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    <title>Josir Gomes</title>
    <link>https://bolha.blog/josir/</link>
    <description>Pesquisador na área de Ciência da Informação, Programador e Professor</description>
    <pubDate>Thu, 16 Apr 2026 13:20:47 +0000</pubDate>
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      <title>Caos e Idiotice com o GOV.BR</title>
      <link>https://bolha.blog/josir/caos-e-idiotice-com-o-gov-br</link>
      <description>&lt;![CDATA[Caos e Idiotice com o GOV.BR&#xA;&#xA;Teste&#xA;&#xA;]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>#<a href="/josir/tag:Caos" class="hashtag" rel="nofollow"><span>#</span><span class="p-category">Caos</span></a> e Idiotice com o GOV.BR##</p>

<p>Teste</p>
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      <guid>https://bolha.blog/josir/caos-e-idiotice-com-o-gov-br</guid>
      <pubDate>Tue, 17 Oct 2023 14:40:02 +0000</pubDate>
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    <item>
      <title>O Mestre apertador de parafusos</title>
      <link>https://bolha.blog/josir/o-mestre-apertador-de-parafusos</link>
      <description>&lt;![CDATA[O Mestre apertador de parafusos&#xA;&#xA;Atualmente, trabalho remotamente com vários desenvolvedores em vários pontos do Brasil. É uma experiência muito rica pois, mesmo estando todos no Brasil, trato com pessoas com culturas, gírias e comportamentos distintos.&#xA;&#xA;Todos são ótimos profissionais do ponto de vista técnico, mas muitas vezes um tanto inocentes em relação ao trato com o dinheiro e com o valor do próprio trabalho. Um dos pontos que mais me incomoda é quando peço uma tarefa e o desenvolvedor diz que não irá colocar aquela tarefa em sua planilha de horas por tê-la feito muito rápido.&#xA;&#xA;E para eles gosto sempre de contar a fábula do &#34;Mestre apertador de parafusos&#34;:&#xA;&#xA;Um navio chegou em um porto distante e estava com um problema no motor. Chamaram um mestre que trabalhava há muito tempo no porto para fazer o orçamento e ele cobrou 10.000,00 para consertar o motor. &#xA;&#xA;Como era perigoso sair do porto com o problema no motor, o capitão do navio aceitou o orçamento, mas foi acompanhá-lo no serviço. &#xA;&#xA;O sujeito entrou no navio, analisou o problema, pegou uma chave de fenda e apertou 2 parafusos. O motor na mesma hora passou a funcionar corretamente. &#xA;&#xA;O capitão chegou e falou: você vai me cobrar 10.000 por ter apertado 2 parafusos???&#xA;&#xA;O técnico então falou: não senhor! Para apertar os parafusos, eu cobro apenas R$1,00!! Estou cobrando 9,999,00 pelo meu conhecimento de saber QUAIS parafusos eu preciso apertar!!&#xA;&#xA;Ou seja, temos que saber mensurar o valor correto do nosso trabalho, não só em termos de horas trabalhadas, mas também no valor que o trabalho representa em termos do conhecimento empregado. Muitas vezes, um atributo novo em um CSS agrega muito mais valor do que 100 linhas de código!&#xA;&#xA;Enfim, fico sempre atento para nunca fazer o papel do capitão do navio que não reconhece o trabalho de quem está consertando o navio. O reconhecimento do trabalho de uma pessoa tem um valor inestimável principalmente quando o reconhecimento vem dos seus pares. É fundamental que o gestor ou coordenador de projetos fique sempre atento a essa questão.&#xA;&#xA;Para completar: em meus 40 anos de experiência profissional, consegui identificar 3 tipos de capitães em relação ao reconhecimento de seus marujos: o atento, o distraído e o ganancioso. O atento é o que busca reconhecer os esforços de sua equipe e a retribui tanto em forma de elogios, mas também financeiramente. O ganancioso é o que sabe que sua equipe é boa, mas não a reconhece publicamente por inúmeros fatores espúrios.&#xA;&#xA;Contudo, a maior parte deles se encaixa na categoria dos distraídos: estão tão entretidos em suas tarefas diárias que não conseguem perceber/divulgar o mérito de sua equipe. E dentro dessa categoria, tem muito capitão de navio que não reconhece o trabalho alheio por ignorância, ou seja, por não perceber que aquele trabalho tem um valor agregado que não se contabiliza no número de parafusos apertados. &#xA;&#xA;Nestes casos, cabe ao mestre, ao artesão, ao técnico, nós, desenvolvedores de software, engenheiros, etc mostrar o valor de nosso trabalho. Passar a odiar o capitão não vai resolver o seu problema. Tente se colocar no lugar dele pois mutas vezes ele só está precisando que lhe abram os olhos!]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>O Mestre apertador de parafusos</p>

<p>Atualmente, trabalho remotamente com vários desenvolvedores em vários pontos do Brasil. É uma experiência muito rica pois, mesmo estando todos no Brasil, trato com pessoas com culturas, gírias e comportamentos distintos.</p>

<p>Todos são ótimos profissionais do ponto de vista técnico, mas muitas vezes um tanto inocentes em relação ao trato com o dinheiro e com o valor do próprio trabalho. Um dos pontos que mais me incomoda é quando peço uma tarefa e o desenvolvedor diz que não irá colocar aquela tarefa em sua planilha de horas por tê-la feito muito rápido.</p>

<p>E para eles gosto sempre de contar a fábula do “Mestre apertador de parafusos”:</p>

<p>Um navio chegou em um porto distante e estava com um problema no motor. Chamaram um mestre que trabalhava há muito tempo no porto para fazer o orçamento e ele cobrou 10.000,00 para consertar o motor.</p>

<p>Como era perigoso sair do porto com o problema no motor, o capitão do navio aceitou o orçamento, mas foi acompanhá-lo no serviço.</p>

<p>O sujeito entrou no navio, analisou o problema, pegou uma chave de fenda e apertou 2 parafusos. O motor na mesma hora passou a funcionar corretamente.</p>

<p>O capitão chegou e falou: você vai me cobrar 10.000 por ter apertado 2 parafusos???</p>

<p>O técnico então falou: não senhor! Para apertar os parafusos, eu cobro apenas R$1,00!! Estou cobrando 9,999,00 pelo meu conhecimento de saber QUAIS parafusos eu preciso apertar!!</p>

<p>Ou seja, temos que saber mensurar o valor correto do nosso trabalho, não só em termos de horas trabalhadas, mas também no valor que o trabalho representa em termos do conhecimento empregado. Muitas vezes, um atributo novo em um CSS agrega muito mais valor do que 100 linhas de código!</p>

<p>Enfim, fico sempre atento para nunca fazer o papel do capitão do navio que não reconhece o trabalho de quem está consertando o navio. O reconhecimento do trabalho de uma pessoa tem um valor inestimável principalmente quando o reconhecimento vem dos seus pares. É fundamental que o gestor ou coordenador de projetos fique sempre atento a essa questão.</p>

<p>Para completar: em meus 40 anos de experiência profissional, consegui identificar 3 tipos de capitães em relação ao reconhecimento de seus marujos: o atento, o distraído e o ganancioso. O atento é o que busca reconhecer os esforços de sua equipe e a retribui tanto em forma de elogios, mas também financeiramente. O ganancioso é o que sabe que sua equipe é boa, mas não a reconhece publicamente por inúmeros fatores espúrios.</p>

<p>Contudo, a maior parte deles se encaixa na categoria dos distraídos: estão tão entretidos em suas tarefas diárias que não conseguem perceber/divulgar o mérito de sua equipe. E dentro dessa categoria, tem muito capitão de navio que não reconhece o trabalho alheio por ignorância, ou seja, por não perceber que aquele trabalho tem um valor agregado que não se contabiliza no número de parafusos apertados.</p>

<p>Nestes casos, cabe ao mestre, ao artesão, ao técnico, nós, desenvolvedores de software, engenheiros, etc mostrar o valor de nosso trabalho. Passar a odiar o capitão não vai resolver o seu problema. Tente se colocar no lugar dele pois mutas vezes ele só está precisando que lhe abram os olhos!</p>
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      <guid>https://bolha.blog/josir/o-mestre-apertador-de-parafusos</guid>
      <pubDate>Thu, 11 May 2023 19:02:38 +0000</pubDate>
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