcionamento da organização.</p>

<h2 id="burocracia-como-conhecimento-institucional">Burocracia como Conhecimento Institucional</h2>

<p>A ideia de que a burocracia, em sua essência, pode ser vista como um repositório de conhecimento institucional é fundamental. Cada regra, cada procedimento formal, pode ser interpretado como a cristalização de aprendizados passados, de soluções que funcionaram em determinados contextos e da formalização de melhores práticas identificadas ao longo do tempo. Pense em um manual de procedimentos operacionais padrão (POPs) em uma área crítica: ele representa o conhecimento acumulado sobre como executar tarefas de maneira segura e eficiente. Quando bem elaborado e mantido, esse “conhecimento burocrático” se torna um ativo valioso, garantindo a consistência e a qualidade das operações.</p>

<p>Por isso, a analogia com o conhecimento é extremamente pertinente, especialmente no que diz respeito à sua validade e aplicabilidade. Assim como um conhecimento técnico específico pode se tornar obsoleto com o avanço da tecnologia, uma regra burocrática criada em um determinado contexto pode perder sua razão de ser ou até mesmo se tornar um obstáculo quando o cenário muda. Em um ambiente de negócios dinâmico e em constante evolução, a rigidez excessiva da burocracia pode impedir a adaptação e a inovação.</p>

<p>Uma regra criada para solucionar um problema pontual em um determinado setor ou para lidar com uma exceção pode, quando aplicada indiscriminadamente em toda a organização, gerar ineficiência e frustração. Uma solução eficaz para um problema específico pode ter consequências desastrosas quando aplicada fora do seu contexto original. Em TI, por exemplo, uma política de segurança muito restritiva implementada para proteger dados altamente sensíveis pode, se aplicada a todos os tipos de informação e a todos os usuários, prejudicar a colaboração e a agilidade.</p>

<p>Essa questão da generalização indevida muitas vezes decorre de uma falta de revisão e de um entendimento superficial do propósito original da regra. A pressão por uniformidade pode levar à aplicação de “tamanho único” para situações que demandam abordagens mais diferenciadas e flexíveis.</p>

<p>Outra fonte comum de “red tape” é a falta de atualização das regras formais. O ambiente de negócios, a tecnologia e as regulamentações estão em constante mudança. Regras que faziam sentido em um determinado momento podem se tornar obsoletas, ineficientes ou até mesmo contraproducentes com o tempo. Vejo isso na adoção de processos digitais que mantém ações que só faziam sentido na época dos processos físicos, como o “Termo de remessa”. Hora, o sistema digital já registra a movimentação do processo com data, hora, minuto e, até, segundos. A ausência de mecanismos de revisão e atualização periódica leva ao acúmulo de normas desatualizadas que apenas consomem tempo e recursos, sem agregar valor.</p>

<p>Para transformar a burocracia de um potencial “red tape” em um valioso “green tape”, é essencial adotá-la como um conhecimento institucional vivo e dinâmico. Isso implica em:</p>
<ul><li>Contextualização: Entender o propósito original de cada regra e sua aplicabilidade nos diferentes contextos da organização.</li>
<li>Revisão Periódica: Estabelecer processos para revisar e atualizar as regras formais de forma regular, garantindo que elas permaneçam relevantes e eficazes.</li>
<li>Flexibilidade: Desenvolver a capacidade de adaptar ou criar novas regras quando necessário, em vez de simplesmente generalizar as existentes.</li>
<li>Comunicação Clara: Garantir que o propósito e a aplicação das regras sejam claramente comunicados a todos os membros da organização.</li></ul>

<p>Ao adotar essa perspectiva, a burocracia pode deixar de ser vista como um fardo e se tornar um guia estratégico, <strong>incorporando a sabedoria coletiva da organização</strong> de forma adaptável e eficiente.</p>

<h2 id="conclusão">Conclusão</h2>

<p>Desmistificando a visão negativa da burocracia, percebemos que, ao adotar os princípios do “green tape” e valorizar as regras e os procedimentos como conhecimento institucional vivo, as organizações desbloqueiam um potencial significativo. Em vez de um obstáculo, uma burocracia bem estruturada e adaptável torna-se um motor de eficiência, um pilar de conformidade e, fundamentalmente, uma força propulsora para alcançar os objetivos organizacionais com maior segurança e assertividade.</p>

<p>Que o “green tape” esteja com você!</p>
]]></content:encoded>
      <author>Fita Verde</author>
      <guid>https://bolha.blog/read/a/0pd900iuoh</guid>
      <pubDate>Fri, 04 Apr 2025 01:08:21 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Bem vindo ao blog Fita Verde</title>
      <link>https://bolha.blog/fita-verde/bem-vindo-ao-blog-green-tape</link>
      <description>&lt;![CDATA[07/04/2025&#xA;&#xA;A ideia central deste blog é investigar os diversos conceitos que permeiam a gestão de infraestrutura de TI. Desejo criar um espaço para compartilhar minhas reflexões e aprendizados sobre este universo.&#xA;&#xA;Minha experiência no Mestrado em Gestão de Projetos pela Universidade de Limerick e a vivência recente como gestor de infraestrutura de TI certamente trarão uma perspectiva interessante para as nossas conversas. A intenção é compartilhar este conhecimento de forma prática e acessível, sem a intenção de ensinar, mas sim de explorar e tornar a gestão de TI um tema cada vez mais claro para todos.&#xA;&#xA;Neste primeiro contato, o objetivo é apresentar o blog &#39;Green Tape&#39; como um ponto de encontro para quem se interessa por gestão de infraestrutura de TI, desde os fundamentos até as novidades. Nos próximos posts, irei me aprofundar em temas como os desafios da burocracia, os modelos de frameworks de governança, as diversas estratégias de gestão de riscos, a importância dos indicadores gerenciais e outros assuntos que considero relevantes.&#xA;&#xA;Acredito que a troca de experiências e diferentes pontos de vista é o que realmente enriquece a discussão. Portanto, sinta-se à vontade para trazer suas dúvidas, comentários e sugestões. O blog &#39;Green Tape&#39; é um espaço construído para entusiastas da gestão de infraestrutura de TI.&#xA;&#xA;Mantenha-se conectado(a) para os próximos posts sobre o fascinante mundo da gestão de infraestrutura de TI e não hesite em participar ativamente!&#xA;&#xA;Importante: Todo o conteúdo apresentado neste blog é de minha autoria, com revisão de inteligência artificial para otimizar a clareza e a qualidade dos posts.]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p><em>07/04/2025</em></p>

<p>A ideia central deste blog é investigar os diversos conceitos que permeiam a gestão de infraestrutura de TI. Desejo criar um espaço para compartilhar minhas reflexões e aprendizados sobre este universo.</p>

<p>Minha experiência no Mestrado em Gestão de Projetos pela Universidade de Limerick e a vivência recente como gestor de infraestrutura de TI certamente trarão uma perspectiva interessante para as nossas conversas. A intenção é compartilhar este conhecimento de forma prática e acessível, sem a intenção de ensinar, mas sim de explorar e tornar a gestão de TI um tema cada vez mais claro para todos.</p>

<p>Neste primeiro contato, o objetivo é apresentar o blog &#39;Green Tape&#39; como um ponto de encontro para quem se interessa por gestão de infraestrutura de TI, desde os fundamentos até as novidades. Nos próximos posts, irei me aprofundar em temas como os desafios da burocracia, os modelos de frameworks de governança, as diversas estratégias de gestão de riscos, a importância dos indicadores gerenciais e outros assuntos que considero relevantes.</p>

<p>Acredito que a troca de experiências e diferentes pontos de vista é o que realmente enriquece a discussão. Portanto, sinta-se à vontade para trazer suas dúvidas, comentários e sugestões. O blog &#39;Green Tape&#39; é um espaço construído para entusiastas da gestão de infraestrutura de TI.</p>

<p>Mantenha-se conectado(a) para os próximos posts sobre o fascinante mundo da gestão de infraestrutura de TI e não hesite em participar ativamente!</p>

<p><em>Importante: Todo o conteúdo apresentado neste blog é de minha autoria, com revisão de inteligência artificial para otimizar a clareza e a qualidade dos posts.</em></p>
]]></content:encoded>
      <author>Fita Verde</author>
      <guid>https://bolha.blog/read/a/5byctr9u6g</guid>
      <pubDate>Thu, 03 Apr 2025 01:15:31 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Partida</title>
      <link>https://bolha.blog/eruantanon/partida</link>
      <description>&lt;![CDATA[Da série &#34;Memórias Invisíveis&#34;&#xA;dez 2016&#xA;  Anos depois me dei conta da violência praticada. Aquela despedida fria que se estendeu tão lentamente trazia consigo as cicatrizes de uma relação cruel. Éramos dois carrascos punindo implacavelmente um ao outro.&#xA;&#xA;Atendi a uma ligação dela naquela manhã. Ela sempre me liga no mesmo horário, às 11 horas e 45 minutos da manhã. Todos os dias, sem necessitar de relógio, fico próximo ao telefone e aguardo ele tocar.&#xA;&#xA;– Oi, ela disse.&#xA;&#xA;– Oi, minha resposta soou desanimada.&#xA;&#xA;Não tínhamos muito o que conversar, ficamos em silêncio ouvindo o respirar ofegante um do outro. Após alguns minutos rompi com o silêncio.&#xA;&#xA;– Tchau, e do outro lado da linha ela ensaiou um “eu te amo”, mas não chegou a terminar de dizê-lo.&#xA;&#xA;– Tchau, e após um breve silêncio ela desligou o telefone.&#xA;&#xA;Ainda não sabíamos, mas sua próxima ligação seria a última.&#xA;&#xA;Dois dias depois, em uma quarta-feira, por mensagem, como de costume, marcamos de nos encontrar na Estação Araguaia. Como era comum com as ligações, nosso encontro se deu às 11 horas e 45 minutos da manhã. Ela estava deslumbrante, como todas as outras vezes em que meus olhos devotos contemplaram o vislumbre daquela deusa sádica.&#xA;&#xA;Mergulhamos um no braço do outro e nos afogamos em beijos úmidos e quentes. Não tenho o costume de fechar os olhos quando beijo e naquele dia ela também não fechou os dela. Quando nossos olhares se encontraram durante nossa oração a Vênus paramos por alguns milésimos de segundos e pudemos ver nas almas um do outro que o fim se aproximava. A morte, com dedos longos e gélidos nos envolvia em seus braços finos e descarnados. Era frio, porém aconchegante. Era inevitável.&#xA;&#xA;Pegamos a linha 031 e durante todo o trajeto, envoltos nos braços um do outro e em silêncio, fazíamos nossas preces aos deuses pagãos da luxúria e do amor. Não queríamos o que estava por vir, mas, ao mesmo tempo, era tudo o que desejávamos. Aquela história já tinha chegado ao fim. Vivíamos um epílogo forçado, um rascunho mal feito de um romance de folhetim. Nosso amor era puro, real, ardente. Mas somente amor já não era suficiente e nós não nos bastávamos, já não nos saciávamos por completo. Havia sede, mas não de outras pessoas. Havia sede de nós mesmos. Tornamo-nos dependentes e aquela foi a nossa sentença.&#xA;&#xA;Naquele dia ela estava mais desanimada do que vinha sendo comum nos últimos meses. Minha parada estava por chegar e a convidei para ir descer comigo. Seu silêncio era relutante, mas no fim ela cedeu ao próprio desejo em assinar nossa carta de alforria. Chegamos em casa e fomos direto para o quarto. Não tínhamos nenhuma pretensão. Eu apenas precisava pegar alguns documentos e iríamos embora. Eu a chamara para ir comigo apenas para ter um pouco mais da sua companhia pois havia algumas semanas que mantínhamos contato apenas por telefone. Ela sentou em minha cama e eu me inclinei sobre a escrivaninha para pegar os documentos. Olhei seus profundos olhos castanhos e sorri. Ela sorriu em resposta e puxou a manga direita de sua blusa revelando um dos seios. Eu sabia o que devia fazer. Ela sendo a Deusa que era exigia de seu ascético as preces de devoção que ela julgava poder exigir. E ela podia. Aquele simples ato de devoção tornou-se um ritual de luxúria e sadismo. Seria a última vez em que Deusa e ascético se entregariam mutualmente em benção e graça. O sexo foi rápido, mas os minutos que o precederam foram uma eternidade.&#xA;&#xA;Após pegar os documentos que necessitava, nos vestimos e saímos em direção a parada de ônibus. Aquela era a primeira vez, após meses castos, que nos entregávamos mutualmente à luxúria de Baco e Afrodite e também seria a última. De mãos dadas, em silêncio olhávamos para nossas sombras projetadas à nossa frente.&#xA;&#xA;– Precisávamos disso, eu disse. Não era para ter dito, mas queria acabar com o silêncio. As escolhas de palavras foram péssimas. Não a via fazia meses, seu cheiro, seu toque, seu calor. Sua presença sagrada fazia falta. Eu precisava dela, eu precisava de minha Deusa e necessitava entregar a ela toda minha devoção, minha vida em preces. “Precisávamos disso” foi tudo o que consegui dizer. Ela me olhou com aqueles profundos oceanos de cor castanha e sorriu. Um sorriso triste que perguntava “É isso que tem a dizer?”. A pergunta não feita cravou em mim e penetrou profundo, como se uma erva daninha qualquer crescesse dentro de mim e fixasse suas raízes nos poros dos ossos. A dor era como se agulhas fossem enfiadas debaixo das unhas à custa de marretadas. Não ali, não naquele dia. Mas eu chorei.&#xA;&#xA;– Precisamos conversar sobre nós, definirmos os termos de nossa relação. Não posso ficar aqui, preso a você sem saber se amanhã a verei outra vez. Preciso saber se me quer somente para ti ou se estou livre para amar outras também. Diga-me e assim farei.&#xA;&#xA;Fui cruel, como já havia sido tantas outras vezes.&#xA;&#xA;span style=&#34;text-align: center&#34;⁂/span&#xA;&#xA;  E mais uma vez a cena de um filme noir se desenrola.&#xA;    “Após arrastá-la pelo longo corredor a joguei sobre a carpete persa estendida no meio da sala. Ela toda ensanguentada e tremendo de medo olhava-me fixamente nos olhos. Tentou articular algumas palavras mas o que restara da língua estava inchado e inflamado dificultando a expressão de qualquer som. Puxei uma cadeira e sentei-me de frente a Clarice. Com a faca em mãos gravei seu nome em minha pele. Meu sangue misturou-se ao dela. ‘Te amo’, sussurrei em silêncio, apenas movendo os lábios. Ela sorriu. Foi a última vez que vi Clarice sorrindo.”&#xA;&#xA;⁂&#xA;&#xA;Ela não disse nada. Continuamos em silêncio até a parada de ônibus. Lá nossa conversa foi distante e  superficial, e evitamos ao máximo falar sobre qualquer assunto sério ou pessoal.&#xA;&#xA;O ônibus chegou. &#xA;&#xA;Ela me beijou e embarcou. &#xA;&#xA;Sem dizer adeus.&#xA;&#xA;Eu fiquei lá, observando-a ir embora,  sabendo que essa era a última vez que veria aqueles olhos castanhos que eu tanto amava – ao menos, foi no que acreditei. Meu coração batia forte no peito e eu sentia uma mistura de tristeza e alívio.&#xA;&#xA;⁂&#xA;&#xA;Três meses haviam se passado e na parada de ônibus, enquanto esperava o transporte coletivo para ir à faculdade, o vento frio após a chuva me envolvia, trazendo consigo uma sensação de melancolia. Panfletos e sacolas plásticas dançavam ao meu redor, criando uma sinfonia sutil de crac-crac sob os pés dos transeuntes (passantes?).&#xA;&#xA;O ônibus ainda estava longe quando meu telefone celular tocou, rompendo o ritmo monótono daquele início de manhã. Olhei para a tela, e o nome que surgiu fez meu coração acelerar. Era Clarice.&#xA;&#xA;---&#xA;&#xA;As narrativas deste texto fazem um paralelo alegórico entre os eventos reais e seus significados. Um dos parágrafos, retratando uma cena violenta e um tanto quanto macabra, é uma alegoria a história narrada nos parágrafos anteriores. Tem por objetivo demonstrar como uma situação aparentemente comum pode ter em si, um significado violento para os envolvidos.]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<h2 id="da-série-memórias-invisíveis">Da série “Memórias Invisíveis”</h2>

<h3 id="dez-2016">dez 2016</h3>

<blockquote><p>Anos depois me dei conta da violência praticada. Aquela despedida fria que se estendeu tão lentamente trazia consigo as cicatrizes de uma relação cruel. Éramos dois carrascos punindo implacavelmente um ao outro.</p></blockquote>

<p>Atendi a uma ligação dela naquela manhã. Ela sempre me liga no mesmo horário, às 11 horas e 45 minutos da manhã. Todos os dias, sem necessitar de relógio, fico próximo ao telefone e aguardo ele tocar.</p>

<p>– Oi, ela disse.</p>

<p>– Oi, minha resposta soou desanimada.</p>

<p>Não tínhamos muito o que conversar, ficamos em silêncio ouvindo o respirar ofegante um do outro. Após alguns minutos rompi com o silêncio.</p>

<p>– Tchau, e do outro lado da linha ela ensaiou um “eu te amo”, mas não chegou a terminar de dizê-lo.</p>

<p>– Tchau, e após um breve silêncio ela desligou o telefone.</p>

<p>Ainda não sabíamos, mas sua próxima ligação seria a última.</p>

<p>Dois dias depois, em uma quarta-feira, por mensagem, como de costume, marcamos de nos encontrar na Estação Araguaia. Como era comum com as ligações, nosso encontro se deu às 11 horas e 45 minutos da manhã. Ela estava deslumbrante, como todas as outras vezes em que meus olhos devotos contemplaram o vislumbre daquela deusa sádica.</p>

<p>Mergulhamos um no braço do outro e nos afogamos em beijos úmidos e quentes. Não tenho o costume de fechar os olhos quando beijo e naquele dia ela também não fechou os dela. Quando nossos olhares se encontraram durante nossa oração a Vênus paramos por alguns milésimos de segundos e pudemos ver nas almas um do outro que o fim se aproximava. A morte, com dedos longos e gélidos nos envolvia em seus braços finos e descarnados. Era frio, porém aconchegante. Era inevitável.</p>

<p>Pegamos a linha 031 e durante todo o trajeto, envoltos nos braços um do outro e em silêncio, fazíamos nossas preces aos deuses pagãos da luxúria e do amor. Não queríamos o que estava por vir, mas, ao mesmo tempo, era tudo o que desejávamos. Aquela história já tinha chegado ao fim. Vivíamos um epílogo forçado, um rascunho mal feito de um romance de folhetim. Nosso amor era puro, real, ardente. Mas somente amor já não era suficiente e nós não nos bastávamos, já não nos saciávamos por completo. Havia sede, mas não de outras pessoas. Havia sede de nós mesmos. Tornamo-nos dependentes e aquela foi a nossa sentença.</p>

<p>Naquele dia ela estava mais desanimada do que vinha sendo comum nos últimos meses. Minha parada estava por chegar e a convidei para ir descer comigo. Seu silêncio era relutante, mas no fim ela cedeu ao próprio desejo em assinar nossa carta de alforria. Chegamos em casa e fomos direto para o quarto. Não tínhamos nenhuma pretensão. Eu apenas precisava pegar alguns documentos e iríamos embora. Eu a chamara para ir comigo apenas para ter um pouco mais da sua companhia pois havia algumas semanas que mantínhamos contato apenas por telefone. Ela sentou em minha cama e eu me inclinei sobre a escrivaninha para pegar os documentos. Olhei seus profundos olhos castanhos e sorri. Ela sorriu em resposta e puxou a manga direita de sua blusa revelando um dos seios. Eu sabia o que devia fazer. Ela sendo a Deusa que era exigia de seu ascético as preces de devoção que ela julgava poder exigir. E ela podia. Aquele simples ato de devoção tornou-se um ritual de luxúria e sadismo. Seria a última vez em que Deusa e ascético se entregariam mutualmente em benção e graça. O sexo foi rápido, mas os minutos que o precederam foram uma eternidade.</p>

<p>Após pegar os documentos que necessitava, nos vestimos e saímos em direção a parada de ônibus. Aquela era a primeira vez, após meses castos, que nos entregávamos mutualmente à luxúria de Baco e Afrodite e também seria a última. De mãos dadas, em silêncio olhávamos para nossas sombras projetadas à nossa frente.</p>

<p>– Precisávamos disso, eu disse. Não era para ter dito, mas queria acabar com o silêncio. As escolhas de palavras foram péssimas. Não a via fazia meses, seu cheiro, seu toque, seu calor. Sua presença sagrada fazia falta. Eu precisava dela, eu precisava de minha Deusa e necessitava entregar a ela toda minha devoção, minha vida em preces. “Precisávamos disso” foi tudo o que consegui dizer. Ela me olhou com aqueles profundos oceanos de cor castanha e sorriu. Um sorriso triste que perguntava “É isso que tem a dizer?”. A pergunta não feita cravou em mim e penetrou profundo, como se uma erva daninha qualquer crescesse dentro de mim e fixasse suas raízes nos poros dos ossos. A dor era como se agulhas fossem enfiadas debaixo das unhas à custa de marretadas. Não ali, não naquele dia. Mas eu chorei.</p>

<p>– Precisamos conversar sobre nós, definirmos os termos de nossa relação. Não posso ficar aqui, preso a você sem saber se amanhã a verei outra vez. Preciso saber se me quer somente para ti ou se estou livre para amar outras também. Diga-me e assim farei.</p>

<p>Fui cruel, como já havia sido tantas outras vezes.</p>

<p><span style="text-align: center">⁂</span></p>

<blockquote><p>E mais uma vez a cena de um filme noir se desenrola.</p>

<p><em>“Após arrastá-la pelo longo corredor a joguei sobre a carpete persa estendida no meio da sala. Ela toda ensanguentada e tremendo de medo olhava-me fixamente nos olhos. Tentou articular algumas palavras mas o que restara da língua estava inchado e inflamado dificultando a expressão de qualquer som. Puxei uma cadeira e sentei-me de frente a Clarice. Com a faca em mãos gravei seu nome em minha pele. Meu sangue misturou-se ao dela. ‘Te amo’, sussurrei em silêncio, apenas movendo os lábios. Ela sorriu. Foi a última vez que vi Clarice sorrindo.”</em></p></blockquote>

<p>⁂</p>

<p>Ela não disse nada. Continuamos em silêncio até a parada de ônibus. Lá nossa conversa foi distante e  superficial, e evitamos ao máximo falar sobre qualquer assunto sério ou pessoal.</p>

<p>O ônibus chegou.</p>

<p>Ela me beijou e embarcou.</p>

<p>Sem dizer adeus.</p>

<p>Eu fiquei lá, observando-a ir embora,  sabendo que essa era a última vez que veria aqueles olhos castanhos que eu tanto amava – ao menos, foi no que acreditei. Meu coração batia forte no peito e eu sentia uma mistura de tristeza e alívio.</p>

<p>⁂</p>

<p>Três meses haviam se passado e na parada de ônibus, enquanto esperava o transporte coletivo para ir à faculdade, o vento frio após a chuva me envolvia, trazendo consigo uma sensação de melancolia. Panfletos e sacolas plásticas dançavam ao meu redor, criando uma sinfonia sutil de crac-crac sob os pés dos transeuntes (passantes?).</p>

<p>O ônibus ainda estava longe quando meu telefone celular tocou, rompendo o ritmo monótono daquele início de manhã. Olhei para a tela, e o nome que surgiu fez meu coração acelerar. Era Clarice.</p>

<hr>

<p><em>As narrativas deste texto fazem um paralelo alegórico entre os eventos reais e seus significados. Um dos parágrafos, retratando uma cena violenta e um tanto quanto macabra, é uma alegoria a história narrada nos parágrafos anteriores. Tem por objetivo demonstrar como uma situação aparentemente comum pode ter em si, um significado violento para os envolvidos.</em></p>
]]></content:encoded>
      <author>Memórias Invisíveis</author>
      <guid>https://bolha.blog/read/a/xmb4i2bvu4</guid>
      <pubDate>Sun, 09 Mar 2025 14:37:36 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Sobre Amor &amp; Outras Drogas</title>
      <link>https://bolha.blog/coisas/sobre-amor-and-outras-drogas</link>
      <description>&lt;![CDATA[Da série &#34;Asterismos&#34;&#xA;fev 2020&#xA;  Naquela manhã enquanto apreciava meu café sem açúcar lembrei-me daquele sorriso e me descobri apaixonado.&#xA;&#xA;A lua está linda esta noite, tão linda quanto a puta nua sob os lençóis em minha cama. Sarcasticamente perdoem-me o linguajar. Sei que seu puritanismo hipócrita lhe dá uma pontada nos rins nessas situações e, se me permite dizer, eu não ligo a mínima para seus falsos ideais sobre condutas e moral.&#xA;&#xA;Voltemos à lua e a puta.&#xA;&#xA;Gosto de ter esses momentos após uma noite de sexo casual e culposo, aquela exata categoria de sexo em que não há orgulho mas também não há remorso. Aconteceu, foi prazeroso durante o ato e só, depois não há mais nada. Ao menos tem sido assim durante muito tempo, mas não hoje. Hoje há algo diferente. O cigarro entre o indicador e o anular de minha mão esquerda queimou totalmente, as cinzas voam ao vento enquanto me perco nestes pensamentos. De fato essa noite não é como as outras, olhando aquele corpo nu cheio de curvas, com sua pele dourada e seus longos cabelos negros, eu me pergunto se estou feliz. E a resposta é um sonoro e claro “não”. “Estou infeliz? Não”. “Indiferente”, essa seria a palavra que melhor me descreve, mas também me sinto mórbido. “É possível ser mórbido e indiferente? Ambos na mesma frase e adjetivando o mesmo sujeito? Acho que sim.” Quase todas as noites bagunço os lençóis com uma companhia diferente. Meus dias e noites tem se resumido a festas, bares, destilados e cigarros de maconha. No fim termino com uma ou duas pessoas no quarto do meu pequeno apartamento na zona sul da cidade. Nunca tenho a intenção de procurá-las no dia seguinte, marcar um jantar ou ir ao cinema. Na maioria das vezes, nem mesmo sei seus nomes. Temos um acordo, antes do nascer do sol vista suas roupas e vá embora, sem despedidas.&#xA;&#xA;Como a maioria dos homens dessa porcaria de cidade, eu sou um canalha. Não sei se decidi ser um ou se me transformaram em um como consequência de crescer sob a custódia ideológica desta sociedade medíocre. Seja eu um subproduto do patriarcado ou não, continuo sendo um perfeito canalha. Mas se permitem me defender, sou um canalha com escrúpulos, tenho uma conduta ética a seguir. Nunca iludi nenhuma das garotas e mulheres sobre quem sou ou minhas intenções. Se elas terminaram na minha cama é porque assim como eu, elas procuram desesperadamente preencher seu vazio com as futilidades efêmeras dos prazeres carnais. Ou talvez elas apenas quisessem um pouco de sexo sem compromisso, sem nenhuma tensão existencial para forçadamente justificar as ações realizadas por elas em uma sociedade onde tal conduta é sempre reprovada, embora louvada quando praticada por homens como eu.&#xA;&#xA;Esta noite não foi diferente, não até este momento. Após algumas doses de bourbon e uns dois passos de tango ambos estávamos nos despindo mutualmente ainda no Hall de Entrada enquanto esperávamos pelo elevador. Creio não ser necessário detalhar o que sucedeu a tal cena, mas para deixar essa narrativa menos detestável ofereço um pouco de prosa:&#xA;&#xA;  “No silêncio frio da noite no sétimo ou talvez fosse o décimo sétimo beijo…&#xA;  Os olhos dela brilharam, como se todas as estrelas da galáxia ali estivessem. Era de um brilho esplendoroso, uma nuance de todas as cores fundidas em um branco de textura rústica e aroma de felicidade. Seus lábios vermelhos, pintados a batom — talvez tivessem sido desenhados a mão pelo próprio Da Vinci — sorriam destacando os aspectos que valorizavam cada elemento que compõe sua boca. As linhas curvas de seu corpo fundiam-se a uma idealização da realidade, subjetivando o mundo exterior e tornando-a um ideal sublime e encantador. Sua imagem presenteava-me com uma experimentação de sensações extremas, guiando-me a um paraíso artificial entre teus braços, perdido no labirinto de seus beijos, uma aventura vivenciada nos sentimentos supracitados…”&#xA;&#xA;Após uma fervorosa noite de trocas de fluidos, gemidos, suspiros e gozadas, levantei-me e como de costume vim para a sacada saborear um Marlboro vermelho. Até então não havia me dado conto de que desta vez havia fugido ao roteiro. Foi apenas após a primeira tragada do segundo cigarro, olhando minha sombra projetada contra a parede do outro lado do quarto que meu dei conta do ocorrido.&#xA;&#xA;  “Vi nas sombras um tedioso eu sendo arrastado por uma pretensa poetisa barroca nas entrelinhas de poesias vazias apenas para no fim acabarmos sem roupa. Calorosos corpos nus sob lençóis, suados e entrelaçados, assinando com unhas na pele um do outro sua selvageria primitiva. Com beijos vermelhos selamos o implícito contrato de não fidelidade, pertencemos a nós mesmos e é só. No olhar entrecruzado gritamos e evidenciamos sem desespero a solidão que não nos abala. Ela então parte sem dizer adeus e isto me excita, não precisamos fingir cumplicidade. Não nos veremos mais e muito provável, não tornaremos a lembrar esta noite. Exceto talvez pelo poema que ela escreveu com os dentes sobre a superfície de meu corpo. Mas como tudo neste mundo ele irá desaparecer e junto qualquer lembrança e vestígio daquele fugaz romance noturno de primavera.”&#xA;&#xA;Eu me percebi odiando este roteiro, não queria que terminasse assim, não desta vez. Na minha frente imagens aleatórias começaram a se projetar, imagens nítidas de pensamentos que jamais imaginei, eu um dia teria. Mãos dadas em um passeio pela praia, sorrisos durante um piquenique em um parque, crianças correndo e gritando no jardim de uma casa de campo.&#xA;&#xA;Agora, a morbidez e a indiferença parecem se dissolver em misto de emoções ainda mais confusas e indescritíveis. Meu estômago se retorce, minha cabeça dói e mal consigo respirar. Caminho cambaleante até à cozinha e bebo água direto da torneira, espero um pouco para me recobrar e volto para o quarto. Ainda fico alguns minutos em pé diante a cama antes de me decidir por deitar. Fiquei ali pelos últimos minutos que restavam antes da hora dela partir.&#xA;&#xA;  “Por alguns instantes descuidei-me, e quando percebi, meus olhos encontravam-se com os dela. Lindos olhos brilhantes, como uma centena de estrelas. Ela sorriu. Um sorriso tímido, daqueles que pedem desculpas desnecessárias. Em resposta, sorri de volta, desviei o olhar e ela se levantou. Partiu sem dizer nenhuma palavra.&#34;&#xA;&#xA;Naquela manhã enquanto apreciava meu café sem açúcar lembrei-me daquele sorriso e me descobri apaixonado.&#xA;]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<h2 id="da-série-asterismos">Da série “Asterismos”</h2>

<h3 id="fev-2020">fev 2020</h3>

<blockquote><p>Naquela manhã enquanto apreciava meu café sem açúcar lembrei-me daquele sorriso e me descobri apaixonado.</p></blockquote>

<p>A lua está linda esta noite, tão linda quanto a puta nua sob os lençóis em minha cama. Sarcasticamente perdoem-me o linguajar. Sei que seu puritanismo hipócrita lhe dá uma pontada nos rins nessas situações e, se me permite dizer, eu não ligo a mínima para seus falsos ideais sobre condutas e moral.</p>

<p>Voltemos à lua e a puta.</p>

<p>Gosto de ter esses momentos após uma noite de sexo casual e culposo, aquela exata categoria de sexo em que não há orgulho mas também não há remorso. Aconteceu, foi prazeroso durante o ato e só, depois não há mais nada. Ao menos tem sido assim durante muito tempo, mas não hoje. Hoje há algo diferente. O cigarro entre o indicador e o anular de minha mão esquerda queimou totalmente, as cinzas voam ao vento enquanto me perco nestes pensamentos. De fato essa noite não é como as outras, olhando aquele corpo nu cheio de curvas, com sua pele dourada e seus longos cabelos negros, eu me pergunto se estou feliz. E a resposta é um sonoro e claro “não”. “Estou infeliz? Não”. “Indiferente”, essa seria a palavra que melhor me descreve, mas também me sinto mórbido. “É possível ser mórbido e indiferente? Ambos na mesma frase e adjetivando o mesmo sujeito? Acho que sim.” Quase todas as noites bagunço os lençóis com uma companhia diferente. Meus dias e noites tem se resumido a festas, bares, destilados e cigarros de maconha. No fim termino com uma ou duas pessoas no quarto do meu pequeno apartamento na zona sul da cidade. Nunca tenho a intenção de procurá-las no dia seguinte, marcar um jantar ou ir ao cinema. Na maioria das vezes, nem mesmo sei seus nomes. Temos um acordo, antes do nascer do sol vista suas roupas e vá embora, sem despedidas.</p>

<p>Como a maioria dos homens dessa porcaria de cidade, eu sou um canalha. Não sei se decidi ser um ou se me transformaram em um como consequência de crescer sob a custódia ideológica desta sociedade medíocre. Seja eu um subproduto do patriarcado ou não, continuo sendo um perfeito canalha. Mas se permitem me defender, sou um canalha com escrúpulos, tenho uma conduta ética a seguir. Nunca iludi nenhuma das garotas e mulheres sobre quem sou ou minhas intenções. Se elas terminaram na minha cama é porque assim como eu, elas procuram desesperadamente preencher seu vazio com as futilidades efêmeras dos prazeres carnais. Ou talvez elas apenas quisessem um pouco de sexo sem compromisso, sem nenhuma tensão existencial para forçadamente justificar as ações realizadas por elas em uma sociedade onde tal conduta é sempre reprovada, embora louvada quando praticada por homens como eu.</p>

<p>Esta noite não foi diferente, não até este momento. Após algumas doses de bourbon e uns dois passos de tango ambos estávamos nos despindo mutualmente ainda no Hall de Entrada enquanto esperávamos pelo elevador. Creio não ser necessário detalhar o que sucedeu a tal cena, mas para deixar essa narrativa menos detestável ofereço um pouco de prosa:</p>

<blockquote><p>“No silêncio frio da noite no sétimo ou talvez fosse o décimo sétimo beijo…
Os olhos dela brilharam, como se todas as estrelas da galáxia ali estivessem. Era de um brilho esplendoroso, uma nuance de todas as cores fundidas em um branco de textura rústica e aroma de felicidade. Seus lábios vermelhos, pintados a batom — talvez tivessem sido desenhados a mão pelo próprio Da Vinci — sorriam destacando os aspectos que valorizavam cada elemento que compõe sua boca. As linhas curvas de seu corpo fundiam-se a uma idealização da realidade, subjetivando o mundo exterior e tornando-a um ideal sublime e encantador. Sua imagem presenteava-me com uma experimentação de sensações extremas, guiando-me a um paraíso artificial entre teus braços, perdido no labirinto de seus beijos, uma aventura vivenciada nos sentimentos supracitados…”</p></blockquote>

<p>Após uma fervorosa noite de trocas de fluidos, gemidos, suspiros e gozadas, levantei-me e como de costume vim para a sacada saborear um Marlboro vermelho. Até então não havia me dado conto de que desta vez havia fugido ao roteiro. Foi apenas após a primeira tragada do segundo cigarro, olhando minha sombra projetada contra a parede do outro lado do quarto que meu dei conta do ocorrido.</p>

<blockquote><p>“Vi nas sombras um tedioso eu sendo arrastado por uma pretensa poetisa barroca nas entrelinhas de poesias vazias apenas para no fim acabarmos sem roupa. Calorosos corpos nus sob lençóis, suados e entrelaçados, assinando com unhas na pele um do outro sua selvageria primitiva. Com beijos vermelhos selamos o implícito contrato de não fidelidade, pertencemos a nós mesmos e é só. No olhar entrecruzado gritamos e evidenciamos sem desespero a solidão que não nos abala. Ela então parte sem dizer adeus e isto me excita, não precisamos fingir cumplicidade. Não nos veremos mais e muito provável, não tornaremos a lembrar esta noite. Exceto talvez pelo poema que ela escreveu com os dentes sobre a superfície de meu corpo. Mas como tudo neste mundo ele irá desaparecer e junto qualquer lembrança e vestígio daquele fugaz romance noturno de primavera.”</p></blockquote>

<p>Eu me percebi odiando este roteiro, não queria que terminasse assim, não desta vez. Na minha frente imagens aleatórias começaram a se projetar, imagens nítidas de pensamentos que jamais imaginei, eu um dia teria. Mãos dadas em um passeio pela praia, sorrisos durante um piquenique em um parque, crianças correndo e gritando no jardim de uma casa de campo.</p>

<p>Agora, a morbidez e a indiferença parecem se dissolver em misto de emoções ainda mais confusas e indescritíveis. Meu estômago se retorce, minha cabeça dói e mal consigo respirar. Caminho cambaleante até à cozinha e bebo água direto da torneira, espero um pouco para me recobrar e volto para o quarto. Ainda fico alguns minutos em pé diante a cama antes de me decidir por deitar. Fiquei ali pelos últimos minutos que restavam antes da hora dela partir.</p>

<blockquote><p>“Por alguns instantes descuidei-me, e quando percebi, meus olhos encontravam-se com os dela. Lindos olhos brilhantes, como uma centena de estrelas. Ela sorriu. Um sorriso tímido, daqueles que pedem desculpas desnecessárias. Em resposta, sorri de volta, desviei o olhar e ela se levantou. Partiu sem dizer nenhuma palavra.”</p></blockquote>

<p>Naquela manhã enquanto apreciava meu café sem açúcar lembrei-me daquele sorriso e me descobri apaixonado.</p>
]]></content:encoded>
      <author>Outras Coisas Mais</author>
      <guid>https://bolha.blog/read/a/e3mkk0m4bx</guid>
      <pubDate>Sun, 02 Mar 2025 03:32:45 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Alguns pensamentos...</title>
      <link>https://bolha.blog/inteligencianatural/ultimamente-tenho-tido-muitas-reflexoes</link>
      <description>&lt;![CDATA[Ultimamente tenho tido muitas reflexões... &#xA;&#xA;Sempre fui um sujeito meio introspectivo, até demais. Ano passado recebi meu diagnóstico, que foi um tanto quanto revelador: sou portador de Transtorno do Espectro Autista com nível 1 de suporte e TDAH. &#xA;&#xA;Sempre tive dificuldades com relacionamentos, interações sociais. Nunca fui muito bom com as mulheres. Contudo, mesmo com tantos desafios, me superei em várias coisas na vida e hoje posso dizer que tenho uma. &#xA;&#xA;Recentemente estive trabalhando em um cargo comissionado, como gerente, na prefeitura da minha cidade. Nunca trabalhei tanto na minha vida e só aceitei pois fui receber o diagnóstico somente durante o meu exercício. Sou servidor público municipal há seis anos e pra mim pareceu uma boa oportunidade, um salário melhor... &#xA;&#xA;Mas, ledo engano: a exploração é enorme. O corporativismo e a política do governo de extrema-direita que atua aqui sugou meu sangue até a última gota nos últimos dez meses. Antes fosse apenas trabalhar nos meus setores. Eu fazia de tudo, dava apoio em todo problema que surgia e era mandado comparecer. Mas agora abandonei esse cargo e retornei para o antigo. Meu salário caiu para mais da metade. Mas esse não é o ponto do que quero compartilhar aqui. &#xA;&#xA;Lembra que havia dito que sou reflexivo? Pois bem, tenho vivido a frustração da vida adulta, às vésperas dos 28 anos. &#xA;&#xA;Nascemos, crescemos e aprendemos, acumulamos experiências ao longo da nossa história. Somos ensinados que precisamos ser de um jeito ou de outro, que o trabalho nos honra e uma série de outras coisas enfiadas goela abaixo pela cultura dominante. &#xA;&#xA;Criamos expectativas, sonhamos em &#34;ser alguém&#34;, que normalmente se resume a ser uma pessoa com bens. Um bom emprego, uma casa, um carro, uma família. &#xA;&#xA;Fixamos isso em nossas mentes por anos e décadas e às vezes não conseguimos realizar isso, mesmo lutando todos os dias, estudando, batalhando... &#xA;&#xA;Tudo isso traz consequências, vêm os problemas de saúde, as frustrações... e chegamos no ponto: tudo isso pra quê e para quem? &#xA;&#xA;Henry David Thoreau converteu seu dinheiro em tempo de vida. Quando comecei a fazer isso e ver quanto da minha vida eu gasto para ter o básico: moradia e alimento, percebi que estava doando muito tempo de vida por migalhas. &#xA;&#xA;Por migalhas doamos nossa saúde, bem estar e tempo de vida para poderosos, sejam eles políticos ou burgueses. No fim das contas, muitos de nós fazemos coisas que sequer agradamos, sem propósito. E pouco nos beneficiamos com isso. &#xA;&#xA;O sistema continua, te cobra, te arranca de si mesmo. Ele cria &#34;entretenimento&#34; barato para te mante ali consumindo e enchendo os bolsos dos burgueses com mais tempo. Você enriquece as pessoas enquanto trabalha e se diverte. &#xA;&#xA;Você realmente acha que acordar todos os dias, ficar mais de dez horas desse dia trabalhando em uma merda de emprego, para chegar em casa e ter sequer tempo de lazer é vida? Viver esperando o final de semana ou o feriado, isso não é vida. &#xA;&#xA;Vivemos buscando coisas e nossa vida se baseia no consumo. Isso é criado! Criado por este sistema opressor em que o combustível que o move são seres humanos. &#xA;&#xA;E acreditamos todos os dias das nossas vidas que esse é o caminho, que esse é o propósito. Qual foi a última vez que você olhou o céu e teve um momento de ócio? Quantas vezes por dia ou por semana vocẽ pode ficar só consigo mesmo e seus pensamentos? Quantas vezes no mês você realmente curtiu a presença de sua família e/ou amigos ao invés de ficar com eles em frente de telas? &#xA;&#xA;Vivíamos em pequenas comunidades e construíamos laços afetivos com os outros, isso trouxe alegria para a raça humana por milênios. E agora ser feliz é doar anos de sua vida para ter um maldito carro? Para ter uma maldita bolsa? &#xA;&#xA;Nossa sociedade é como um doente cergo e surdo... mas mudo... isso não. Ele é ruidoso, invasivo e quase onipresente, desgovernado. Está presente em todos os meios de comunicação tentando te convencer de que você precisa de coisas, quando na verdade você só precisa ser humano, ter acesso à saúde, à educação, a um trabalho que lhe traga propósito e não te sugue o dia inteiro. Trabalhamos 120h por semana ou mais para manter este sistema desgraçado funcionando, enriquecendo os poucos. &#xA;&#xA;Quando iremos, finalmente, cair na real? &#xA;&#xA;Reflexões]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Ultimamente tenho tido muitas reflexões...</p>

<p>Sempre fui um sujeito meio introspectivo, até demais. Ano passado recebi meu diagnóstico, que foi um tanto quanto revelador: sou portador de Transtorno do Espectro Autista com nível 1 de suporte e TDAH.</p>

<p>Sempre tive dificuldades com relacionamentos, interações sociais. Nunca fui muito bom com as mulheres. Contudo, mesmo com tantos desafios, me superei em várias coisas na vida e hoje posso dizer que tenho uma.</p>

<p>Recentemente estive trabalhando em um cargo comissionado, como gerente, na prefeitura da minha cidade. Nunca trabalhei tanto na minha vida e só aceitei pois fui receber o diagnóstico somente durante o meu exercício. Sou servidor público municipal há seis anos e pra mim pareceu uma boa oportunidade, um salário melhor...</p>

<p>Mas, ledo engano: a exploração é enorme. O corporativismo e a política do governo de extrema-direita que atua aqui sugou meu sangue até a última gota nos últimos dez meses. Antes fosse apenas trabalhar nos meus setores. Eu fazia de tudo, dava apoio em todo problema que surgia e era mandado comparecer. Mas agora abandonei esse cargo e retornei para o antigo. Meu salário caiu para mais da metade. Mas esse não é o ponto do que quero compartilhar aqui.</p>

<p>Lembra que havia dito que sou reflexivo? Pois bem, tenho vivido a frustração da vida adulta, às vésperas dos 28 anos.</p>

<p>Nascemos, crescemos e aprendemos, acumulamos experiências ao longo da nossa história. Somos ensinados que precisamos ser de um jeito ou de outro, que o trabalho nos honra e uma série de outras coisas enfiadas goela abaixo pela cultura dominante.</p>

<p>Criamos expectativas, sonhamos em “ser alguém”, que normalmente se resume a ser uma pessoa com bens. Um bom emprego, uma casa, um carro, uma família.</p>

<p>Fixamos isso em nossas mentes por anos e décadas e às vezes não conseguimos realizar isso, mesmo lutando todos os dias, estudando, batalhando...</p>

<p>Tudo isso traz consequências, vêm os problemas de saúde, as frustrações... e chegamos no ponto: tudo isso pra quê e para quem?</p>

<p>Henry David Thoreau converteu seu dinheiro em tempo de vida. Quando comecei a fazer isso e ver quanto da minha vida eu gasto para ter o básico: moradia e alimento, percebi que estava doando muito tempo de vida por migalhas.</p>

<p>Por migalhas doamos nossa saúde, bem estar e tempo de vida para poderosos, sejam eles políticos ou burgueses. No fim das contas, muitos de nós fazemos coisas que sequer agradamos, sem propósito. E pouco nos beneficiamos com isso.</p>

<p>O sistema continua, te cobra, te arranca de si mesmo. Ele cria “entretenimento” barato para te mante ali consumindo e enchendo os bolsos dos burgueses com mais tempo. Você enriquece as pessoas enquanto trabalha e se diverte.</p>

<p>Você realmente acha que acordar todos os dias, ficar mais de dez horas desse dia trabalhando em uma merda de emprego, para chegar em casa e ter sequer tempo de lazer é vida? Viver esperando o final de semana ou o feriado, isso não é vida.</p>

<p>Vivemos buscando coisas e nossa vida se baseia no consumo. Isso é criado! Criado por este sistema opressor em que o combustível que o move são seres humanos.</p>

<p>E acreditamos todos os dias das nossas vidas que esse é o caminho, que esse é o propósito. Qual foi a última vez que você olhou o céu e teve um momento de ócio? Quantas vezes por dia ou por semana vocẽ pode ficar só consigo mesmo e seus pensamentos? Quantas vezes no mês você realmente curtiu a presença de sua família e/ou amigos ao invés de ficar com eles em frente de telas?</p>

<p>Vivíamos em pequenas comunidades e construíamos laços afetivos com os outros, isso trouxe alegria para a raça humana por milênios. E agora ser feliz é doar anos de sua vida para ter um maldito carro? Para ter uma maldita bolsa?</p>

<p>Nossa sociedade é como um doente cergo e surdo... mas mudo... isso não. Ele é ruidoso, invasivo e quase onipresente, desgovernado. Está presente em todos os meios de comunicação tentando te convencer de que você precisa de coisas, quando na verdade você só precisa ser humano, ter acesso à saúde, à educação, a um trabalho que lhe traga propósito e não te sugue o dia inteiro. Trabalhamos 120h por semana ou mais para manter este sistema desgraçado funcionando, enriquecendo os poucos.</p>

<p>Quando iremos, finalmente, cair na real?</p>

<p>#Reflexões</p>
]]></content:encoded>
      <author>Inteligência Natural </author>
      <guid>https://bolha.blog/read/a/jkkhbel8yk</guid>
      <pubDate>Sat, 15 Feb 2025 17:22:46 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Lidando com arquivos duplicados com ajuda do rdfind.</title>
      <link>https://bolha.blog/emanoel/lidando-com-arquivos-duplicados-com-ajuda-do-rdfind</link>
      <description>&lt;![CDATA[Lidando com arquivos duplicados com ajuda do rdfind. Após rodar o comando e passar o diretório como argumento, será gerado um arquivo ||results.txt|| com o resultado da análise. Para diferenciar o arquivo verdadeiro dos duplicados, é utilizado um ranqueamento onde o arquivo que aparece primeiro e que esteja mais próximo da raiz, será escolhido como verdadeiro. Os demais duplicados. &#xA;&#xA;  ]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Lidando com arquivos duplicados com ajuda do rdfind. Após rodar o comando e passar o diretório como argumento, será gerado um arquivo ||results.txt|| com o resultado da análise. Para diferenciar o arquivo verdadeiro dos duplicados, é utilizado um ranqueamento onde o arquivo que aparece primeiro e que esteja mais próximo da raiz, será escolhido como verdadeiro. Os demais duplicados.</p>
]]></content:encoded>
      <author>Blog do Emanoel</author>
      <guid>https://bolha.blog/read/a/ece2myupe7</guid>
      <pubDate>Mon, 10 Feb 2025 09:16:00 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Scripts para facilitar o dia-a-dia</title>
      <link>https://bolha.blog/gutocarvalho/scripts-para-facilitar-o-dia-a-dia</link>
      <description>&lt;![CDATA[Precisa instalar o Docker, Docker-compose, Ctop?&#xA;&#xA;Temos a solução.&#xA;&#xA;1. instala docker+compose+ctop completão&#xA;&#xA;Esse aqui vai instalar docker, vai criar um daemon.json para o docker daemon, vai instalar o binário docker-compose separado, vai instalar o docker-completion para o bash e instalar o ctop, tudo para x8664.&#xA;&#xA;curl https://install.gutocarvalho.net/docker.sh | bash&#xA;&#xA;2. instala compose apenas&#xA;&#xA;só vai colocar o binário em /usr/local/bin/docker-compose&#xA;&#xA;curl https://install.gutocarvalho.net/compose.sh | bash&#xA;binário para x8664.&#xA;&#xA;3. instala ctop apenas&#xA;&#xA;só vai colocar o binário em /usr/local/bin/ctop&#xA;&#xA;curl https://install.gutocarvalho.net/ctop.sh | bash&#xA;binário para x86_64.&#xA;&#xA;4. instala vimrc mínimo para servidores&#xA;&#xA;vai criar o arquivo em /root/.vimrc&#xA;&#xA;curl https://install.gutocarvalho.net/vimrc.sh | bash&#xA;&#xA;Repo&#xA;&#xA;https://gitlab.gutocarvalho.net/gutocarvalho/install&#xA;&#xA;[s]&#xA;Guto]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Precisa instalar o Docker, Docker-compose, Ctop?</p>

<p>Temos a solução.</p>

<h2 id="1-instala-docker-compose-ctop-completão">1. instala docker+compose+ctop completão</h2>

<p>Esse aqui vai instalar docker, vai criar um daemon.json para o docker daemon, vai instalar o binário docker-compose separado, vai instalar o docker-completion para o bash e instalar o ctop, tudo para x86_64.</p>

<pre><code>curl https://install.gutocarvalho.net/docker.sh | bash
</code></pre>

<h2 id="2-instala-compose-apenas">2. instala compose apenas</h2>

<p>só vai colocar o binário em /usr/local/bin/docker-compose</p>

<pre><code>curl https://install.gutocarvalho.net/compose.sh | bash
</code></pre>

<p>binário para x86_64.</p>

<h2 id="3-instala-ctop-apenas">3. instala ctop apenas</h2>

<p>só vai colocar o binário em /usr/local/bin/ctop</p>

<pre><code>curl https://install.gutocarvalho.net/ctop.sh | bash
</code></pre>

<p>binário para x86_64.</p>

<h2 id="4-instala-vimrc-mínimo-para-servidores">4. instala vimrc mínimo para servidores</h2>

<p>vai criar o arquivo em /root/.vimrc</p>

<pre><code>curl https://install.gutocarvalho.net/vimrc.sh | bash
</code></pre>

<h1 id="repo">Repo</h1>
<ul><li><a href="https://gitlab.gutocarvalho.net/gutocarvalho/install" rel="nofollow">https://gitlab.gutocarvalho.net/gutocarvalho/install</a></li></ul>

<p>[s]
Guto</p>
]]></content:encoded>
      <author>gutocarvalho</author>
      <guid>https://bolha.blog/read/a/j3595eh0d4</guid>
      <pubDate>Mon, 03 Feb 2025 11:33:29 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Olá pessoal,esse será o começo de um blog novo :)</title>
      <link>https://bolha.blog/luizinholfl/ola-pessoal-esse-sera-o-comeco-de-um-blog-novo</link>
      <description>&lt;![CDATA[Olá pessoal,esse será o começo de um blog novo :)]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Olá pessoal,esse será o começo de um blog novo :)</p>
]]></content:encoded>
      <author>luizinholfl</author>
      <guid>https://bolha.blog/read/a/01d2en5mit</guid>
      <pubDate>Mon, 27 Jan 2025 12:33:56 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Apenas um testezinho</title>
      <link>https://bolha.blog/bolchebits/apenas-um-testezinho</link>
      <description>&lt;![CDATA[teste]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>teste</p>
]]></content:encoded>
      <author>bolchebits</author>
      <guid>https://bolha.blog/read/a/aylqpvcw3v</guid>
      <pubDate>Mon, 27 Jan 2025 12:23:01 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>31 - READ A MANGA WITH 6 OR MORE WORDS IN ITS TITLE - O ESTRANHO CONTO DA ILHA PANORAMA (8/8)</title>
      <link>https://bolha.blog/ler-todos-os-mangas-do-mundo/31-read-a-manga-with-6-or-more-words-in-its-title-o-estranho-conto-da-ilha</link>
      <description>&lt;![CDATA[&lt;img src=&#34;https://m.media-amazon.com/images/I/A18ANT5J2OL.ACUF1000,1000QL80.jpg&#xA;&#34; alt=&#34;estranho conto&#34; style=&#34;width: 12.5rem; height: auto; margin: 0 .5rem .25rem 0; float: left;&#34; /  Na minha vida, li pouco de Suehiro Maruo, bem menos do que eu gostaria. Na realidade, o único que li além desse foi &#34;Shoujo Tsubaki&#34;, já há muitos anos. Tenho uma memória muito forte sobre ele; estava em São Vicente, no primeiro apartamento que morei na vida, lendo o único volume do título durante a madrugada, deitado no escuro, no sofá marrom super confortável (que minha mãe se desfez somente agora, há cerca de um mês), em uma minúscula tela de celular, cujo modelo não consigo especificar.&#xA;&#xA;E era algo rotineiro na minha adolescência depressiva. Virar madrugadas adentro lendo mangá, vendo anime ou, então, jogando videogame. Usava de distração, ponto de fuga, e isso me atrapalhava demais nos estudos e ser alguém produtivo durante o dia.&#xA;&#xA;Fui melhorando, nisso o ritmo de leitura reduziu drasticamente. No meu segundo ano de cursinho, não devo ter lido quase nada. Mas ser um adulto funcional é exatamente isso, não deixar de lado suas obrigações, independente da sua condição física ou mental. Não é algo bom, mas necessário para sobreviver.&#xA;&#xA;Voltando ao título do post, foi um mangá bom pra caralho, mas talvez não tenha sido a melhor escolha da Pipoca &amp; Nanquim como primeira publicação do autor durante muito tempo no Brasil. Muito pouco do eroguru é mostrado, e acredito que certa potência disso poderia atrair o público brasileiro, que já está saturado de Junji Ito. Além disso, é uma adaptação de uma obra de Edogawa Rampo, que esse mesmo público não tem conhecimento popular prévio para aproveitar todo o contexto e entrelinhas que o mangá oferece. &#xA;&#xA;Eu mesmo teria aproveitado bem mais o mangá se tivesse lido o livro antes. Não tinha ideia que se tratava de mais um caso de Kogoro Akechi, sua aparição foi uma surpresa agradável para mim, que conheço o personagem e tenho um mínimo de contexto. Aagora, terei a obrigação de ler mais Maruo, e, também, iniciar com leituras de Edogawa Rampo. &#xA;]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p><img src="https://m.media-amazon.com/images/I/A18ANT5J2OL._AC_UF1000,1000_QL80_.jpg" alt="estranho conto" style="width: 12.5rem; height: auto; margin: 0 .5rem .25rem 0; float: left;"/>Na minha vida, li pouco de Suehiro Maruo, bem menos do que eu gostaria. Na realidade, o único que li além desse foi “Shoujo Tsubaki”, já há muitos anos. Tenho uma memória muito forte sobre ele; estava em São Vicente, no primeiro apartamento que morei na vida, lendo o único volume do título durante a madrugada, deitado no escuro, no sofá marrom super confortável (que minha mãe se desfez somente agora, há cerca de um mês), em uma minúscula tela de celular, cujo modelo não consigo especificar.</p>

<p>E era algo rotineiro na minha adolescência depressiva. Virar madrugadas adentro lendo mangá, vendo anime ou, então, jogando videogame. Usava de distração, ponto de fuga, e isso me atrapalhava demais nos estudos e ser alguém produtivo durante o dia.</p>

<p>Fui melhorando, nisso o ritmo de leitura reduziu drasticamente. No meu segundo ano de cursinho, não devo ter lido quase nada. Mas ser um adulto funcional é exatamente isso, não deixar de lado suas obrigações, independente da sua condição física ou mental. Não é algo bom, mas necessário para sobreviver.</p>

<p>Voltando ao título do post, foi um mangá bom pra caralho, mas talvez não tenha sido a melhor escolha da Pipoca &amp; Nanquim como primeira publicação do autor durante muito tempo no Brasil. Muito pouco do eroguru é mostrado, e acredito que certa potência disso poderia atrair o público brasileiro, que já está saturado de Junji Ito. Além disso, é uma adaptação de uma obra de Edogawa Rampo, que esse mesmo público não tem conhecimento popular prévio para aproveitar todo o contexto e entrelinhas que o mangá oferece.</p>

<p>Eu mesmo teria aproveitado bem mais o mangá se tivesse lido o livro antes. Não tinha ideia que se tratava de mais um caso de Kogoro Akechi, sua aparição foi uma surpresa agradável para mim, que conheço o personagem e tenho um mínimo de contexto. Aagora, terei a obrigação de ler mais Maruo, e, também, iniciar com leituras de Edogawa Rampo.</p>
]]></content:encoded>
      <author>Ler Todos os Mangás do Mundo</author>
      <guid>https://bolha.blog/read/a/padltgzqcs</guid>
      <pubDate>Tue, 21 Jan 2025 02:06:40 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Renomear arquivos e remover metadados de imagens em massa</title>
      <link>https://bolha.blog/skadi/renomear-arquivos-e-remover-metadados-de-imagens-em-massa</link>
      <description>&lt;![CDATA[Recentemente, descobri que muitas imagens criadas com o Canva continham meu nome inserido automaticamente nos metadados. Exceto que... eu não quero que meu nome fique gravado nos metadados. :p&#xA;&#xA;Descobri isso quando ativei o menu lateral de informações no gerenciador de arquivos Dolphin (F11 ou Menu   Show Panels   Information).&#xA;&#xA;Percebi que o título da imagem nos metadados era o nome do arquivo original no Canva. Ou seja, ainda que eu renome a imagem no computador, nos metadados do arquivo o titulo permanecerá o definido no Canva.&#xA;&#xA;Vou compartilhar aqui como fiz para remover os metadados de centenas de imagens de uma só vez!&#xA;&#xA;(No momento, não consigo compartilhar cópias da tela aqui, então vai em texto cru mesmo. :p)&#xA;&#xA;Para isso, usei o programa Digikam.&#xA;&#xA;Ao abri-lo, importe as imagens que você quer modificar em massa e selecione-as.&#xA;&#xA;No menu superior, clique em Batch Queue Manager.&#xA;&#xA;A janela que abrir possui varios painéis. No painel abaixo à esquerda Queue Settings, defina os parâmetros de acordo com o que você deseja. &#xA;&#xA;No meu caso, em Target, optei por desabilitar a opção &#34;Use original Album&#34; e selecionei &#34;New Album&#34; para criar um álbum para receber as imagens modificadas. &#xA;&#xA;Em File Renaming, na primeira tentativa, cometi um erro e renomeei tudo errado (falarei disso logo mais abaixo), então, depois, apenas deixei selecionada a opção padrão &#34;Use original filenames&#34;.&#xA;&#xA;Em Behaviour e Raw Decoding, não mexi.&#xA;&#xA;Em Saving Images, como a qualidade JPG está definida em 75%, eu mudei para 100%.&#xA;&#xA;No painel de controle do lado direito (Control Panel), fui até o final na opção &#34;Metadata&#34; e selecionei &#34;Remove Metadata&#34;. Ao clicar duas vezes ali, o recurso é aberto nos painéis superiores. No painel &#34;Tool Settings&#34;, selecionei as três opções: Exif, IPTC e XMP.&#xA;&#xA;E é só. Depois, basta clicar em &#34;RUN&#34; e verificar se os metadados foram removidos e se o procedimento funcionou. É possível verificar no próprio Digikam, ou no painel de informações do Dolphin, no GIMP ou mesmo no terminal (precisa instalar o plugin ExifTool e depois lançar o comando &#34;exiftool nomedoarquivo.jpg&#34; no terminal).&#xA;&#xA;Ah, vale dizer que os gerenciadores de arquivos de algumas distros Linux nem sempre mostram todos os metadados possíveis ao clicar em &#34;Propriedades   Detalhes&#34; de uma imagem. O Gwenview também é incompleto. O Dolphin, que é o gerenciador de arquivos padrão do KDE, não é exaustivo no que escolhe mostrar. Por essas e outras precisei instalar o Digikam.&#xA;&#xA;__________________________________&#xA;&#xA;Renomear arquivos em massa&#xA;&#xA;Como eu disse antes, da primeira vez eu cometi um erro na customização do nome e acabei renomeando errado os arquivos cujos metadados foram removidos. Coisa boba mesmo, repeti uma opção e um modificador em Renaming Options. Este é um recurso muito bacana e tem opções avançadas, eu quis &#34;brincar&#34; um pouco mas não deu certo de primeira. 😁&#xA;&#xA;Mas só percebi isso depois.&#xA;&#xA;Eu não domino o Digikam, e talvez seja possível renomear os arquivos em massa. No entanto, como estou acostumada a usar o KRename (https://userbase.kde.org/KRename), seria mais rápido renomear os arquivos em massa por meio dele do que me aventurar no Digikam, que uso muito pouco, e ter que gastar tempo procurando como fazer na internet ou tateando dentro do programa mesmo.&#xA;&#xA;Era 1h30 da madrugada, vamos de KRename.&#xA;&#xA;(mas eu realmente queria dominar o Digikam e esse era um use case bom para testar novas coisas, mas o hábito falou mais forte...)&#xA;&#xA;Renomear arquivos em massa no KRename é muuuuuito simples.&#xA;&#xA;Basta abrir o programa, clicar em &#34;Add&#34; e escolher os arquivos desejados.  Na próxima tela, você verá que existem 4 etapas no menu acima do painel dos arquivos: Files, Destination, Plugins e Filename.&#xA;&#xA;Em &#34;Destination&#34;, deixei na mesma pasta e selecionei a opção para sobrescrever os arquivos (&#34;Overwrite existing files&#34;). Mas, se você não conhece o programa e tem medo de fazer besteira, crie uma pasta nova com os arquivos renomeados, em vez de substituir os existentes de cara.&#xA;&#xA;Depois, fui direto para a 4° etapa (Filename), que tem inúmeras opções. No meu caso, eu precisava usar um regex. Para isso, fui em &#34;Find and Replace   Add&#34;, inseri meu regex no campo &#34;Find&#34; e selecionei &#34;Find is a Regular Expression&#34;. Clicar OK.&#xA;&#xA;Também é possível acrescentar outras condições de substituição.&#xA;&#xA;Ao dar o segundo OK, os arquivos foram pré-renomeados. Você pode verificar se está tudo certinho. Se estiver tudo certo, você clica no botão Finish.&#xA;&#xA;Somente ao dar o comando &#34;Finish&#34; é que ele vai realmente renomear os arquivos no disco rígido. &#xA;&#xA;Se como eu você precisar usar e abusar do regex, não hesite testar se ele funciona em um arquivo somente.]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Recentemente, descobri que muitas imagens criadas com o Canva continham meu nome inserido automaticamente nos metadados. Exceto que... eu não quero que meu nome fique gravado nos metadados. :p</p>

<p>Descobri isso quando ativei o menu lateral de informações no gerenciador de arquivos Dolphin (F11 ou Menu &gt; Show Panels &gt; Information).</p>

<p>Percebi que o título da imagem nos metadados era o nome do arquivo original no Canva. Ou seja, ainda que eu renome a imagem no computador, nos metadados do arquivo o titulo permanecerá o definido no Canva.</p>

<p>Vou compartilhar aqui como fiz para remover os metadados de centenas de imagens de uma só vez!</p>

<p>(No momento, não consigo compartilhar cópias da tela aqui, então vai em texto cru mesmo. :p)</p>

<p>Para isso, usei o programa <strong>Digikam</strong>.</p>

<p>Ao abri-lo, importe as imagens que você quer modificar em massa e selecione-as.</p>

<p>No menu superior, clique em <strong>Batch Queue Manager</strong>.</p>

<p>A janela que abrir possui varios painéis. No painel abaixo à esquerda <strong>Queue Settings</strong>, defina os parâmetros de acordo com o que você deseja.</p>

<p>No meu caso, em <strong>Target</strong>, optei por desabilitar a opção “Use original Album” e selecionei “New Album” para criar um álbum para receber as imagens modificadas.</p>

<p>Em <strong>File Renaming</strong>, na primeira tentativa, cometi um erro e renomeei tudo errado (falarei disso logo mais abaixo), então, depois, apenas deixei selecionada a opção padrão “Use original filenames”.</p>

<p>Em <strong>Behaviour</strong> e <strong>Raw Decoding</strong>, não mexi.</p>

<p>Em <strong>Saving Images</strong>, como a qualidade JPG está definida em 75%, eu mudei para 100%.</p>

<p>No painel de controle do lado direito (<strong>Control Panel</strong>), fui até o final na opção “Metadata” e selecionei “Remove Metadata”. Ao clicar duas vezes ali, o recurso é aberto nos painéis superiores. No painel “Tool Settings”, selecionei as três opções: Exif, IPTC e XMP.</p>

<p>E é só. Depois, basta clicar em “RUN” e verificar se os metadados foram removidos e se o procedimento funcionou. É possível verificar no próprio Digikam, ou no painel de informações do Dolphin, no GIMP ou mesmo no terminal (precisa instalar o plugin <strong>ExifTool</strong> e depois lançar o comando “exiftool nomedoarquivo.jpg” no terminal).</p>

<p>Ah, vale dizer que os gerenciadores de arquivos de algumas distros Linux nem sempre mostram todos os metadados possíveis ao clicar em “Propriedades &gt; Detalhes” de uma imagem. O Gwenview também é incompleto. O Dolphin, que é o gerenciador de arquivos padrão do KDE, não é exaustivo no que escolhe mostrar. Por essas e outras precisei instalar o Digikam.</p>

<p>__________________________________</p>

<p>Renomear arquivos em massa</p>

<p>Como eu disse antes, da primeira vez eu cometi um erro na customização do nome e acabei renomeando errado os arquivos cujos metadados foram removidos. Coisa boba mesmo, repeti uma opção e um modificador em <strong>Renaming Options</strong>. Este é um recurso muito bacana e tem opções avançadas, eu quis “brincar” um pouco mas não deu certo de primeira. 😁</p>

<p>Mas só percebi isso depois.</p>

<p>Eu não domino o Digikam, e talvez seja possível renomear os arquivos em massa. No entanto, como estou acostumada a usar o KRename (<a href="https://userbase.kde.org/KRename" rel="nofollow">https://userbase.kde.org/KRename</a>), seria mais rápido renomear os arquivos em massa por meio dele do que me aventurar no Digikam, que uso muito pouco, e ter que gastar tempo procurando como fazer na internet ou tateando dentro do programa mesmo.</p>

<p>Era 1h30 da madrugada, vamos de KRename.</p>

<p>(mas eu realmente queria dominar o Digikam e esse era um use case bom para testar novas coisas, mas o hábito falou mais forte...)</p>

<p>Renomear arquivos em massa no KRename é muuuuuito simples.</p>

<p>Basta abrir o programa, clicar em “Add” e escolher os arquivos desejados.  Na próxima tela, você verá que existem 4 etapas no menu acima do painel dos arquivos: Files, Destination, Plugins e Filename.</p>

<p>Em “Destination”, deixei na mesma pasta e selecionei a opção para sobrescrever os arquivos (“Overwrite existing files”). Mas, se você não conhece o programa e tem medo de fazer besteira, crie uma pasta nova com os arquivos renomeados, em vez de substituir os existentes de cara.</p>

<p>Depois, fui direto para a 4° etapa (<em>Filename</em>), que tem inúmeras opções. No meu caso, eu precisava usar um regex. Para isso, fui em “Find and Replace &gt; Add”, inseri meu regex no campo “Find” e selecionei “Find is a Regular Expression”. Clicar OK.</p>

<p>Também é possível acrescentar outras condições de substituição.</p>

<p>Ao dar o segundo OK, os arquivos foram pré-renomeados. Você pode verificar se está tudo certinho. Se estiver tudo certo, você clica no botão Finish.</p>

<p>Somente ao dar o comando “Finish” é que ele vai realmente renomear os arquivos no disco rígido.</p>

<p>Se como eu você precisar usar e abusar do regex, não hesite testar se ele funciona em um arquivo somente.</p>
]]></content:encoded>
      <author>skadi</author>
      <guid>https://bolha.blog/read/a/svafd2c15n</guid>
      <pubDate>Sat, 11 Jan 2025 21:28:32 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Etapas do serviço de tradutores voluntários </title>
      <link>https://bolha.blog/skadi/etapas-do-servico-de-tradutores-voluntarios</link>
      <description>&lt;![CDATA[Tenho trabalhado como tradutora voluntária em alguns projetos de código aberto. Meu objetivo é trazer o idioma português para projetos que gosto.&#xA;&#xA;Quando me candidatei a voluntária em um grande projeto como tradutora, tive que responder algumas perguntas sobre COMO faço meu trabalho de tradução. Na primeira vez que vi essa pergunta, pensei: bem, eu apenas traduzo palavras que conheço, percorrendo meu dicionario mental. Mas certamente não é isso que eles queriam saber, e provavelmente querem comparar o seu repertório de estratégias para fazer as traduções com o repertório de outros candidatos no que diz respeito a traduções que não são tão simples de fazer quanto percorrer um dicionário mental.&#xA;&#xA;Mas quais são as etapas que eu sigo? Então, tentei dissecar o que costumo fazer quando estou traduzindo, e aqui estão as etapas que sigo:&#xA;&#xA;1- Primeiro de tudo, ler o texto inteiro e ver se entendeu&#xA;2- Procurar os termos desconhecidos&#xA;3- Entender o contexto, significado e traduzir frase por frase (não palavra por palavra)&#xA;4- Verificar a gramática/sintaxe&#xA;5- Fazer uma revisão&#xA;&#xA;Mas essas etapas podem ser mais trabalhosas do que inicialmente se imagina:&#xA;&#xA;Diante de algumas palavras menos conhecidas, consulto um dicionário online para obter definições, sinônimos e as melhores palavras equivalentes em outro idioma. Muitas vezes, ainda que eu conheça o significado da palavra, eu olho a definição assim mesmo para ter certeza que o que eu achava era isso mesmo, pois o problema de aprender outros idiomas de forma não muito formal é que às vezes a gente aprendeu errado.&#xA;Como falo fluentemente três idiomas, se tenho dúvida sobre como traduzir algo do francês ou inglês para o português e não acho resposta, vou consultar como os espanhóis fizeram. Às vezes, quando a tradução literal não funciona, olho a tradução francesa de uma palavra inglesa e vice-versa para adaptá-la ao português. O fato de saber uma terceira língua já me salvou várias vezes.&#xA;Crio um dicionário com as expressões mais comuns para que eu não perca tempo nas próximas traduções. Alguns projetos já possuem dicionario próprio que você tem que respeitar, o que é bem prático. Mas nem todos são bem estruturados.&#xA;Verifico a gramática e a ortografia antes de enviar. Eventualmente espero um pouco mais antes de revisar para dar uma &#34;distanciada&#34; da tradução recentemente terminada.&#xA;Ao traduzir as legendas de vídeos, levo em conta o contexto, o tom e o estilo. Precisa tomar cuidado para encontrar o equilíbrio ideal entre o tempo de um quadro de vídeo e a extensão do texto na tela e ser sucinta, buscando usar palavras eficientes que resumem a ideia que está sendo passada.&#xA;Se eu não entender uma palavra ou não saber se já existe uma tradução para um termo técnico, tenho que pesquisar para entender o assunto. Isso pode incluir passar um bom tempo lendo documentação técnica ou até instalar apps de concorrentes. Somente peço ajuda para os universitários (outros tradutores) em última instância, até porque os projetos em que tenho trabalhado não possuem comunidades ativas.&#xA;Se o conteúdo for realmente técnico e eu perceber que não tenho capacidade (ou tempo) de fazer uma boa tradução, deixo para o próximo. Percebi que normalmente bloqueio na hora de traduzir termos de infraestrutura/devops/protocolos então é um esforço que parei de fazer pelos resultados que me deixavam ansiosa e com medo de estar errada. Na dúvida, não traduza.&#xA;&#xA;Quando saí do piloto automático e parei para pensar no que estava fazendo, percebi que, ainda que eu faça isso de graça e não seja profissional, é um trabalho que exige disciplina e rigor. Tenho tendência a menosprezar coisas que faço com facilidade e prazer, mas, dessas raras vezes em que paro para refletir sobre o significado de tal atividade e sobre o tempo que dedico a projetos de pessoas que nem conheço, encontro algumas qualidades e fico agradecida por ter conhecimento específicos que são úteis a outros, e por ter motivação e abnegação para aplicá-los em projetos que não são meus, sem nenhuma expectativa de retribuição.]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Tenho trabalhado como tradutora voluntária em alguns projetos de código aberto. Meu objetivo é trazer o idioma português para projetos que gosto.</p>

<p>Quando me candidatei a voluntária em um grande projeto como tradutora, tive que responder algumas perguntas sobre COMO faço meu trabalho de tradução. Na primeira vez que vi essa pergunta, pensei: bem, eu apenas traduzo palavras que conheço, percorrendo meu dicionario mental. Mas certamente não é isso que eles queriam saber, e provavelmente querem comparar o seu repertório de estratégias para fazer as traduções com o repertório de outros candidatos no que diz respeito a traduções que não são tão simples de fazer quanto percorrer um dicionário mental.</p>

<p>Mas quais são as etapas que eu sigo? Então, tentei dissecar o que costumo fazer quando estou traduzindo, e aqui estão as etapas que sigo:</p>

<p>1- Primeiro de tudo, ler o texto inteiro e ver se entendeu
2- Procurar os termos desconhecidos
3- Entender o contexto, significado e traduzir frase por frase (não palavra por palavra)
4- Verificar a gramática/sintaxe
5- Fazer uma revisão</p>

<p>Mas essas etapas podem ser mais trabalhosas do que inicialmente se imagina:</p>
<ul><li>Diante de algumas palavras menos conhecidas, consulto um dicionário online para obter definições, sinônimos e as melhores palavras equivalentes em outro idioma. Muitas vezes, ainda que eu conheça o significado da palavra, eu olho a definição assim mesmo para ter certeza que o que eu achava era isso mesmo, pois o problema de aprender outros idiomas de forma não muito formal é que às vezes a gente aprendeu errado.</li>
<li>Como falo fluentemente três idiomas, se tenho dúvida sobre como traduzir algo do francês ou inglês para o português e não acho resposta, vou consultar como os espanhóis fizeram. Às vezes, quando a tradução literal não funciona, olho a tradução francesa de uma palavra inglesa e vice-versa para adaptá-la ao português. O fato de saber uma terceira língua já me salvou várias vezes.</li>
<li>Crio um dicionário com as expressões mais comuns para que eu não perca tempo nas próximas traduções. Alguns projetos já possuem dicionario próprio que você tem que respeitar, o que é bem prático. Mas nem todos são bem estruturados.</li>
<li>Verifico a gramática e a ortografia antes de enviar. Eventualmente espero um pouco mais antes de revisar para dar uma “distanciada” da tradução recentemente terminada.</li>
<li>Ao traduzir as legendas de vídeos, levo em conta o contexto, o tom e o estilo. Precisa tomar cuidado para encontrar o equilíbrio ideal entre o tempo de um quadro de vídeo e a extensão do texto na tela e ser sucinta, buscando usar palavras eficientes que resumem a ideia que está sendo passada.</li>
<li>Se eu não entender uma palavra ou não saber se já existe uma tradução para um termo técnico, tenho que pesquisar para entender o assunto. Isso pode incluir passar um bom tempo lendo documentação técnica ou até instalar apps de concorrentes. Somente peço ajuda para os universitários (outros tradutores) em última instância, até porque os projetos em que tenho trabalhado não possuem comunidades ativas.</li>
<li>Se o conteúdo for realmente técnico e eu perceber que não tenho capacidade (ou tempo) de fazer uma boa tradução, deixo para o próximo. Percebi que normalmente bloqueio na hora de traduzir termos de infraestrutura/devops/protocolos então é um esforço que parei de fazer pelos resultados que me deixavam ansiosa e com medo de estar errada. Na dúvida, não traduza.</li></ul>

<p>Quando saí do piloto automático e parei para pensar no que estava fazendo, percebi que, ainda que eu faça isso de graça e não seja profissional, é um trabalho que exige disciplina e rigor. Tenho tendência a menosprezar coisas que faço com facilidade e prazer, mas, dessas raras vezes em que paro para refletir sobre o significado de tal atividade e sobre o tempo que dedico a projetos de pessoas que nem conheço, encontro algumas qualidades e fico agradecida por ter conhecimento específicos que são úteis a outros, e por ter motivação e abnegação para aplicá-los em projetos que não são meus, sem nenhuma expectativa de retribuição.</p>
]]></content:encoded>
      <author>skadi</author>
      <guid>https://bolha.blog/read/a/7hltv32gil</guid>
      <pubDate>Sun, 01 Dec 2024 16:41:52 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Index de artigos sobre XMPP</title>
      <link>https://bolha.blog/skadi/index-de-artigos-sobre-xmpp</link>
      <description>&lt;![CDATA[XMPP logo&#xA;Influenciada por discussões no Mastodon, tenho me interessado bastante sobre protocolos de mensageiros instantâneos como o #XMPP e tenho guardado nos meus arquivos os links de artigos sobre o assunto que tenho lido. &#xA;&#xA;Decidi compartilhar aqui a lista de artigos encontrados com outros interessados. A ideia é ir acrescentando novos links conforme mais leituras forem feitas.&#xA;&#xA;Os artigos estão em inglês, salvo se sinalizados com 🇧🇷 ou 🇫🇷.&#xA;&#xA;Indice:&#xA;&#xA;Geral&#xA;1.2. Artigos em português&#xA;1.3. Artigos em francês&#xA;Servidores XMPP&#xA;OMEMO&#xA;Na mídia&#xA;&#xA;1. Geral&#xA;Site official: https://xmpp.org&#xA;&#x9;Getting started: https://xmpp.org/getting-started&#xA;&#x9;List of softwares and apps: https://xmpp.org/software&#xA;&#x9;Specifications: https://xmpp.org/extensions&#xA;&#x9;An Overview of XMPP: https://xmpp.org/about/technology-overview&#xA;&#x9;Myths &amp; Legends: https://xmpp.org/about/myths&#xA;&#x9;Publications and books: https://xmpp.org/about/publications&#xA;&#xA;Wikipedia: https://en.wikipedia.org/wiki/XMPP&#xA;&#xA;Jabber: &#xA;Jabber is the original open instant messaging (IM) technology, invented by Jeremie Miller in 1998 and formalized as the Extensible Messaging and Presence Protocol (XMPP) by the IETF as an Internet Standard for messaging and presence.&#xA;https://jabber.org/faq.html#jabber&#xA;&#xA;The Quick and Easy Guide to Jabber/XMPP&#xA;https://contrapunctus.codeberg.page/the-quick-and-easy-guide-to-xmpp.html&#xA;&#xA;Chat standard (XMPP) longo artigo sobre o assunto&#xA;https://www.freie-messenger.de/en/xmpp&#xA;&#xA;Public XMPP servers, free for everyone&#xA;https://list.jabber.at&#xA;&#xA;Search for XMPP jobs&#xA;https://xmpp.work/&#xA;&#xA;XMPP Compliance Tester: Check your server for compliance&#xA;https://compliance.conversations.im&#xA;&#xA;IM Observatory: Testing the security of the Jabber/XMPP network.&#xA;https://xmpp.net&#xA;&#xA;XMPP: the forgotten gem of Instant Messaging&#xA;https://adele.pages.casa/md/blog/xmpp-the-forgotten-gem-of-instant-messaging.md&#xA;&#xA;Chat room search engine: várias salas temáticas para bater-papo&#xA;https://search.jabber.network/rooms/1&#xA;&#xA;The (Sad) State of Mobile XMPP in 2014:&#xA;https://op-co.de/blog/posts/mobilexmppin2014&#xA;&#xA;The State of Mobile XMPP in 2016:&#xA;https://gultsch.de/xmpp2016.html&#xA;&#xA;Clientes XMPP mais utilizados:&#xA;https://stats.jabberfr.org/d/000000002/jabberfr?orgId=1&amp;refresh=1m&amp;viewPanel=32 &#xA;&#xA;XMPP: The Protocol for Open, Extensible Instant Messaging: brief history, open standards benefits, XML data, networks explained, extending, addresses, server federation&#xA;https://discourse.igniterealtime.org/t/xmpp-the-protocol-for-open-extensible-instant-messaging/94748 &#xA;&#xA;Matrix and XMPP: Thoughts on Improving Messaging Protocols – Part 1 Resource Penalty: Computing and Storage, comparison between XMPP and Matrix&#xA;https://www.process-one.net/blog/matrix-and-xmpp-thoughts-on-improving-messaging-protocols-part-1&#xA;&#xA;XMPP Interop Testing&#xA;https://xmpp-interop-testing.github.io&#xA;&#xA;- Comparison XMPP/Matrix&#xA;https://www.freie-messenger.de/en/systemvergleich/xmpp-matrix/&#xA;&#xA;1.2. Artigos em português: 🇧🇷 &#xA;&#xA;Wikipedia: https://pt.wikipedia.org/wiki/ExtensibleMessagingandPresenceProtocol 🇧🇷&#xA;&#xA;LibrePlanet: O que é, por que usar (argumentos simples e avançados), curiosidades, como usar&#xA;https://libreplanet.org/wiki/XMPP.pt 🇧🇷&#xA;&#xA;Explicações em português feitas pela comunidade brasileira no Mastodon:&#xA;&#xA;Dicas para se iniciar com XMPP: padrão aberto e federado de chat&#xA;O que é XMPP, iniciação, recomendações, endereços, segurança&#xA;https://forum.ayom.media/post/60917 🇧🇷&#xA;&#xA;Bolha Chat: o que é XMPP, privacidade e segurança, como ingressar, aplicativos compatíveis, grupo do fediverso&#xA;https://info.bolha.one/servicos/xmpp 🇧🇷&#xA;&#xA;1.3. Artigos em francês: 🇫🇷 &#xA;&#xA;Messagerie instantanée - XMPP&#xA;&#xA;https://www.chapril.org/-XMPP-.html&#xA;&#xA;2. Servidores XMPP&#xA;&#xA;2.1. Ejabberd&#xA;Site oficial: https://www.ejabberd.im/index.html&#xA;&#xA;Introduction à XMPP avec ejabberd 🇫🇷&#xA;Instruções de instalação, configurações, módulos, banco de dados, desenvolver um cliente (2010)&#xA;https://connect.ed-diamond.com/GNU-Linux-Magazine/glmf-126/introduction-a-xmpp-avec-ejabberd&#xA;&#xA;Jabber Wiki 🇫🇷&#xA;https://wiki.jabberfr.org/Accueil&#xA;&#xA;ejabberd: The Versatile, Scalable and Secure Messaging Platform&#xA;https://www.process-one.net/ejabberd&#xA;&#xA;ejabberd:  Specification &amp; Reference Sheets&#xA;https://www.process-one.net/ejabberd-features&#xA;&#xA;jabber.at and the GDPR &#xA;note to self: interessante o exercício do direito à exclusão dos dados, levar em consideração isso ao escolher um servidor&#xA;https://jabber.at/b/jabber-at-and-the-gdpr&#xA;&#xA;2.2. Prosody&#xA;&#xA;Site oficial: https://prosody.im&#xA;Blog oficial: https://blog.prosody.im&#xA;FAQ: https://prosody.im/doc/faq&#xA;&#xA;3. Sobre OMEMO (criptografia utilizada pelo XMPP):&#xA;&#xA;Omemo logo&#xA;&#xA;0384: OMEMO Encryption: Specifications&#xA;https://xmpp.org/extensions/xep-0384.html&#xA;&#xA;OMEMO Multi-End Message and Object Encryption&#xA;https://conversations.im/omemo&#xA;&#xA;PDF: OMEMO: Cryptographic analysis repo (resultado de auditoria)&#xA;https://conversations.im/omemo/audit.pdf&#xA;&#xA;Signal Encryption vs. XMPP Omemo&#xA;https://www.reddit.com/r/signal/comments/10edi7b/signalencryptionvsxmpp_omemo/&#xA;&#xA;Blind Trust Before Verification&#xA;https://gultsch.de/trust.html&#xA;&#xA;4. Na mídia&#xA;&#xA;This Is the Code the FBI Used to Wiretap the World (2022)&#xA;https://www.vice.com/en/article/anom-app-source-code-operation-trojan-shield-an0m/&#xA;&#xA;Hack Exposes Reams of Private Jabber Chats (2017)&#xA;https://www.vice.com/en/article/hack-exposes-reams-of-private-jabber-chats/&#xA;&#xA;The NSA Uses the Same Chat Protocol as Hackers and Activists (2014)&#xA;https://www.vice.com/en/article/the-nsa-uses-the-same-chat-protocol-as-hackers-and-activists/]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p><img src="https://xmpp.org/images/logos/xmpp-logo.svg" alt="XMPP logo">
Influenciada por discussões no Mastodon, tenho me interessado bastante sobre protocolos de mensageiros instantâneos como o #XMPP e tenho guardado nos meus arquivos os links de artigos sobre o assunto que tenho lido.</p>

<p>Decidi compartilhar aqui a lista de artigos encontrados com outros interessados. A ideia é ir acrescentando novos links conforme mais leituras forem feitas.</p>

<p>Os artigos estão em inglês, salvo se sinalizados com 🇧🇷 ou 🇫🇷.</p>

<p>Indice:</p>
<ol><li>Geral
1.2. Artigos em português
1.3. Artigos em francês</li>
<li>Servidores XMPP</li>
<li>OMEMO</li>
<li>Na mídia</li></ol>

<h1 id="1-geral">1. Geral</h1>
<ul><li><p><strong>Site official:</strong> <a href="https://xmpp.org" rel="nofollow">https://xmpp.org</a></p>
<ul><li><strong>Getting started:</strong> <a href="https://xmpp.org/getting-started" rel="nofollow">https://xmpp.org/getting-started</a></li>
<li><strong>List of softwares and apps:</strong> <a href="https://xmpp.org/software" rel="nofollow">https://xmpp.org/software</a></li>
<li><strong>Specifications:</strong> <a href="https://xmpp.org/extensions" rel="nofollow">https://xmpp.org/extensions</a></li>
<li><strong>An Overview of XMPP:</strong> <a href="https://xmpp.org/about/technology-overview" rel="nofollow">https://xmpp.org/about/technology-overview</a></li>
<li><strong>Myths &amp; Legends:</strong> <a href="https://xmpp.org/about/myths" rel="nofollow">https://xmpp.org/about/myths</a></li>
<li><strong>Publications and books:</strong> <a href="https://xmpp.org/about/publications" rel="nofollow">https://xmpp.org/about/publications</a></li></ul></li>

<li><p><strong>Wikipedia:</strong> <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/XMPP" rel="nofollow">https://en.wikipedia.org/wiki/XMPP</a></p></li>

<li><p><strong>Jabber:</strong>
<em>Jabber is the original open instant messaging (IM) technology, invented by Jeremie Miller in 1998 and formalized as the Extensible Messaging and Presence Protocol (XMPP) by the IETF as an Internet Standard for messaging and presence.</em>
<a href="https://jabber.org/faq.html#jabber" rel="nofollow">https://jabber.org/faq.html#jabber</a></p></li>

<li><p><strong>The Quick and Easy Guide to Jabber/XMPP</strong>
<a href="https://contrapunctus.codeberg.page/the-quick-and-easy-guide-to-xmpp.html" rel="nofollow">https://contrapunctus.codeberg.page/the-quick-and-easy-guide-to-xmpp.html</a></p></li>

<li><p><strong>Chat standard (XMPP)</strong> <em>longo artigo sobre o assunto</em>
<a href="https://www.freie-messenger.de/en/xmpp" rel="nofollow">https://www.freie-messenger.de/en/xmpp</a></p></li>

<li><p><strong>Public XMPP servers, free for everyone</strong>
<a href="https://list.jabber.at" rel="nofollow">https://list.jabber.at</a></p></li>

<li><p><strong>Search for XMPP jobs</strong>
<a href="https://xmpp.work/" rel="nofollow">https://xmpp.work/</a></p></li>

<li><p><strong>XMPP Compliance Tester:</strong> Check your server for compliance
<a href="https://compliance.conversations.im" rel="nofollow">https://compliance.conversations.im</a></p></li>

<li><p><strong>IM Observatory:</strong> Testing the security of the Jabber/XMPP network.
<a href="https://xmpp.net" rel="nofollow">https://xmpp.net</a></p></li>

<li><p><strong>XMPP: the forgotten gem of Instant Messaging</strong>
<a href="https://adele.pages.casa/md/blog/xmpp-the-forgotten-gem-of-instant-messaging.md" rel="nofollow">https://adele.pages.casa/md/blog/xmpp-the-forgotten-gem-of-instant-messaging.md</a></p></li>

<li><p><strong>Chat room search engine:</strong> várias salas temáticas para bater-papo
<a href="https://search.jabber.network/rooms/1" rel="nofollow">https://search.jabber.network/rooms/1</a></p></li>

<li><p><strong>The (Sad) State of Mobile XMPP in 2014:</strong>
<a href="https://op-co.de/blog/posts/mobile_xmpp_in_2014" rel="nofollow">https://op-co.de/blog/posts/mobile_xmpp_in_2014</a></p></li>

<li><p><strong>The State of Mobile XMPP in 2016:</strong>
<a href="https://gultsch.de/xmpp_2016.html" rel="nofollow">https://gultsch.de/xmpp_2016.html</a></p></li>

<li><p><strong>Clientes XMPP mais utilizados:</strong>
<a href="https://stats.jabberfr.org/d/000000002/jabberfr?orgId=1&amp;refresh=1m&amp;viewPanel=32" rel="nofollow">https://stats.jabberfr.org/d/000000002/jabberfr?orgId=1&amp;refresh=1m&amp;viewPanel=32</a></p></li>

<li><p><strong>XMPP: The Protocol for Open, Extensible Instant Messaging:</strong> brief history, open standards benefits, XML data, networks explained, extending, addresses, server federation
<a href="https://discourse.igniterealtime.org/t/xmpp-the-protocol-for-open-extensible-instant-messaging/94748" rel="nofollow">https://discourse.igniterealtime.org/t/xmpp-the-protocol-for-open-extensible-instant-messaging/94748</a></p></li>

<li><p><strong>Matrix and XMPP: Thoughts on Improving Messaging Protocols – Part 1</strong> Resource Penalty: Computing and Storage, comparison between XMPP and Matrix
<a href="https://www.process-one.net/blog/matrix-and-xmpp-thoughts-on-improving-messaging-protocols-part-1" rel="nofollow">https://www.process-one.net/blog/matrix-and-xmpp-thoughts-on-improving-messaging-protocols-part-1</a></p></li>

<li><p><strong>XMPP Interop Testing</strong>
<a href="https://xmpp-interop-testing.github.io" rel="nofollow">https://xmpp-interop-testing.github.io</a></p></li></ul>

<p>-** Comparison XMPP/Matrix**
<a href="https://www.freie-messenger.de/en/systemvergleich/xmpp-matrix/" rel="nofollow">https://www.freie-messenger.de/en/systemvergleich/xmpp-matrix/</a></p>

<h1 id="1-2-artigos-em-português">1.2. Artigos em português: 🇧🇷</h1>
<ul><li><p><strong>Wikipedia:</strong> <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Extensible_Messaging_and_Presence_Protocol" rel="nofollow">https://pt.wikipedia.org/wiki/Extensible_Messaging_and_Presence_Protocol</a> 🇧🇷</p></li>

<li><p><strong>LibrePlanet:</strong> O que é, por que usar (argumentos simples e avançados), curiosidades, como usar
<a href="https://libreplanet.org/wiki/XMPP.pt" rel="nofollow">https://libreplanet.org/wiki/XMPP.pt</a> 🇧🇷</p></li></ul>

<h3 id="explicações-em-português-feitas-pela-comunidade-brasileira-no-mastodon">Explicações em português feitas pela comunidade brasileira no Mastodon:</h3>
<ul><li><p><strong>Dicas para se iniciar com XMPP:</strong> padrão aberto e federado de chat
O que é XMPP, iniciação, recomendações, endereços, segurança
<a href="https://forum.ayom.media/post/60917" rel="nofollow">https://forum.ayom.media/post/60917</a> 🇧🇷</p></li>

<li><p><strong>Bolha Chat:</strong> o que é XMPP, privacidade e segurança, como ingressar, aplicativos compatíveis, grupo do fediverso
<a href="https://info.bolha.one/servicos/xmpp" rel="nofollow">https://info.bolha.one/servicos/xmpp</a> 🇧🇷</p></li></ul>

<h1 id="1-3-artigos-em-francês">1.3. Artigos em francês: 🇫🇷</h1>
<ul><li><strong>Messagerie instantanée – XMPP</strong></li></ul>

<p><a href="https://www.chapril.org/-XMPP-.html" rel="nofollow">https://www.chapril.org/-XMPP-.html</a></p>

<h1 id="2-servidores-xmpp">2. Servidores XMPP</h1>

<h2 id="2-1-ejabberd">2.1. Ejabberd</h2>
<ul><li><p><strong>Site oficial:</strong> <a href="https://www.ejabberd.im/index.html" rel="nofollow">https://www.ejabberd.im/index.html</a></p></li>

<li><p><strong>Introduction à XMPP avec ejabberd</strong> 🇫🇷
Instruções de instalação, configurações, módulos, banco de dados, desenvolver um cliente (2010)
<a href="https://connect.ed-diamond.com/GNU-Linux-Magazine/glmf-126/introduction-a-xmpp-avec-ejabberd" rel="nofollow">https://connect.ed-diamond.com/GNU-Linux-Magazine/glmf-126/introduction-a-xmpp-avec-ejabberd</a></p></li>

<li><p><strong>Jabber Wiki</strong> 🇫🇷
<a href="https://wiki.jabberfr.org/Accueil" rel="nofollow">https://wiki.jabberfr.org/Accueil</a></p></li>

<li><p><strong>ejabberd: The Versatile, Scalable and Secure Messaging Platform</strong>
<a href="https://www.process-one.net/ejabberd" rel="nofollow">https://www.process-one.net/ejabberd</a></p></li>

<li><p><strong>ejabberd:  Specification &amp; Reference Sheets</strong>
<a href="https://www.process-one.net/ejabberd-features" rel="nofollow">https://www.process-one.net/ejabberd-features</a></p></li>

<li><p><strong>jabber.at and the GDPR</strong>
<em>note to self: interessante o exercício do direito à exclusão dos dados, levar em consideração isso ao escolher um servidor</em>
<a href="https://jabber.at/b/jabber-at-and-the-gdpr" rel="nofollow">https://jabber.at/b/jabber-at-and-the-gdpr</a></p></li></ul>

<h2 id="2-2-prosody">2.2. Prosody</h2>
<ul><li><strong>Site oficial:</strong> <a href="https://prosody.im" rel="nofollow">https://prosody.im</a></li>
<li><strong>Blog oficial:</strong> <a href="https://blog.prosody.im" rel="nofollow">https://blog.prosody.im</a></li>
<li><strong>FAQ:</strong> <a href="https://prosody.im/doc/faq" rel="nofollow">https://prosody.im/doc/faq</a></li></ul>

<h1 id="3-sobre-omemo-criptografia-utilizada-pelo-xmpp">3. Sobre OMEMO (criptografia utilizada pelo XMPP):</h1>

<p><img src="https://conversations.im/images/omemo_logo.png" alt="Omemo logo"></p>

<p><strong>0384: OMEMO Encryption:</strong> Specifications
<a href="https://xmpp.org/extensions/xep-0384.html" rel="nofollow">https://xmpp.org/extensions/xep-0384.html</a></p>

<p><strong>OMEMO Multi-End Message and Object Encryption</strong>
<a href="https://conversations.im/omemo" rel="nofollow">https://conversations.im/omemo</a></p>

<p><strong>PDF: OMEMO: Cryptographic analysis repo (resultado de auditoria)</strong>
<a href="https://conversations.im/omemo/audit.pdf" rel="nofollow">https://conversations.im/omemo/audit.pdf</a></p>

<p><strong>Signal Encryption vs. XMPP Omemo</strong>
<a href="https://www.reddit.com/r/signal/comments/10edi7b/signal_encryption_vs_xmpp_omemo/" rel="nofollow">https://www.reddit.com/r/signal/comments/10edi7b/signal_encryption_vs_xmpp_omemo/</a></p>

<p><strong>Blind Trust Before Verification</strong>
<a href="https://gultsch.de/trust.html" rel="nofollow">https://gultsch.de/trust.html</a></p>

<h1 id="4-na-mídia">4. Na mídia</h1>

<p>This Is the Code the FBI Used to Wiretap the World (2022)
<a href="https://www.vice.com/en/article/anom-app-source-code-operation-trojan-shield-an0m/" rel="nofollow">https://www.vice.com/en/article/anom-app-source-code-operation-trojan-shield-an0m/</a></p>

<p>Hack Exposes Reams of Private Jabber Chats (2017)
<a href="https://www.vice.com/en/article/hack-exposes-reams-of-private-jabber-chats/" rel="nofollow">https://www.vice.com/en/article/hack-exposes-reams-of-private-jabber-chats/</a></p>

<p>The NSA Uses the Same Chat Protocol as Hackers and Activists (2014)
<a href="https://www.vice.com/en/article/the-nsa-uses-the-same-chat-protocol-as-hackers-and-activists/" rel="nofollow">https://www.vice.com/en/article/the-nsa-uses-the-same-chat-protocol-as-hackers-and-activists/</a></p>
]]></content:encoded>
      <author>skadi</author>
      <guid>https://bolha.blog/read/a/j0ytwshe6v</guid>
      <pubDate>Thu, 28 Nov 2024 11:29:00 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Teste do primeiro post.</title>
      <link>https://bolha.blog/arthurnanni/teste-do-primeiro-post</link>
      <description>&lt;![CDATA[Teste do primeiro post.&#xA;Entendendo o fediverso na sua totalidade.&#xA;&#xA;Título principal&#xA;&#xA;Título secundário&#xA;------------------------&#xA;&#xA;Parágrafo simples.&#xA;Parágrafo após&#xA;&#xA;Finalização&#xA;&#xA;Mais...]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Teste do primeiro post.
Entendendo o fediverso na sua totalidade.</p>

<p>Título principal
================</p>

<p>Título secundário</p>

<hr>

<p>Parágrafo simples.
Parágrafo após</p>

<p>Finalização</p>

<p>Mais...</p>
]]></content:encoded>
      <author>Permaculturando!</author>
      <guid>https://bolha.blog/read/a/2mlge70skf</guid>
      <pubDate>Sun, 17 Nov 2024 01:51:48 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>preciso aprender Github</title>
      <link>https://bolha.blog/atjohannesalbrecthatbolha-us/preciso-aprender-github</link>
      <description>&lt;![CDATA[preciso aprender Github&#xA;]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>preciso aprender Github</p>
]]></content:encoded>
      <author>@johannesalbrecth@bolha.us</author>
      <guid>https://bolha.blog/read/a/nom0o2icd0</guid>
      <pubDate>Sat, 16 Nov 2024 23:30:26 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>2024-11-06 Falha em discos</title>
      <link>https://bolha.blog/postmortem/2024-11-06-falha-em-discos</link>
      <description>&lt;![CDATA[Pessoal,&#xA;&#xA;Nosso servidor no DatabaseMart começou a se comportar de forma inesperada.&#xA;&#xA;O I/O de disco começou a subir muito e ficou impraticável manter a operação lá.&#xA;&#xA;O suporte não conseguiu solucionar, portanto, fizemos rollback para OVH.&#xA;&#xA;Estamos de volta na OVH, finalizando ainda algumas configurações.&#xA;&#xA;O que podemos melhorar?&#xA;&#xA;Vamos colocar o bolha.io, site estático fora da OVH para poder comunicar problemas quando ocorrem.&#xA;&#xA;Vamos colocar o mattermost.bolha.chat fora da OVH para que vocês possam falar conosco em caso de um problema nos servidores principais.&#xA;&#xA;Vamos criar uma conta no mastodon.social para informar de problema que possam estar acontecendo nos servidores da OVH.&#xA;&#xA;Vamos colocar um NGINX no servidor do KUMA (status.bolha.us) para não depender do NGINX que roda nos servidores da OVH.&#xA;&#xA;E os dados?&#xA;&#xA;Fizemos um backup ontem às 19hs das VMs do servidor da DatabaseMart e restauramos do lado de cá.&#xA;&#xA;Como podemos ver se está no ar ou não?&#xA;&#xA;Acesse sempre o https://status.bolha.us e https://bolha.io para ter informações.]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Pessoal,</p>

<p>Nosso servidor no DatabaseMart começou a se comportar de forma inesperada.</p>

<p>O I/O de disco começou a subir muito e ficou impraticável manter a operação lá.</p>

<p>O suporte não conseguiu solucionar, portanto, fizemos rollback para OVH.</p>

<p>Estamos de volta na OVH, finalizando ainda algumas configurações.</p>

<h2 id="o-que-podemos-melhorar">O que podemos melhorar?</h2>

<p>Vamos colocar o bolha.io, site estático fora da OVH para poder comunicar problemas quando ocorrem.</p>

<p>Vamos colocar o mattermost.bolha.chat fora da OVH para que vocês possam falar conosco em caso de um problema nos servidores principais.</p>

<p>Vamos criar uma conta no mastodon.social para informar de problema que possam estar acontecendo nos servidores da OVH.</p>

<p>Vamos colocar um NGINX no servidor do KUMA (status.bolha.us) para não depender do NGINX que roda nos servidores da OVH.</p>

<h2 id="e-os-dados">E os dados?</h2>

<p>Fizemos um backup ontem às 19hs das VMs do servidor da DatabaseMart e restauramos do lado de cá.</p>

<h2 id="como-podemos-ver-se-está-no-ar-ou-não">Como podemos ver se está no ar ou não?</h2>

<p>Acesse sempre o <a href="https://status.bolha.us" rel="nofollow">https://status.bolha.us</a> e <a href="https://bolha.io" rel="nofollow">https://bolha.io</a> para ter informações.</p>
]]></content:encoded>
      <author>postmortem</author>
      <guid>https://bolha.blog/read/a/w1o6hge1x5</guid>
      <pubDate>Fri, 08 Nov 2024 06:27:12 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Aprendendo  a desenhar: Parte 1</title>
      <link>https://bolha.blog/joaomneves/aprendendo-a-desenhar-parte-1</link>
      <description>&lt;![CDATA[Aprendendo  a desenhar: Parte 1&#xA;Ontem de madrgada decidi que eu iria me organizar para aprender a desenhar, habilidade que eu já queria queria desenvolver quando criança. Mas, eu só decidi começar recentemente, principalmente, porque eu estou consumindo mais quadrinhos, e conteúdos relacionados, e eu quero ter esse hobby, além disso, eventualmente vou aprender a desenvolver jogos e desenhar vai ser uma habilidade útil para isso. E, diante de tudo isso, eu decidi que nesse blog vou documentar o meu progresso nessa aventura.&#xA;&#xA;Para me organizar decidi escolher uma playlist de curso no youtube, e nela eu vou tentar fazer pelo menos 4 aulas por semana, além disso, sempre que eu não estiver fazendo nada vou fazer pequenos exercícios de fundamentos dodesenho, alternando os fundamentos a cada semana.&#xA; ]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Aprendendo  a desenhar: Parte 1
Ontem de madrgada decidi que eu iria me organizar para aprender a desenhar, habilidade que eu já queria queria desenvolver quando criança. Mas, eu só decidi começar recentemente, principalmente, porque eu estou consumindo mais quadrinhos, e conteúdos relacionados, e eu quero ter esse hobby, além disso, eventualmente vou aprender a desenvolver jogos e desenhar vai ser uma habilidade útil para isso. E, diante de tudo isso, eu decidi que nesse blog vou documentar o meu progresso nessa aventura.</p>

<p>Para me organizar decidi escolher uma playlist de curso no youtube, e nela eu vou tentar fazer pelo menos 4 aulas por semana, além disso, sempre que eu não estiver fazendo nada vou fazer pequenos exercícios de fundamentos dodesenho, alternando os fundamentos a cada semana.</p>
]]></content:encoded>
      <author>João Miguel Neves</author>
      <guid>https://bolha.blog/read/a/r0r7obs304</guid>
      <pubDate>Tue, 15 Oct 2024 19:04:17 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>O #fediverso é incrível.</title>
      <link>https://bolha.blog/atjohannesalbrecthatbolha-us/o-fediverso-e-incrivel</link>
      <description>&lt;![CDATA[O #fediverso é incrível. Tenho que entender mais...&#xA;]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>O #fediverso é incrível. Tenho que entender mais...</p>
]]></content:encoded>
      <author>@johannesalbrecth@bolha.us</author>
      <guid>https://bolha.blog/read/a/obl4rkkxuy</guid>
      <pubDate>Fri, 11 Oct 2024 08:05:46 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>A escrita acadêmica possui muitas regras e tem norma para tudo.</title>
      <link>https://bolha.blog/emanoel/a-escrita-academica-possui-muitas-regras-e-tem-norma-para-tudo-76jm</link>
      <description>&lt;![CDATA[A escrita acadêmica possui muitas regras e tem norma para tudo. Um caminho que você pode escolher é o utilizar modelos já prontos no overleaf. &#xA;&#xA;Nesse exemplo, a escrita de um capítulo de livro exigia que fosse utilizado um modelo da Sociedade Brasileira de Computação. Pronto! Não precisa se preocupar com as normas que regem a formatação. Já está tudo definido, basta se preocupar com a escrita de fato.]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>A escrita acadêmica possui muitas regras e tem norma para tudo. Um caminho que você pode escolher é o utilizar <a href="https://www.overleaf.com/latex/templates/instructions-for-authors-of-sbc-book-chapters/yyfwffnhzzkg" rel="nofollow">modelos já prontos no overleaf</a>.</p>

<p>Nesse exemplo, a escrita de um capítulo de livro exigia que fosse utilizado um modelo da Sociedade Brasileira de Computação. Pronto! Não precisa se preocupar com as normas que regem a formatação. Já está tudo definido, basta se preocupar com a escrita de fato.</p>
]]></content:encoded>
      <author>Blog do Emanoel</author>
      <guid>https://bolha.blog/read/a/p8u279x5bk</guid>
      <pubDate>Wed, 09 Oct 2024 13:12:58 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>2024-10-07, bookwyrm</title>
      <link>https://bolha.blog/operations/2024-10-07-bookwyrm</link>
      <description>&lt;![CDATA[Aumentandos o disco que é montado em /opt para 64 GB.&#xA;&#xA;[s]&#xA;Guto ]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Aumentandos o disco que é montado em /opt para 64 GB.</p>

<p>[s]
Guto</p>
]]></content:encoded>
      <author>operations</author>
      <guid>https://bolha.blog/read/a/vt5s1hmy5e</guid>
      <pubDate>Mon, 07 Oct 2024 09:03:28 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Invidious desativado</title>
      <link>https://bolha.blog/bolhaverso/invidious-desativado</link>
      <description>&lt;![CDATA[O Invidious é um frontend para o youtube, um projeto open source bem bacana que oferece uma interface sem propaganda ou rastreamento.&#xA;&#xA;Funcionou durante um bom tempo, mas hoje em dia o youtube bloqueia ele completamente.&#xA;&#xA;Ele rodava na url https://tube.bolha.tools.&#xA;&#xA;Como não funciona mais, estamos tirando do ar essa interface.&#xA;&#xA;Em breve traremos novos serviços.&#xA;&#xA;[s]&#xA;Guto&#xA;]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>O Invidious é um frontend para o youtube, um projeto open source bem bacana que oferece uma interface sem propaganda ou rastreamento.</p>

<p>Funcionou durante um bom tempo, mas hoje em dia o youtube bloqueia ele completamente.</p>

<p>Ele rodava na url <a href="https://tube.bolha.tools" rel="nofollow">https://tube.bolha.tools</a>.</p>

<p>Como não funciona mais, estamos tirando do ar essa interface.</p>

<p>Em breve traremos novos serviços.</p>

<p>[s]
Guto</p>
]]></content:encoded>
      <author>bolhaverso</author>
      <guid>https://bolha.blog/read/a/ioax6j4cw9</guid>
      <pubDate>Sun, 06 Oct 2024 18:06:06 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Novo Chat no Bolhaverso</title>
      <link>https://bolha.blog/bolhaverso/novo-chat-no-bolhaverso</link>
      <description>&lt;![CDATA[Novo chat na Bolha!&#xA;&#xA;https://mattermost.bolha.chat&#xA;&#xA;Mais um serviço para comunicação e integração do bolhaverso.&#xA;&#xA;Aberto e muito bem moderado.&#xA;&#xA;Todas as pessoas são bem vindas.&#xA;&#xA;[s]&#xA;Guto]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Novo chat na Bolha!</p>
<ul><li><a href="https://mattermost.bolha.chat" rel="nofollow">https://mattermost.bolha.chat</a></li></ul>

<p>Mais um serviço para comunicação e integração do bolhaverso.</p>

<p>Aberto e muito bem moderado.</p>

<p>Todas as pessoas são bem vindas.</p>

<p>[s]
Guto</p>
]]></content:encoded>
      <author>bolhaverso</author>
      <guid>https://bolha.blog/read/a/7ewoaahbn2</guid>
      <pubDate>Sun, 29 Sep 2024 13:08:54 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Downtime em 2024-09-26</title>
      <link>https://bolha.blog/postmortem/downtime-em-2024-09-26</link>
      <description>&lt;![CDATA[Ontem ocorreu um problema, não em nosso servidor, mas em nosso provedor.&#xA;&#xA;Nosso provedor informou que um RACK de REDE teve pane.&#xA;&#xA;Isso deixou nosso servidor fora no período da tarde por cerca de 4 horas.&#xA;&#xA;Já voltamos!&#xA;&#xA;[s]&#xA;Guto]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Ontem ocorreu um problema, não em nosso servidor, mas em nosso provedor.</p>

<p>Nosso provedor informou que um RACK de REDE teve pane.</p>

<p>Isso deixou nosso servidor fora no período da tarde por cerca de 4 horas.</p>

<p>Já voltamos!</p>

<p>[s]
Guto</p>
]]></content:encoded>
      <author>postmortem</author>
      <guid>https://bolha.blog/read/a/rno3dy1vw2</guid>
      <pubDate>Fri, 27 Sep 2024 13:48:41 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Matrixverso desativado</title>
      <link>https://bolha.blog/bolhaverso/matrixverso-desativado</link>
      <description>&lt;![CDATA[Infelizmente depois de dois anos tentando lidar com todos os problemas que vem junto o servidor synapse/matrix, a bolha decidiu seguir com XMPP, IRC e MatterMost daqui para frente.&#xA;&#xA;Quais problemas com o Matrix?&#xA;&#xA;Uso excessivo de espaço em disco&#xA;Necessidade de rodar vacuum-full no banco para liberar disco&#xA;Para rodar vacuum full precisa parar o serviço synapse&#xA;Canais com conteúdo proibido sendo criados pela federação&#xA;Ferramentas oficiais de moderação inexistentes&#xA;Ferramentas de moderação comunitárias limitadas&#xA;Lentidão na federação com a matrix.org&#xA;Arquitetura e protocolo com limitações e problemas&#xA;Controle para criação/moderação de contas limitadas&#xA;&#xA;Os canais com conteúdo adulto que eram replicados do matrix.org pra cá enchiam o disco em horas e demandavam manutenção constante, nosso time bloqueva um, apareciam mais quatro e enchiam o disco.&#xA;&#xA;Sabemos que existem plugins da comunidade que poderiam ser configurados para algum tipo de moderação mais eficaz, mais ainda assim, não resolviam os principais problemas de lentidão, moderação de contas, controle de conteúdo e consumo de disco. Cuidar de tudo isso, dessa forma manual, tinha um custo de tempo muito alto para nosso time.&#xA;&#xA;De ferramentas da comunidade chegamos a usar o Janitor e Matrix-admin, mas não foram suficientes para manter a saúde do serviço. Não chegamos a usar o Mjolnir ou outro serviço de moderação. &#xA;&#xA;Testamos outros servidores como Dentrite e Conduit, mas não achamos maduros para seguir com eles, além de que não tem como importar as contas e conteúdo do synpase, teria que começar do zero.&#xA;&#xA;Em resumo, a quantidade de trabalho e tempo que um servidor synapse/matrix demanda, foram pra gente os parâmetros mais importantes a nos levar a decidir a encerrar esse serviço. &#xA;&#xA;Para se ter uma ideia, ele demandava mais atenção que todos os outros serviços juntos. &#xA;&#xA;A maioria dos serviços do bolhaverso rodam sozinhos, automatizados, monitorados e tem baixa ou quase nenhuma manutenção.&#xA;&#xA;E agora?&#xA;&#xA;A bolha vai investir em outras ferramentas de chat.&#xA;&#xA;Estamos configurando os novos serviços e vamos liberar em breve.&#xA;&#xA;Os serviços escolhidos foram:&#xA;&#xA;XMPP/Ejabberd (Mensagem instantânea)&#xA;IRC/UnrealIRCd (Chat retrô)&#xA;Mattermost (Chat estilo Slack)&#xA;&#xA;Nossa ideia é que o servico de XMPP use autenticação do Bolha.us :)&#xA;&#xA;[s]&#xA;Guto]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Infelizmente depois de dois anos tentando lidar com todos os problemas que vem junto o servidor synapse/matrix, a bolha decidiu seguir com XMPP, IRC e MatterMost daqui para frente.</p>

<h2 id="quais-problemas-com-o-matrix">Quais problemas com o Matrix?</h2>
<ul><li>Uso excessivo de espaço em disco</li>
<li>Necessidade de rodar vacuum-full no banco para liberar disco</li>
<li>Para rodar vacuum full precisa parar o serviço synapse</li>
<li>Canais com conteúdo proibido sendo criados pela federação</li>
<li>Ferramentas oficiais de moderação inexistentes</li>
<li>Ferramentas de moderação comunitárias limitadas</li>
<li>Lentidão na federação com a matrix.org</li>
<li>Arquitetura e protocolo com limitações e problemas</li>
<li>Controle para criação/moderação de contas limitadas</li></ul>

<p>Os canais com conteúdo adulto que eram replicados do matrix.org pra cá enchiam o disco em horas e demandavam manutenção constante, nosso time bloqueva um, apareciam mais quatro e enchiam o disco.</p>

<p>Sabemos que existem plugins da comunidade que poderiam ser configurados para algum tipo de moderação mais eficaz, mais ainda assim, não resolviam os principais problemas de lentidão, moderação de contas, controle de conteúdo e consumo de disco. Cuidar de tudo isso, dessa forma manual, tinha um custo de tempo muito alto para nosso time.</p>

<p>De ferramentas da comunidade chegamos a usar o Janitor e Matrix-admin, mas não foram suficientes para manter a saúde do serviço. Não chegamos a usar o Mjolnir ou outro serviço de moderação.</p>

<p>Testamos outros servidores como Dentrite e Conduit, mas não achamos maduros para seguir com eles, além de que não tem como importar as contas e conteúdo do synpase, teria que começar do zero.</p>

<p>Em resumo, a quantidade de trabalho e tempo que um servidor synapse/matrix demanda, foram pra gente os parâmetros mais importantes a nos levar a decidir a encerrar esse serviço.</p>

<p>Para se ter uma ideia, ele demandava mais atenção que todos os outros serviços juntos.</p>

<p>A maioria dos serviços do bolhaverso rodam sozinhos, automatizados, monitorados e tem baixa ou quase nenhuma manutenção.</p>

<h2 id="e-agora">E agora?</h2>

<p>A bolha vai investir em outras ferramentas de chat.</p>

<p>Estamos configurando os novos serviços e vamos liberar em breve.</p>

<p>Os serviços escolhidos foram:</p>
<ul><li>XMPP/Ejabberd (Mensagem instantânea)</li>
<li>IRC/UnrealIRCd (Chat retrô)</li>
<li>Mattermost (Chat estilo Slack)</li></ul>

<p>Nossa ideia é que o servico de XMPP use autenticação do Bolha.us :)</p>

<p>[s]
Guto</p>
]]></content:encoded>
      <author>bolhaverso</author>
      <guid>https://bolha.blog/read/a/ejsf8kbjjj</guid>
      <pubDate>Fri, 27 Sep 2024 09:02:30 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Começando...</title>
      <link>https://bolha.blog/atjohannesalbrecthatbolha-us/comecando</link>
      <description>&lt;![CDATA[Começando...&#xA;Alguém poderia me ajudar??&#xA;Existe video no youtube?&#xA;]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Começando...
Alguém poderia me ajudar??
Existe video no youtube?</p>
]]></content:encoded>
      <author>@johannesalbrecth@bolha.us</author>
      <guid>https://bolha.blog/read/a/ahg50ozq4j</guid>
      <pubDate>Wed, 25 Sep 2024 16:18:08 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Fotografia</title>
      <link>https://bolha.blog/eruantanon/fotografia</link>
      <description>&lt;![CDATA[Da série &#34;A Dança das Fadas&#34;&#xA;set 2024&#xA;  Uma fotografia. O coração dispara e no rosto, um sorriso em esboço. Enquanto a minh’alma baila, no embalo da canção que é a tua efígie.&#xA;&#xA;Quem é ela? Aquela cujo olhar faz minh&#39;alma brilhar, cujos lábios recitam poesias mesmo em silêncio. Ela é, pois, a presença que habita meus sonhos e traz consigo a brisa do desejo.&#xA;&#xA;É noite, e mais uma vez me perco entre estas marés. Embriago-me na imensidão deste oceano castanho, nas joias enigmáticas que são teus olhos. E nesta imersão de sensações, desejos e memórias, relembro mais uma vez os momentos em que me agraciastes com tua presença.&#xA;&#xA;A primeira vez que a vi, estava de mãos dadas com outra pessoa. Não dei muita importância e, na verdade, quase não a notei. Anos depois, lembrei-me, quando outra vez mais, a vi. Não tu em carne e osso, mas na tua etérea presença, através de uma fotografia. Não uma fotografia tua no sentido de capturar tua imagem, mas uma fotografia da qual foste a fotógrafa. Um ramo com várias flores carmesins, em contraste com a luz do sol. Esta imagem, quem me mostrou foi aquele alguém com quem estiveste de mãos dadas muitos anos atrás, quando a vi pela primeira vez. E através de tal fotografia, por ti, me apaixonei.&#xA;&#xA;Levaram-se alguns anos até que eu conseguisse falar contigo, à distância, nas possibilidades de encontros que a grande rede nos oferece. Tudo começou com algumas &#34;curtidas&#34;, depois alguns comentários e, por fim, as conversas. Não lembro ao certo quando ou quem iniciou, mas, após centenas de mensagens trocadas, a vida — ou talvez o próprio destino — decidiu que deveríamos nos encontrar.&#xA;&#xA;Nos encontramos em uma das estações da Avenida Anhanguera, no cruzamento com a Avenida Goiás, onde anos atrás havia uma praça, a Praça dos Bandeirantes. Lembro-me de caminhar ao lado da minha mãe, sob as copas das árvores que adornavam aquele lugar. Agora, restam apenas uma estátua que homenageia um momento da trágica história de nosso povo e a lembrança do nosso primeiro encontro.&#xA;&#xA;Da calçada, a observei enquanto desembarcava na estação. Hoje, pensar nas palavras que possam descrever o que senti ao vê-la ali, a poucos metros de mim, é um árduo exercício.&#xA;&#xA;Tu surgiste, como a imagem de um anjo — ou da concepção que podemos ter sobre um anjo — com teus cabelos bailando ao ritmo das brisas criadas pelos veículos que passavam. Teu sorriso, como uma pintura de Michelangelo, te envolvia em uma aura de divina serenidade e beleza. Tu acenavas à medida que, lentamente, te aproximavas. Teu &#34;oi&#34; foi como uma tempestade de gafanhotos que fervilhava em minhas entranhas. E naquele instante, eu te amei.&#xA;&#xA;Fomos até um café anexo a uma livraria. Lembro-me de que tu escolheste um livro com poesias goianas, as quais dizias serem tuas favoritas, e desde então, as poesias do Planalto Central tornaram-se as minhas lembranças favoritas de ti. Pedimos algo para beber e conversamos; perguntei sobre ti, teus sonhos, teus interesses, desejos e temores. E tu me perguntaste sobre os meus.&#xA;&#xA;As conversas na rede continuaram, e me lembro que um dia te chamei para ir comigo à capital buscar algo — acho que um presente, não me lembro ao certo. Tu foste de bom grado e, no caminho, dentro do ônibus, observando teus gestos ao falar, teu sorriso e o brilho no teu olhar, tive a certeza de que te amar era a mais sensata das escolhas. De lá, por um acaso intencional de ambas as partes, fomos para casa. Ficamos a tarde conversando, deitados um ao lado do outro, ouvindo Sinatra. Compondo uma canção para ti, no fim da tarde, quando o sol lentamente se ocultava entre as curvas da Serra das Areias, tu me perguntaste: &#34;Sabe por que eu não te beijo?&#34; Respondi negativamente, balançando a cabeça. Tu desviaste o olhar e, timidamente, me falaste teus motivos. Em resposta, eu apenas disse: &#34;Se é o que tu desejas, faze.&#34; Era 20 de outubro de 2018, um sábado. Nossos lábios se encontraram e, por breves instantes, nos fizemos um só.&#xA;&#xA;  Meu ser se tornou etéreo, fundindo-se a uma existência maior que o próprio universo: estrelas, supernovas e constelações, o farfalhar das folhas, o dançar das ondas do mar, os ventos cósmicos, as tempestades solares, a escuridão do vasto infinito. Fui e senti o todo e o nada. Naqueles instantes, tu, com tua fagulha divina, me fizeste sentir o sagrado e então descobri que deuses existiam, e tu eras a minha deusa.&#xA;&#xA;Após o beijo, os encontros tornaram-se frequentes, e as trocas, intensas, como se o tempo se dissolvesse em cada toque. Teus lábios me devoravam com uma paixão voraz, enquanto tuas unhas me rasgavam suavemente. Os suspiros e gemidos se entrelaçavam no ar, e o calor do nosso corpo se fundia em um só, criando uma sinfonia de sensações. Teus braços me envolviam como um abrigo seguro, e tua presença aquecia minh&#39;alma, como um sol radiante em um dia de inverno.&#xA;&#xA;Teus olhares, profundos e penetrantes, vasculhavam os recônditos do meu ser, desnudando segredos que eu mal sabia que existiam. As cordas de sisal, os nós e as tranças entrelaçavam nosso prazer quase indissolúvel.&#xA;&#xA;Recordo-me das vezes em que te visitei na faculdade, das caminhadas por entre os bosques, das pinturas que fiz em tua pele, e o anel que trancei com fibras de um cipó. Tu eras genuína, uma essência pura e vibrante; tu eras sincera; tu eras entrega e promessa. Mas, ao mesmo tempo, eras também angústia e medo, como sombras que dançavam à luz da nossa paixão.&#xA;&#xA;Nossa paixão foi tão breve quanto as flores da primavera, cujas cores saturam-se lentamente ao iniciar do verão.&#xA;&#xA;Um dia, tu me perguntaste por que ainda não nos havíamos juntado um ao outro - em carne e fluídos. Fiquei em silêncio, estagnando diante tua pergunta. Tu me confessaste que não querias que nos reduzíssemos a isso, que fôssemos mais do que carne, suor e gemidos. Era 23 de novembro de 2018 e, até hoje, não consigo entender completamente os motivos que te levaram a essa conversa. Apenas sei que, após dois dias de silêncio, tu escreveste o parágrafo final da nossa história. &#xA;&#xA;Semanas depois, nos encontramos e conversamos. Como amigos, caminhamos juntos pelo bosque, sob a tênue luz do sol da manhã. Passamos aquele dia quase em total silêncio, imersos em uma cumplicidade que falava mais do que palavras poderiam expressar.&#xA;&#xA;  Era fim de tarde quando você, junto ao sol, desapareceu no horizonte. O crepúsculo de um sonho. Partiu. Sem nenhuma palavra. E após este fatídico dia tudo mais se fez silêncio.&#xA;&#xA;Carrego comigo as lembranças de ti, do romance, da amizade e do companheirismo que perduraram, mesmo diante das tempestades. Também guardo as fotografias, e entre elas, há uma que é especialmente significativa.&#xA;&#xA;  Uma fotografia. O coração dispara e no rosto, um sorriso em esboço. Enquanto a minh’alma baila, no embalo da canção que é a tua efígie.]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<h2 id="da-série-a-dança-das-fadas">Da série “A Dança das Fadas”</h2>

<h3 id="set-2024">set 2024</h3>

<blockquote><p>Uma fotografia. O coração dispara e no rosto, um sorriso em esboço. Enquanto a minh’alma baila, no embalo da canção que é a tua efígie.</p></blockquote>

<p>Quem é ela? Aquela cujo olhar faz minh&#39;alma brilhar, cujos lábios recitam poesias mesmo em silêncio. Ela é, pois, a presença que habita meus sonhos e traz consigo a brisa do desejo.</p>

<p>É noite, e mais uma vez me perco entre estas marés. Embriago-me na imensidão deste oceano castanho, nas joias enigmáticas que são teus olhos. E nesta imersão de sensações, desejos e memórias, relembro mais uma vez os momentos em que me agraciastes com tua presença.</p>

<p>A primeira vez que a vi, estava de mãos dadas com outra pessoa. Não dei muita importância e, na verdade, quase não a notei. Anos depois, lembrei-me, quando outra vez mais, a vi. Não tu em carne e osso, mas na tua etérea presença, através de uma fotografia. Não uma fotografia tua no sentido de capturar tua imagem, mas uma fotografia da qual foste a fotógrafa. Um ramo com várias flores carmesins, em contraste com a luz do sol. Esta imagem, quem me mostrou foi aquele alguém com quem estiveste de mãos dadas muitos anos atrás, quando a vi pela primeira vez. E através de tal fotografia, por ti, me apaixonei.</p>

<p>Levaram-se alguns anos até que eu conseguisse falar contigo, à distância, nas possibilidades de encontros que a grande rede nos oferece. Tudo começou com algumas “curtidas”, depois alguns comentários e, por fim, as conversas. Não lembro ao certo quando ou quem iniciou, mas, após centenas de mensagens trocadas, a vida — ou talvez o próprio destino — decidiu que deveríamos nos encontrar.</p>

<p>Nos encontramos em uma das estações da Avenida Anhanguera, no cruzamento com a Avenida Goiás, onde anos atrás havia uma praça, a Praça dos Bandeirantes. Lembro-me de caminhar ao lado da minha mãe, sob as copas das árvores que adornavam aquele lugar. Agora, restam apenas uma estátua que homenageia um momento da trágica história de nosso povo e a lembrança do nosso primeiro encontro.</p>

<p>Da calçada, a observei enquanto desembarcava na estação. Hoje, pensar nas palavras que possam descrever o que senti ao vê-la ali, a poucos metros de mim, é um árduo exercício.</p>

<p>Tu surgiste, como a imagem de um anjo — ou da concepção que podemos ter sobre um anjo — com teus cabelos bailando ao ritmo das brisas criadas pelos veículos que passavam. Teu sorriso, como uma pintura de Michelangelo, te envolvia em uma aura de divina serenidade e beleza. Tu acenavas à medida que, lentamente, te aproximavas. Teu “oi” foi como uma tempestade de gafanhotos que fervilhava em minhas entranhas. E naquele instante, eu te amei.</p>

<p>Fomos até um café anexo a uma livraria. Lembro-me de que tu escolheste um livro com poesias goianas, as quais dizias serem tuas favoritas, e desde então, as poesias do Planalto Central tornaram-se as minhas lembranças favoritas de ti. Pedimos algo para beber e conversamos; perguntei sobre ti, teus sonhos, teus interesses, desejos e temores. E tu me perguntaste sobre os meus.</p>

<p>As conversas na rede continuaram, e me lembro que um dia te chamei para ir comigo à capital buscar algo — acho que um presente, não me lembro ao certo. Tu foste de bom grado e, no caminho, dentro do ônibus, observando teus gestos ao falar, teu sorriso e o brilho no teu olhar, tive a certeza de que te amar era a mais sensata das escolhas. De lá, por um acaso intencional de ambas as partes, fomos para casa. Ficamos a tarde conversando, deitados um ao lado do outro, ouvindo Sinatra. Compondo uma canção para ti, no fim da tarde, quando o sol lentamente se ocultava entre as curvas da Serra das Areias, tu me perguntaste: “Sabe por que eu não te beijo?” Respondi negativamente, balançando a cabeça. Tu desviaste o olhar e, timidamente, me falaste teus motivos. Em resposta, eu apenas disse: “Se é o que tu desejas, faze.” Era 20 de outubro de 2018, um sábado. Nossos lábios se encontraram e, por breves instantes, nos fizemos um só.</p>

<blockquote><p>Meu ser se tornou etéreo, fundindo-se a uma existência maior que o próprio universo: estrelas, supernovas e constelações, o farfalhar das folhas, o dançar das ondas do mar, os ventos cósmicos, as tempestades solares, a escuridão do vasto infinito. Fui e senti o todo e o nada. Naqueles instantes, tu, com tua fagulha divina, me fizeste sentir o sagrado e então descobri que deuses existiam, e tu eras a minha deusa.</p></blockquote>

<p>Após o beijo, os encontros tornaram-se frequentes, e as trocas, intensas, como se o tempo se dissolvesse em cada toque. Teus lábios me devoravam com uma paixão voraz, enquanto tuas unhas me rasgavam suavemente. Os suspiros e gemidos se entrelaçavam no ar, e o calor do nosso corpo se fundia em um só, criando uma sinfonia de sensações. Teus braços me envolviam como um abrigo seguro, e tua presença aquecia minh&#39;alma, como um sol radiante em um dia de inverno.</p>

<p>Teus olhares, profundos e penetrantes, vasculhavam os recônditos do meu ser, desnudando segredos que eu mal sabia que existiam. As cordas de sisal, os nós e as tranças entrelaçavam nosso prazer quase indissolúvel.</p>

<p>Recordo-me das vezes em que te visitei na faculdade, das caminhadas por entre os bosques, das pinturas que fiz em tua pele, e o anel que trancei com fibras de um cipó. Tu eras genuína, uma essência pura e vibrante; tu eras sincera; tu eras entrega e promessa. Mas, ao mesmo tempo, eras também angústia e medo, como sombras que dançavam à luz da nossa paixão.</p>

<p>Nossa paixão foi tão breve quanto as flores da primavera, cujas cores saturam-se lentamente ao iniciar do verão.</p>

<p>Um dia, tu me perguntaste por que ainda não nos havíamos juntado um ao outro – em carne e fluídos. Fiquei em silêncio, estagnando diante tua pergunta. Tu me confessaste que não querias que nos reduzíssemos a isso, que fôssemos mais do que carne, suor e gemidos. Era 23 de novembro de 2018 e, até hoje, não consigo entender completamente os motivos que te levaram a essa conversa. Apenas sei que, após dois dias de silêncio, tu escreveste o parágrafo final da nossa história.</p>

<p>Semanas depois, nos encontramos e conversamos. Como amigos, caminhamos juntos pelo bosque, sob a tênue luz do sol da manhã. Passamos aquele dia quase em total silêncio, imersos em uma cumplicidade que falava mais do que palavras poderiam expressar.</p>

<blockquote><p>Era fim de tarde quando você, junto ao sol, desapareceu no horizonte. O crepúsculo de um sonho. Partiu. Sem nenhuma palavra. E após este fatídico dia tudo mais se fez silêncio.</p></blockquote>

<p>Carrego comigo as lembranças de ti, do romance, da amizade e do companheirismo que perduraram, mesmo diante das tempestades. Também guardo as fotografias, e entre elas, há uma que é especialmente significativa.</p>

<blockquote><p>Uma fotografia. O coração dispara e no rosto, um sorriso em esboço. Enquanto a minh’alma baila, no embalo da canção que é a tua efígie.</p></blockquote>
]]></content:encoded>
      <author>Memórias Invisíveis</author>
      <guid>https://bolha.blog/read/a/n5q0g375vu</guid>
      <pubDate>Tue, 24 Sep 2024 14:35:59 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Semana do Software Livre no Brasil (23 a 28 de setembro de 2024)</title>
      <link>https://bolha.blog/fediversando/semana-do-software-livre-no-brasil-23-a-28-de-setembro-de-2024</link>
      <description>&lt;![CDATA[alt text&#xA;&#xA;Sobre&#xA;Um circuito de palestras que abordará, em mais de uma oportunidade, o Fediverso. Link oficial do evento: https://gralha.cc/ssl-br&#xA;&#xA;Programação&#xA;Confira aqui a programação completa do evento.&#xA;&#xA;Assista&#xA;Para assistir ao vivo ou na versão gravada, siga o perfil @movimentosoftwarelivre@fediverse.tv ou acesse: https://fediverse.tv/c/movimentosoftwarelivre/videos&#xA;&#xA;Participe&#xA;Não é necessário cadastro para assistir, nem para comentar. Para mudar seu nome de usuário, digite: /nick meunovonick. Uma sugestão é deixar seu nome de usuário utilizado no Mastodon (ou de outro serviço do Fediverso). Exemplo: /nick @usuario@instancia.&#xA;&#xA;Divulgue&#xA;Para divulgar o evento ou pesquisar sobre ele, utilize as tags abaixo na redes dentro e fora do Fediverso:&#xA;&#xA;#SSLBR #SoftwareLivrenoBrasil #41anosdoprojetoGNU #SemanaDoSoftwareLivreNoBrasil &#xA;&#xA;Atualizações&#xA;Eventuais links e informações adicionais serão postados aqui. Caso queira acompanhar, recomendo adicionar a página desta postagem em seus favoritos para consulta futura.]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p><img src="https://i.imgur.com/qAI1Y6M.png" alt="alt text" title="Logo do Movimento Software Livre, com a figura cartunesca de um gnu dentro de um círculo e o nome Movimento Software Livre circundando as bordas"></p>

<h2 id="sobre">Sobre</h2>

<p>Um circuito de palestras que abordará, em mais de uma oportunidade, o Fediverso. Link oficial do evento: <a href="https://gralha.cc/ssl-br" rel="nofollow">https://gralha.cc/ssl-br</a></p>

<h2 id="programação">Programação</h2>

<p>Confira <a href="https://plantaformas.org/conferences/semana-software-livre-brasil/program/154" rel="nofollow">aqui</a> a programação completa do evento.</p>

<h2 id="assista">Assista</h2>

<p>Para assistir ao vivo ou na versão gravada, siga o perfil @movimentosoftwarelivre@fediverse.tv ou acesse: <a href="https://fediverse.tv/c/movimentosoftwarelivre/videos" rel="nofollow">https://fediverse.tv/c/movimentosoftwarelivre/videos</a></p>

<h2 id="participe">Participe</h2>

<p>Não é necessário cadastro para assistir, nem para comentar. Para mudar seu nome de usuário, digite: <code>/nick meunovonick</code>. Uma sugestão é deixar seu nome de usuário utilizado no Mastodon (ou de outro serviço do Fediverso). Exemplo: <code>/nick @usuario@instancia</code>.</p>

<h2 id="divulgue">Divulgue</h2>

<p>Para divulgar o evento ou pesquisar sobre ele, utilize as tags abaixo na redes dentro e fora do Fediverso:</p>

<p>#SSLBR #SoftwareLivrenoBrasil #41anosdoprojetoGNU #SemanaDoSoftwareLivreNoBrasil</p>

<h2 id="atualizações">Atualizações</h2>

<p>Eventuais links e informações adicionais serão postados aqui. Caso queira acompanhar, recomendo adicionar a página desta postagem em seus favoritos para consulta futura.</p>
]]></content:encoded>
      <author>fediversando</author>
      <guid>https://bolha.blog/read/a/15jh9o9ja7</guid>
      <pubDate>Mon, 23 Sep 2024 23:45:45 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Dicas de apps open source</title>
      <link>https://bolha.blog/notas-do-rodrigues/dicas-de-apps-open-source</link>
      <description>&lt;![CDATA[Faz algum tempo que parei de usar as redes sociais tradicionais. Em vez disso, comecei a expl...continuar lendo]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Faz algum tempo que parei de usar as redes sociais tradicionais. Em vez disso, comecei a expl...<a href="https://telegra.ph/Dicas-de-apps-open-source-09-18-2" rel="nofollow"><strong>continuar lendo</strong></a></p>
]]></content:encoded>
      <author>Notas do Rodrigues</author>
      <guid>https://bolha.blog/read/a/ocym0hqpb2</guid>
      <pubDate>Wed, 18 Sep 2024 08:03:32 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Parasitismo, o dossiê do agro</title>
      <link>https://bolha.blog/notas-do-rodrigues/parasitismo-o-dossie-do-agro</link>
      <description>&lt;![CDATA[O agronegócio brasileiro, um dos setores que mais cresce nos dias atuais, além de ser esse verdadeiro fenômeno do capitalismo brasileiro o agro é, também, o seguimento que detém maior capital político no país com bancadas inteiras no congresso nacional para brigar por seus interesses, a Bancada Ruralista é composta por 324 parlamentares na Câmara de um total de 513 deputados, ou seja, mais da metade da casa.&#xA;&#xA;Veremos como o casamento do agronegócio com o mundo feroz da política brasileira garantiu a prosperidade dos negócios de commodities no país. Entenderemos como a soja impulsiona o avanço constante e imparável do agronegócio levando ao desrespeito a terras indígenas e contribuindo para o desmatamento. Mostraremos que a irrisória participação do agro no PIB é socialmente insignificante uma vez que goza de privilégios fiscais absurdos e no final poderemos ter uma luz de entendimento sobre a verdadeira face do agronegócio e porque somos forçados a acreditar que o agro é pop, é tech e tudo isso que a Globo tenta nos enfiar goela a baixo.&#xA;&#xA;Por que o Brasil, segundo maior produtor agrícola do mundo, ainda entra no mapa da fome? &#xA;&#xA;Uma das maiores contradições do Brasil é o fato do país ocupar a segunda posição entre os maiores produtores agrícolas do mundo perdendo apenas para os Estados Unidos e ainda assim em várias ocasiões o país acabou entrando no mapa da fome parece até um paradoxo, mas de paradoxo não tem nada.&#xA;&#xA;A explicação é bem simples tudo que o agronegócio produz está destinado ao mercado europeu, estadunidense e chinês, ou seja, toda produção é destinadas à exportação e tem como carro chefe a soja.&#xA;&#xA;  O principal destino da soja é a ração animal. Na União Europeia (UE), 87% do grão são transformados em alimento para animais, 6% em biodiesel e 7% em alimento para a população. DW &#xA;&#xA;Tendo a soja como principal commodity outras culturas como arroz, feijão e milho começaram a perder espaço no mundo do agro e não devemos desprezar a importância dessas culturas pra alimentação humana uma vez que a soja é quase exclusivamente para uso animal.&#xA;&#xA;Matéria do Brasil de Fato mostra o avanço da soja frente a outras culturas, arroz, feijão e milho: A área ocupada por lavouras de soja no Brasil deve atingir, em 2033, 55 milhões de hectares –cerca de 85% a mais do que ocupava em 2013. Nesse mesmo período, a área dedicada à plantação de arroz e feijão cairá 61% e passará a somar 2,2 milhões de hectares.&#xA;&#xA;  Com um saldo de US$ 43,7 bilhões (cerca de R$ 210 bi) no acumulado do ano, as exportações do agronegócio brasileiro em abril de 2022, de acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), foram 81,6% maiores que o mesmo mês de 2019, 52,3% maiores que em 2020 e 14,9% que 2021.&#xA;&#xA;  Contraditoriamente, nesse mesmo período, entre 2019 e o fim de 2021, a população vivendo abaixo da linha da pobreza no Brasil saltou, segundo a FGV Social, de 23 para 28 milhões de pessoas.&#xA;&#xA;  Commodity não enche barriga:&#xA;&#xA;  &#34;O agronegócio não produz comida. Produz commodities&#34; , sintetiza Kelli Maffort, da direção nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). &#xA;&#xA;  Brasil de Fato&#xA;&#xA;Pop mesmo é não pagar impostos. &#xA;&#xA;Focado no mercado internacional e nas mãos de grandes burgueses ruralistas é praticamente impossível imaginar o agronegócio distante da política e dos privilégios proporcionado por ela e é essa carta na manga que o agro usa e abusa para manter seus lucros e conquistar privilégios como isenção de vários impostos como o ITR (Imposto Territórial Rural algo equivalente ao IPTU nas cidades) e isenção de imposto sobre exportações que é o mais grave isso significa que o agronegócio que tem um mercado exclusivamente voltado para o mercado internacional não paga impostos sobre exportações pra União.&#xA;&#xA;Segundo a Rede Brasil Atual (RBA) a arrecadação do ITR no Brasil representa menos de 0, 1% da receita de tributos da União. E as alíquotas do imposto estão congeladas a mais de 40 anos. Assim, o país deixa de arrecadar R$ 14,3 bilhões a cada ano, presente do estado brasileiro para o agro.&#xA;&#xA;  Para efeito de comparação, enquanto apenas a cidade de São Paulo arrecadou quase R$ 10 bilhões de IPTU em 2018, as mais de 5 milhões de propriedades rurais em todo o país arrecadaram somente R$ 1,5 bilhão, naquele mesmo ano. “Na terra do agro, praticamente não se paga imposto sobre terra”.&#xA;&#xA;Além de usufruir de um ITR irrisório o agronegócio conta com uma série de privilégios fiscais como a já mencionada isenção tributária na produção voltada à exportação, a soja, carro chefe do agro, recebe quase R$ 60 bilhões ao ano de isenção, isto é, dinheiro que poderia ser usado pelo estado para aplicar em áreas como a educação, saúde e etc. mais um mimo do estado para o agronegócio.&#xA;&#xA;  Todas as vendas de produtos do agronegócio para fora do Brasil em 2019 renderam aos cofres públicos apenas R$ 16,3 mil em imposto de exportação. A cifra representa 0,000003% do valor total das vendas, ou seja, o Estado brasileiro arrecadou um centavo em imposto de exportação a cada R$ 323 mil faturados.&#xA;&#xA;  Brasil de Fato &#xA;&#xA;Além de todo esse zelo e  protecionismo do estado o agronegócio potencializa sua influencia comprando parlamentares para representar seus interesses no congresso nacional formando a conhecida e famigerada bancada do boi  ou bancada ruralista. Os defensores do agro na câmara dos deputados somam 324 parlamentares isto é mais da metade da casa, no Senado também são a maioria e contam com 50 parlamentares de um total de 80. Esses parlamentares sempre estão muito ocupados defendendo os grileiros, o desmatamento, tentando incriminar o MST e promovendo o discurso contra os povos indígenas.&#xA;&#xA;Impactos ambientais e morte&#xA;&#xA;Segundo a agência DW o cultivo da soja está impulsionando o desmatamento de florestas na América do Sul causando sérios impactos ambientais sendo uma cultura exclusivamente destinada à exportação dificilmente acaba no prato pois seu destino final será como ração animal na Europa e na China.&#xA;&#xA;A demanda exige mais terras gerando mais desmatamento e invasões de reservas indígenas culminando em  lutas infindáveis e cruéis contra os povos indígenas. O agro é um oponente demasiadamente forte pois possui recursos e tem o aparato estatal a seu lado e torna-se cada vez mais comum ver nos telejornais indígenas sendo mortos e expulsos de suas terras –não é estranho que esta situação não tenha se resolvido e se estende por meses e anos? Tudo leva a crê que o próprio estado brasileiro não possui as forças necessárias para resolver essas questões.&#xA;&#xA;  Marco temporal é parte de uma estratégia de ruralistas e agricultores para barrar o avanço das demarcações de TI(Terras Indígenas) no Brasil.&#xA;&#xA;Ao contrário do que dizem o agronegócio não tem nada de pop, não é o agronegócio que carrega o Brasil nas costas é exatamente o contrário! tudo isso não passa de uma maquiagem para esconder a verdadeira face do agro, o agronegócio é o privilégio fiscal, o não-pagamento de impostos, a destruição do meio ambiente, é o desmatamento, a invasão de terras indígenas e o assassinato de indígenas, é a defesa dos grileiros e o ódio às famílias do MST.&#xA;&#xA;Não adianta ter uma notória participação no PIB quando está sendo privilegiado por isenções de impostos anulando toda e qualquer possibilidade de participação social no país. Com essa manobra o estado entrega ao agronegócio todos os impostos que poderiam ser usados na saúde ou educação –Será o papel do agronegócio brasileiro apenas ser a horta dos  estrangeiros e nada mais além disso.]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>O agronegócio brasileiro, um dos setores que mais cresce nos dias atuais, além de ser esse verdadeiro fenômeno do capitalismo brasileiro o agro é, também, o seguimento que detém maior capital político no país com bancadas inteiras no congresso nacional para brigar por seus interesses, a Bancada Ruralista é composta por 324 parlamentares na Câmara de um total de 513 deputados, ou seja, mais da metade da casa.</p>

<p>Veremos como o casamento do agronegócio com o mundo feroz da política brasileira garantiu a prosperidade dos negócios de commodities no país. Entenderemos como a soja impulsiona o avanço constante e imparável do agronegócio levando ao desrespeito a terras indígenas e contribuindo para o desmatamento. Mostraremos que a irrisória participação do agro no PIB é socialmente insignificante uma vez que goza de privilégios fiscais absurdos e no final poderemos ter uma luz de entendimento sobre a verdadeira face do agronegócio e porque somos forçados a acreditar que o agro é pop, é tech e tudo isso que a Globo tenta nos enfiar goela a baixo.</p>

<h3 id="por-que-o-brasil-segundo-maior-produtor-agrícola-do-mundo-ainda-entra-no-mapa-da-fome">Por que o Brasil, segundo maior produtor agrícola do mundo, ainda entra no mapa da fome?</h3>

<p>Uma das maiores contradições do Brasil é o fato do país ocupar a segunda posição entre os maiores produtores agrícolas do mundo perdendo apenas para os Estados Unidos e ainda assim em várias ocasiões o país acabou entrando no mapa da fome parece até um paradoxo, mas de paradoxo não tem nada.</p>

<p>A explicação é bem simples tudo que o agronegócio produz está destinado ao mercado europeu, estadunidense e chinês, ou seja, toda produção é destinadas à exportação e tem como carro chefe a soja.</p>

<blockquote><p><em>O principal destino da soja é a ração animal. Na União Europeia (UE), 87% do grão são transformados em alimento para animais, 6% em biodiesel e 7% em alimento para a população.</em> <a href="https://www.dw.com/pt-br/o-duplo-impacto-da-soja-para-o-clima/a-50417730" rel="nofollow"><em>DW</em></a></p></blockquote>

<p>Tendo a soja como principal commodity outras culturas como arroz, feijão e milho começaram a perder espaço no mundo do agro e não devemos desprezar a importância dessas culturas pra alimentação humana uma vez que a soja é quase exclusivamente para uso animal.</p>

<p>Matéria do <a href="https://www.brasildefato.com.br/2023/09/08/lavoura-de-soja-vai-quase-dobrar-em-20-anos-e-chegar-a-25-vezes-area-de-arroz-e-feijao" rel="nofollow">Brasil de Fato</a> mostra o avanço da soja frente a outras culturas, arroz, feijão e milho: A área ocupada por lavouras de soja no Brasil deve atingir, em 2033, 55 milhões de hectares –cerca de 85% a mais do que ocupava em 2013. Nesse mesmo período, a área dedicada à plantação de arroz e feijão cairá 61% e passará a somar 2,2 milhões de hectares.</p>

<blockquote><p><em>Com um saldo de US$ 43,7 bilhões (cerca de R$ 210 bi) no acumulado do ano, as exportações do agronegócio brasileiro em abril de 2022, de acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), foram 81,6% maiores que o mesmo mês de 2019, 52,3% maiores que em 2020 e 14,9% que 2021.</em></p>

<p><em>Contraditoriamente, nesse mesmo período, entre 2019 e o fim de 2021, a população vivendo abaixo da linha da pobreza no Brasil saltou, segundo a FGV Social, de 23 para 28 milhões de pessoas.</em></p>

<p><em>Commodity não enche barriga:</em></p>

<p><em>“O agronegócio não produz comida. Produz commodities” , sintetiza Kelli Maffort, da direção nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).</em></p>

<p><a href="https://www.brasildefato.com.br/2022/06/05/agro-e-pop-devastacao-ambiental-fome-e-inflacao-entenda-porque-o-modelo-e-insustentavel" rel="nofollow"><em>Brasil de Fato</em></a></p></blockquote>

<h3 id="pop-mesmo-é-não-pagar-impostos">Pop mesmo é não pagar impostos.</h3>

<p>Focado no mercado internacional e nas mãos de grandes burgueses ruralistas é praticamente impossível imaginar o agronegócio distante da política e dos privilégios proporcionado por ela e é essa carta na manga que o agro usa e abusa para manter seus lucros e conquistar privilégios como isenção de vários impostos como o ITR (Imposto Territórial Rural algo equivalente ao IPTU nas cidades) e isenção de imposto sobre exportações que é o mais grave isso significa que o agronegócio que tem um mercado exclusivamente voltado para o mercado internacional não paga impostos sobre exportações pra União.</p>

<p>Segundo a <a href="https://www.redebrasilatual.com.br/cidadania/campanha-denuncia-privilegios-dos-super-ricos-do-agronegocio/" rel="nofollow">Rede Brasil Atual (RBA)</a> a arrecadação do ITR no Brasil representa menos de 0, 1% da receita de tributos da União. E as alíquotas do imposto estão congeladas a mais de 40 anos. Assim, o país deixa de arrecadar R$ 14,3 bilhões a cada ano, presente do estado brasileiro para o agro.</p>

<blockquote><p><em>Para efeito de comparação, enquanto apenas a cidade de São Paulo arrecadou quase R$ 10 bilhões de IPTU em 2018, as mais de 5 milhões de propriedades rurais em todo o país arrecadaram somente R$ 1,5 bilhão, naquele mesmo ano. “Na terra do agro, praticamente não se paga imposto sobre terra”</em>.</p></blockquote>

<p>Além de usufruir de um ITR irrisório o agronegócio conta com uma série de privilégios fiscais como a já mencionada isenção tributária na produção voltada à exportação, a soja, carro chefe do agro, recebe quase R$ 60 bilhões ao ano de isenção, isto é, dinheiro que poderia ser usado pelo estado para aplicar em áreas como a educação, saúde e etc. mais um mimo do estado para o agronegócio.</p>

<blockquote><p><em>Todas as vendas de produtos do agronegócio para fora do Brasil em 2019 renderam aos cofres públicos apenas R$ 16,3 mil em imposto de exportação. A cifra representa 0,000003% do valor total das vendas, ou seja, o Estado brasileiro arrecadou um centavo em imposto de exportação a cada R$ 323 mil faturados.</em></p>

<p><a href="https://www.brasildefato.com.br/2020/12/08/agronegocio-pagou-apenas-r-16-3-mil-em-imposto-de-exportacao-durante-todo-2019" rel="nofollow"><em>Brasil de Fato</em></a></p></blockquote>

<p>Além de todo esse zelo e  protecionismo do estado o agronegócio potencializa sua influencia comprando parlamentares para representar seus interesses no congresso nacional formando a conhecida e famigerada bancada do boi  ou bancada ruralista. Os defensores do agro na câmara dos deputados somam 324 parlamentares isto é mais da metade da casa, no Senado também são a maioria e contam com 50 parlamentares de um total de 80. Esses parlamentares sempre estão muito ocupados defendendo os grileiros, o desmatamento, tentando incriminar o MST e promovendo o discurso contra os povos indígenas.</p>

<h2 id="impactos-ambientais-e-morte">Impactos ambientais e morte</h2>

<p>Segundo a agência <a href="https://www.dw.com/pt-br/o-duplo-impacto-da-soja-para-o-clima/a-50417730" rel="nofollow">DW</a> o cultivo da soja está impulsionando o desmatamento de florestas na América do Sul causando sérios impactos ambientais sendo uma cultura exclusivamente destinada à exportação dificilmente acaba no prato pois seu destino final será como ração animal na Europa e na China.</p>

<p>A demanda exige mais terras gerando mais desmatamento e invasões de reservas indígenas culminando em  lutas infindáveis e cruéis contra os povos indígenas. O agro é um oponente demasiadamente forte pois possui recursos e tem o aparato estatal a seu lado e torna-se cada vez mais comum ver nos telejornais indígenas sendo mortos e expulsos de suas terras –não é estranho que esta situação não tenha se resolvido e se estende por meses e anos? Tudo leva a crê que o próprio estado brasileiro não possui as forças necessárias para resolver essas questões.</p>

<blockquote><p><em>Marco temporal é parte de uma estratégia de ruralistas e agricultores para barrar o avanço das demarcações de TI(Terras Indígenas) no Brasil.</em></p></blockquote>

<p>Ao contrário do que dizem o agronegócio não tem nada de pop, não é o agronegócio que carrega o Brasil nas costas é exatamente o contrário! tudo isso não passa de uma maquiagem para esconder a verdadeira face do agro, o agronegócio é o privilégio fiscal, o não-pagamento de impostos, a destruição do meio ambiente, é o desmatamento, a invasão de terras indígenas e o assassinato de indígenas, é a defesa dos grileiros e o ódio às famílias do MST.</p>

<p>Não adianta ter uma notória participação no PIB quando está sendo privilegiado por isenções de impostos anulando toda e qualquer possibilidade de participação social no país. Com essa manobra o estado entrega ao agronegócio todos os impostos que poderiam ser usados na saúde ou educação –Será o papel do agronegócio brasileiro apenas ser a horta dos  estrangeiros e nada mais além disso.</p>
]]></content:encoded>
      <author>Notas do Rodrigues</author>
      <guid>https://bolha.blog/read/a/yexexh681b</guid>
      <pubDate>Mon, 09 Sep 2024 22:05:46 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>O que é o Fediverso? (Vídeo)</title>
      <link>https://bolha.blog/fediversando/o-que-e-o-fediverso</link>
      <description>&lt;![CDATA[Vídeo legendado em português que dá um ideia geral de como o Fediverso funciona.&#xA;&#xA;https://framatube.org/videos/embed/4294a720-f263-4ea4-9392-cf9cea4d5277?subtitle=pt&#xA;&#xA;iframe title=&#34;What is the Fediverse?&#34; width=&#34;560&#34; height=&#34;315&#34; src=&#34;https://framatube.org/videos/embed/4294a720-f263-4ea4-9392-cf9cea4d5277?subtitle=pt&#34; frameborder=&#34;0&#34; allowfullscreen=&#34;&#34; sandbox=&#34;allow-same-origin allow-scripts allow-popups allow-forms&#34;/iframe&#xA;&#xA;#fediversando #Fediverso #Video #Fediverse #Introducao #BoasVindas #Apresentacao #Mastodon ]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Vídeo legendado em português que dá um ideia geral de como o Fediverso funciona.</p>

<p><a href="https://framatube.org/videos/embed/4294a720-f263-4ea4-9392-cf9cea4d5277?subtitle=pt" rel="nofollow">https://framatube.org/videos/embed/4294a720-f263-4ea4-9392-cf9cea4d5277?subtitle=pt</a></p>

<iframe width="560" height="315" src="https://framatube.org/videos/embed/4294a720-f263-4ea4-9392-cf9cea4d5277?subtitle=pt" frameborder="0" allowfullscreen=""></iframe>

<p>#fediversando #Fediverso #Video #Fediverse #Introducao #BoasVindas #Apresentacao #Mastodon</p>
]]></content:encoded>
      <author>fediversando</author>
      <guid>https://bolha.blog/read/a/5biu4g33bu</guid>
      <pubDate>Mon, 09 Sep 2024 17:35:26 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Alternativas do Fediverso às big techs</title>
      <link>https://bolha.blog/fediversando/alternativas-do-fediverso-as-big-techs</link>
      <description>&lt;![CDATA[Abaixo, os links para as páginas oficiais de cada plataforma, com a tradução automática do Google Translator (quando disponível):&#xA;&#xA;| Categoria                   | Plataforma                                                                                                                      | Alternativa ao                                              |&#xA;| --------------------------- | ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- | ----------------------------------------------------------- |&#xA;| Microblogging               | Mastodon      | Twitter / X                                                 |&#xA;| Livros                      | BookWyrm                      | Goodreads / Skoob                                           |&#xA;| Macroblogging               | Friendica                           | Facebook                                                    |&#xA;| Música / Podcast            | Funkwhale                  | Spotify, Deezer, Apple Music                                |&#xA;| Fotos                       | PixelFed                                                                                               | Instagram                                                   |&#xA;| Blogging                    | WriteFreely                    | Medium                                                      |&#xA;| Organização de Eventos      | Mobilizon | Facebook Eventos                                            |&#xA;| Vídeos                      | PeerTube                      | YouTube                                                     |&#xA;| Streaming de Vídeo com Chat | OwnCast                         | Twitch                                                      |&#xA;| Miscelânea                  | NeoDB                  | Goodreads, Letterboxd, Discogs, How Long To Beat, Podchaser |&#xA;| Fórum de Discussão          | Lemmy                          | Reddit                                                      |&#xA;&#xA;Próximos Passos&#xA;&#xA;páginas específicas para cada Plataforma;&#xA;localizar (traduzir, legendar e dublar) vídeos para nosso idioma;&#xA;avatar para nosso perfil no Fediverso e Logotipo para o blog;&#xA;&#xA;Divulgação do Fediverso&#xA;&#xA;A imagem no final da página serviu para ilustrar o post para quem o viu pelo Mastodon (ou outra plataforma do Fediverso). Caso queira, pode copiá-la para divulgar em suas redes ou blogs, segue também o código em Markdown. O texto com a descrição está entre aspas:&#xA;&#xA;alt text&#xA;&#xA;alt text&#xA;&#xA;#fediversando #Mastodon #Twitter #X #Livros #BookWyrm #Goodreads #Skoob #Macroblogging #Friendica #Facebook #Musica #Podcast  #Funkwhale #Spotify #Deezer #Apple #Music #Fotos #PixelFed #Instagram #Blogging #WriteFreely #Medium #OrganizaçãoDeEventos #Mobilizon #FacebookEventos #Videos #PeerTube #YouTube #Streaming #OwnCast #Twitch #Miscelanea&#x9;#NeoDB #Goodreads #Letterboxd #Discogs #HowLongToBeat #Podchaser #Fediverso&#xA;&#xA;---&#xA;&#xA;Log&#xA;2024-09-08 - 16:56: adicionado Lemmy, recomendação de @kariboka@harpia.red: https://social.harpia.red/notice/Alna4Jex5PGNbHMMD2&#xA;]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Abaixo, os links para as páginas oficiais de cada plataforma, com a tradução automática do <em>Google Translator</em> (quando disponível):</p>

<table>
<thead>
<tr>
<th>Categoria</th>
<th>Plataforma</th>
<th>Alternativa ao</th>
</tr>
</thead>

<tbody>
<tr>
<td>Microblogging</td>
<td><a href="https://joinmastodon-org.translate.goog/?_x_tr_sl=en&amp;_x_tr_tl=pt&amp;_x_tr_hl=pt-BR&amp;_x_tr_pto=wapp&amp;_x_tr_hist=true" rel="nofollow">Mastodon</a></td>
<td>Twitter / X</td>
</tr>

<tr>
<td>Livros</td>
<td><a href="https://joinbookwyrm-com.translate.goog/?_x_tr_sl=en&amp;_x_tr_tl=pt&amp;_x_tr_hl=pt-BR&amp;_x_tr_pto=wapp" rel="nofollow">BookWyrm</a></td>
<td>Goodreads / Skoob</td>
</tr>

<tr>
<td>Macroblogging</td>
<td><a href="https://friendi-ca.translate.goog/?_x_tr_sl=en&amp;_x_tr_tl=pt&amp;_x_tr_hl=pt-BR&amp;_x_tr_pto=wapp" rel="nofollow">Friendica</a></td>
<td>Facebook</td>
</tr>

<tr>
<td>Música / Podcast</td>
<td><a href="https://www-funkwhale-audio.translate.goog/?_x_tr_sl=en&amp;_x_tr_tl=pt&amp;_x_tr_hl=pt-BR&amp;_x_tr_pto=wapp" rel="nofollow">Funkwhale</a></td>
<td>Spotify, Deezer, Apple Music</td>
</tr>

<tr>
<td>Fotos</td>
<td><a href="https://pixelfed.org/" rel="nofollow">PixelFed</a></td>
<td>Instagram</td>
</tr>

<tr>
<td>Blogging</td>
<td><a href="https://writefreely-org.translate.goog/?_x_tr_sl=en&amp;_x_tr_tl=pt&amp;_x_tr_hl=pt-BR&amp;_x_tr_pto=wapp" rel="nofollow">WriteFreely</a></td>
<td>Medium</td>
</tr>

<tr>
<td>Organização de Eventos</td>
<td><a href="https://joinmobilizon-org.translate.goog/en/?_x_tr_sl=en&amp;_x_tr_tl=pt&amp;_x_tr_hl=pt-BR&amp;_x_tr_pto=wapp&amp;_x_tr_hist=true" rel="nofollow">Mobilizon</a></td>
<td>Facebook Eventos</td>
</tr>

<tr>
<td>Vídeos</td>
<td><a href="https://joinpeertube-org.translate.goog/?_x_tr_sl=en&amp;_x_tr_tl=pt&amp;_x_tr_hl=pt-BR&amp;_x_tr_pto=wapp" rel="nofollow">PeerTube</a></td>
<td>YouTube</td>
</tr>

<tr>
<td>Streaming de Vídeo com Chat</td>
<td><a href="https://owncast-online.translate.goog/?_x_tr_sl=en&amp;_x_tr_tl=pt&amp;_x_tr_hl=pt-BR&amp;_x_tr_pto=wapp" rel="nofollow">OwnCast</a></td>
<td>Twitch</td>
</tr>

<tr>
<td>Miscelânea</td>
<td><a href="https://eggplant-place.translate.goog/discover/?_x_tr_sl=en&amp;_x_tr_tl=pt&amp;_x_tr_hl=pt-BR&amp;_x_tr_pto=wapp" rel="nofollow">NeoDB</a></td>
<td>Goodreads, Letterboxd, Discogs, How Long To Beat, Podchaser</td>
</tr>

<tr>
<td>Fórum de Discussão</td>
<td><a href="https://join--lemmy-org.translate.goog/?_x_tr_sl=en&amp;_x_tr_tl=pt&amp;_x_tr_hl=pt-BR&amp;_x_tr_pto=wapp" rel="nofollow">Lemmy</a></td>
<td>Reddit</td>
</tr>
</tbody>
</table>

<h1 id="próximos-passos">Próximos Passos</h1>
<ul><li>páginas específicas para cada Plataforma;</li>
<li>localizar (traduzir, legendar e dublar) vídeos para nosso idioma;</li>
<li>avatar para nosso perfil no Fediverso e Logotipo para o blog;</li></ul>

<h1 id="divulgação-do-fediverso">Divulgação do Fediverso</h1>

<p>A imagem no final da página serviu para ilustrar o post para quem o viu pelo Mastodon (ou outra plataforma do Fediverso). Caso queira, pode copiá-la para divulgar em suas redes ou blogs, segue também o código em <em>Markdown</em>. O texto com a descrição está entre aspas:</p>

<pre><code>![alt text](https://i.imgur.com/sWHh8GH.png &#34;Tabela com título Alternativas do Fediverso às big techs. Possui três colunas: Categoria,	Plataforma e	Alternativa ao. Seguem as respectivas linhas e colunas que a preenchem: Microblogging	Mastodon	Twitter-X Livros	BookWyrm	Goodreads / Skoob Macroblogging	Friendica	Facebook Música / Podcast	Funkwhale	Spotify, Deezer, Apple Music Fotos	PixelFed	Instagram Blogging	WriteFreely	Medium Organização de Eventos	Mobilizon	Facebook Eventos Vídeos	PeerTube	YouTube Streaming de Vídeo com Chat	OwnCast	Twitch Miscelânea	NeoDB	Goodreads, Letterboxd, Discogs, How Long To Beat, Podchaser, Fórum de Discussão Lemmy Reddit &#34;)
</code></pre>

<p><img src="https://i.imgur.com/sWHh8GH.png" alt="alt text" title="Alternativas do Fediverso às big techs Categoria   Plataforma  Alternativa ao Microblogging    Mastodon    Twitter-X Livros    BookWyrm    Goodreads / Skoob Macroblogging Friendica   Facebook Música / Podcast   Funkwhale   Spotify, Deezer, Apple Music Fotos  PixelFed    Instagram Blogging  WriteFreely Medium Organização de Eventos   Mobilizon   Facebook Eventos Vídeos PeerTube    YouTube Streaming de Vídeo com Chat OwnCast Twitch Miscelânea   NeoDB   Goodreads, Letterboxd, Discogs, How Long To Beat, Podchaser, Fórum de Discussão Lemmy Reddit "></p>

<p>#fediversando #Mastodon #Twitter #X #Livros #BookWyrm #Goodreads #Skoob #Macroblogging #Friendica #Facebook #Musica #Podcast  #Funkwhale #Spotify #Deezer #Apple #Music #Fotos #PixelFed #Instagram #Blogging #WriteFreely #Medium #OrganizaçãoDeEventos #Mobilizon #FacebookEventos #Videos #PeerTube #YouTube #Streaming #OwnCast #Twitch #Miscelanea #NeoDB #Goodreads #Letterboxd #Discogs #HowLongToBeat #Podchaser #Fediverso</p>

<hr>

<h1 id="log">Log</h1>
<ul><li>2024-09-08 – 16:56: adicionado <a href="https://join--lemmy-org.translate.goog/?_x_tr_sl=en&amp;_x_tr_tl=pt&amp;_x_tr_hl=pt-BR&amp;_x_tr_pto=wapp" rel="nofollow">Lemmy</a>, recomendação de @kariboka@harpia.red: <a href="https://social.harpia.red/notice/Alna4Jex5PGNbHMMD2" rel="nofollow">https://social.harpia.red/notice/Alna4Jex5PGNbHMMD2</a></li></ul>
]]></content:encoded>
      <author>fediversando</author>
      <guid>https://bolha.blog/read/a/cxg28aqw52</guid>
      <pubDate>Sun, 08 Sep 2024 00:30:08 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Recomendações aos recém-chegados ao Mastodon</title>
      <link>https://bolha.blog/fediversando/masto-recomendacoes</link>
      <description>&lt;![CDATA[Ir para o Índice&#xA;&#xA;Aos que chegaram, sejam bem-vindos ao Mastodon e ao Fediverso!&#xA;&#xA;Fediverso-001&#xA;Observação: o Mastodon está na parte superior da imagem acima, centralizado e utiliza o protocolo ActivityPub (linhas azuis) para se comunicar.&#xA;&#xA;Algumas recomendações:&#xA;&#xA;0) Em Preferências, Outro, Linhas Públicas, Filtro de Idiomas = Português;&#xA;&#xA;1) leia as regras que costumam estar no &#34;Sobre&#34; de sua instância;&#xA;&#xA;2) ao postar uma imagem, faça uma descrição dela;&#xA;&#xA;3) ao postar um &#34;toot&#34;, atente para a privacidade dele:&#xA;&#x9;a) Público  (globo) será visível para todos e pode ser descoberta por meio de hashtags;&#xA;&#x9;b) Não-listado  (cadeado aberto): é visível seguidores, no seu perfil, mas não aparece na linha do tempo local nem global, também não pode ser descoberta por hashtags (recomendo seu uso ao responder &#34;toots&#34;); e&#xA;&#x9;c) Apenas seguidores  (cadeado fechado): o nome já diz, recomendo esta opção para postagens que, fora de contexto ou lidas por quem não o conhece, podem gerar ambiguidade ou algum mal-entendido;&#xA;&#xA;4) Favoritos   (estrela): aqui, é usado como se fosse um &#34;curtir&#34;. Ou para sinalizar que você leu algum &#34;toot&#34; que o mencione;&#xA;&#xA;5) Boost  (duas setas): similar ao &#34;RT&#34;, serve para dar maior alcance a um toot, para que ele vá além da instância do usuário e de seus seguidores;&#xA;&#xA;6) Filtros: Se há alguma tag ou assunto que não deseja ver, basta fazer um filtro indo em Preferências, Filtros, Adicionar filtro. Lá, existem opções bem detalhadas, pode ser de forma permanente ou temporária, ocultando com um aviso ou completamente;&#xA;&#xA;7) Siga o perfil @TagsBR para conhecer e participar das indicações de games, filmes, apps, livros, música, séries e até de culinária. Lembrando que, a cada semana, há um tema específico para cada uma delas;&#xA;&#xA;8) Também estou participando de duas tags musicais que surgiram recentemente: &#34;QuartaPunk&#34; e &#34;TerçaThrash&#34;, estas sem temas específicos, basta indicar um som;&#xA;&#xA;9) Ainda sobre tags, ao tratar de assuntos que você gosta, o uso delas facilita sua disseminação e fomenta trocas culturais;&#xA;&#xA;10) Se gosta de #livros , existe um serviço do Fediverso semelhante ao Skoob ou Goodreads chamado #Bookwyrm . Existem várias instâncias, a que está ligada à bolha.us se chama bolha.review ;&#xA;&#xA;11) Para uma gama mais ampla, surgiu uma instância ocidental do #NeoDB, no qual você pode cadastrar e fazer resenhas de livros, filmes, séries, podcasts, músicas e games: https://eggplant.place:&#xA;&#xA;Eggplant.Place&#xA;&#xA;12) No caso dos itens 10 e 11, são serviços que estão &#34;fora&#34; do Mastodon, mas dentro do Fediverso, pois utilizam o protocolo ActivityPub. Ou seja, é possível replicar o conteúdo deles aqui (Mastodon) e em outros serviços do Fediverso.&#xA;&#xA;---&#xA;&#xA;REFERÊNCIAS&#xA;&#xA;O material acima é uma compilação do conhecimento da comunidade, sintetizado nos três toots (postagens) a seguir do usuário diegopds@bolha.us em 31/08/2024:&#xA;https://bolha.us/@diegopds/113058227322541448&#xA;https://bolha.us/@diegopds/113058238094406227&#xA;https://bolha.us/@diegopds/113058287113552720gg&#xA;&#xA;---&#xA;&#xA;tags: #fediversando #mastodon #manual #recomendacoes #boasvindas &#xA;&#xA;---&#xA;&#xA;Siga o perfil do blog no Fediverso pesquisando por: @fediversando@bolha.blog&#xA;&#xA;---&#xA;&#xA;Diego&#xA;@diegopds@bolha.us]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p><strong><a href="https://bolha.blog/fediversando/indice" rel="nofollow">Ir para o Índice</a></strong></p>

<p>Aos que chegaram, sejam bem-vindos ao Mastodon e ao Fediverso!</p>

<p><img src="https://i.imgur.com/fKN9VBf.png" alt="Fediverso-001">
<strong>Observação:</strong> o Mastodon está na parte superior da imagem acima, centralizado e utiliza o protocolo <strong>ActivityPub</strong> (linhas azuis) para se comunicar.</p>

<p><strong>Algumas recomendações:</strong></p>

<p>0) Em Preferências, Outro, Linhas Públicas, Filtro de Idiomas = Português;</p>

<p>1) leia as regras que costumam estar no “Sobre” de sua instância;</p>

<p>2) ao postar uma imagem, faça uma descrição dela;</p>

<p>3) ao postar um “toot”, atente para a privacidade dele:
    – a) Público  (globo) será visível para todos e pode ser descoberta por meio de hashtags;
    – b) Não-listado  (cadeado aberto): é visível seguidores, no seu perfil, mas não aparece na linha do tempo local nem global, também não pode ser descoberta por hashtags (recomendo seu uso ao responder “toots”); e
    – c) Apenas seguidores  (cadeado fechado): o nome já diz, recomendo esta opção para postagens que, fora de contexto ou lidas por quem não o conhece, podem gerar ambiguidade ou algum mal-entendido;</p>

<p>4) Favoritos   (estrela): aqui, é usado como se fosse um “curtir”. Ou para sinalizar que você leu algum “toot” que o mencione;</p>

<p>5) Boost  (duas setas): similar ao “RT”, serve para dar maior alcance a um toot, para que ele vá além da instância do usuário e de seus seguidores;</p>

<p>6) Filtros: Se há alguma tag ou assunto que não deseja ver, basta fazer um filtro indo em Preferências, Filtros, Adicionar filtro. Lá, existem opções bem detalhadas, pode ser de forma permanente ou temporária, ocultando com um aviso ou completamente;</p>

<p>7) Siga o perfil @TagsBR para conhecer e participar das indicações de games, filmes, apps, livros, música, séries e até de culinária. Lembrando que, a cada semana, há um tema específico para cada uma delas;</p>

<p>8) Também estou participando de duas tags musicais que surgiram recentemente: “QuartaPunk” e “TerçaThrash”, estas sem temas específicos, basta indicar um som;</p>

<p>9) Ainda sobre tags, ao tratar de assuntos que você gosta, o uso delas facilita sua disseminação e fomenta trocas culturais;</p>

<p>10) Se gosta de #livros , existe um serviço do Fediverso semelhante ao Skoob ou Goodreads chamado #Bookwyrm . Existem várias instâncias, a que está ligada à bolha.us se chama bolha.review ;</p>

<p>11) Para uma gama mais ampla, surgiu uma instância ocidental do #NeoDB, no qual você pode cadastrar e fazer resenhas de livros, filmes, séries, podcasts, músicas e games: <a href="https://eggplant.place:" rel="nofollow">https://eggplant.place:</a></p>

<p><img src="https://i.imgur.com/afl6vHC.png" alt="Eggplant.Place"></p>

<p>12) No caso dos itens 10 e 11, são serviços que estão “fora” do Mastodon, mas dentro do Fediverso, pois utilizam o protocolo ActivityPub. Ou seja, é possível replicar o conteúdo deles aqui (Mastodon) e em outros serviços do Fediverso.</p>

<hr>

<h1 id="referências">REFERÊNCIAS</h1>

<p>O material acima é uma compilação do conhecimento da comunidade, sintetizado nos três <em>toots</em> (postagens) a seguir do usuário <strong>diegopds@bolha.us em 31/08/2024:</strong>
– <a href="https://bolha.us/@diegopds/113058227322541448" rel="nofollow">https://bolha.us/@diegopds/113058227322541448</a>
– <a href="https://bolha.us/@diegopds/113058238094406227" rel="nofollow">https://bolha.us/@diegopds/113058238094406227</a>
– <a href="https://bolha.us/@diegopds/113058287113552720gg" rel="nofollow">https://bolha.us/@diegopds/113058287113552720gg</a></p>

<hr>

<p><strong>tags:</strong> #fediversando #mastodon #manual #recomendacoes #boasvindas</p>

<hr>

<p><strong>Siga o perfil do blog no Fediverso pesquisando por: @fediversando@bolha.blog</strong></p>

<hr>

<p><strong>Diego</strong>
<strong>@diegopds@bolha.us</strong></p>
]]></content:encoded>
      <author>fediversando</author>
      <guid>https://bolha.blog/read/a/hh0wv3clum</guid>
      <pubDate>Sat, 07 Sep 2024 02:23:02 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Downtime em 2024-09-05</title>
      <link>https://bolha.blog/postmortem/downtime-em-2024-09-05</link>
      <description>&lt;![CDATA[1. A bolha saiu do ar ontem?&#xA;&#xA;Sim, voltou hoje perto das oito da manhã&#xA;&#xA;2. O que aconteceu?&#xA;&#xA;Migramos de provedor, e na sequência foi preciso mudar de máquina no provedor novo por uma incompatibilidade de hardware com os discos.&#xA;&#xA;Já estava tudo migrado praticamente.&#xA;&#xA;3. Fala mais!&#xA;&#xA;Não dava para colocar os 16TB na máquina instalada inicialmente.&#xA;&#xA;Eles então levaram os discos NVME e SSD da máquina inicial para uma nova. Contudo, quando deu boot, a rede não subiu pois no boot o kernel detectou as placas de rede e configurou novos devices, não previstos na config.&#xA;&#xA;Para resolver isso só via KVM ou IMPI e eu estava sem esse acesso, tive que pedir.&#xA;&#xA;Em resumo, foi preciso esperar o provedor resolver via chat e ticket até a máquina funcionar.&#xA;&#xA;4. E agora?&#xA;&#xA;Tudo corrigido, estamos com uma máquina com 48 cores, quase 16TB SATA e quase 4 TB SSD, além de 256GB de RAM e 1Gbit de rede.&#xA;&#xA;Estamos terminando de migrar e ajustar algumas coisas, mas estamos na casa nova.&#xA;&#xA;5. Vai acontecer novamente?&#xA;&#xA;Esperamos que não, vamos trabalhar para não acontecer novamente.&#xA;&#xA;Pretendemos ficar no provedor e servidor por alguns anos.&#xA;&#xA;Agradecemos a preocupação e as mensagens positivas!]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<h2 id="1-a-bolha-saiu-do-ar-ontem">1. A bolha saiu do ar ontem?</h2>

<p>Sim, voltou hoje perto das oito da manhã</p>

<h2 id="2-o-que-aconteceu">2. O que aconteceu?</h2>

<p>Migramos de provedor, e na sequência foi preciso mudar de máquina no provedor novo por uma incompatibilidade de hardware com os discos.</p>

<p>Já estava tudo migrado praticamente.</p>

<h2 id="3-fala-mais">3. Fala mais!</h2>

<p>Não dava para colocar os 16TB na máquina instalada inicialmente.</p>

<p>Eles então levaram os discos NVME e SSD da máquina inicial para uma nova. Contudo, quando deu boot, a rede não subiu pois no boot o kernel detectou as placas de rede e configurou novos devices, não previstos na config.</p>

<p>Para resolver isso só via KVM ou IMPI e eu estava sem esse acesso, tive que pedir.</p>

<p>Em resumo, foi preciso esperar o provedor resolver via chat e ticket até a máquina funcionar.</p>

<h2 id="4-e-agora">4. E agora?</h2>

<p>Tudo corrigido, estamos com uma máquina com 48 cores, quase 16TB SATA e quase 4 TB SSD, além de 256GB de RAM e 1Gbit de rede.</p>

<p>Estamos terminando de migrar e ajustar algumas coisas, mas estamos na casa nova.</p>

<h2 id="5-vai-acontecer-novamente">5. Vai acontecer novamente?</h2>

<p>Esperamos que não, vamos trabalhar para não acontecer novamente.</p>

<p>Pretendemos ficar no provedor e servidor por alguns anos.</p>

<p>Agradecemos a preocupação e as mensagens positivas!</p>
]]></content:encoded>
      <author>postmortem</author>
      <guid>https://bolha.blog/read/a/mhw8wghnxf</guid>
      <pubDate>Thu, 05 Sep 2024 14:14:13 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>30 - READ A MANGA WITH A MAIN CHARACTER THAT IS A PROFESSIONAL IN THEIR FIELD - POKÉMON ADVENTURES GSC (90/90)</title>
      <link>https://bolha.blog/ler-todos-os-mangas-do-mundo/30-read-a-manga-with-a-main-character-that-is-a-professional-in-their-field</link>
      <description>&lt;![CDATA[&lt;img src=&#34;https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcSeqmYu5jcuw-2_y45e2dRaFX9r5foBNS7w4g&amp;s&#xA;&#34; alt=&#34;GSC12&#34; style=&#34;width: 12.5rem; height: auto; margin: 0 .5rem .25rem 0; float: left;&#34; /  Nossa, quase esqueci desse. Li faz um tempinho, uns 3 ou 4 meses, mas esqueci totalemente de escrever sobre. Só lembrei porque estava prestes a escrever sobre Akane-banashi usando essa categoria, e acaba que Pokémon Adventures GSC entra muito melhor nela (ou seja, me fudi, vou ter que quebrar a cabeça para escolher a categoria do outro mangá, ou então usar um dos temas coringas, que servem para qualquer coisa). &#xA;&#xA;O arco de GSC acaba com o estabelecimento de arquétipos, antes um pouco vagos, no universo do Adventures. Cada pokédex holder é definido com uma habilidade especial e um título, por exemplo: Red ganha o título &#34;The Fighter&#34; por ser expert em batalhas pokémon, enquanto Crystal ganha o título &#34;The Catcher&#34; por ser especialista em captura pokémon. Acho que tentar descobrir o campo de especialidade dos próximos personagens antes da revelação vai dar um incentivo à mais no próximo arco.&#xA;&#xA;Sobre Pokémon, não tenho muito o que dizer. É por causa dele que tenho muitas das minhas amizades de hoje em dia, então guardo um carinho especial pela franquia. Tento sempre me atualizar nos lançamentos, depois de passar alguns anos sem jogar nada novo. Infelizmente, a qualidade caiu muito após a quinta geração. Pokémon Legends Arceus e Scarlet/Violet trouxeram um ar totalmente novo e vitalizador pros games, pra mim, são os únicos jogos realmente bons depois de B2/W2.&#xA;&#xA;Sempre que entro em contato com algo novo de Pokémon, me aquece o coração, GSC não foi diferente. Muito bom relembrar os momentos icônicos da segunda geração, uma das minhas preferidas. Um destaque especial para o torneio de líderes de ginásio de Kanto contra Johto. Valeu pelo mangá inteiro.]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p><img src="https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcSeqmYu5jcuw-2_y45e2dRaFX9r5foBNS7w4g&amp;s" alt="GSC12" style="width: 12.5rem; height: auto; margin: 0 .5rem .25rem 0; float: left;"/>Nossa, quase esqueci desse. Li faz um tempinho, uns 3 ou 4 meses, mas esqueci totalemente de escrever sobre. Só lembrei porque estava prestes a escrever sobre Akane-banashi usando essa categoria, e acaba que Pokémon Adventures GSC entra muito melhor nela (ou seja, me fudi, vou ter que quebrar a cabeça para escolher a categoria do outro mangá, ou então usar um dos temas coringas, que servem para qualquer coisa).</p>

<p>O arco de GSC acaba com o estabelecimento de arquétipos, antes um pouco vagos, no universo do Adventures. Cada pokédex holder é definido com uma habilidade especial e um título, por exemplo: Red ganha o título “The Fighter” por ser expert em batalhas pokémon, enquanto Crystal ganha o título “The Catcher” por ser especialista em captura pokémon. Acho que tentar descobrir o campo de especialidade dos próximos personagens antes da revelação vai dar um incentivo à mais no próximo arco.</p>

<p>Sobre Pokémon, não tenho muito o que dizer. É por causa dele que tenho muitas das minhas amizades de hoje em dia, então guardo um carinho especial pela franquia. Tento sempre me atualizar nos lançamentos, depois de passar alguns anos sem jogar nada novo. Infelizmente, a qualidade caiu muito após a quinta geração. Pokémon Legends Arceus e Scarlet/Violet trouxeram um ar totalmente novo e vitalizador pros games, pra mim, são os únicos jogos realmente bons depois de B2/W2.</p>

<p>Sempre que entro em contato com algo novo de Pokémon, me aquece o coração, GSC não foi diferente. Muito bom relembrar os momentos icônicos da segunda geração, uma das minhas preferidas. Um destaque especial para o torneio de líderes de ginásio de Kanto contra Johto. Valeu pelo mangá inteiro.</p>
]]></content:encoded>
      <author>Ler Todos os Mangás do Mundo</author>
      <guid>https://bolha.blog/read/a/ksbahrx8og</guid>
      <pubDate>Mon, 26 Aug 2024 23:06:16 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>GNU Emacs, ícone do software livre</title>
      <link>https://bolha.blog/jorgemorais/gnu-emacs-icone-do-software-livre</link>
      <description>&lt;![CDATA[#softwarelivre #emacs #textoplano&#xA;&#xA;!-- Hoje acabei de ler o artigo &lt;https://www.masteringemacs.org/article/whats-new-in-emacs-28-1 sobre as muitas novidades do GNU Emacs 28.1. --  GNU Emacs é uma plataforma Lisp focada em texto plano para GNU/Linux e outros sistemas operacionais tipo Unix (como BSD e macOS) e Windows.&#xA;&#xA;É muito usado para desenvolver (inclusive compilar e depurar) eficientemente em muitas linguagens; editar arquivos de configuração ou serialização; cliente de correio eletrônico; livros, dissertações, artigos científicos (em LaTeX, Org Mode, Markdown ou outras linguagens); sítios eletrônicos (websites); interação com shell (CLI) ou terminal (programas visuais de texto TUI); organização pessoal e planejamento de projetos; visualização e anotação em PDF (pdf-tools); manipulação de arquivos; feeds de notícias (Elfeed); calendário com feriados de muitos países; diário; clientes IRC e outras tecnologias de bate-papo; etc.  Aprendendo Emacs, a pessoa desenvolve aptidão avançada em muitas tarefas; reutiliza conhecimento e configuração; economiza tempo; e automatiza tarefas.  Das convenções de teclados do Emacs, as mais básicas se aplicam também a programas baseados em GNU Readline, propiciando ainda mais reuso de conhecimento.&#xA;&#xA;Dois avisos:&#xA;Emacs foca em ética de software livre, utilidade e praticidade.  Beleza, animações e penduricalhos ficam para segundo plano.  Habilitando o tema modus-operandi (vem de fábrica no Emacs 28.1) ele fica mais bonito, mas ainda com uma aparência meio antiga e quadrada.&#xA;GNU Emacs faz de tudo e geralmente com muita qualidade, mas há exceções --alguns dos pacotes não são tão bons quanto um programa dedicado àquela tarefa.  Para essas exceções é só usar algum outro programa livre.&#xA;&#xA;GNU Emacs é estandarte do movimento software livre.  A licença GNU GPL foi escrita para protegê-lo.  É um dos programas mais antigos ainda em amplo uso (Stallman trabalha nele desde 1984) e continua avançando muito rapidamente.  Com quatro décadas de desenvolvimento focado na utilidade e empoderamento do usuário, é uma ferramenta poderosíssima.&#xA;&#xA;No LibrePlanet 2022, o filósofo hacker Protesilaos Stavrou apresentou Living in freedom with GNU Emacs.&#xA;https://framatube.org/w/6nij8VfSXJqVvudb69eLbo&#xA;https://media.libreplanet.org/u/libreplanet/m/living-in-freedom-with-gnu-emacs-slides/&#xA;&#xA;Esse filósofo recentemente aprendeu a programar e logo se tornou grande contribuidor do GNU Emacs, recebendo o prêmio Outstanding New Free Software Contributor.&#xA;&#xA;https://www.fsf.org/news/free-software-awards-winners-announced-securepairs-protesilaos-stavrou-paul-eggert&#xA;&#xA;Emacs coloca o usuário no controle.  Ele encoraja a pessoa a não apenas consumir mais um programa fechado e restrito, mas sim entender como o Emacs funciona e controlá-lo para fazer o que a pessoa quer.  Emacs usa texto plano (ao invés de códigos difíceis) para tudo, e é quase todo programado em Emacs Lisp, uma linguagem poderosa e muito fácil.  É amplamente documentado em múltiplos formatos -- manuais info, docstrings, arquivos Org, livros, blogs, apresentações...  Para saber o que faz um comando é só apertar duas ou três teclas do teclado (ou usar o mouse) para o Emacs abrir a documentação apropriada na seção exata, e com ligação para o código fonte no trecho exato.&#xA;&#xA;Quem quiser experimentar Emacs, sugiro instalar a linha 30.x.  Se sua distribuição GNU/Linux não tiver Emacs recente, então recomendo instalar via Distrobox, GNU Guix ou compilar na mão.  No caso do Emacs, é rápido e relativamente fácil compilar na mão.  Estou disponível para ajudar.&#xA;&#xA;Quem quiser aprender Emacs, recomendo instalar e rodar o tutorial.  Recomendo ainda o livro Mastering Emacs, disponível em PDF e EPUB sem DRM.  Quem for fraco em inglês pode aprender pelo tutorial (que tem tradução para português) e pelas aulas do Blau Araújo no YouTube.&#xA;!--   Quem quiser o livro mas não tiver os U$ 39,99, me avise e eu posso enviar uma cópia.  Peço que após alguns meses a pessoa me avise o quanto usufruiu do livro.  Se tiver usufruído bem, então eu posso pagar os US$ 49,99 ao autor para recompensá-lo pela contribuição à comunidade. --&#xA;]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>#softwarelivre #emacs #textoplano</p>



<p>GNU Emacs é uma plataforma Lisp focada em texto plano para GNU/Linux e outros sistemas operacionais tipo Unix (como BSD e macOS) e Windows.</p>

<p>É muito usado para desenvolver (inclusive compilar e depurar) eficientemente em <strong>muitas</strong> linguagens; editar arquivos de configuração ou serialização; cliente de correio eletrônico; livros, dissertações, artigos científicos (em LaTeX, Org Mode, Markdown ou outras linguagens); sítios eletrônicos (<em>websites</em>); interação com shell (CLI) ou terminal (programas visuais de texto TUI); organização pessoal e planejamento de projetos; visualização e anotação em PDF (<code>pdf-tools</code>); manipulação de arquivos; feeds de notícias (Elfeed); calendário com feriados de muitos países; diário; clientes IRC e outras tecnologias de bate-papo; etc.  Aprendendo Emacs, a pessoa desenvolve aptidão avançada em muitas tarefas; reutiliza conhecimento e configuração; economiza tempo; e automatiza tarefas.  Das convenções de teclados do Emacs, as mais básicas se aplicam também a programas baseados em GNU Readline, propiciando ainda mais reuso de conhecimento.</p>

<p>Dois avisos:
1. Emacs foca em ética de software livre, utilidade e praticidade.  Beleza, animações e penduricalhos ficam para segundo plano.  Habilitando o tema modus-operandi (vem de fábrica no Emacs 28.1) ele fica mais bonito, mas ainda com uma aparência meio antiga e quadrada.
2. GNU Emacs faz de tudo e geralmente com muita qualidade, mas há exceções —alguns dos pacotes não são tão bons quanto um programa dedicado àquela tarefa.  Para essas exceções é só usar algum outro programa livre.</p>

<p>GNU Emacs é estandarte do movimento software livre.  A licença GNU GPL foi escrita para protegê-lo.  É um dos programas mais antigos ainda em amplo uso (Stallman trabalha nele desde 1984) e continua avançando muito rapidamente.  Com quatro décadas de desenvolvimento focado na utilidade e empoderamento do usuário, é uma ferramenta poderosíssima.</p>

<p>No LibrePlanet 2022, o filósofo hacker Protesilaos Stavrou apresentou <em>Living in freedom with GNU Emacs</em>.
– <a href="https://framatube.org/w/6nij8VfSXJqVvudb69eLbo" rel="nofollow">https://framatube.org/w/6nij8VfSXJqVvudb69eLbo</a>
– <a href="https://media.libreplanet.org/u/libreplanet/m/living-in-freedom-with-gnu-emacs-slides/" rel="nofollow">https://media.libreplanet.org/u/libreplanet/m/living-in-freedom-with-gnu-emacs-slides/</a></p>

<p>Esse filósofo recentemente aprendeu a programar e logo se tornou grande contribuidor do GNU Emacs, recebendo o prêmio <em>Outstanding New Free Software Contributor</em>.</p>

<p><a href="https://www.fsf.org/news/free-software-awards-winners-announced-securepairs-protesilaos-stavrou-paul-eggert" rel="nofollow">https://www.fsf.org/news/free-software-awards-winners-announced-securepairs-protesilaos-stavrou-paul-eggert</a></p>

<p>Emacs coloca o usuário no controle.  Ele encoraja a pessoa a não apenas consumir mais um programa fechado e restrito, mas sim entender como o Emacs funciona e controlá-lo para fazer o que a pessoa quer.  Emacs usa texto plano (ao invés de códigos difíceis) para tudo, e é quase todo programado em Emacs Lisp, uma linguagem poderosa e muito fácil.  É amplamente documentado em múltiplos formatos — manuais info, docstrings, arquivos Org, livros, blogs, apresentações...  Para saber o que faz um comando é só apertar duas ou três teclas do teclado (ou usar o mouse) para o Emacs abrir a documentação apropriada na seção exata, e com ligação para o código fonte no trecho exato.</p>

<p>Quem quiser experimentar Emacs, sugiro instalar a linha 30.x.  Se sua distribuição GNU/Linux não tiver Emacs recente, então recomendo instalar via Distrobox, GNU Guix ou compilar na mão.  No caso do Emacs, é rápido e relativamente fácil compilar na mão.  Estou disponível para ajudar.</p>

<p>Quem quiser aprender Emacs, recomendo instalar e rodar o tutorial.  Recomendo ainda o livro <a href="https://www.masteringemacs.org/" rel="nofollow">Mastering Emacs</a>, disponível em PDF e EPUB sem DRM.  Quem for fraco em inglês pode aprender pelo tutorial (que tem tradução para português) e pelas aulas do Blau Araújo no YouTube.
</p>
]]></content:encoded>
      <author>Fure a bolha</author>
      <guid>https://bolha.blog/read/a/1v83kl31kv</guid>
      <pubDate>Mon, 26 Aug 2024 15:31:10 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Solidez da ciência do aquecimento global</title>
      <link>https://bolha.blog/jorgemorais/solidez-da-ciencia-do-aquecimento-global</link>
      <description>&lt;![CDATA[#ciencia #aquecimentoglobal&#xA;&#xA;https://daily.jstor.org/how-19th-century-scientists-predicted-global-warming/&#xA;&#xA;Em 1856, a proeminente feminista e cientista amadora Eunice Newton Foote publicou os resultados de seus experimentos demonstrando que CO₂ e vapor de água capturam calor e previu que uma atmosfera de CO₂ levaria a um planeta mais quente.&#xA;&#xA;Em 1896 o físico sueco Svante Arrhenius construiu o primeiro modelo climático e calculou corretamente que, se a concentração de CO₂ dobrasse, a temperatura mundial aumentaria entre 5 e 6ºC.&#xA;&#xA;Ao longo de quase 170 anos desde Eunice, a ciência desenvolveu modelos teóricos matemáticos e computacionais e os comprovou com um oceano de evidências empíricas de diversas categorias.  Anéis do tronco de árvores antigas revelam a intensidade dos invernos ao longo da vida da árvore.  Bolhas de ar aprisionados em colunas de gelo revelam a composição histórica da atmosfera.  E temos abundância de dados diretos de termômetros, estações meteorológicas e satélites.&#xA;&#xA;Mas segundo os negacionistas, tudo isso seria um complô dos incontáveis cientistas e especialistas de inúmeras instituições públicas e privadas (com fins lucrativos ou não), seculares e confessionais (como as PUC), de inúmeros países com muitas línguas, religiões, culturas e sistemas políticos, todos conspirando há quase 170 anos para prejudicar o capitalismo.]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>#ciencia #aquecimentoglobal</p>

<p><a href="https://daily.jstor.org/how-19th-century-scientists-predicted-global-warming/" rel="nofollow">https://daily.jstor.org/how-19th-century-scientists-predicted-global-warming/</a></p>

<p>Em 1856, a proeminente feminista e cientista amadora Eunice Newton Foote publicou os resultados de seus experimentos demonstrando que CO₂ e vapor de água capturam calor e previu que uma atmosfera de CO₂ levaria a um planeta mais quente.</p>

<p>Em 1896 o físico sueco Svante Arrhenius construiu o primeiro modelo climático e calculou corretamente que, se a concentração de CO₂ dobrasse, a temperatura mundial aumentaria entre 5 e 6ºC.</p>

<p>Ao longo de quase 170 anos desde Eunice, a ciência desenvolveu modelos teóricos matemáticos e computacionais e os comprovou com um oceano de evidências empíricas de diversas categorias.  Anéis do tronco de árvores antigas revelam a intensidade dos invernos ao longo da vida da árvore.  Bolhas de ar aprisionados em colunas de gelo revelam a composição histórica da atmosfera.  E temos abundância de dados diretos de termômetros, estações meteorológicas e satélites.</p>

<p>Mas segundo os negacionistas, tudo isso seria um complô dos incontáveis cientistas e especialistas de inúmeras instituições públicas e privadas (com fins lucrativos ou não), seculares e confessionais (como as PUC), de inúmeros países com muitas línguas, religiões, culturas e sistemas políticos, todos conspirando há quase 170 anos para prejudicar o capitalismo.</p>
]]></content:encoded>
      <author>Fure a bolha</author>
      <guid>https://bolha.blog/read/a/1hl2myntyz</guid>
      <pubDate>Fri, 23 Aug 2024 19:14:17 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Cuidados ao exportar dados do Google Drive</title>
      <link>https://bolha.blog/gutocarvalho/cuidados-ao-exportar-dados-do-google-drive</link>
      <description>&lt;![CDATA[A exportação não leva em conta arquivos:&#xA;&#xA;Google Docs&#xA;Google Sheets&#xA;Google Slides&#xA;&#xA;Você precisa exportar para outro formato como por exemplo ODF antes de apagar. Esse tipo de arquivo estará no backup mas é simplesmente uma referência para uma URL que não existe mais.&#xA;&#xA;Estou fazendo esse alerta pois quem faz faculdade que usa o Google Workspace e está se formando, poderá perder arquivos importantes se não se atentar a essa questão quando for exportar sua conta.&#xA;&#xA;Outros arquivos como imagens, videos, arquivos compactados, esses vão para o backup normalmente.&#xA;&#xA;Aprendi isso com o @rogawa@bolha.us, ele é professor universitário e tem visto muitos alunos e alunas com esse problema.&#xA;&#xA;[s]&#xA;Guto]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>A exportação não leva em conta arquivos:</p>
<ul><li>Google Docs</li>
<li>Google Sheets</li>
<li>Google Slides</li></ul>

<p>Você precisa exportar para outro formato como por exemplo ODF antes de apagar. Esse tipo de arquivo estará no backup mas é simplesmente uma referência para uma URL que não existe mais.</p>

<p>Estou fazendo esse alerta pois quem faz faculdade que usa o Google Workspace e está se formando, poderá perder arquivos importantes se não se atentar a essa questão quando for exportar sua conta.</p>

<p>Outros arquivos como imagens, videos, arquivos compactados, esses vão para o backup normalmente.</p>

<p>Aprendi isso com o @rogawa@bolha.us, ele é professor universitário e tem visto muitos alunos e alunas com esse problema.</p>

<p>[s]
Guto</p>
]]></content:encoded>
      <author>gutocarvalho</author>
      <guid>https://bolha.blog/read/a/ey7l2gbmfk</guid>
      <pubDate>Tue, 16 Jul 2024 17:59:16 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>New Asciinema instance</title>
      <link>https://bolha.blog/gutocarvalho/asciinema</link>
      <description>&lt;![CDATA[Now we have an asciinema inside our bolhaverso, more info at https://bolha.io.&#xA;&#xA;https://asciinema.bolha.tools&#xA;&#xA;Here one example of HTML embed&#xA;&#xA;a href=&#34;https://asciinema.bolha.tools/a/5&#34; target=&#34;blank&#34;img src=&#34;https://asciinema.bolha.tools/a/5.svg&#34; //a&#xA;&#xA;a href=&#34;https://asciinema.bolha.tools/a/5&#34; target=&#34;blank&#34;img src=&#34;https://asciinema.bolha.tools/a/5.svg&#34; //a&#xA;&#xA;Here one example of markdown embed&#xA;&#xA;asciicast&#xA;&#xA;asciicast&#xA;&#xA;Here with the player embeded&#xA;&#xA;script src=&#34;https://asciinema.bolha.tools/a/5.js&#34; id=&#34;asciicast-5&#34; async=&#34;true&#34;/script&#xA;&#xA;script src=&#34;https://asciinema.bolha.tools/a/5.js&#34; id=&#34;asciicast-5&#34; async=&#34;true&#34;/script&#xA;&#xA;:)]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Now we have an asciinema inside our bolhaverso, more info at <a href="https://bolha.io" rel="nofollow">https://bolha.io</a>.</p>
<ul><li><a href="https://asciinema.bolha.tools" rel="nofollow">https://asciinema.bolha.tools</a></li></ul>

<h2 id="here-one-example-of-html-embed">Here one example of HTML embed</h2>

<pre><code>&lt;a href=&#34;https://asciinema.bolha.tools/a/5&#34; target=&#34;_blank&#34;&gt;&lt;img src=&#34;https://asciinema.bolha.tools/a/5.svg&#34; /&gt;&lt;/a&gt;
</code></pre>

<p><a href="https://asciinema.bolha.tools/a/5" target="_blank" rel="nofollow noopener"><img src="https://asciinema.bolha.tools/a/5.svg"/></a></p>

<h2 id="here-one-example-of-markdown-embed">Here one example of markdown embed</h2>

<pre><code>[![asciicast](https://asciinema.bolha.tools/a/5.svg)](https://asciinema.bolha.tools/a/5)
</code></pre>

<p><a href="https://asciinema.bolha.tools/a/5" rel="nofollow"><img src="https://asciinema.bolha.tools/a/5.svg" alt="asciicast"></a></p>

<h2 id="here-with-the-player-embeded">Here with the player embeded</h2>

<pre><code>&lt;script src=&#34;https://asciinema.bolha.tools/a/5.js&#34; id=&#34;asciicast-5&#34; async=&#34;true&#34;&gt;&lt;/script&gt;
</code></pre>



<p>:)</p>
]]></content:encoded>
      <author>gutocarvalho</author>
      <guid>https://bolha.blog/read/a/2t4wa91dqq</guid>
      <pubDate>Wed, 10 Jul 2024 18:57:44 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Resumo do bug do SSH, direto ao ponto!</title>
      <link>https://bolha.blog/gutocarvalho/resumo-do-bug-do-ssh-direto-ao-ponto</link>
      <description>&lt;![CDATA[Estão seguros quem usa:&#xA;&#xA;OpenBSD&#xA;Alpine Linux&#xA;&#xA;Não estão seguros&#xA;&#xA;Linux (no geral)&#xA;FreeBSD&#xA;&#xA;E o Debian?&#xA;&#xA;Do bookwork (12) pra frente, tem que que atualizar, do bookworm pra trás tá de boa.&#xA;&#xA;E o Ubuntu?&#xA;&#xA;Do 22.04 pra frente tem que atualizar.&#xA;&#xA;E o AlmaLinux?&#xA;&#xA;Tem que atualizar o 9.x.&#xA;&#xA;Quais versões do openssh são vulneráveis?&#xA;&#xA;Todas antes da 4.4.x, referente ao bug inicialmente encontrado em 2006.&#xA;&#xA;Da 4.4.x até 8.4x tá tudo certo, foi corrigido pelo projeto.&#xA;&#xA;O bug voltou (regresshion) da 8.5p1 e seguiu ativo até a 9.7p1.&#xA;&#xA;A versão, 9.8p1, que foi lançada no dia 01/Jul/2024, não é afetada pelo bug. &#xA;&#xA;Refs&#xA;&#xA;Valeu Qualys pelo reporte.&#xA;&#xA;https://blog.qualys.com/vulnerabilities-threat-research/2024/07/01/regresshion-remote-unauthenticated-code-execution-vulnerability-in-openssh-server&#xA;&#xA;[s]&#xA;Guto]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<h2 id="estão-seguros-quem-usa">Estão seguros quem usa:</h2>
<ul><li>OpenBSD</li>
<li>Alpine Linux</li></ul>

<h2 id="não-estão-seguros">Não estão seguros</h2>
<ul><li>Linux (no geral)</li>
<li>FreeBSD</li></ul>

<h2 id="e-o-debian">E o Debian?</h2>

<p>Do bookwork (12) pra frente, tem que que atualizar, do bookworm pra trás tá de boa.</p>

<h2 id="e-o-ubuntu">E o Ubuntu?</h2>

<p>Do 22.04 pra frente tem que atualizar.</p>

<h2 id="e-o-almalinux">E o AlmaLinux?</h2>

<p>Tem que atualizar o 9.x.</p>

<h2 id="quais-versões-do-openssh-são-vulneráveis">Quais versões do openssh são vulneráveis?</h2>

<p>Todas antes da 4.4.x, referente ao bug inicialmente encontrado em 2006.</p>

<p>Da 4.4.x até 8.4x tá tudo certo, foi corrigido pelo projeto.</p>

<p>O bug voltou (regresshion) da 8.5p1 e seguiu ativo até a 9.7p1.</p>

<p>A versão, 9.8p1, que foi lançada no dia 01/Jul/2024, não é afetada pelo bug. </p>

<h2 id="refs">Refs</h2>

<p>Valeu Qualys pelo reporte.</p>

<p><a href="https://blog.qualys.com/vulnerabilities-threat-research/2024/07/01/regresshion-remote-unauthenticated-code-execution-vulnerability-in-openssh-server" rel="nofollow">https://blog.qualys.com/vulnerabilities-threat-research/2024/07/01/regresshion-remote-unauthenticated-code-execution-vulnerability-in-openssh-server</a></p>

<p>[s]
Guto</p>
]]></content:encoded>
      <author>gutocarvalho</author>
      <guid>https://bolha.blog/read/a/7a5uhz4hjj</guid>
      <pubDate>Tue, 02 Jul 2024 00:26:47 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>29 - READ TWO MANGA BY THE SAME AUTHOR - 17-21: Fujimoto Tatsuki Tanpenshuu (4/4) // 22-26: Fujimoto Tatsuki Tanpenshuu (4/4)</title>
      <link>https://bolha.blog/ler-todos-os-mangas-do-mundo/29-read-two-manga-by-the-same-author-17-21-fujimoto-tatsuki-tanpenshuu</link>
      <description>&lt;![CDATA[img src=&#34;https://cdn.myanimelist.net/images/manga/2/251352.jpg&#34; alt=&#34;17-21&#34; style=&#34;width: 12.5rem; height: auto; margin: 0 .5rem .25rem 0; float: left;&#34; /Bem, Tatsuki Fujimoto se tornou um dos meus mangákas favoritos nos últimos tempos. Essas coletâneas reúnem os one-shot escritos pelo autor, a primeira do ano de 2017 até 2021 e a segunda de 2022 até 2026. Enquanto escrevo esse texto, percebo que ainda estamos em 2024 (!). Pesquisei agora no myanimelist, e as histórias do segundo foram publicadas de 2014 até 2018. O que raios quer dizer 22-26??? &#xA;&#xA;Sobre o conteúdo, não tenho muito a dizer. É interessante perceber, durante a leitura, diversos pontos esparços que um dia se tornariam Chainsaw Man. E sempre foi edgy, assim como o edgy que me atrai em CSM. A verdade é que não posso demorar pra escrever no blogue. Eu não lembro de quase nada, principalmente o que não permeia a história de Nayuta.&#xA;&#xA;img src=&#34;https://cdn.myanimelist.net/images/manga/3/251978.jpg&#34; alt=&#34;22-26&#34; style=&#34;width: 12.5rem; height: auto; margin: 0 .5rem .25rem 0; float: right;&#34; /Mas enfim. Peguei pra reler &#xA;minha nota antiga sobre CSM e, em retrospecto, discordo totalmente do que escrevi na época, ainda mais acompanhando o mangá nos dias atuais (cap. 155). Escrevi em outubro de 2020, e é uma das poucas postagens que me recordo a data, pois foi a data que estive internado por conta de um pneumotórax (eu nem tenho ideia a data que comecei a realizar o desafio de ler todos os mangás do mundo, mas acho que foi próximo disso). &#xA;&#xA;Passaram 4 anos, e graças a deus eu mudei e continuo mudando. Hoje, por exemplo, tive um dia muito do ruim. Amanhã será péssimo (OSCE de Ginecologia e Obstetrícia, só quem já fez sabe o terror) e os próximos três meses piores ainda (internato rural em Pains - espero gostar, mas sentirei falta da civilização). Mas não deixo ser afetado por isso como eu era antigamente. O post de CSM exala todos os terríveis 15 dias da internação. Não foi um período fácil (afinal, quase-morte), mas hoje reagiria de forma diferente. Muita coisa faria diferente. &#xA;&#xA;A melhor ideia que eu tive foi escrever esse blog. Perceber o quanto mudei é uma das melhores sensações que existem.]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p><img src="https://cdn.myanimelist.net/images/manga/2/251352.jpg" alt="17-21" style="width: 12.5rem; height: auto; margin: 0 .5rem .25rem 0; float: left;"/>Bem, Tatsuki Fujimoto se tornou um dos meus mangákas favoritos nos últimos tempos. Essas coletâneas reúnem os one-shot escritos pelo autor, a primeira do ano de 2017 até 2021 e a segunda de 2022 até 2026. Enquanto escrevo esse texto, percebo que ainda estamos em 2024 (!). Pesquisei agora no myanimelist, e as histórias do segundo foram publicadas de 2014 até 2018. O que raios quer dizer 22-26???</p>

<p>Sobre o conteúdo, não tenho muito a dizer. É interessante perceber, durante a leitura, diversos pontos esparços que um dia se tornariam Chainsaw Man. E sempre foi edgy, assim como o edgy que me atrai em CSM. A verdade é que não posso demorar pra escrever no blogue. Eu não lembro de quase nada, principalmente o que não permeia a história de Nayuta.</p>

<p><img src="https://cdn.myanimelist.net/images/manga/3/251978.jpg" alt="22-26" style="width: 12.5rem; height: auto; margin: 0 .5rem .25rem 0; float: right;"/>Mas enfim. Peguei pra reler
<a href="https://bolha.blog/ler-todos-os-mangas-do-mundo/6-read-a-manga-by-an-author-artist-you-dont-know-chainsaw-man-88" rel="nofollow">minha nota antiga sobre CSM</a> e, em retrospecto, discordo totalmente do que escrevi na época, ainda mais acompanhando o mangá nos dias atuais (cap. 155). Escrevi em outubro de 2020, e é uma das poucas postagens que me recordo a data, pois foi a data que estive internado por conta de um pneumotórax (eu nem tenho ideia a data que comecei a realizar o desafio de ler todos os mangás do mundo, mas acho que foi próximo disso).</p>

<p>Passaram 4 anos, e graças a deus eu mudei e continuo mudando. Hoje, por exemplo, tive um dia muito do ruim. Amanhã será péssimo (OSCE de Ginecologia e Obstetrícia, só quem já fez sabe o terror) e os próximos três meses piores ainda (internato rural em Pains – espero gostar, mas sentirei falta da civilização). Mas não deixo ser afetado por isso como eu era antigamente. O post de CSM exala todos os terríveis 15 dias da internação. Não foi um período fácil (afinal, quase-morte), mas hoje reagiria de forma diferente. Muita coisa faria diferente.</p>

<p>A melhor ideia que eu tive foi escrever esse blog. Perceber o quanto mudei é uma das melhores sensações que existem.</p>
]]></content:encoded>
      <author>Ler Todos os Mangás do Mundo</author>
      <guid>https://bolha.blog/read/a/vs5tujalby</guid>
      <pubDate>Fri, 28 Jun 2024 00:57:51 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Subimos um just my toots</title>
      <link>https://bolha.blog/bolhaverso/subimos-um-just-my-toots</link>
      <description>&lt;![CDATA[Essa ferramenta cria um timeline com seus toots, é tipo um portifólio pessoal.&#xA;&#xA;Acesse e configure já&#xA;&#xA;https://justmytoots.bolha.tools&#xA;&#xA;;)]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Essa ferramenta cria um timeline com seus toots, é tipo um portifólio pessoal.</p>

<p>Acesse e configure já</p>

<p><a href="https://justmytoots.bolha.tools" rel="nofollow">https://justmytoots.bolha.tools</a></p>

<p>;)</p>
]]></content:encoded>
      <author>bolhaverso</author>
      <guid>https://bolha.blog/read/a/i0087i1ky9</guid>
      <pubDate>Wed, 26 Jun 2024 09:37:39 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>28 - READ A MANGA WITH A MAIN CHARACTER THAT WEARS GLASSES - SANDLAND (14/14)</title>
      <link>https://bolha.blog/ler-todos-os-mangas-do-mundo/28-read-a-manga-with-a-main-character-that-wears-glasses-sandland-14-14</link>
      <description>&lt;![CDATA[img src=&#34;https://cdn.myanimelist.net/images/manga/2/253120.jpg&#34; alt=&#34;sandland&#34; style=&#34;width: 12.5rem; height: auto; margin: 0 .5rem .25rem 0; float: left;&#34; /Bem, não tive coragem de aparecer por aqui desde o início do ano, que foi quando li este título. Planejava fazer um post conjunto de SandLand e os capítulos curtos de Tatsuki Fujimoto, porém, imediatamente após eu terminar o primeiro, veio a notícia da morte de Toriyama. &#xA;&#xA;Foi como um soco no estômago. Passei dias e dias pensando em como a obra dele mudou minha vida. Acho que, quase 6 meses depois, só agora me sinto confortável em falar sobre. &#xA;&#xA;Eu, assim como milhares de crianças brasileiras, tive o primeiro contato com o mundo dos animes por meio de Dragon Ball Z. E, como todo otaku rebelde, passei a odiar a obra. Foi então em algum momento que não lembro ao certo a data específica, mas durante a fase mais tenebrosa da minha vida, que o Guilherme sugeriu que a gente lesse o mangá. Numa primeira reação, disse que só leria o DB inicial, por odiar tudo que o anime &#34;Z&#34; adaptava. &#xA;&#xA;Pois bem, paguei minha língua. Não consegui parar e li os 42 volumes de DB em menos de um mês. Na fase da minha vida que eu não tinha concentração pra absolutamente nada e saúde mental nem para levantar da cama. Me questionei - odeio mesmo Dragon Ball? Não tinha motivo para tal, não tinha razão. Era só um ódio adolescente. &#xA;&#xA;Me fez encarar de forma completamente diferente tudo que comecei a consumir depois dessa data. Não só isso, mudou minha forma de ver tudo o que acontecia na minha vida. Foi um ponto de virada, não digo que melhorei desde então, pois aconteceram muitas e muitas recaídas, mas foi o primeiro momento que percebi que tinha que mudar.&#xA;&#xA;Fiquei muito feliz em ler SandLand depois de tanto tempo sem contato com o Toriyama e de lembrar de tudo isso. A coincidência de ler logo antes dele morrer (seria muito presunçoso da minha parte dizer que foi um presságio, apesar de ter vontade de falar) só aumentou a dor que senti com a partida do autor. &#xA;&#xA;Agora consigo dizer, descanse em paz. Obrigado por tudo. ]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p><img src="https://cdn.myanimelist.net/images/manga/2/253120.jpg" alt="sandland" style="width: 12.5rem; height: auto; margin: 0 .5rem .25rem 0; float: left;"/>Bem, não tive coragem de aparecer por aqui desde o início do ano, que foi quando li este título. Planejava fazer um post conjunto de SandLand e os capítulos curtos de Tatsuki Fujimoto, porém, imediatamente após eu terminar o primeiro, veio a notícia da morte de Toriyama.</p>

<p>Foi como um soco no estômago. Passei dias e dias pensando em como a obra dele mudou minha vida. Acho que, quase 6 meses depois, só agora me sinto confortável em falar sobre.</p>

<p>Eu, assim como milhares de crianças brasileiras, tive o primeiro contato com o mundo dos animes por meio de Dragon Ball Z. E, como todo otaku rebelde, passei a odiar a obra. Foi então em algum momento que não lembro ao certo a data específica, mas durante a fase mais tenebrosa da minha vida, que o Guilherme sugeriu que a gente lesse o mangá. Numa primeira reação, disse que só leria o DB inicial, por odiar tudo que o anime “Z” adaptava.</p>

<p>Pois bem, paguei minha língua. Não consegui parar e li os 42 volumes de DB em menos de um mês. Na fase da minha vida que eu não tinha concentração pra absolutamente nada e saúde mental nem para levantar da cama. Me questionei – odeio mesmo Dragon Ball? Não tinha motivo para tal, não tinha razão. Era só um ódio adolescente.</p>

<p>Me fez encarar de forma completamente diferente tudo que comecei a consumir depois dessa data. Não só isso, mudou minha forma de ver tudo o que acontecia na minha vida. Foi um ponto de virada, não digo que melhorei desde então, pois aconteceram muitas e muitas recaídas, mas foi o primeiro momento que percebi que tinha que mudar.</p>

<p>Fiquei muito feliz em ler SandLand depois de tanto tempo sem contato com o Toriyama e de lembrar de tudo isso. A coincidência de ler logo antes dele morrer (seria muito presunçoso da minha parte dizer que foi um presságio, apesar de ter vontade de falar) só aumentou a dor que senti com a partida do autor.</p>

<p>Agora consigo dizer, descanse em paz. Obrigado por tudo.</p>
]]></content:encoded>
      <author>Ler Todos os Mangás do Mundo</author>
      <guid>https://bolha.blog/read/a/gmtuftpjn1</guid>
      <pubDate>Sun, 23 Jun 2024 16:43:24 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Carta Aberta à Organização do FIQ (Festival Internacional de Quadrinhos)</title>
      <link>https://bolha.blog/hqunivos/carta-aberta-a-organizacao-do-fiq-festival-internacional-de-quadrinhos</link>
      <description>&lt;![CDATA[FIQ&#xA;À organização, &#xA;&#xA;Nosso coletivo, Quadrinistas Uni-vos, reconhece e valoriza a iniciativa de incentivo à leitura promovida com a ação dos vouchers distribuídos aos estudantes da rede de ensino público. Porém, precisamos destacar que existem falhas na iniciativa que deixam uma parte considerável dos quadrinistas de fora, seja por serem incapazes de aceitar os vouchers devido às suas condições de trabalho, ou mesmo por estarem sujeitos a sofrer prejuízos.&#xA;&#xA;Dos quadrinistas que possuem CNPJ, a maior parte deles é MEI, porém, parcela considerável atuam apenas como pessoas físicas, e mesmo aqueles que portam um MEI não possuem contadores para tirarem dúvidas a respeito de nota fiscal.&#xA;&#xA;Entendemos que, devido a essas questões, os vouchers beneficiam apenas alguns poucos quadrinistas, que conseguem emitir essas notas junto às livrarias que alugam os estandes e que são formalizadas através de um CNPJ como “vendedoras de livros”. &#xA;&#xA;Muitos quadrinistas, por não conseguirem emitir notas de produtos por questões contábeis, acabam recorrendo a terceiros para emiti-las, a fim de conseguir alcançar as crianças e adolescentes visitantes das escolas, um público que dificilmente teria acesso ao seu trabalho de outra forma. Alguns artistas, com o objetivo de atingir o público, aceitam os vouchers e os utilizam em estandes de editoras fazendo compras e gastando um recurso que deveria ajudar a pagar seus custos. Um programa importante de incentivo à leitura não pode deixar de fora uma parte considerável da produção quadrinística brasileira.&#xA;&#xA;Na edição de 2022, ano em que se deu início a essa política de fomento cultural, quadrinistas aceitaram vouchers, e ao entrarem em contato com as escolas para receber, posteriormente ao FIQ, foram ignorados. Essa relação desigual que se deu entre os quadrinistas e algumas das instituições escolares levou a prejuízos financeiros para nossa categoria, já tão precarizada em suas condições de vida e trabalho.&#xA;&#xA;Devido ao que aconteceu em 2022, nesta nova edição do FIQ muitos quadrinistas optaram por não aceitar os vouchers, limitando ainda mais a sua utilização às livrarias, que já faziam muitas vendas dentro do evento. Isso prejudica também o alcance do poder de compra dos estudantes, que não podem adquirir o quadrinho que estão interessados e sim o material de quem aceita os vouchers.&#xA;&#xA;Para que exista uma distribuição mais democrática entre os quadrinistas independentes e as livrarias, o coletivo Quadrinistas Uni-vos sugere (e se coloca à disposição para contribuir nisso) que o evento faça uma intermediação encarregada pela emissão de notas e recebimentos, aos moldes de outras feiras, como a “Feira do livro de Osasco” que acontece no Estado de São Paulo.&#xA;&#xA;Uma outra alternativa sugerida pelo coletivo é a utilização de cartões pré abastecidos com o valor do voucher, exclusivo para utilização entre os artistas e livrarias, possibilitando uma transação menos burocrática e acessível tanto para os beneficiados quanto para os compradores que, por consequência, terão acesso a mais opções de títulos.&#xA;&#xA;Para além dessa sugestão e a fim de profissionalizar o setor, o FIQ pode tornar-se um espaço de aprendizado e avanço, oferecendo cursos gratuitos para os artistas selecionados junto ao SEBRAE, orientando e tirando dúvidas contábeis e fiscais.&#xA;&#xA;Estamos à disposição para um diálogo aberto e construtivo.  Juntos, podemos construir um cenário de quadrinhos cada vez mais justo e representativo.&#xA;&#xA;Atenciosamente,&#xA;&#xA;Coletivo Quadrinistas Uni-vos.]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p><img src="https://i.imgur.com/i6o5IVH.jpg" alt="FIQ">
À organização,</p>

<p>Nosso coletivo, Quadrinistas Uni-vos, reconhece e valoriza a iniciativa de incentivo à leitura promovida com a ação dos vouchers distribuídos aos estudantes da rede de ensino público. Porém, precisamos destacar que existem falhas na iniciativa que deixam uma parte considerável dos quadrinistas de fora, seja por serem incapazes de aceitar os vouchers devido às suas condições de trabalho, ou mesmo por estarem sujeitos a sofrer prejuízos.</p>

<p>Dos quadrinistas que possuem CNPJ, a maior parte deles é MEI, porém, parcela considerável atuam apenas como pessoas físicas, e mesmo aqueles que portam um MEI não possuem contadores para tirarem dúvidas a respeito de nota fiscal.</p>

<p>Entendemos que, devido a essas questões, os vouchers beneficiam apenas alguns poucos quadrinistas, que conseguem emitir essas notas junto às livrarias que alugam os estandes e que são formalizadas através de um CNPJ como “vendedoras de livros”.</p>

<p>Muitos quadrinistas, por não conseguirem emitir notas de produtos por questões contábeis, acabam recorrendo a terceiros para emiti-las, a fim de conseguir alcançar as crianças e adolescentes visitantes das escolas, um público que dificilmente teria acesso ao seu trabalho de outra forma. Alguns artistas, com o objetivo de atingir o público, aceitam os vouchers e os utilizam em estandes de editoras fazendo compras e gastando um recurso que deveria ajudar a pagar seus custos. Um programa importante de incentivo à leitura não pode deixar de fora uma parte considerável da produção quadrinística brasileira.</p>

<p>Na edição de 2022, ano em que se deu início a essa política de fomento cultural, quadrinistas aceitaram vouchers, e ao entrarem em contato com as escolas para receber, posteriormente ao FIQ, foram ignorados. Essa relação desigual que se deu entre os quadrinistas e algumas das instituições escolares levou a prejuízos financeiros para nossa categoria, já tão precarizada em suas condições de vida e trabalho.</p>

<p>Devido ao que aconteceu em 2022, nesta nova edição do FIQ muitos quadrinistas optaram por não aceitar os vouchers, limitando ainda mais a sua utilização às livrarias, que já faziam muitas vendas dentro do evento. Isso prejudica também o alcance do poder de compra dos estudantes, que não podem adquirir o quadrinho que estão interessados e sim o material de quem aceita os vouchers.</p>

<p>Para que exista uma distribuição mais democrática entre os quadrinistas independentes e as livrarias, o coletivo Quadrinistas Uni-vos sugere (e se coloca à disposição para contribuir nisso) que o evento faça uma intermediação encarregada pela emissão de notas e recebimentos, aos moldes de outras feiras, como a “Feira do livro de Osasco” que acontece no Estado de São Paulo.</p>

<p>Uma outra alternativa sugerida pelo coletivo é a utilização de cartões pré abastecidos com o valor do voucher, exclusivo para utilização entre os artistas e livrarias, possibilitando uma transação menos burocrática e acessível tanto para os beneficiados quanto para os compradores que, por consequência, terão acesso a mais opções de títulos.</p>

<p>Para além dessa sugestão e a fim de profissionalizar o setor, o FIQ pode tornar-se um espaço de aprendizado e avanço, oferecendo cursos gratuitos para os artistas selecionados junto ao SEBRAE, orientando e tirando dúvidas contábeis e fiscais.</p>

<p>Estamos à disposição para um diálogo aberto e construtivo.  Juntos, podemos construir um cenário de quadrinhos cada vez mais justo e representativo.</p>

<p>Atenciosamente,</p>

<p>Coletivo Quadrinistas Uni-vos.</p>
]]></content:encoded>
      <author>Quadrinistas Uni-vos</author>
      <guid>https://bolha.blog/read/a/2p01vy9lx0</guid>
      <pubDate>Sat, 22 Jun 2024 22:18:39 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Olá, meu nome é zé, e já tive um blog brevemente no fediverso, escrevi uns 3...</title>
      <link>https://bolha.blog/zeandarilho/ola-meu-nome-e-ze-e-ja-tive-um-blog-brevemente-no-fediverso-escrevi-uns-3</link>
      <description>&lt;![CDATA[ Olá, meu nome é zé, e já tive um blog brevemente no fediverso, escrevi uns 3 posts mas depois desanimei, sei lá. nem sei mais qual era o endereço. Acho que vou voltar a escrever um pouco, sinto falta disso as vezes. Eu escrevi pra alguns blogs por uns anos, mas depois parei, desanimei um pouco.  Percalços da vida.&#xA; Pra quem não me conhece eu sou paranaense, escrevia sobre series, filmes jogos, politica, o que me interessasse no momento.&#xA; Quando eu era mais novo eu tinha uma energia, uns surtos criativos, me vinha uma certa inspiração que eu produzia sem parar por horas, hoje não consigo mais, mas vou tentar escrever pelo menos um pouco, porque acaba sendo uma terapia pra mim, e eu sinto falta.]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p> Olá, meu nome é zé, e já tive um blog brevemente no fediverso, escrevi uns 3 posts mas depois desanimei, sei lá. nem sei mais qual era o endereço. Acho que vou voltar a escrever um pouco, sinto falta disso as vezes. Eu escrevi pra alguns blogs por uns anos, mas depois parei, desanimei um pouco.  Percalços da vida.
 Pra quem não me conhece eu sou paranaense, escrevia sobre series, filmes jogos, politica, o que me interessasse no momento.
 Quando eu era mais novo eu tinha uma energia, uns surtos criativos, me vinha uma certa inspiração que eu produzia sem parar por horas, hoje não consigo mais, mas vou tentar escrever pelo menos um pouco, porque acaba sendo uma terapia pra mim, e eu sinto falta.</p>
]]></content:encoded>
      <author>ZeAndarilho</author>
      <guid>https://bolha.blog/read/a/5cww06jnv6</guid>
      <pubDate>Wed, 19 Jun 2024 12:10:43 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Novidades de Abril/Maio</title>
      <link>https://bolha.blog/bolhaverso/novidades-de-abril-maio</link>
      <description>&lt;![CDATA[Subimos uma ferramenta anti-paywall&#xA;&#xA;Subimos nosso 13ft, uma ferramenta antipaywall&#xA;&#xA;https://open.bolha.tools&#xA;&#xA;Subimos nosso Pastebin&#xA;&#xA;https://yabin.bolha.tools&#xA;&#xA;Subimos um editor de PDF&#xA;&#xA;Subimos uma ferramenta para manipular arquivos PDF.&#xA;&#xA;https://spdf.bolha.tools&#xA;&#xA;Subimos um novo editor de diagramas&#xA;&#xA;Subimos mais um editor de diagramas.&#xA;&#xA;https://excalidraw.bolha.tools&#xA;&#xA;Subimos um concliador de agendas&#xA;&#xA;Subimos o conciliador de agendas cal.com&#xA;&#xA;https://bolha.in&#xA;&#xA;Subimos novos clientes Mastodon&#xA;&#xA;https://phanby.bolha.us&#xA;https://pinafore.bolha.us&#xA;&#xA;Subimos ferramentas para mastodon&#xA;&#xA;Esse gera um gráfico de relacionados da sua conta.&#xA;&#xA;https://circles.bolha.us&#xA;&#xA;Mande seu feedback no mastodon!&#xA;&#xA;[s]&#xA;@gutocarvalho@bolhas.us&#xA; ]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<h2 id="subimos-uma-ferramenta-anti-paywall">Subimos uma ferramenta anti-paywall</h2>

<p>Subimos nosso 13ft, uma ferramenta antipaywall</p>
<ul><li><a href="https://open.bolha.tools" rel="nofollow">https://open.bolha.tools</a></li></ul>

<h2 id="subimos-nosso-pastebin">Subimos nosso Pastebin</h2>
<ul><li><a href="https://yabin.bolha.tools" rel="nofollow">https://yabin.bolha.tools</a></li></ul>

<h2 id="subimos-um-editor-de-pdf">Subimos um editor de PDF</h2>

<p>Subimos uma ferramenta para manipular arquivos PDF.</p>
<ul><li><a href="https://spdf.bolha.tools" rel="nofollow">https://spdf.bolha.tools</a></li></ul>

<h2 id="subimos-um-novo-editor-de-diagramas">Subimos um novo editor de diagramas</h2>

<p>Subimos mais um editor de diagramas.</p>
<ul><li><a href="https://excalidraw.bolha.tools" rel="nofollow">https://excalidraw.bolha.tools</a></li></ul>

<h2 id="subimos-um-concliador-de-agendas">Subimos um concliador de agendas</h2>

<p>Subimos o conciliador de agendas cal.com</p>
<ul><li><a href="https://bolha.in" rel="nofollow">https://bolha.in</a></li></ul>

<h2 id="subimos-novos-clientes-mastodon">Subimos novos clientes Mastodon</h2>
<ul><li><a href="https://phanby.bolha.us" rel="nofollow">https://phanby.bolha.us</a></li>
<li><a href="https://pinafore.bolha.us" rel="nofollow">https://pinafore.bolha.us</a></li></ul>

<h2 id="subimos-ferramentas-para-mastodon">Subimos ferramentas para mastodon</h2>

<p>Esse gera um gráfico de relacionados da sua conta.</p>
<ul><li><a href="https://circles.bolha.us" rel="nofollow">https://circles.bolha.us</a></li></ul>

<p>Mande seu feedback no mastodon!</p>

<p>[s]
@gutocarvalho@bolhas.us</p>
]]></content:encoded>
      <author>bolhaverso</author>
      <guid>https://bolha.blog/read/a/orfz3su462</guid>
      <pubDate>Thu, 13 Jun 2024 19:47:38 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>qutebrowser - um navegador orientado ao teclado</title>
      <link>https://bolha.blog/foss/qutebrowser-um-navegador-orientado-ao-teclado</link>
      <description>&lt;![CDATA[Bem-vindo a FOSS!&#xA;&#xA;Para quem não gosta de tirar as mãos do teclado encontrará no qutebrowser a melhor opção de navegador. Isso porque ele é extremamente configurável, com diversas opções de integração e personalização. No entanto, ainda possui algumas limitações.&#xA;&#xA;Muitos programadores e usuários que preferem o uso do teclado em detrimento do mouse optam pelo editor Vim. Na medida em que o referido navegador baseou seus comandos e várias funcionalidades neste editor, seus usuários irão se sentir &#34;em casa&#34;, sabendo, de modo bem intuitivo, diversas teclas de atalho. Seu uso básico consiste em pressionar f. Com isso, os links da página serão destacados; então basta pressionar as respectivas letras do link desejado.&#xA;&#xA;qutebrowser-hints&#xA;&#xA;Semelhantemente ao Vim, o qutebrowser permite inúmeras configurações no arquivo config.py, tal qual ocorre no .vimrc. Entre elas, cabe destacar personalizações que permitem um visual minimalista assim como o uso integrado a outros aplicativos, por exemplo: abrir vídeos do Youtube no MPV Player ou utilizar o ranger como gerenciador de arquivos para upload.&#xA;&#xA;Contudo, encontra algumas limitações, como a não abertura de sites como imgur (ao menos na versão 2.5.0, disponível para minha distro, Pop! OS 22.04 LTS). Atualização: em 12/06/2024 confirmei com um usuário de Arch Linux, com versão 3.2.0 do qutebrowser e, nela, está funcionando normalmente. Além disso, não permite a instalação de extensões / add-ons, a despeito de possuir um ótimo ad-blocker nativo e permitir uma configuração de tema escuro similar ao Dark Reader.&#xA;&#xA;Por tais razões, o qutebrowser é o melhor navegador orientado ao teclado, sobretudo para os usuários do editor Vim. Uma vez que é altamente configurável, permite um nível de personalização que vai desde sua parte gráfica até seu modo de operação. Cabe ressaltar a integração com outros aplicativos, como MPV Player. Ainda que encontre algumas restrições, a exemplo da ausência de extensões, o saldo é positivo, pois reduz drasticamente a dependência do mouse, proporcionando uma navegação focada, mais ágil e menos poluída.&#xA;&#xA;Abaixo, uma demonstração em vídeo:&#xA;&#xA;iframe id=&#34;odysee-iframe&#34; style=&#34;width:100%; aspect-ratio:16 / 9;&#34; src=&#34;https://odysee.com/$/embed/@bryce:c/qutebrowser,-the-coolest-web-browser:7?r=B58oFh4i8HBnwNnCn1UxBep8EG4dWzMQ&#34; allowfullscreen/iframe&#xA;&#xA;---&#xA;&#xA;Este foi o primeiro post do &#34;Bem-vindo a FOSS&#34;. Seu nome vem de um jogo de palavras com foz: &#34;sf.1. Ponto onde um rio deságua no mar, em um lago ou em outro rio; DESEMBOCADURA&#34; e F.O.S.S., acrônimo para Free and Open Source Software (em português, numa tradução livre, &#34;Programa Gratuito e de Código Aberto&#34;).&#xA;&#xA;Dessa forma, seu objetivo é dar dicas sobre aplicativos FOSS, visando custo zero para aquisição, liberdade de uso e desprendimento das soluções proprietárias, principalmente daquelas pertencentes às big techs.&#xA;&#xA;tags: #FOSS #OpenSource #BemVindoaFOSS #qutebrowser #MPV #ranger #navegador #browser #Vim]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p><img src="https://i.imgur.com/M41cDbj.jpg" alt="Bem-vindo a FOSS!"></p>

<p>Para quem não gosta de tirar as mãos do teclado encontrará no <em>qutebrowser</em> a melhor opção de navegador. Isso porque ele é extremamente configurável, com diversas opções de integração e personalização. No entanto, ainda possui algumas limitações.</p>

<p>Muitos programadores e usuários que preferem o uso do teclado em detrimento do <em>mouse</em> optam pelo editor <em><a href="https://www.vim.org/" rel="nofollow">Vim</a></em>. Na medida em que o referido navegador baseou seus comandos e várias funcionalidades neste editor, seus usuários irão se sentir “em casa”, sabendo, de modo bem intuitivo, diversas teclas de atalho. Seu uso básico consiste em pressionar <code>f</code>. Com isso, os <em>links</em> da página serão destacados; então basta pressionar as respectivas letras do <em>link</em> desejado.</p>

<p><img src="https://qutebrowser.org/doc/img/hints.png" alt="qutebrowser-hints"></p>

<p>Semelhantemente ao <em>Vim</em>, o <em>qutebrowser</em> permite inúmeras configurações no arquivo <code>config.py</code>, tal qual ocorre no <code>.vimrc</code>. Entre elas, cabe destacar personalizações que permitem um visual minimalista assim como o uso integrado a outros aplicativos, por exemplo: abrir vídeos do <em>Youtube</em> no <em><a href="https://mpv.io/" rel="nofollow">MPV Player</a></em> ou utilizar o <em><a href="https://ranger.github.io/" rel="nofollow">ranger</a></em> como gerenciador de arquivos para <em>upload</em>.</p>

<p>Contudo, encontra algumas limitações, como a não abertura de sites como <em><a href="https://imgur.com/" rel="nofollow">imgur</a></em> (ao menos na versão 2.5.0, disponível para minha distro, <em><a href="https://pop.system76.com/" rel="nofollow">Pop! OS 22.04 LTS</a></em>). <strong>Atualização:</strong> em 12/06/2024 confirmei com um usuário de <em>Arch Linux</em>, com versão 3.2.0 do qutebrowser e, nela, está funcionando normalmente. Além disso, não permite a instalação de extensões / <em>add-ons</em>, a despeito de possuir um ótimo <em>ad-blocker</em> nativo e permitir uma configuração de tema escuro similar ao <em><a href="https://darkreader.org/" rel="nofollow">Dark Reader</a></em>.</p>

<p>Por tais razões, o <em><a href="https://qutebrowser.org/" rel="nofollow">qutebrowser</a></em> é o melhor navegador orientado ao teclado, sobretudo para os usuários do editor <em>Vim</em>. Uma vez que é altamente configurável, permite um nível de personalização que vai desde sua parte gráfica até seu modo de operação. Cabe ressaltar a integração com outros aplicativos, como <em>MPV Player</em>. Ainda que encontre algumas restrições, a exemplo da ausência de extensões, o saldo é positivo, pois reduz drasticamente a dependência do <em>mouse</em>, proporcionando uma navegação focada, mais ágil e menos poluída.</p>

<p>Abaixo, uma demonstração em vídeo:</p>

<iframe id="odysee-iframe" style="width:100%; aspect-ratio:16 / 9;" src="https://odysee.com/$/embed/@bryce:c/qutebrowser,-the-coolest-web-browser:7?r=B58oFh4i8HBnwNnCn1UxBep8EG4dWzMQ" allowfullscreen=""></iframe>

<hr>

<p>Este foi o primeiro <em>post</em> do “Bem-vindo a FOSS”. Seu nome vem de um jogo de palavras com <a href="https://aulete.com.br/foz" rel="nofollow">foz</a>: “sf.1. Ponto onde um rio deságua no mar, em um lago ou em outro rio; DESEMBOCADURA” e <em>F.O.S.S.</em>, acrônimo para <em>Free and Open Source Software</em> (em português, numa tradução livre, “Programa Gratuito e de Código Aberto”).</p>

<p>Dessa forma, seu objetivo é dar dicas sobre aplicativos <em>FOSS</em>, visando custo zero para aquisição, liberdade de uso e desprendimento das soluções proprietárias, principalmente daquelas pertencentes às <em><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/GAFAM" rel="nofollow">big techs</a></em>.</p>

<p><strong>tags:</strong> #FOSS #OpenSource #BemVindoaFOSS #qutebrowser #MPV #ranger #navegador #browser #Vim</p>
]]></content:encoded>
      <author>Bem-vindo a FOSS</author>
      <guid>https://bolha.blog/read/a/yoadj6pe8u</guid>
      <pubDate>Wed, 12 Jun 2024 01:04:38 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Canais do YT que se tornaram lixo ao se aliar com a extrema direita</title>
      <link>https://bolha.blog/domrodrigues/canais-do-yt-que-se-tornaram-lixo-ao-se-aliar-com-a-extrema-direita</link>
      <description>&lt;![CDATA[Um dos canais que inicialmente tinha uma proposta interessante era o Hoje no Mundo Militar. O canal discutia assuntos relacionados a armas e estratégias militares de forma aparentemente credível. No entanto, após o início da Guerra Rússia-Ucrânia, a qualidade do conteúdo deteriorou-se. As análises passaram a ser questionáveis e pareciam ter um viés pró-Ucrânia. Posteriormente, descobriu-se que o canal tem vínculos com a Escolinha do Fascismo: MBL.&#xA;&#xA;Outro canal que eu acompanhava era o de geopolítica do Prof. Hoc. Entretanto, após assistir a apenas três episódios, percebi que o conteúdo era nitidamente pró-Ucrânia e alinhado com uma perspectiva atlanticista. Não me senti confortável em continuar acompanhando aqueles absurdos com ares de erudição, engana fácil.&#xA;&#xA;O terceiro canal é o Ei Nerd, focado em cultura pop. O apresentador, Peter, foi um grande apoiador do bolsonarismo em 2018. Naquele mesmo ano, ele publicou um vídeo com o título &#34;Androide 17, o Mito&#34;, supostamente sobre Dragon Ball.&#xA;&#xA;O quarto canal é o Fatos Desconhecidos. Esse eu nem mesmo consigo assistir, pois antes mesmo de adotar um discurso fascista, o conteúdo já era de baixa qualidade, com histórias sem embasamento. Agora, com a adição de elementos bolsonaristas, o canal ficou ainda mais lixo.]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Um dos canais que inicialmente tinha uma proposta interessante era o <strong>Hoje no Mundo Militar</strong>. O canal discutia assuntos relacionados a armas e estratégias militares de forma aparentemente credível. No entanto, após o início da Guerra Rússia-Ucrânia, a qualidade do conteúdo deteriorou-se. As análises passaram a ser questionáveis e pareciam ter um viés pró-Ucrânia. Posteriormente, descobriu-se que o canal tem vínculos com a Escolinha do Fascismo: MBL.</p>

<p>Outro canal que eu acompanhava era o de geopolítica do <strong>Prof. Hoc</strong>. Entretanto, após assistir a apenas três episódios, percebi que o conteúdo era nitidamente pró-Ucrânia e alinhado com uma perspectiva atlanticista. Não me senti confortável em continuar acompanhando aqueles absurdos com ares de erudição, engana fácil.</p>

<p>O terceiro canal é o <strong>Ei Nerd</strong>, focado em cultura pop. O apresentador, Peter, foi um grande apoiador do bolsonarismo em 2018. Naquele mesmo ano, ele publicou um vídeo com o título “Androide 17, o Mito”, supostamente sobre Dragon Ball.</p>

<p>O quarto canal é o <strong>Fatos Desconhecidos</strong>. Esse eu nem mesmo consigo assistir, pois antes mesmo de adotar um discurso fascista, o conteúdo já era de baixa qualidade, com histórias sem embasamento. Agora, com a adição de elementos bolsonaristas, o canal ficou ainda mais lixo.</p>
]]></content:encoded>
      <author>Blog do Rodrigues</author>
      <guid>https://bolha.blog/read/a/ed34oj14tv</guid>
      <pubDate>Sun, 26 May 2024 17:00:08 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Resumo semanal Last.fm (13/05/2024 – 19/05/2024)</title>
      <link>https://bolha.blog/aelxbc/resumo-semanal-last-fm-13-05-2024-19-05-2024</link>
      <description>&lt;![CDATA[Artistas mais ouvidos&#xA;Knocked Loose&#xA;Angra&#xA;Billie Eilish&#xA;Like Moths to Flames&#xA;Mort Garson&#xA;&#xA;Álbuns mais ouvidos&#xA;You Won&#39;t Go Before You&#39;re Supposed To - Knocked Loose&#xA;HIT ME HARD AND SOFT - Billie Eilish&#xA;Cycles of Pain - Angra&#xA;Mother Earth&#39;s Plantasia - Mort Garson&#xA;The Cycles of Trying to Cope - Like Moths to Flames&#xA;&#xA;Músicas mais ouvidas&#xA;Blinding Faith - Knocked Loose&#xA;Paradigm Trigger - Like Moths to Flames&#xA;Baby&#39;s Tears Blues - Mort Garson&#xA;Bleeding Heart - Angra&#xA;You&#39;re Not There - Arab Strap&#xA;&#x9;&#xA;]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<h2 id="artistas-mais-ouvidos">Artistas mais ouvidos</h2>
<ul><li>Knocked Loose</li>
<li>Angra</li>
<li>Billie Eilish</li>
<li>Like Moths to Flames</li>
<li>Mort Garson</li></ul>

<h2 id="álbuns-mais-ouvidos">Álbuns mais ouvidos</h2>
<ul><li>You Won&#39;t Go Before You&#39;re Supposed To – Knocked Loose</li>
<li>HIT ME HARD AND SOFT – Billie Eilish</li>
<li>Cycles of Pain – Angra</li>
<li>Mother Earth&#39;s Plantasia – Mort Garson</li>
<li>The Cycles of Trying to Cope – Like Moths to Flames</li></ul>

<h2 id="músicas-mais-ouvidas">Músicas mais ouvidas</h2>
<ul><li>Blinding Faith – Knocked Loose</li>
<li>Paradigm Trigger – Like Moths to Flames</li>
<li>Baby&#39;s Tears Blues – Mort Garson</li>
<li>Bleeding Heart – Angra</li>
<li>You&#39;re Not There – Arab Strap
<br></li></ul>
]]></content:encoded>
      <author>aelxbc</author>
      <guid>https://bolha.blog/read/a/cod66cdivz</guid>
      <pubDate>Tue, 21 May 2024 14:46:33 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title> Introdução ao Fediverso, para não ficar boiando</title>
      <link>https://bolha.blog/domrodrigues/introducao-ao-fediverso-para-nao-ficar-boiando</link>
      <description>&lt;![CDATA[Hoje, vou falar um pouco sobre o Fediverso, um termo que talvez seja conhecido por alguns, mas nem sempre compreendido em sua totalidade. Normalmente, as pessoas buscam alternativas às redes sociais tradicionais quando já se sentem frustradas com o autoritarismo das grandes empresas de tecnologia e seus proprietários excêntricos, como Mark Zuckerberg, Pavel Durov e Elon Musk. É nesse cenário que muitas delas encontram refúgio no Fediverso.&#xA;&#xA;Não pretendo fornecer uma explanação técnica repleta de termos complexos, pois meu objetivo é simplesmente relatar minha própria experiência nas redes federadas, de forma acessível a qualquer pessoa, assim como eu.&#xA;&#xA;Tentarei explicar de forma simples esse tal de redes federadas e descentralizadas, falarei sobre as instância e a importância das redes federadas, mostratrarei como ingressar do jeito certo e também deixarei uma lista das redes que uso no fediverso com algumas dicas.&#xA;&#xA;O que é o fediverso, o universo federado?&#xA;&#xA;O Fediverso é um conjunto de redes sociais descentralizadas, onde diferentes servidores, conhecidos como instâncias, se comunicam entre si graças ao protocolo ActivityPub. Imagine a sensação de rolar sua timeline e receber postagens de diversas plataformas, como YouTube e Twitter, podendo interagir com todas elas. Essa é a experiência proporcionada pelas redes federadas.&#xA;&#xA;É muito comum, por exemplo, estar no Mastodon e receber uma publicação diretamente do Friendica, podendo ainda interagir com o conteúdo. Algo impossível de se fazer nas redes sociais tradicionais, controladas por grandes empresas.&#xA;&#xA;Entendendo o conceito de descentralização e instâncias&#xA;&#xA;Enquanto as redes sociais tradicionais são altamente centralizadas, com todos os usuários concentrados em um único servidor controlado por uma grande empresa, as chamadas bigtechs, as redes do fediverso apresentam uma arquitetura descentralizada.&#xA;&#xA;No fediverso, os usuários estão distribuídos em diversos servidores, cada qual formando sua própria comunidade, com características e regras próprias. Esses servidores se comunicam entre si, permitindo que os usuários interajam independentemente da plataforma em que estão.&#xA;&#xA;Essa estrutura descentralizada permite que o fediverso seja gerido tanto por pessoas físicas quanto por instituições, oferecendo maior autonomia e diversidade de abordagens em comparação com os modelos centralizados predominantes na internet.&#xA;&#xA;Em qual rede do fediverso devo iniciar&#xA;&#xA;Bom, a rede social alternativa que você deve escolher depende do seu gosto pessoal e da rede que você pretende deixar. Por exemplo, se você quiser sair do Twitter, pode migrar para o Mastodon, que é uma rede de microblogging similar. Se você procura uma alternativa ao Instagram, o Pixelfed pode ser uma boa opção. Para uma plataforma de macroblogging semelhante ao Facebook, o Friendica pode ser interessante. Já o Lemmy é uma alternativa ao Reddit.&#xA;&#xA;Se o foco é compartilhar vídeos, o PeerTube é uma alternativa ao YouTube. Existem muitas outras redes sociais alternativas, mas vou me concentrar apenas naquelas com as quais tenho experiência prática.&#xA;&#xA;Instâncias: como criar uma conta no fediverso?&#xA;&#xA;Uma das coisas mais importantes para ingressar no fediverso, independentemente da plataforma, é ter conhecimento sobre as instâncias. É importante lembrar que o fediverso é uma rede descentralizada, o que significa que existem vários servidores (instâncias) mesmo dentro da mesma rede. Cada instância possui suas próprias características e práticas de moderação.&#xA;&#xA;Por exemplo, você poderá encontrar instâncias focadas exclusivamente na causa LGBTQIA+ ou até mesmo com vieses políticos específicos. Portanto, é recomendável pesquisar pelas instâncias de língua portuguesa para ter uma experiência mais alinhada com suas preferências.&#xA;&#xA;No entanto, é importante ressaltar que todas as instâncias do fediverso se comunicam entre si, de forma similar ao funcionamento do e-mail. Assim como um e-mail enviado de uma conta do Gmail pode ser recebido em uma conta do Protonmail ou do Outlook, as diferentes instâncias do fediverso também podem interagir umas com as outras, independentemente da plataforma específica.&#xA;&#xA;Mastodon&#xA;   Plataforma de microblogging similar ao X-Twitter.&#xA;   Essas são as instâncias mastodon que eu indico, sendo que as três primeiras são brasileiras a última é a instância oficial não indico muito porque tem muito estrangeiros: &#xA;   bolha.one&#xA;   bolha.us&#xA;   ursal.zone&#xA;   mastodon.social&#xA;   App para acessar sua conta Mastodon: Moshidon  &#xA;&#xA;Lemmy&#xA;   Agregador de links melhor alternativa ao Reddit. Essa plataforma é focada em comunidades sobre diversos assuntos.&#xA;   Essas são as instância Lemmy que eu indico:&#xA;   bolha.forum&#xA;   lemmy.eco.br&#xA;   App para acessar sua conta Lemmy:&#xA;   Eternity&#xA;   &#xA;Friendica&#xA;   Plataforma de microblogging com leves &#34;semelhanças&#34; com o facebook.&#xA;   indico essa instância:&#xA;   bolha.network&#xA;   libranet.de&#xA;   &#xA;Writefreely&#xA;    Plataforma  simplista para criação de blogs, notas ou diário.&#xA;    Essa é a instância writefreely que indico:&#xA;    bolha.blog&#xA;&#xA;Liberdade de expressão e censura&#xA;&#xA;As redes federadas e descentralizadas vem ganhando grande notoriedade justamente por proporcionar mais liberdade aos seu  usuários e maior resistência à censura, essa características já despertou a atenção até mesmo da Meta que optou por federar o Threads, &#xA;&#xA;Federação: significa que diferentes redes independentes podem se comunicar entre si. Imagine várias redes sociais diferentes, cada uma com suas próprias regras, mas todas podem conversar e compartilhar informações umas com as outras.&#xA;&#xA;Descentralização: significa que o controle e os dados não estão em um único lugar. Em vez disso, eles estão espalhados por vários pontos. Isso significa que não há um chefe único ou ponto central que controla tudo, o que torna o sistema mais resistente a falhas e censura.&#xA;&#xA;— hoje muitas pessoas já usam o BlueSky, que também é uma rede federada, mesmo sem entender sobre esse conceito, então espero ter ajudado.]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Hoje, vou falar um pouco sobre o Fediverso, um termo que talvez seja conhecido por alguns, mas nem sempre compreendido em sua totalidade. Normalmente, as pessoas buscam alternativas às redes sociais tradicionais quando já se sentem frustradas com o autoritarismo das grandes empresas de tecnologia e seus proprietários excêntricos, como Mark Zuckerberg, Pavel Durov e Elon Musk. É nesse cenário que muitas delas encontram refúgio no Fediverso.</p>

<p>Não pretendo fornecer uma explanação técnica repleta de termos complexos, pois meu objetivo é simplesmente relatar minha própria experiência nas redes federadas, de forma acessível a qualquer pessoa, assim como eu.</p>

<p>Tentarei explicar de forma simples esse tal de redes federadas e descentralizadas, falarei sobre as instância e a importância das redes federadas, mostratrarei como ingressar do jeito certo e também deixarei uma lista das redes que uso no fediverso com algumas dicas.</p>

<h1 id="o-que-é-o-fediverso-o-universo-federado">O que é o fediverso, o universo federado?</h1>

<p>O Fediverso é um conjunto de redes sociais descentralizadas, onde diferentes servidores, conhecidos como <em>instâncias</em>, se comunicam entre si graças ao protocolo <em>ActivityPub</em>. Imagine a sensação de rolar sua timeline e receber postagens de diversas plataformas, como YouTube e Twitter, podendo interagir com todas elas. Essa é a experiência proporcionada pelas redes federadas.</p>

<p>É muito comum, por exemplo, estar no Mastodon e receber uma publicação diretamente do Friendica, podendo ainda interagir com o conteúdo. Algo impossível de se fazer nas redes sociais tradicionais, controladas por grandes empresas.</p>

<h2 id="entendendo-o-conceito-de-descentralização-e-instâncias">Entendendo o conceito de descentralização e instâncias</h2>

<p>Enquanto as redes sociais tradicionais são altamente centralizadas, com todos os usuários concentrados em um único servidor controlado por uma grande empresa, as chamadas <em>bigtechs</em>, as redes do fediverso apresentam uma arquitetura descentralizada.</p>

<p>No fediverso, os usuários estão distribuídos em diversos servidores, cada qual formando sua própria comunidade, com características e regras próprias. Esses servidores se comunicam entre si, permitindo que os usuários interajam independentemente da plataforma em que estão.</p>

<p>Essa estrutura descentralizada permite que o fediverso seja gerido tanto por pessoas físicas quanto por instituições, oferecendo maior autonomia e diversidade de abordagens em comparação com os modelos centralizados predominantes na internet.</p>

<h1 id="em-qual-rede-do-fediverso-devo-iniciar">Em qual rede do fediverso devo iniciar</h1>

<p>Bom, a rede social alternativa que você deve escolher depende do seu gosto pessoal e da rede que você pretende deixar. Por exemplo, se você quiser sair do Twitter, pode migrar para o <strong>Mastodon</strong>, que é uma rede de microblogging similar. Se você procura uma alternativa ao Instagram, o <strong>Pixelfed</strong> pode ser uma boa opção. Para uma plataforma de macroblogging semelhante ao Facebook, o <strong>Friendica</strong> pode ser interessante. Já o <strong>Lemmy</strong> é uma alternativa ao Reddit.</p>

<p>Se o foco é compartilhar vídeos, o <strong>PeerTube</strong> é uma alternativa ao YouTube. Existem muitas outras redes sociais alternativas, mas vou me concentrar apenas naquelas com as quais tenho experiência prática.</p>

<h1 id="instâncias-como-criar-uma-conta-no-fediverso">Instâncias: como criar uma conta no fediverso?</h1>

<p>Uma das coisas mais importantes para ingressar no fediverso, independentemente da plataforma, é ter conhecimento sobre as <strong>instâncias</strong>. É importante lembrar que o fediverso é uma rede descentralizada, o que significa que existem vários servidores (instâncias) mesmo dentro da mesma rede. Cada instância possui suas próprias características e práticas de moderação.</p>

<p>Por exemplo, você poderá encontrar instâncias focadas exclusivamente na causa LGBTQIA+ ou até mesmo com vieses políticos específicos. Portanto, é recomendável pesquisar pelas instâncias de língua portuguesa para ter uma experiência mais alinhada com suas preferências.</p>

<p>No entanto, é importante ressaltar que todas as instâncias do fediverso se comunicam entre si, de forma similar ao funcionamento do e-mail. Assim como um e-mail enviado de uma conta do Gmail pode ser recebido em uma conta do Protonmail ou do Outlook, as diferentes instâncias do fediverso também podem interagir umas com as outras, independentemente da plataforma específica.</p>
<ul><li><p><strong>Mastodon</strong></p>
<ul><li>Plataforma de microblogging similar ao X-Twitter.</li>
<li>Essas são as instâncias mastodon que eu indico, sendo que as três primeiras são brasileiras a última é a instância oficial não indico muito porque tem muito estrangeiros:</li>
<li><a href="https://bolha.one/about" rel="nofollow">bolha.one</a></li>
<li><a href="https://bolha.us/about" rel="nofollow">bolha.us</a></li>
<li><a href="https://ursal.zone/about" rel="nofollow">ursal.zone</a></li>
<li><a href="https://mastodon.social/explore" rel="nofollow">mastodon.social</a></li>
<li><strong>App para acessar sua conta Mastodon:</strong> <a href="https://play.google.com/store/apps/details?id=org.joinmastodon.android.moshinda&amp;hl=en_US&amp;referrer=utm_source%3Dgoogle%26utm_medium%3Dorganic%26utm_term%3Dmastodon+client&amp;pcampaignid=APPU_1_cR1KZueuOpS25OUPq6eq8AY" rel="nofollow">Moshidon</a><br></li></ul></li>

<li><p><strong>Lemmy</strong></p>
<ul><li>Agregador de links melhor alternativa ao Reddit. Essa plataforma é focada em comunidades sobre diversos assuntos.</li>
<li>Essas são as instância Lemmy que eu indico:</li>
<li><a href="https://bolha.forum/" rel="nofollow">bolha.forum</a></li>
<li><a href="https://lemmy.eco.br/" rel="nofollow">lemmy.eco.br</a></li>
<li><strong>App para acessar sua conta Lemmy</strong>:</li>
<li><a href="https://play.google.com/store/apps/details?id=eu.toldi.infinityforlemmy&amp;hl=en_US&amp;referrer=utm_source%3Dgoogle%26utm_medium%3Dorganic%26utm_term%3Deternity+lemmy&amp;pcampaignid=APPU_1_bx5KZp-PCsT65OUP0pO0sAY" rel="nofollow">Eternity</a>
<br></li></ul></li>

<li><p><strong>Friendica</strong></p>
<ul><li>Plataforma de microblogging com leves “semelhanças” com o facebook.</li>
<li>indico essa instância:</li>
<li><a href="https://bolha.network/" rel="nofollow">bolha.network</a></li>
<li><a href="https://libranet.de/" rel="nofollow">libranet.de</a>
<br></li></ul></li>

<li><p><strong>Writefreely</strong></p>
<ul><li>Plataforma  simplista para criação de blogs, notas ou diário.</li>
<li>Essa é a instância writefreely que indico:</li>
<li><a href="https://bolha.blog/" rel="nofollow">bolha.blog</a></li></ul></li></ul>

<h1 id="liberdade-de-expressão-e-censura">Liberdade de expressão e censura</h1>

<p>As redes federadas e descentralizadas vem ganhando grande notoriedade justamente por proporcionar mais liberdade aos seu  usuários e maior resistência à censura, essa características já despertou a atenção até mesmo da <a href="https://www.terra.com.br/byte/o-que-e-fediverso-do-threads,1eddbb0d8491cdab1eb1c0e1a799f4fasywzd8g6.html" rel="nofollow">Meta que optou por federar o Threads</a>,</p>

<p><strong>Federação:</strong> significa que diferentes redes independentes podem se comunicar entre si. Imagine várias redes sociais diferentes, cada uma com suas próprias regras, mas todas podem conversar e compartilhar informações umas com as outras.</p>

<p><strong>Descentralização:</strong> significa que o controle e os dados não estão em um único lugar. Em vez disso, eles estão espalhados por vários pontos. Isso significa que não há um chefe único ou ponto central que controla tudo, o que torna o sistema mais resistente a falhas e censura.</p>

<p>— hoje muitas pessoas já usam o <strong>BlueSky</strong>, que também é uma rede federada, mesmo sem entender sobre esse conceito, então espero ter ajudado.</p>
]]></content:encoded>
      <author>Blog do Rodrigues</author>
      <guid>https://bolha.blog/read/a/ha4oe1r337</guid>
      <pubDate>Sun, 19 May 2024 16:44:14 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Refutando o agronegócio</title>
      <link>https://bolha.blog/domrodrigues/refutando-o-agronegocio</link>
      <description>&lt;![CDATA[O que está ocorrendo no Rio Grande do Sul é um alerta urgente, evidenciando a necessidade premente de não mais confiar exclusivamente no agronegócio e na influência política da extrema direita para moldar o futuro do nosso país.&#xA;&#xA;Os recentes eventos no Rio Grande do Sul destacam a urgência de defendermos de forma mais incisiva uma agricultura sustentável e de combatermos o atual modelo destrutivo do agronegócio.&#xA;&#xA;Embora alguns possam questionar a politização da tragédia no estado gaúcho, é crucial apontar os responsáveis para evitar que continuem agindo impunemente. As mudanças climáticas desempenharam um papel significativo, porém, a postura negacionista da extrema direita no governo estadual ignorou alertas e dados apresentados em um estudo desde 2015.&#xA;&#xA;As questões ambientais estão se tornando cada vez mais relevantes e debatidas, e não é algo distante no futuro, mas sim uma realidade iminente. Esses temas têm um impacto significativo, inclusive no cenário político, e é essencial estarmos preparados para desmistificar a narrativa muitas vezes inventadas e veiculada pela mídia, que vem retratando o agronegócio como a táboa de salvação da economia brasileira.&#xA;&#xA;O agronegócio é auto-sustentável?&#xA;&#xA;O agronegócio tem sido um dos principais responsáveis pela degradação ambiental, devido ao desmatamento em larga escala, que causa erosão do solo, e ao uso excessivo de agrotóxicos e fertilizantes, que contaminam as águas e o solo. Essas práticas não apenas comprometem a integridade do meio ambiente, mas também a saúde humana e a biodiversidade. É um erro grave chamar essa forma de produção de &#34;auto-sustentável&#34;, pois ela não apenas não é sustentável, como também é uma ameaça à própria sobrevivência do planeta.&#xA;&#xA;  Fernanda Savicki, engenheira agrônoma e pesquisadora da Fiocruz, explica que o 2-4D é um herbicida de ação hormonal: “Age do mesmo modo em outros organismos vivos, inclusive nós humanos. saiba mais&#xA;&#xA;O agronegócio  carrega o país nas costas?&#xA;&#xA;A afirmação de que o Brasil depende exclusivamente do agronegócio para ter um PIB significativo é uma mentira descarada. Um estudo publicado pela Fundação Friedrich Ebert em setembro de 2021 revela a verdadeira participação do setor agrícola no PIB brasileiro. De acordo com o estudo, que apresenta uma série histórica de 2002 a 2018, a contribuição do agronegócio para o PIB é irrisória em comparação com outros setores. Em média, o agro contribui com apenas 5,4% do PIB, enquanto o setor industrial contribui com 25,5% e o setor de serviços com 52,4%. Esses dados desmente a ideia de que o Brasil é um país que depende exclusivamente do agronegócio para seu crescimento econômico. Saiba mais&#xA;&#xA;O agro é o motor do país?&#xA;&#xA;Nos deparamos com outra mentira semelhante à anterior, e a resposta anterior serviria muito bem aqui também. No entanto, gostaria de fazer uma outra pergunta: não seria o Brasil o motor do agro? Na verdade, é evidente e flagrante que o agronegócio depende fortemente de subsídios do governo federal para sua sobrevivência, além de vários benefícios fiscais, como isenção de impostos sobre exportações e ITR com alíquota congelada há mais de 40 anos. É interessante notar que, todos os anos, o Brasil deixa de arrecadar cerca de R$ 14,3 bilhões em favor do agronegócio. Então, quem é o motor de quem? Quem pararia de funcionar sem o outro? Saiba mais]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>O que está ocorrendo no Rio Grande do Sul é um alerta urgente, evidenciando a necessidade <em>premente</em> de não mais confiar exclusivamente no agronegócio e na influência política da extrema direita para moldar o futuro do nosso país.</p>

<p>Os recentes eventos no Rio Grande do Sul destacam a urgência de defendermos de forma mais incisiva uma agricultura sustentável e de combatermos o atual modelo destrutivo do agronegócio.</p>

<p>Embora alguns possam questionar a politização da tragédia no estado gaúcho, é crucial apontar os responsáveis para evitar que continuem agindo impunemente. As mudanças climáticas desempenharam um papel significativo, porém, a postura negacionista da extrema direita no governo estadual ignorou alertas e dados apresentados em um estudo desde 2015.</p>

<p>As questões ambientais estão se tornando cada vez mais relevantes e debatidas, e não é algo distante no futuro, mas sim uma realidade iminente. Esses temas têm um impacto significativo, inclusive no cenário político, e é essencial estarmos preparados para desmistificar a narrativa muitas vezes inventadas e veiculada pela mídia, que vem retratando o agronegócio como a táboa de salvação da economia brasileira.</p>

<h1 id="o-agronegócio-é-auto-sustentável">O agronegócio é auto-sustentável?</h1>

<p>O agronegócio tem sido um dos principais responsáveis pela degradação ambiental, devido ao desmatamento em larga escala, que causa erosão do solo, e ao uso excessivo de agrotóxicos e fertilizantes, que contaminam as águas e o solo. Essas práticas não apenas comprometem a integridade do meio ambiente, mas também a saúde humana e a biodiversidade. É um erro grave chamar essa forma de produção de “auto-sustentável”, pois ela não apenas não é sustentável, como também é uma ameaça à própria sobrevivência do planeta.</p>

<blockquote><p>Fernanda Savicki, engenheira agrônoma e pesquisadora da Fiocruz, explica que o 2-4D é um herbicida de ação hormonal: “Age do mesmo modo em outros organismos vivos, inclusive nós humanos. <a href="https://www.google.com/amp/s/br.boell.org/pt-br/2023/06/13/comunidades-indigenas-sofrem-com-contaminacao-por-agrotoxicos%3famp" rel="nofollow"><strong>saiba mais</strong></a></p></blockquote>

<h1 id="o-agronegócio-carrega-o-país-nas-costas">O agronegócio  carrega o país nas costas?</h1>

<p>A afirmação de que o Brasil depende exclusivamente do agronegócio para ter um PIB significativo é uma mentira descarada. Um estudo publicado pela Fundação Friedrich Ebert em setembro de 2021 revela a verdadeira participação do setor agrícola no PIB brasileiro. De acordo com o estudo, que apresenta uma série histórica de 2002 a 2018, a contribuição do agronegócio para o PIB é irrisória em comparação com outros setores. Em média, o agro contribui com apenas 5,4% do PIB, enquanto o setor industrial contribui com 25,5% e o setor de serviços com 52,4%. Esses dados desmente a ideia de que o Brasil é um país que depende exclusivamente do agronegócio para seu crescimento econômico. <a href="https://library.fes.de/pdf-files/bueros/brasilien/18319-20211027.pdf" rel="nofollow"><strong>Saiba mais</strong></a></p>

<h1 id="o-agro-é-o-motor-do-país">O agro é o motor do país?</h1>

<p>Nos deparamos com outra mentira semelhante à anterior, e a resposta anterior serviria muito bem aqui também. No entanto, gostaria de fazer uma outra pergunta: não seria o Brasil o motor do agro? Na verdade, é evidente e flagrante que o agronegócio depende fortemente de subsídios do governo federal para sua sobrevivência, além de vários benefícios fiscais, como isenção de impostos sobre exportações e ITR com alíquota congelada há mais de 40 anos. É interessante notar que, todos os anos, o Brasil deixa de arrecadar cerca de R$ 14,3 bilhões em favor do agronegócio. Então, quem é o motor de quem? Quem pararia de funcionar sem o outro? <a href="https://www.redebrasilatual.com.br/cidadania/campanha-denuncia-privilegios-dos-super-ricos-do-agronegocio/" rel="nofollow"><strong>Saiba mais</strong></a></p>
]]></content:encoded>
      <author>Blog do Rodrigues</author>
      <guid>https://bolha.blog/read/a/dbqsr8uqfs</guid>
      <pubDate>Thu, 16 May 2024 00:01:15 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Eleições no México, tudo que devemos saber.</title>
      <link>https://bolha.blog/domrodrigues/eleicoes-no-mexico-tudo-que-devemos-saber</link>
      <description>&lt;![CDATA[Desde sua ascensão ao poder em 2018, Andrés Manuel López Obrador, também conhecido como AMLO, assumiu o cargo de presidente do México e se destacou por suas políticas sociais voltadas para os pobres e trabalhadores. Seu partido é o MORENA (Movimento Regeneração Nacional).&#xA;&#xA;Os cidadãos mexicanos irão às urnas em 2 de junho deste ano de 2024. Devido ao sistema eleitoral mexicano, que não permite a reeleição, Cláudia Sheinbaun é a candidata apoiada pelo presidente López Obrador. Sheinbaun é uma cientista política que atuou como chefe de governo da Cidade do México de 2018 a 2023. Além disso, ela é uma líder da esquerda e tem grandes chances de se tornar a primeira presidente mulher do país.&#xA;&#xA;De acordo com as últimas pesquisas de opinião, Sheinbaun está em uma posição mais favorável nas intenções de voto em comparação com a candidata da oposição, Xóchilt Gálvez. Sheinbaun conta com aproximadamente 59% das intenções de voto, enquanto Gálvez possui cerca de 36%.&#xA;&#xA;]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Desde sua ascensão ao poder em 2018, Andrés Manuel López Obrador, também conhecido como AMLO, assumiu o cargo de presidente do México e se destacou por suas políticas sociais voltadas para os pobres e trabalhadores. Seu partido é o MORENA (Movimento Regeneração Nacional).</p>

<p>Os cidadãos mexicanos irão às urnas em 2 de junho deste ano de 2024. Devido ao sistema eleitoral mexicano, que não permite a reeleição, Cláudia Sheinbaun é a candidata apoiada pelo presidente López Obrador. Sheinbaun é uma cientista política que atuou como chefe de governo da Cidade do México de 2018 a 2023. Além disso, ela é uma líder da esquerda e tem grandes chances de se tornar a primeira presidente mulher do país.</p>

<p>De acordo com as últimas pesquisas de opinião, Sheinbaun está em uma posição mais favorável nas intenções de voto em comparação com a candidata da oposição, Xóchilt Gálvez. Sheinbaun conta com aproximadamente 59% das intenções de voto, enquanto Gálvez possui cerca de 36%.</p>
]]></content:encoded>
      <author>Blog do Rodrigues</author>
      <guid>https://bolha.blog/read/a/87ia43ueje</guid>
      <pubDate>Sun, 12 May 2024 00:01:49 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Movimento &#34;o sul é meu país&#34;, refutado?</title>
      <link>https://bolha.blog/domrodrigues/movimento-o-e-meu-pais-refutado</link>
      <description>&lt;![CDATA[O &#34;País Sul&#34; deveria ter sua economia baseada no agronegócio e na exportação de commodities, porém sem o protecionismo do estado brasileiro, isso mesmo, quem vive do agronegócio está sujeito aos efeitos climáticos e meteorológicos, e sem o guarda-chuva do governo os prejuízos seriam exorbitantes. Ninguém fala, mas o Brasil deixa de arrecadar todo ano $R 14,3 Bi em prol do bém-estar do agronegócio, o Sul independente teria que aprender a viver sem essa proteção.&#xA;&#xA;Outro grande problema seria a crise energética, sim a usina hidrelétrica de Itaipu, responsável por abastecer as regiões sul, sudeste e centro-oeste do Brasil, logicamente que continuaria do Brasil levando o suposto &#34;País Sul&#34; a enfrentar grandes dificuldades energéticas.&#xA;&#xA;No suposto &#34;País Sul&#34; o Paraná representaria 38% da população do &#34;país&#34;, o Rio Grande do Sul representaria 37,8% da população e 48% do território já Santa Catarina 25,4% da população.&#xA;&#xA;Não querendo tratar a situação do Rio Grande do Sul com desdém, sabemos que é algo sério e que o governo brasileiro e todo o Brasil já está se mobilizando em socorro do estado, mas como seria isso se o sul fosse independente?&#xA;&#xA;  ATENÇÃO: Qualquer ação que vise desmembrar o território nacional ou subverter a ordem política e social estabelecida pela Constituição Federal é considerada ilegal e passível de punição]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>O “País Sul” deveria ter sua economia baseada no agronegócio e na exportação de commodities, porém sem o protecionismo do estado brasileiro, isso mesmo, quem vive do agronegócio está sujeito aos efeitos climáticos e meteorológicos, e sem o guarda-chuva do governo os prejuízos seriam exorbitantes. Ninguém fala, mas o Brasil deixa de arrecadar todo ano <a href="https://www.redebrasilatual.com.br/cidadania/campanha-denuncia-privilegios-dos-super-ricos-do-agronegocio/" rel="nofollow">$R 14,3 Bi</a> em prol do bém-estar do agronegócio, o Sul independente teria que aprender a viver sem essa proteção.</p>

<p>Outro grande problema seria a crise energética, sim a usina hidrelétrica de Itaipu, responsável por abastecer as regiões sul, sudeste e centro-oeste do Brasil, logicamente que continuaria do Brasil levando o suposto “País Sul” a enfrentar grandes dificuldades energéticas.</p>

<p>No suposto “País Sul” o Paraná representaria <a href="https://brasilescola.uol.com.br/brasil/estados-do-sul.htm" rel="nofollow">38% da população</a> do “país”, o Rio Grande do Sul representaria <a href="https://brasilescola.uol.com.br/brasil/estados-do-sul.htm" rel="nofollow">37,8%</a> da população e 48% do território já Santa Catarina <a href="https://brasilescola.uol.com.br/brasil/estados-do-sul.htm" rel="nofollow">25,4%</a> da população.</p>

<p>Não querendo tratar a situação do Rio Grande do Sul com desdém, sabemos que é algo sério e que o governo brasileiro e todo o Brasil já está se mobilizando em socorro do estado, mas como seria isso se o sul fosse independente?</p>

<blockquote><p><strong>ATENÇÃO:</strong> <em>Qualquer ação que vise desmembrar o território nacional ou subverter a ordem política e social estabelecida pela Constituição Federal é considerada ilegal e passível de punição</em></p></blockquote>
]]></content:encoded>
      <author>Blog do Rodrigues</author>
      <guid>https://bolha.blog/read/a/qva38ljxpa</guid>
      <pubDate>Fri, 10 May 2024 20:56:53 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Apredendo muito encuralado os caminhos do Fediverse! </title>
      <link>https://bolha.blog/atjohannesalbrecthatbolha-us/apredendo-muito-encuralado-os-caminhos-do-fediverse</link>
      <description>&lt;![CDATA[Apredendo muito encuralado os caminhos do Fediverse! ]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Apredendo muito encuralado os caminhos do Fediverse!</p>
]]></content:encoded>
      <author>@johannesalbrecth@bolha.us</author>
      <guid>https://bolha.blog/read/a/j168tc3x0p</guid>
      <pubDate>Sat, 04 May 2024 12:46:06 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Explorando as ferramentas da Bolha.</title>
      <link>https://bolha.blog/emanoel/explorando-as-ferramentas-da-bolha</link>
      <description>&lt;![CDATA[Explorando as ferramentas da Bolha. Em busca de utilizar as ferramentas disponíveis na Bolha.tools, comecei a explorar cada uma para encontrar aplicação no mestrado em Tecnologia Educacional. &#xA;&#xA;Mermaid - Criação de gráficos através da mermaid syntax. Dá para importar gists, assim posso versionar os gráficos que irei utilizar na minha dissertação? Interessante!&#xA;Overleaf - Ainda não tem os modelos, vou precisar importar do overleaf.com talvez.&#xA;HedgeDog - editor de notas online com muitos recursos. Achei bem completo. Vou usar!]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Explorando as ferramentas da Bolha. Em busca de utilizar as ferramentas disponíveis na Bolha.tools, comecei a explorar cada uma para encontrar aplicação no mestrado em Tecnologia Educacional.</p>
<ul><li>Mermaid – Criação de gráficos através da <a href="http://mermaid.js.org/" rel="nofollow">mermaid syntax</a>. Dá para importar gists, assim posso versionar os gráficos que irei utilizar na minha dissertação? Interessante!</li>
<li>Overleaf – Ainda não tem os modelos, vou precisar importar do overleaf.com talvez.</li>
<li><a href="https://notes.bolha.tools/" rel="nofollow">HedgeDog</a> – editor de notas online com muitos recursos. Achei bem completo. Vou usar!</li></ul>
]]></content:encoded>
      <author>Blog do Emanoel</author>
      <guid>https://bolha.blog/read/a/utvm0za4dl</guid>
      <pubDate>Fri, 26 Apr 2024 14:06:53 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>hello!</title>
      <link>https://bolha.blog/johannesalbrecthatbolha-us/hello</link>
      <description>&lt;![CDATA[hello!&#xA;i´m dazed and very confused!  &#xA;HELP ME!&#xA;]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>hello!
i´m dazed and very confused!<br>
HELP ME!</p>
]]></content:encoded>
      <author>@johannesalbrecth@bolha.us</author>
      <guid>https://bolha.blog/read/a/th4tf0cz1c</guid>
      <pubDate>Wed, 03 Apr 2024 19:41:05 +0000</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Meu projetinho</title>
      <link>https://bolha.blog/joao-carlos/meu-projetinho</link>
      <description>&lt;![CDATA[Finalmeeeeente eu terminei esse carinha.&#xA;Tudo começou em um post meu lá no Tabnews. Eu perguntava se alguém conhecia uma comunidade para encontrar projetos open source brasileiros para colaborar. Ninguém conhecia uma, e tinha gente naquele post compartilhando seus projetos até, mostrando que tinha essa vontade.&#xA;&#xA;Então, como bom arteiro e programador que eu sou, decidi fazer o meu próprio, que demoraria algumas semanas ou um mês no máximo&#xA;&#xA;(isso durou uns 5 meses)&#xA;&#xA;O resultado final ficou bem satisfatório. Mesmo tendo que cortar algumas coisas, e ter que me segurar para não adicionar mais bobeirinhas. O projeto tá aí, tá lançado, e tá pronto.&#xA;&#xA;A stack é extremamente simples (a ideia desde o começo era simplicidade em tudo), é um site estático, com um pré processador gerando as páginas com os projetos e tals&#xA;&#xA;Eu tive a decisão meio duvidosa de usar o bootstrap studio, porque odeio ao máximo desenvolvimento web, e estou muito por fora de padrões, boas práticas, o que precisa colocar no cabeçalho para fazer a bagaça funcionar em mobile. Mas no final foi bem útil, mesmo que precisei me virar muito para me adaptar com ele, e me deu o que precisava&#xA;&#xA;Difícil foi processar os dados dele. Para maior flexibilidade, eu usei lua puro para fazer isso. ficaria difícil usar um pré-processador como hugo porque o bootstrap studio me limitaria muito na questão de criar os templates. Então usei lua, e uma biblioteca para fazer o parse do HTML, e tudo fluiu muito bem&#xA;&#xA;A hospedagem tá sendo feito no GitLab pages, e com o domínio deles também. Se o projeto pegar mais tração eu posso comprar um domínio .com.br, e usar uma CDN melhorzinha. Mas eu quero bota ele pra fora esse MVP logo, e ficar escovando bits depois se precisar.&#xA;&#xA;Em geral tô bem feliz de ter programado um negócio publico, para outras pessoas usarem. Não ser um desafiozinho bobo, que dura uma semana só.&#xA;&#xA;O site é: joao620.gitlab.io/meu-projetinho. lá tem algumas informações como adicionar os seus, os meus projetos para demonstrar como fica, e bastantes bugs que eu fingir não existir para lançar ele logo :P&#xA;(Usem no modo escuro, eu acho bem mais bonito)&#xA;&#xA;]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Finalmeeeeente eu terminei esse carinha.
Tudo começou em um <a href="https://www.tabnews.com.br/hagaka/onde-encontrar-projetinhos-para-colaborar" rel="nofollow">post</a> meu lá no Tabnews. Eu perguntava se alguém conhecia uma comunidade para encontrar projetos open source brasileiros para colaborar. Ninguém conhecia uma, e tinha gente naquele post compartilhando seus projetos até, mostrando que tinha essa vontade.</p>

<p>Então, como bom arteiro e programador que eu sou, decidi fazer o meu próprio, que demoraria algumas semanas ou um mês no máximo</p>

<p><img src="https://i.imgflip.com/85pc8o.jpg" alt="">
(isso durou uns 5 meses)</p>

<p>O resultado final ficou bem satisfatório. Mesmo tendo que cortar algumas coisas, e ter que me segurar para não adicionar mais bobeirinhas. O projeto tá aí, tá lançado, e tá pronto.</p>

<p>A stack é extremamente simples (a ideia desde o começo era simplicidade em tudo), é um site estático, com um pré processador gerando as páginas com os projetos e tals</p>

<p>Eu tive a decisão meio duvidosa de usar o bootstrap studio, porque odeio ao máximo desenvolvimento web, e estou muito por fora de padrões, boas práticas, o que precisa colocar no cabeçalho para fazer a bagaça funcionar em mobile. Mas no final foi bem útil, mesmo que precisei me virar muito para me adaptar com ele, e me deu o que precisava</p>

<p>Difícil foi processar os dados dele. Para maior flexibilidade, eu usei lua puro para fazer isso. ficaria difícil usar um pré-processador como hugo porque o bootstrap studio me limitaria muito na questão de criar os templates. Então usei lua, e uma biblioteca para fazer o <em>parse</em> do HTML, e tudo fluiu muito bem</p>

<p>A hospedagem tá sendo feito no GitLab pages, e com o domínio deles também. Se o projeto pegar mais tração eu posso comprar um domínio .com.br, e usar uma CDN melhorzinha. Mas eu quero bota ele pra fora esse MVP logo, e ficar escovando bits depois se precisar.</p>

<p>Em geral tô bem feliz de ter programado um negócio publico, para outras pessoas usarem. Não ser um desafiozinho bobo, que dura uma semana só.</p>

<p>O site é: <strong>joao620.gitlab.io/meu-projetinho</strong>. lá tem algumas informações como adicionar os seus, os meus projetos para demonstrar como fica, e bastantes bugs que eu fingir não existir para lançar ele logo :P
(Usem no modo escuro, eu acho bem mais bonito)</p>

<p><img src="https://a.imagem.app/38e4RN.png" alt=""></p>
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      <author>João Carlos</author>
      <guid>https://bolha.blog/read/a/wudqwviz5k</guid>
      <pubDate>Tue, 26 Mar 2024 00:42:42 +0000</pubDate>
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